No meu “Exílio” eu pude perceber que o que atrapalha o Linux no Desktop se resume a 3 coisas, das quais só vou falar uma porque pouca gente fala:
- O mito do Windows ser mais fácil/completo
Digo mito pelo simples fato que depende, os principais argumentos se resumem a “Linux não tem Adobe, não tem AutoDesk, nem MS Office, ou algum jogo aleatório é só dar NNF e proto, no Linux tem que usar gambiarra”, mas vamos para fins práticos: segundo o EarthWeb o Windows é usado em 1,6 bilhões de PCs domésticos, por extenso, 1.600.000.000, vamos chutar alto, vamos dizer que 10% desses usuários dependem de ao menos um desses software, logo são 160.000.000, o que é mais do que a maioria dos países mas e os outros 1.440.000.000? Minha hipótese é que uma parte considerável tem a ver com a Síndrome de FOMO, geralmente aplicada a Social Media, a FOMO consegue explicar isso, a Microsoft investe pesado em vaporware, tecnologias que ela sabe que vai falhar e que não vai emplacar mas vai gerar hype, por exemplo, o Windows 3D, talvez nem conheça por esse nome mas a Microsoft implementou uma série de recursos 3D no Windows, 3D Builder, Paint 3D, Coleção de objetos 3D, Windows VR e mais uma centena de recursos envolvendo 3D que nenhum outro sistema tinha, 1 ano depois ela começou a passar a faca e matar 1 a 1 sequer deu tempo do https://killedbymicrosoft.info/ atualizar, depois foi o mesmo com o Loop (que tá vivo mas a própria Microsoft não liga nem incentiva seu uso) e agora o Recall e Copilot, são recursos meio inuteis para a maioria das pessoas, boa parte delas se quer tem hardware necessário mas cria a expectativa de que em algum momento vai vir algo que ela usa e pode usar, no Linux essa expectativa não existe. Sejamos realistas, dos trending apps na MS Store quantos são fora do navegador ou rodam realmente no Windows? Hoje 10/09/2024, do top 100, apenas 2 e estão nas últimas posições 90+, isso significa que o trending apps ou são inúteis no Linux (porque a maioria das distros já trazem soluções) ou são webapps
No mínimo isso invalida a hipótese dos apps essenciais

