Uma experiência com o Crystal Linux

A minha experiência com sistemas systemd-based são que eles consumiam bastante RAM, mesmo sem abrir nada.

Depois mesmo com o Runit no Artix Linux, com 32GB ele parece que estica as pernas também e ocupa bastante RAM, mas menos que o systemd.

Porém isso nunca alcança um ponto onde fica inviável; para usar bastante RAM como estou usando agora só rodando VM. E é um systemd-based (Endeavour).

ps: estou no Sway, não no Gnome, só pra constar.

Nem sabia que isso influenciava no consumo de RAM. Mas quando ligo o computador, o consumo é de uns 2 GB de RAM. E eu ainda tenho a zRAM ativada e configurada com uns 4 GB, que é o padrão do Crystal Linux.

No meu caso, eu vim de um notebook que já estava com uns 12 GB de RAM há uns bons anos. E vejo que esses 4 GB que tinha a mais no outro notebook está fazendo um pouco de falta.

Normalmente não me preocupo muito com o consumo de RAM. Nem no Windows eu me preocupava com isso, e sei que os SOs modernos conseguem lidar bem com isso.

No meu caso, é só trabalhar com arquivos mais pesados no Krita que a memória começa a chorar. Era assim no Windows com o PaintTool SAI e o Affinity Photo, e continua assim no Linux com o Krita.

Nesse caso aqui, eu estava trabalhando em outro arquivo, e esse arquivo estava consumindo 7 GB de memória, e provavelmente com boa parte disso na Swap. Mas mesmo assim o sistema estava relativamente fluído.

É que você usa esses programas de arte com umas imagens certamente nos 3k de resolução dos dois lados kk, por isso a RAM chega a lacrimejar.

Aqui é só se eu rodar muita coisa que pede RAM ao mesmo tempo, mas tem que abrir coisa mesmo. 32GB irão te servir mais do que bem, 64 seria overkill. 16GB é okay, mas pode limitar pro seu uso.

ps: uma WM não te ajudaria, pelo menos por enquanto?

3k em 600 DPI é o mínimo de resolução que normalmente uso. Mas às vezes, eu supero bastante essa resolução. Por exemplo, o Resumo de Arte que eu estava editando, estava com uma resolução de 9954x12442. Aí a memória RAM chora mesmo.

E às vezes trabalho nessa resolução, pois não gosto de ficar redimensionando as imagens para se encaixar nessas coisas.

Até penso num Window Manager, mas não tenho mais aquela paciência que eu tinha para configurar um pro meu uso. Mas se fosse para usar, provavelmente seria o Openbox (que já tenho uma certa familiaridade).

12K! Ouch! Nesse caso não tem o que ser feito mesmo, upgrade é necessidade.

Máximo que eu já usei foi 4K só pra editar (veio do waifu2x) e depois eu já jogava pra 1080p pra fazer o wallpaper. Quando eu mexia com fotografia (outro hobbie da raposa) até que pegava mais, mas só isso também.

Sobre WMs, entendo. Eu estou montando um script pra fazer um setup com Sway utilizável. Se eu conseguir reproduzir bem, monto um tópico aqui. Famosa dot files.

Openbox é bem mais fácil though, e bem coeso. Dá vontade de testar. A única coisa que me incomodo com as WMs é que os programas malemá se encaixam visualmente um com o outro. O theming é meio meh. Por isso to animado com COSMIC e gosto do Plasma, e até do GNOME, por que não, apesar de não usar mais. Não quero lidar com extensão quebrando.

Por vezes, eu edito em 12K mesmo. Mas é mais raro. O mais comum gira em torno de 3K a 7K. Basicamente do tamanho A5 ao A4 em 600 DPI. E daí jogo para uns 2K em Webp para postar no meu Blog.

Aprendi a gostar do Openbox, pois usei ele numa época em que eu usava um PC bem ruinzinho e que o chip de vídeo era tão fraco, que o Plasma não rodava com o Kwin. Ou era com o Openbox ou com o Xfwm4.

E por vezes, eu rodava uma sessão com o Openbox e configurava um desktop bem bacana e que conseguia rodar bem no PC capenga que eu tinha. Por exemplo, essa foi a primeira vez que usei o Openbox, lá pelos idos de 2011:

E depois fui aprendendo melhor a escolher o que poderia fazer o meu Openbox ficar mais legal. Eu era um adolescente que tinha um bom tempo para ficar testando essas coisas.

Isso é uma coisa que me deparei quando estava flertando com a ideia de migrar novamente para o Linux: Os programas não ficam mais tão coesos. Na época do GTK 2/3, era uma maravilha. Era só aplicar um tema que todos os programas ficavam direitinho.

Atualmente não parece ser tão bem assim. Você aplica um tema, mas os programas com a Libadwaita vai respeitar o tema?

A minha escolha pelo Gnome também recaiu na coesão visual, já que, assim como o KDE, ele parece ser o mais coeso dos ambientes. Mas por outro lado, acabo usando programas do KDE no Gnome (como o Krita e o Kdenlive), e eles parecem meio alienígenas no sistema.

Eu adoro o Gnome, mas realmente ficar lidando com extensão quebrada é um pé no saco. Já estou vendo que ou terei que fazer gambiarra para o Pano funcionar no Gnome 48 quando ele for lançado ou esperar que ele seja compatível.

Talvez eu possa testar o Plasma ou mesmo o XFCE em alguma instalação para ficar em Dualboot. São ambientes que acho bem legais.

É; ainda assim são arquivos grandinhos. Vários desses e com layers vai pedir memória sim ou sim.

Ah, a adolescência e o tempo que ela nos dá. Eu fazia as tarefas da escola e me sobrava um tempo lascado, e lá ia eu jogar/aprender piano/ver anime/escrever histórias. Bons tempos!

(E que Tails fofo! Aprovado pela raposa!)

Apesar de eu não gostar, querer evitar, é inegável que o Gnome é o mais coeso de todos. Sem mais, em seu visual.

Ah, a integração Qt/GTK nunca foi muito boa…

Então; eu não quero usar LTS ou point releases, então eu acabo tendo que usar ou WM ou algo que nunca mude, ou ainda algo que mude mas fique estável, como é o caso do Plasma.

Eu tirei agora mas provavelmente usarei Plasma novamente. Xfce também é legal.

E ah, “Pano”?

Sim, eu quando estou digitalizando/vetorizando algum desenho meu no Krita, só vejo o consumo de RAM subindo quase que exponencialmente conforme vou criando as camadas para separar os elementos do desenho.

O Pano é uma extensão de Área de Transferência que acho bem útil, pois ela exibe previews tanto de imagens, texto, cor, código e emojis.

E adorei esse leiaute dela, pois se encaixa relativamente bem naquela resolução de 1366x768.

E eu estava num bom interesse por Linux na época. Mais do que desenhar. E esse Wallpaper é de uma arte bem antiga de um Artista que eu gostei muito na época. E no DeviantArt, essa arte é de 2004!

Eu acho que era mais tolerável, pois todos usavam uma Barra de Menus. Até o Gnome 3 usava Barra de Menu em seus aplicativos nas primeiras versões.

Acabei vendo que Point Releases para mim, quando se trata do Gnome, não é tão uma boa assim. Fico mais ansioso em querer ver as novidades de cada versão, e não consigo parar quieto.

Talvez eu conseguiria sossegar numa LTS com o XFCE, pois ele é mais lento em seu ciclo.

Sim.

Ah, achei que fosse uma extensão para deixar o GNOME mais… enxuto. xD
(Parece bem útil)

Opa, obrigado pelo link. Costumava ter conta lá, quem sabe eu faça outra.

Eu uso Linux desde pouco tempo, mas de certo poderia ser melhor. Aí resolveram colocar headerbar no meio e virou essa bagaça que temos hoje.

É bem isso: lança a versão mais nova, quero estar nela. Rolling é pra mim. Gnome pode quebrar com as extensões nos updates? Plasma is the way. É bem simples o raciocínio que faço.

Sinceramente, em uma distro rolling o Xfce fica ótimo, já que muda pouco. Não tem nada perder. Na verdade, eu quase não consigo ver um motivo pra usar uma que não seja rolling pra um uso comum. Rolling releases estão me atendendo muito bem.

E é bem útil. Eu adorava usar aquele Gerenciador de Área de Transferência do Windows 10/11, e quando vou para um ambiente que não tem ele, tendo a sentir falta. E o Pano acaba suprindo bem essa necessidade no Gnome.

Apesar de estar retornando mais recentemente para o Linux, já usei ele nesse passado mais distante em que as aplicações seguiam mais ou menos a mesma lógica, sem reinventar tanto a roda.

Foi justamente o Gnome que me trouxe para o caminho das Rollings. Eu já estava acostumado a acostumar a cada seis meses (afinal, me acostumei com o Windows 10), mas depois que vi que a transição do Ubuntu 23.10 para o 24.04 não foi tão suave assim, decidi entrar de cabeça nas Rollings.

Bom, depois de quatro meses usando uma distro Rolling, vejo que também estou sendo muito bem atendido.

Até a transição do Gnome 46 para o 47 foi bem tranquila. Ao contrário do Ubuntu 23.10/Gnome 45 para o 24.10/Gnome 46.

E depois de quatro meses usando o Crystal Linux, posso dizer que ele é uma boa distro. E ao menos na versão que usei, ele é realmente um “Arch para quem não tem tempo”, pois ele já vem relativamente pronto para usar, enquanto que o Arch ainda precisa fazer diversos ajustes. E pessoalmente gosto disso.

Estou deixando de usar o Crystal, não por algum problema que eu tenha enfrentado; muito pelo contrário, é uma distro bem tranquila de se usar; mas sim para usar a distro mãe dela: o Arch, pois já que optei por instalar um SSD maior, por que usar o Arch?

Caramba, véi. Usando todas as cpus…O meu passa longe disso deve estar sendo sub-utilizado.

Ou o Gnome é meio pesado e comilão de CPU mesmo xD

Boa tarde rapaz.
Santo peppermint, você tem 56GB de swap ?
kkkkk depois a galera fala de mim por eu tentar colocar 64GB de swap no meu peppermint tendo 32GB de ram físico kkk

Na real, são 52 GB, sendo uma partição de 48 GB para a Swap e mais 4 GB de zRAM.

Mas estou pensando em diminuir isso para uns 28 GB de Swap com 4 GB de zRAM

Ainda sim é muita memória, talvez você ainda não percebeu mas pelo que notei no seu trabalho isso já está no nível servidor de dados e em breve você vai expandi para 64GB. Você também pode desativar alguns recursos em 2° plano para que seu processador possa trabalhar com folga mas as vezes os efeitos gráficos do KDE Plasma atrapalha em processamento.

Obrigador por compartilhar tão detalhadamente a sua experiência

Rapaz, a minha experiência com o Arch com Plasma tem sido bem satisfatória.

É claro que existem várias coisas que vem por padrão em outras distros que no Arch você precisa fazer manualmente. Por exemplo: recentemente eu descobri que no Arch, para fazer os vídeos mostrarem miniaturas no Dolphin, você precisa de um pacote chamado ffmpegthumbnailer e kde-graphics-thumbnailers. Após isso, as miniaturas aparecem como desejado.

Isso já vem por padrão em outras distros? Sim. É questão de vida ou morte? Com certeza não.

Sendo assim, o Arch me atende bem, especialmente com o script archinstall, que realmente é “Arch para quem não tem tempo”. Todo o necessário do KDE vem funcionando por padrão. Apenas faltam alguns pacotes, como aplicativos para abrir vídeos, e áudio, mas o core principal está lá. Recomendo.

Nah, isso não é uma coisa que me incomoda tanto. Sinto que tenho bastante folga para trabalhar, mesmo com o Gnome dando esses picos de CPU,

Por nada! Achei o Crystal uma boa distro, ela é bem funcional.

Bom, a minha experiência no Arch com Gnome vem sido bem legal. Exceto por uma coisa: consumo de bateria.

Acredito que algumas customizações que otimizam o consumo de bateria não estão ativas por padrão no Arch. Tem bem cara de ser Arch esse tipo de coisa. Mas acredito que já tenha investigado sobre.