Red Hat deixará de distribuir o LibreOffice em versões futuras do RHEL (e Fedora)

Eu não vejo sentido algum para uma comunidade usar Ubuntu. A Comunidade mesmo deveria usar distros de comunidade e aí participa e atua para melhorar.

Fora disso, são distros com perfil e propósito específicos e quem as usa deve se submeter ao seu direcionamento, pois as empresas são assim.

Não dá para querer o que existe no Debian (votações, seminários, encontros) no Ubuntu (que é uma empresa com foco e propósito claro de ganhar dinheiro e gastar pouco para ter o máximo que puder e a comunidade não existe, o que existe são grupos de usuários);

O mesmo em relação ao Arch e Manjaro; Deepin e Debian; OpenSuse e Suse;

O que falta é ter consciência plena disso. O Ubuntu vai ser o que a Canonical quiser; O Windows vai ser o que a MS quiser; o MacOS vai ser o que a Apple quiser.

Não há como fazer de conta que eles tem uma comunidade, só para poder pensar que faz parte de uma comunidade.

Redhat não está fora dessa lista, muito pelo contrário.

E esperar 3 seculos de melhoras não e mesmo? kkkkk Tentar contribuir com distro “mãe” e um pesadelo e pra isso existe as “correções”(remasterizações) ninguem quer ficar parado esperando milagre pra entrar funções basicas

É normal e esperado erros vindo da Canonical devido as suas decisões vindouras de uma mente empreendedora. A Canonical já demonstrou ter ideias muito boas, infelizmente o Mark parece não ter acertado quanto ao timing das coisas, daí o número considerável de ótimos projetos abandonados.

No entanto isso não aconteceria se a Canonical não arriscasse criando tais coisas (é algo natural para quem empreende, errar). Quanto a isso vejo criticas irrelevantes, a fim de desmerecer um projeto pelos seus fracassos - fazem o mesmo com o Google - o problema está em outro lugar. Além disso é um problema conforme a visão de um grupo.

Uma diferença entre Canonical e RedHat, vou usar o Snap vs Flatpak, é que claramente a Canonical tende a trabalhar com maior controle em suas tecnologias, enquanto a RedHat se entrosa melhor com a comunidade. Nesse ponto, ao meu ver, a Canonical erra feio. É um crime como muitos pintam? Não, pois ela como empresa visa controlar suas tecnologias. É uma visão da Canonical. Uma abordagem que entendo ser ruim no mundo FOSS.

As tecnologias da Canonical por consequência beneficiam a comunidade, o foco é o Ubuntu. A Canonical costuma ter falhas de comunicação com seus upstream, por exemplo no caso da mudança do gnome para o unity7 foi uma surpresa para o projeto GNOME.

E ao contrário do que muitos dizem, Flatpak não é da RedHat apenas seu funcionário em horas livres desenvolveu o formato. É algo da comunidade e para comunidade, ter apoio de empresas não significa que aquilo é gerenciado por elas. Essa mesma falácia é repetida incansavelmente quanto ao GNOME. Quem repete isso claramente não conhece o projeto. Se sou empregado de uma empresa ela não detém controle sobre mim - faço o que bem entender nas minhas horas vagas - e muitos contribuidores assim o fazem. Estão envolvidos em projetos sem receber nada por isso, e suas decisões não refletem as decisões de seu empregador.

Flatpak tem maior adesão da comunidade, não pela Canonical manter o backend do Snap fechado, é possível criar seu próprio backend - e já teve pessoas que criaram sua “loja” snap - mas sim seu controle por parte da Canonical. Além disso é conhecido que Snaps são cidadãos de primeira classe no Ubuntu, nem sempre são a mesma coisa em outras distros. Isso é esperado pois o Ubuntu é o foco, as demais distros são consequência.

Por isso muitos optam pelo Flatpak, pois é gerido pela comunidade e para comunidade e não centralizado em uma empresa, isso de Red Hat controlar o formato é pura besteira, já o Flathub é o hub mais popular. Difere e muito da Snapcraft. Além de que ambos formatos tem características e modos de funcionamento bem diferentes, tanto que muito usam o fator tecnológico na hora da decisão (para os dois lados).

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Eu até concordo, mas, ao mesmo tempo tenho uma visão um pouco diferente.

Talvez o ponto seja o que é que se define como “comunidade”.

Podemos dizer com bastante certeza que o Ubuntu tem uma das maiores comunidades de usuários e especialistas de alto de nível no mercado, junto com a Red Hat e seus derivados, com uma das maiores documentações em vários idiomas também, tanto oficial, como criada espontaneamente pelas pessoas de forma mais informal e em vários níveis de conhecimento técnico.

A Arch Wiki, por exemplo, riquíssima em documentação, que é uma iniciativa comunitária, tem geralmente um nível técnico mais alto, até pela natureza para própria distro. Talvez ela seja o maior destaque de documentação comunitária que existe, mas, ao mesmo tempo, a sua linguagem não funciona para “toda a comunidade”.

Se for “comunidade” no sentido do usuário comum dar input mais direto sobre o direcionamento do produto/projeto, mesmo a distros “comunitárias” não são realmente assim, acaba sendo um tanto quanto ilusório, para mim, tanto quanto a ideia de comunidade no entorno de uma empresa.

Basta pensarmos em distros que são ditas “comunitárias”, mesmo nessas tem alguém tomando decisões, e quem faz, sempre vai ter a última palavra, mesmo que a forma de manejo dê a entender que os usuários são ouvidos. Ser ouvido e ser acatado são coisas diferentes. Distros comunitárias podem ter finalidades diferentes das enterprise, mas elas (ao menos as grandes) tem algum tipo de governança bem definida, com um modelo de trabalho bem difícil de mudar.

Sem dúvida alguém já deu ideias e tentou mudar a forma com que Debian, Slackware e Gentoo fazem as coisas, mas quem faz, no fim das contas, é que toma a decisão. As variações provenientes desse sistema mostram que ser comunitário, não quer dizer realmente ser controlado pela “comunidade” necessariamente.

Ser comunitário comumente só quer dizer “que não tem um cnpj envolvido, tem voluntários, é um hobby, ou qualquer outra coisa assim”.

A verdade é que se você quer que o seu input se torne algo real, em geral, você precisa “arregaçar as mangas” e fazer você mesmo (provavelmente daí que nascem tantas distros se for ver), ou estar muito próximo; ser amigo de alguém da cúpula que faz a distros nessas comunidades para que a sua voz seja ouvida. O que é um tanto quanto natural, já que em muitos casos o trabalho, seja qual for, não só é entregue de graça, mas é de código aberto também.

É o famoso “você não paga nada, não vem querer apitar no trabalho que eu tô fazendo” :rofl:.

Todo o restante dos usuários (os famosos 99,99%) que são mais distantes da “cúpula”, que são simples usuários, não costumam ter realmente influência direta (e muitas vezes nem se importam em ter), a menos que existam enquetes e coisas do tipo nas quais possam participar, mas o próprio comprometimento numa votação desse tipo costuma ser meio dúbio, visto que não tem como saber quem realmente está querendo ajudar e ponderando cada resposta, e quem está “só trollando” por aí.

Distros comunitárias podem não ter os mesmos objetivos que as mantidas por empresas, mas elas também agem baseadas em definições criadas por seus idealizadores e pessoas próximas. No fim, “o mundo é de quem faz as coisas”, seja em empresas, seja em instituições sem registro empresarial, e claro, elas têm todo o direito de serem assim. Quem só assiste, sempre vai ter menos impacto.

Da mesma forma que é possível, teoricamente, se tornar um membro importante de uma comunidade de uma distro e influenciar o seu futuro, também é possível se tornar um engenheiro ou executivo de uma empresa e fazer o mesmo. Caminhos diferentes, claro, desafios e dificuldades diferentes, mas o caminho existe.

Abraços! :slight_smile:

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Concordo plenamente. É que costumamos utilizar a palavra “comunidade” num quesito amplo da coisa, mas comunidade é quem está envolvido no processo. Logo um usuário comum não faz parte da comunidade de um projeto só por utilizar seu produto (falo em produto como resultado de algo, não comercialmente falando rsrsrs).

Indivíduos envoltos em um projeto e trabalhando para seu crescimento, seja por código, tradução, documentação etc. Esses são de sua comunidade. Quem apenas usufrui sem retorno algum ao projeto, e não no software livre um usuário não soma só porquê usa o software (o dev não tá ganhando nada com isso), não é caracterizado realmente da comunidade. Temos o costume de por todo mundo no mesmo balaio, mas não o são.

Logo não faz sentido algum dar algum poder de decisão para pessoas que não estão envolvidas naquela comunidade produzindo algo. Então apenas usar passivamente uma distro não me faz parte daquela comunidade? Certo. Para ser da comunidade é necessário algo mais.

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Pois é, tudo depende do que você entende como “comunidade”.

Essa é uma boa definição mesmo. Pode até parecer pejorativo, mas não é a intenção, mas “comunidade” nesse contexto é quem trabalhar, geralmente de graça, em prol de um projeto que usa, porque sabe que as melhorias vão voltar para si. Curioso é que a pedra fundamental desses sistemas, o Linux, é praticamente todo desenvolvimento por empresas, não pela comunidade, mas por ser open source, favorece as comunidades também.

Eu acho muito interessante essa dinâmica, na prática, todo mundo está querendo ajudar a si mesmo, resolver o seu próprio problema, mas como o resultado é acessível por conta do código aberto, dá a impressão de colaboração comunitária, e digo mais, mesmo que a intenção original não seja fazer algo para os outros, na prática, ainda é exatamente assim.

Talvez, mesmo é caso de definir o que se chama de “comunidade”.

Posso dar um exemplo fora do Linux para ficar mais claro.

A comunidade de usuários e clientes da Adobe.

Premiere e Photoshop (por exemplo) são dois líderes de mercado, são softwares de código fechado, há uma relação comercial entre provedor e consumidores (clientes), no entando, ainda há uma comunidade de pessoas no entorno do produto, criando documentação, tutoriais, treinamentos, plugins (open source e não), e todo um mercado nesse entorno.

Essas pessoas não fazem o software, não opinam diretamente sobre como ele será, mas ainda assim são a comunidade deles.

Para mim, “comunidade” é só um agrupamento de pessoas no entorno de algo ou algum assunto, e como é de se esperar, cada um vai ter um papel diferente dentro dessa comunidade, com diferentes influências sobre ela.

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Mas uma comunidade pode surgir em volta de outra. Exemplo: Uma comunidade de usuários passivos. Eles só usam, mas se uniram numa comunidade própria porquê gostam de tal coisa. Não estão ajudando o projeto que gostam com nenhuma contribuição, mas sua comunidade surgiu devido à outra comunidade e eles auxiliam membros da própria comunidade que não tem vínculo direto com a comunidade que inspirou a criação da sua.


Empresas ou pessoas sendo pagas também entram no contexto de participantes de uma comunidade, se estão trabalhando estão introduzidos nessa comunidade. O mesmo vale par um simples usuário, mas que de alguma forma contribui - por exemplo com dinheiro - ele não está escrevendo documentação, traduzindo ou algo do tipo. Mas está contribuindo ativamente.

No seu exemplo a definição de comunidade se enquadra bem, pois os indivíduos ou empresas seja o que for, estão engajados - não apenas utilizando o produto - logo estão envoltos numa comunidade. Pela natureza de não ser algo aberto eles não tem poder algum sobre o produto.

Agora imagine esse mesmo cenário em um projeto FOSS, vou escolher o GIMP, se os mesmo indivíduos fazendo as mesmas coisas que você descreveu participando ativamente e entrosados com o GIMP teriam alguma influência, mesmo que minima, junto ao projeto. Claro que o poder de influência, como em qualquer comunidade, vai depender do quão impactante é sua contribuição. Mas num contexto fechado isso nunca seria possível. Também temos que pensar que uma comunidade caminha em uma direção, logo não faz sentido um membro dessa comunidade ir contra e esperar que isso vá ocorrer.

Vou dar outro exemplo, vamos usar um valor comum dessa comunidade GIMP: oferecer um software livre. Se um membro vai contra e tem como sugestão deixar o GIMP de código fechado - vamos imaginar que não haja limitações de licença - indo ao oposto da comunidade GIMP ele não vai conseguir (isso, com suas medidas proporções ocorre no GNOME por exemplo, a comunidade não vai mudar seu rumo para um recurso oposto ao que o GNOME caminha).


O Ubuntu tem sua comunidade, são pessoas que mesmo não tendo vinculo com a Canonical trabalham em prol da distro. Mesmo sem poder ativo de decisão ainda são da comunidade Ubuntu.

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Definitivamente não é apenas uma coincidência que a Red Hat tem vários de seus funcionários no coração dos projetos que ela financia.

Fala-se que o Fedora é um projeto da comunidade para a comunidade, mas todos nós sabemos que o Fedora é o laboratório de testes da Red Hat, e no fim das contas as decisões relativas ao Fedora são tomadas por funcionários da Red Hat. Coisa semelhante ao Fedora se vê no openSUSE com a SUSE, com a diferença de que a SUSE se esforça menos na criação de uma comunidade. Eu acho que o “cheiro de enterprise” é uma das coisas que fazem o openSUSE ter poucos contribuidores.

Sendo assim, é muito conveniente para a Red Hat dar um ar comunitário às coisas, mas controlar as rédeas dos projetos por baixo dos panos. Por isso eu prefiro a forma que a Canonical faz as coisas.

Há uma boa chance de nunca vermos os snaps rodando 100% bem fora do Ubuntu. O primeiro motivo para isso é que a sandbox do snap depende do AppArmor, então distro que usa SELinux está em apuros aqui. Provavelmente os snaps foram moldados em volta do AppAmor por ser a forma mais fácil e mais barata para a Canonical.

Entendo totalmente quem não usa os snaps (eu só os uso quando estou no Ubuntu), mas me incomoda o exagero das pessoas nas críticas à Canonical.

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Me desculpa mas essa história de “Fedora ser o laboratório de testes da RedHat” não é bem assim, ou até mesmo da RedHat estar controlando tudo por de baixo dos panos. Se assim o fosse só decisões voltadas ao seu sistema seriam tomadas, e definitivamente não é isso que vemos. Posso citar o Btrfs, algo que a comunidade Fedora investe pesado e a RedHat abandonou em suas últimas versões do RHEL e a comunidade Fedora está firme e forte.

Se existe essa impressão que a RedHat está dominando e controlando as comunidades, só demonstra o quão entrosada ela está e seu modelo de negócios junto ao upstream dá certo. A RedHat é uma empresa e como qualquer outra quer gerar lucros, a comunidade faz um papel importante pois ela seguindo próximo da comunidade acaba economizando rios de dinheiros. E não que ela comanda a comunidade.

Como disse acima, em outro comentário, muitos não conseguem fazer essa distinção de funcionário e contribuidor. Grande parte contribui porquê gosta e não porquê é funcionário apenas. Muitos contribuem fora do expediente em coisas que não estão sendo pagos. E ainda tem aqueles que são pagos para contribuir com o que mais acham interessante (geralmente com algo que já estavam fazendo sem intervenção de empresa alguma, mas que é benéfico para aquela empresa que decide incentivar pagando o mesmo). Mas infelizmente as pessoas não conseguem desassociar. Fedora e GNOME e RedHat não são a mesma coisa.

Um modelo de negócios junto ao upstream economiza recursos e faz com que todos saiam ganhando. A comunidade se vale de recursos das empresas que economizam e chegam ao seu resultado. Todavia não são empresas controlando a comunidade só porque parte de seus membros são empregados. Ir muito além disso é apenas conjecturar.

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Uma comunidade geralmente envolve um senso de pertencimento, cooperação e interdependência.

Fora disso não acredito que seja ou haja comunidade. Existem grupos de interesses, usuários, entusiastas e etc.

Quanto ao que disse ao Linux e as distros comunitário a questão é simples.

O membros da comunidade são os que colaboram. Independente do nível.

Como em qualquer agrupamento de pessoas “decisões” são efeitos de uma causa anterior: envolvimento.

Usar a coisa pode deixá-la popular mas não faz uma comunidade em torno da coisa que vai decidir algo.

Mas e você ou eu estivermos ali, trabalhando, ajudando, colaborando de forma constante e permanente é óbvio que vc fará parte de decisões. Mas decisões tem escalas e normalmente é o tempo que define isso. Relevância é outro ponto.

Citaram o Fedora. Fedora é um dos SO Linux mais bacanas que tem, mas não tem comunidade. Ubuntu não tem comunidade. Já OpenSuse tem, inclusive estão com uma treta recente aí.

Debian, Slackware, Arch, OpenSuse etc são distros comunitárias.

Essas distros acima dão origem a diversas outras distros que geraram várias “comunidades” de entusiastas e usuários, mas esse tipo de comunidade não é a comunidade da distro, ela nunca vai decidir nada.

Aí vai de você acreditar que o Fedora é tão independente assim. Respeito sua opinião, mas eu particularmente não creio nessa independência toda.

O btrfs ainda não tem a mesma maturidade que outros sistemas de arquivo que temos. Quem sabe se no futuro a Red Hat adotará o btrfs?

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É isso que estou dizendo, ela adotou. E removeu suporte e a comunidade Fedora manteve o Btrfs e está firme e forte em seu desenvolvimento. Não é uma opinião, é o que está acontecendo… Com contato com devs de projetos, como o do GNOME, fica evidente como as coisas funcionam, como são na realidade, as dificuldades que enfrentam, as questões e tudo mais.

O Fedora é uma junção do que há de melhor: comunidade + empresa. Logo não é um projeto liderado por uma empresa que decide o que quer ou uma comunidade que não tenha recursos financeiros e acaba se desfazendo com o tempo. Se mesmo com comunidade + empresa, ainda não está sendo fácil, imagina puramente a comunidade sem aparo financeiro algum. Graças ao Fedora, GNOME e outros projetos que encabeçam tecnologias o ecossistema Linux vem crescendo. São padrões novos, tecnologias que colocam o desktop Linux no mapa. Tecnologias que nascem e acabam favorecendo todo Linux, e não apenas uma distro ou projeto.

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openSUSE MicroOS diga de passagem é um sonho realizado.

O Fedora é liderado por um conselho de 7 pessoas. Das 7 pessoas, 4 são funcionários da Red Hat. Os outros 3 são voluntários, mas eles estão envolvidos em aspectos mais administrativos do que técnicos.

O Fedora é upstream do Red Hat Enterprise Linux. O RHEL é sempre uma versão do Fedora em algum momento do tempo, um “LTS”.

  • Fedora 12, 13 virou Red Hat Enterprise Linux 6
  • Fedora 19, 20 virou Red Hat Enterprise Linux 7
  • Fedora 28 virou CentOS Stream 8 que virou Red Hat Enterprise Linux 8
  • Fedora 34 virou CentOS Stream 9 que virou Red Hat Enterprise Linux 9

O BTRFS ficou em testes por um tempo no Fedora, mas não deu muito certo porque a Red Hat quer mais segurança, então migrou os investimentos para o Stratis Fs, que é feito na linguagem Rust e está incubado no Fedora desde a versão 28, mas ainda não é algo que virou padrão porque ainda está em desenvolvimento. Pode anotar que no futuro uma versão do Fedora vai adotar o Stratis FS como padrão e deixar o BTRFS de lado, antes de ir pro RHEL.

E por fim, na própria página do Fedora, informa que eles são financiados pela Red Hat.

O Fedora é desenvolvido pelo Projeto Fedora e patrocinado pela Red Hat. Segue seu próprio cronograma de lançamento, com uma nova versão aproximadamente a cada seis meses. O Fedora fornece um sistema operacional Linux moderno que utiliza muitas das tecnologias mais recentes. É gratuito para todos os usuários e suportado pela comunidade Fedora.

Para criar o Red Hat Enterprise Linux, alguma versão do Fedora é bifurcada e entra em um extenso processo de desenvolvimento, teste e certificação para se tornar uma nova versão do Red Hat Enterprise Linux.

Então é correto afirmar que o Fedora é basicamente um campo de testes para a Red Hat, na qual o usuário entra como “tester” do sistema. Algo parecido com o Windows Insiders que a Microsoft oferece, inclusive é uma forma de ter o Windows de forma gratuita.

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Acho o Fedora um projeto muito top.

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Qual o impacto disso na vida do usuário?
Somente ter o libreoffice completo via flatpak sem a opção de instalar o aplicativo que quiser a partir dos pacotes do repositório essa é a vantagem do rpm sobre o flatpak (caso este não permita a instalação dos aplicativos da suite de forma separada), tirando isso o resto é conversa fiada.

desenvo0lver uma distro deveria ser igual a construção de carros: planejo o bicho e terceirizo o resto. Com os devs se preocupando com o essencial e os apps instalados a partir de um repositório comum de flatpak.

aí pode-se concentrar em recursos realmente úteis e que façam a diferença.

vejam trocentas distros no distrowatch que não tem nada original, somente o mesmo de sempre: kernel, interface gráfica e só. E utilizando um repositório base de terceiro (ubuntu, red hat, archlinux)…

as spins do red hat ou ubuntu não são distros realmente novas, apenas um ubuntu com interface gráfica distinta, uma “reconstrução” e nada mais.

podemos ver o mint, que possui ferramentas desenvolvidas pela equipe, como no big linux, pop OS e outras poucas.

não considero que um “bom conjunto de pacotes” seja importante, o diferencial; nem se usa ou não o systemd. isso tudo é prefumaria.

creio que delegando apps para flatpak ou snap, pode-se concentrar no que realmente importa: “o que posso fazer para melhorar esse kernel para a placa X, que nunca tenha feito antes?” “quais ferramentas posso criar5 e que façam a diferença”?

acho que o caminho é por aí…

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:wave:t2:

Todas as decisões tomadas dentro do universo Linux sempre me fascinaram.

Concordo com o @frc_kde e o @Deleterium, acredito que acabei de descobrir tardiamente o porquê de eu ter migrado do Windows, Sistema Operacional da Microsoft para os Sistemas Operacionais do universo Linux lá em 2008. Eu pensava que era por ser mais “difícil”, mas na verdade o termo certo é “adaptabilidade” (preciso confirmar se existe esta palavra no nosso vocabulário :sweat_smile:), os desafios de se adaptar, eu gosto de me adaptar ao desconhecido. Eu percebi que eu me adapto muito bem em todo tipo de Sistemas Operacionais, ambientes, situações, profissões, mas logo eu fico impaciente querendo coisas novas, “difíceis” e diferentes.

Esta decisão do pessoal do Red Hat é uma delas dentre tantas que já aconteceram dentro do Mundo Linux e que, no meu modo de pensar, depois de muito tempo a Microsoft, a Apple, começaram a sair da “mesmice” colocando elementos novos em seus Sistemas Operacionais.

Já tem 1 ano e 6 meses desde quando comecei a usar o Android 11 da Google lapidado pela Samsung (neste caso o Android é de autoria da Samsung e específico para o Galaxy Tab S5e 4G). Confesso que eu adormeci esta vontade de querer ter sempre algo novo, desafiador e difícil mas isso tem melhorado minhas habilidades de especialização. O Android muda de acordo com suas fabricantes, mas as mudanças significativas vêm apenas em versões diferentes, …10, 11, 12, 13…, tornando um “caro desnecessário” ficar mudando de acordo com o meu perfil atual (investidor novato).

Acredito que isso do universo Linux tem altos e baixos, vantagens são de testar nossas habilidades de adaptação, mas as desvantagens são de dificultar nossas habilidades de especialização, pois ao meu ver quase tudo que vem novo temos de aprender do 0 e isso custa tempo e se especializar em algo demanda muito tempo. Acho que por isso tenho dons com idiomas, várias habilidades com tecnologia, TI, Redes, Eletrônica, mas tudo básico, porque eu sempre pulei de habilidades por querer o algo novo toda hora.

Concluindo, acredito que tanto investirmos nas nossas habilidades de adaptação e especialização equilibrando o tempo entre elas, aumenta o nosso poder estratégico e de tomadas de decisões mais certeiras com o passar do tempo. Mas não é bom focar só em uma ou em outra, na minha opnião.

Peço desculpas se a minha mensagem ter ficado um pouco fora do tópico mas…

Cheers.

:vulcan_salute:t2:

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Relaxa…

Já nem sei quantas respostas, aqui, poderiam ser consideradas fora do tópico…

Pelo que pude observar:

  1. A grande maioria dos colegas já “naturalizou” de tal modo as opções Flatpak / Snap / AppImage, que até o coitado do AUR já começa a ser visto como “o vilão da estória”! – (isso é ainda mais evidente em outro tópico).

  2. A grande maioria dos colegas já “naturalizou” de tal modo o direito das empresas (acima da comunidade), que bastam 2 ou 3 pessoas criticarem alguma decisão dessas empresas, para imediatamente uma enxurrada de respostas classificarem essas poucas críticas como “uma enxurrada de haters”. – Dada a enorme desproporção (tanto em quantidade, quanto em intensidade!), seria o caso de se questionar qual “lado” estaria sendo “hater”.

  3. Uma conclusão possível é que o princípio do “software livre” vai acabar sendo banido do universo do “software livre” – senão hoje (creio que, já!)… pelo menos daqui a algum tempo, quando já será tarde para qualquer reação. – Mas, ninguém liga. O importante é que “me atenda, e não me amole”.

  4. Não tenho mais nenhuma esperança de que “a comunidade” se dê conta, enquanto é tempo; e muito menos, de que se importe. – Importar-se com o “software livre” não passa de “filosofia” – embora o contrário também não seja mais do que “filosofia”… só que, “contra”.

  5. “Sem esperança”, significa que não tenho mais qualquer expectativa de que minhas palavras possam surtir qualquer efeito prático. – Também não significa que eu queira hostilizar ninguém. – Apenas, ficaria feliz se a grande maioria aqui parasse de hostilizar qualquer um que ouse enunciar uma simples crítica. – Não dá mais para salvar os princípios do “software livre”, mas ainda podemos salvar aquele ambiente saudável, que tornou o Fórum Diolinux tão diferente e tão melhor do que inúmeros outros fóruns, grupos, comunidades etc.

Agora, arriscando sair totalmente do tópico – mas, não da questão de fundo, que permeia 90% das 59 respostas até agora: – Como eu faço para remover do meu Android uns 30 ou 40 “aplicativos” que eu não uso e não quero??

Só posso remover… aquilo que eu mesmo instalei! – e mais nada.

Capitalismo (empresas) + OS “imutável” = isso!

Não, hoje. Não, na semana que vem. – Mas quando a grande maioria perceber a caca… babau!

Meu celular “não é meu”.

Ok, as distros Linux “imutáveis” ainda não chegaram lá – estão só “começando”. – Mas, por favor (se é que alguém ainda dá bola para essas coisas), estudem História, Economia etc.

Nunca foi “a favor do pequeno artesão”. Nunca foi “a favor do pequeno empreendedor”. Nunca foi “a favor do usuário” (dito, “consumidor”).

Acordem, enquanto é (ainda é??) tempo.

Mas sei que estou apenas “deixando um registro”. – Cerca de 99% de nós, não vão concordar. – Então, apenas não crucifiquem aqueles 2 ou 3 que “criticam” alguma coisa qualquer… como se fossem “perigosos haters”.

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AUR não entra nessa história e não pode ser classificado como coitado. Existem muitos pacotes no AUR que instalam flatpaks e snaps. O AUR não é um repositório de programas e sim de scritps com instruções de instalações de pacotes.

Sempre existirão alternativas e o mundo caminha para o software livre com muita velocidade. Empacotamento não tem nada a ver com software livre ou não livre.

Basta vc comprar um celular e colocar o Android puro. Existem dezenas de modelos que vem desbloqueados. Mas se vc quer que uma empresa te venda um produto customize do seu jeito, acho complicado isso acontecer em escala industrial. É mais econômico pegar um que já tá do jeito que foi pensado. Mas se não quiser, pode fazer você mesmo, caso não consiga pode procurar um profissional que o faça e pague o valor da hora de trabalho dele.

Software livre dá muito trabalho para manter, seja do desenvolvedor ou do usuário. Quem quer viver essa experiência tem uma centena de caminhos, quem não quer tem apenas os que estão nas prateleiras.

Eu tenho um Sansung A32, eu desinstalei tudo que não queria pelo adb, é bem simples até; troquei o launcher por um do f-droid e a maioria dos programas que uso são de lá, pois são minimalistas.