Red Hat deixará de distribuir o LibreOffice em versões futuras do RHEL (e Fedora)

O Nando respondeu o que você queria saber.

eu acho que vcs deveriam ir mais além. pra que manter pacotes como o libreoffice se tem, por exemplo flatpak/snap? s fosse vcs eu faria algum acordo e deixava os principais pacotes pra eles: libreoffice, navegadores, gimp, editores de vídeo, tocadores de música etc.

no meu entender, n há mais motivos para as distros compilarem seus proprios pacotes, se aqueles fazem um excelente trabalho. eu estou usando libreoffice, gimp, google chorme, firefox, kdenlive, onlyoffice, teams, telegram e skype do flatpak. e n tenho do q reclamar. atualizações constantes.

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A segurança de ter a distribuição empacotando os pacotes é deixar de ter as desvantagens de usar os flatpak/appimage/snap. Uma boa discussão no tópico Snaps, Flatpaks ou AppImage oferecem algum risco ao sistema?

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A desvantagem seria eu ter de confiar na pessoa que está empacotando o app em flatpak/snap? Sim, de fato, porém alguns apps podem ser instalados sem medo, como no caso do LibreOffice que é empacotado em flatpak pela The Document Foundation e em snap pela Canonical.
Após eu perceber que o LibreOffice melhorou muito sua compatibilidade com o Office da Microsoft nos últimos anos, a primeira coisa que eu faço ao instalar uma distro é obter o LibreOffice em flatpak/snap. Para mim é inviável ter determinados apps congelados em uma versão por dois anos.

Não estou passando pano para o RHEL. Em nenhum momento do anúncio foi dito que o pacote seria removido do repositório e disponibilizado apenas em um formato “proprietário”. Você se lembra do momento em que a RHEL removeu o Chromium do seu repositório e jogou todo mundo para usar Flatpak sem absolutamente ninguém pedir? Eu não. Mas a Canonical fez questão de fazer isso com ele usando o snap.

Oxe, mas ninguém é obrigado a usar o Chromium em snap. Basta não instalar o Chromium em snap, é simples.

Respondo esse seu argumento com a resposta já dada pelo Dio

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Acho interessante essa abordagem. A Redhat disse tudo e não disse nada. Hoje rapaziada vai para o drive da google ou para o office online da MS.

Parece que o Flatpak foi eliminado pelo # dnf autoremove

$ flatpak --help
bash: flatpak: command not found

Tou fora.

Vou deixar como está, pra ver como é que fica.

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É difícil dizer o que aconteceria se algo que nunca aconteceu, acontecesse, certo? Então não temos como discutir isso de forma produtiva, é uma conversa que já começa meio morta. Mas podemos deliberar o seguinte:

As “divisões” da comunidade com a Canonical não são apenas com o Snap, mas com o fato do back-end ser proprietário. Essas divergências existem há mais de uma década por conta de atitudes que a Canonical tomou de antigamente eles terem criado uma nova interface (o Unity) ao invés de apoiar o GNOME que usavam por anos, de criar o Mir, ao invés de apoiar o Wayland, por vender apps na sua loja, por criar um serviço de storage que armazenava dados dos usuários, por ter afiliados da Amazon na época do Unity para tentar sustentar o projeto, por usar o upstart no lugar do systemd , até finalmente se juntar ao “padrão”, como está agora, usando GNOME, Wayland, Systemd, etc.

A Canonical, compreensivelmente, sempre esteve atrás de uma tecnologia que ela pudesse controlar totalmente e que tivesse adesão do mercado, ao mesmo tempo que ajudasse a destacar o Ubuntu de alguma forma.

Os Snaps são basicamente isso. Eu gosto muito do Ubuntu, é o “meu sistema do coração”, e provavelmente, não fosse ele, eu nem tivesse tomado gosto por Linux; mas, inegavelmente, é um projeto que sempre teve muita personalidade, e isso tem seus prós e contras.

Particularmente não importo com nada disso (dessas decisões da Canonical) a ponto de me chatear, poucas coisas na vida valem o meu stress, e programa de computador não é uma dessas coisas.

Claramente algumas pessoas só querem é reclamar mesmo (e como reclamar do Ubuntu costuma dar audiência, assim eles fazem…), sem usar alguma lógica e usando pesos e medidas diferentes para muitas coisas, porém, conhecendo alguns membros de comunidades Linux há mais de uma década, certeza que reclamariam se ao tentar instalar um app via “apt” um flatpak fosse instalado no lugar, assim como fazem com os snaps, se dependesse de alguns, as coisas seriam feitas só na base de linha de comando e pacotes compilados a partir do código-fonte, o que é um total absurdo, mas eu já vi gente dizendo que migraria para BSD porque Linux tá ficando muito “mainstream”.

Meu conselho é não se ligar tanto nos haters de qualquer coisa, o lado de quem constrói geralmente é mais interessante do que o que destrói e reclama. Os reclamões são geralmente minoria, eles só fazem bastante barulho. Focar em ficar bem e em paz, faz bem para o mental e para o coração. :brain: :heart:

Abraços!

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Me diga por que você daria um sudo apt install chromium-browser sabendo que isso instalaria um snap. Acho interessante que isso só incomoda justamente as pessoas que não usam o snap, já que um usuário comum dará um sudo apt install chromium-browser e usará o Chromium sem reclamar. Ou você acha que todo mundo começa a usar Linux já sabendo o que é snap e flatpak?
Também não faz sentido reclamar por uma empresa usar seu próprio produto dentro da sua própria distro. Se você é uma pessoa daquelas que odeiam tudo que é proprietário, recomendo que não use uma distro empresarial.

Concordo com tudo que você escreveu, Dio. O elitismo de alguns usuários Linux fala muito alto às vezes.

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Bronca! A tendência é a Canonical abandonar o apt. Eu mesmo se fosse ela já teria dado uma data para acontecer. Snap é uma base de compatibilidade entre todas as versões e distribuições. Isso não quer dizer que terão sucesso, mas que olharam para o lado correto isso eles fizeram.

Nunca entendi essa implicância com o snap. Ele funciona tão redondinho. Eu que nem uso Ubuntu gosto dos snaps no Arch, acho até melhor que os Flatpaks.

Acho que a tendência natural são distros rr com uma camada de compatibilidades de abis. Desse jeito é possível juntar os dois mundos.

De um lado você tem um SO que acompanha os hardwares e de outro uma estabilidade para programas.

Ubuntuzeiro falar mal dos snaps é muita ingratidão.

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Parece que alguns modelos tradicionais de distribuição Linux está mudando (pessoalmente não acredito que o modelo “legacy” irá se extinguir) e começa com empacotamento de apps via sandbox, para possibilitar a divisão de sistema/apps do usuário…segue o blog do Jorge Castro sobre o assunto:

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Muito bom esse artigo do Jorge Castro.
Eu particularmente gosto muito da ideia de as distros focarem apenas nos pacotes do sistema (kernel, DE etc.), para mim faz mais sentido. Acho que o futuro será esse para as distros LTS, talvez com a exceção do Debian kkkkkkkk. Já as distros rolling release/bleeding edge se manterão iguais, creio eu.

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Palavras do Jorge Castro

" Não sei você, mas se um grupo de pessoas tem a habilidade de implementar o HDR e o suporte de cores adequado que sabemos que é uma barreira para profissionais que usam Linux , e eles estavam … mantendo os RPMs do LibreOffice? Esse tempo todo?

…Eu gostaria de poder construir uma máquina do tempo para fazê-los cair isso há dois anos. E enquanto estamos nisso, podemos ter alguém envolvido em fazer qualquer coisa no caminho crítico apenas para se livrar de todas essas coisas de suas vidas."

"As pessoas não querem ouvir isso, então eu vou dizer, as distribuições não podem mais se dar ao luxo de fingir que agregam valor reembalando as suítes de escritório. O valor real está nas coisas difíceis. Precisamos de um kernel bem conservado, pilha gráfica, desktop e ferramentas principais associadas.

Todo o resto, vá para Flathub".

Minhas palavras:

Sendo sincero não vejo motivos concretos, aliás ouvi muitos motivos e justificativas interessantes esses últimos dias, que perpetue essa cultura de reempacotar algo para seu próprio projeto (distro) quando existem alternativas que já se mostraram ser sólidas e diminuiria o trabalho de “reinventar a roda sem real necessidade”. Um pacote, vários sistemas alcançados. Um pacote, vários empacotadores melhorando-o.

Ao contrário de: vários pacotes, várias distros, vários empacotadores fazendo o mesmo trabalho ao invés de melhorar algo para todos. Sempre fica algo preso a sua distro. Upstream sempre traz vantagens para todos, ao invés de ficar preso ao downstream, limitado ao sua distribuição.

Como dito no post que o @fastos2016 compartilhou acima, e também nos trechos que compartilhei, a pouca mão de obra das distros seriam mais bem empregadas usando sua força de trabalho para melhorar a própria distribuição. Não com apps que podem ser compartilhados com outros sistemas. Num trabalho colaborativo que fure uma bolha de uma distribuição e alcance toda uma comunidade Linux verdadeiramente… Uma das características mais fantásticas do software livre, todos unidos trabalhando num bem comum.

Mas será que sem isso algumas distribuições ainda fazem real sentido? Muitas distros se sustentam sem reempacotar pacotes? Ou elas não tem diferencial algum além disso? É um tema complicado.

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De suposição em suposição, você reescreve a história. Se minha avó tivesse rodas, ela seria uma bicicleta. Um fato, que ocorreu, é que a Canonical forçou a instalação de snaps em todos os PCs com versões mais recentes do Ubuntu. Se isto foi certo ou errado? Isso não é discussão para este tópico – uma análise fria e racional parte dos princípios materiais, não da moralidade ou opinião.

É sim fato que a Canonical forçou a instalação de snaps no Ubuntu. Não é a mesma coisa que a Red Hat está fazendo, deixando de manter os pacotes nos repositórios oficiais. Outro fato é: gostem os usuários ou não, a Canonical e a Red Hat vão fazer o que bem entenderem com seus projetos. Uma coisa que às vezes as pessoas ignoram é o fato de que empresas, no geral, não se importam nem um pouco com a qualidade de seus produtos/serviços – o objetivo de uma empresa é único e direto: dar lucro. Portanto, discussões como “será que é certo a Canonical forçar a instalação de snaps?” ou “será que a Red Hat está repetindo os erros da Canonical?” são completamente inúteis, falando de um ponto de vista racional. Isso não vai mudar nada. A Canonical não vai voltar atrás, a Red Hat não vai voltar atrás. Se as reclamações e discussões dos usuários realmente mudassem algo, o mundo seria bem diferente hoje em dia.

No fim, somos quase sempre reféns das decisões de grandes empresas. Elas detém quase toda a infraestrutura tecnológica que permite que a internet e sistemas operacionais modernos funcionem. Mesmo sistemas projetos, pequenos, abertos, quase sempre dependem de algum componente ou infraestrutura que é propriedade de uma grande empresa.

Portanto, a Canonical fazer o APT instalar um flatpak por padrão não tiraria nem daria liberdade a ninguém – não é como se a tivéssemos em primeira mão.

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Deu até vontade de colocar esse texto como wallpaper aqui no meu computador. Verdades duras que precisam ser ditas para uma comunidade que se acostumou a se preocupar com… “besteiras” q não são tão importantes no final das contas (formato do pacote?).

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Esse é o tipo de coisa que me faz perceber que muita gente vai na onda da propaganda da Red Hat e tem ideias ruins sobre a Canonical sem muita racionalidade.

  • Unity: Óbvio que a Canonical ia criar algo, o Gnome 3 foi muito divisivo e muita gente não gostou. Por isso surgiu o Cinnamon, o Budgie, o Pantheon, o MATE, além do XFCE ganhar mais força. A Canonical participou do projeto Gnome 3 e quando viram que o negócio seria aquele, correram para fazer algo que mantivesse os aspectos do Gnome 2, aí surgiu o Unity. Não foi falta de apoio, foi simplesmente consequência do desastre que foi o Gnome 3.

  • Mir: Outra coisa que pensam errado, o Mir foi um esforço da Canonical em criar um substituto para o Xorg, porque o Wayland era nada, não funcionava, tinha vários outros problemas. E o Mir foi tão bom que até a Red Hat usou em algumas versões do RHEL. Só depois que ela percebeu que isso seria dar muito poder a Canonical, sua concorrente, então ela correu para financiar o Wayland. Aliás, o mesmo pode se dizer do Flatpak.
    A mesma coisa do Upstart, também usado pelo RHEL até que a mesma resolveu criar o systemd. Isso é muito engraçado, basicamente a Red Hat copiou as ideias da Canonical e as impôs no mundo Linux. Ninguém consegue ver que a Canonical concorre com a Red Hat no mundo empresarial e que por isso tenta as coisas a sua maneira. Se o mundo é open source, porque a Red Hat não apoiou as iniciativas da Canonical com fez no começo, o que fez ela mudar o rumo? :thinking:

  • Snaps: Os snaps são muito mais antigos, partia inicialmente da ideia de convergência que existia na época, de poder rodar apps em telefones, smartvs e dispositivos IOT. Mesma ideia da Microsoft com o UWP e a Apple com algo parecido entre iPhone, iPad e MacOS.

  • Backend proprietário: Sinceramente, essa é a coisa mais idiota do universo. O servidor é basicamente um servidor http para fornecer arquivos, qualquer um pode fazer isso e direcionar para um app próprio, porque ninguém faz isso? Vejo várias lojinhas se adaptando ao Flatpak, mas porque não fazerem o mesmo para os Snaps? A maioria reclama, mas ninguém se dá ao trabalho de fazer. O mais engraçado é o Linux Mint e a System76 usarem toda a infraestrutura da Canonical para a base de seus sistemas, ao mesmo tempo em que falam mal da empresa, é surreal. Basicamente estão usando coisas gratuitamente e não retornam ao upstream. A Canonical usa o Debian, mas boa parte do desenvolvimento do Debian é feito pela Canonical.
    Enfim, esse é um problema mais para desenvolvedores, o usuário final não se importa com isso. As pessoas usam internet o dia todo, passam por inúmero servidores proprietários, inclusive as operadoras por onde trafegam os flatpaks que eles baixam. Não entendo o medo, os arquivos Snaps continuam open source, basta verificar se tem suspeita, ter servidor proprietário não faz diferença alguma. Pessoal costuma falar dos flatpaks, mas todo mundo baixa de um local centralizado, o Flathub e criticam os repositórios alternativos quando alguém resolve fazer um, como a do Fedora ou do ElementaryOS.
    A desculpa que vi a Canonical dar foi que quando ela fez o Launchpad, onde ficam os ppas, ela teve baixíssimo retorno da comunidade para contribuir com o projeto, todo mundo usava, mas não retribui-a. O roadmap original era do backend do servidor snap também ser aberto, existe até um código inicial por aí, mas mudaram de ideia, acredito que também porque estavam com a ideia de evitar o mesmo problema dos PPAs, que provocavam fragmentação no ecossistema (lembra acima da ideia de convergência).

  • Ubuntu One: Eu não lembro disso ter dado alguma polêmica, pois era uma alternativa ao que já existia na época. Tampouco vender apps na sua loja, se teve algo, foi a partir de algum bobo que acha que software livre não pode ser vendido.

  • Links Amazon: Esse sim eu lembro de ter dado ruim, porque as histórias de quebra de privacidade da NSA, que tinham sido divulgadas a pouco tempo, mostravam que a Amazon tinha participação nisso, então foi algo que não deu muito certo. Entendo que a Canonical queria um dinheiro extra, mas a comunicação foi ruim.

Por fim, muitas dessas iniciativas morreram porque a Canonical ficou sem dinheiro. A empresa tentou inovar de várias formas, mas a comunidade sempre teve uma visão equivocada da empresa, além de que pra mim, a Red Hat passou a fomentar a comunidade contra essas ideias. Eu falo isso por observar desenvolvedores da mesma fomentando isso na internet.

Eu particularmente vejo a Red Hat atuando igual a Microsoft, fazendo um “Embrace, Extend, Extinguish” no mundo open source, mas ninguém nota isso porque é “open source”.
Fora ser uma empresa muito ligada ao Pentágono, obviamente não teria interesses em fomentar tecnologia de outros países. :sweat_smile:

Enfim, vale a pena ler esse artigo, me fez ter uma ideia diferente da Canonical. Você percebe os esforços da empresa ao longo dos anos e de como isso quase custou a vida da empresa.

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Com certeza, os elementos que eu estava comentando não são coisas que particularmente penso de forma negativa, pelo contrário (e podem até me chamar de ingênuo), mas eu sempre torci para as ideias deles darem certo.

Os elementos são coisas que geraram polêmica no passado somente, em parte, a polêmica aparece porque é um sistema popular, se não fosse importante de alguma forma, as pessoas não comentariam.

Eu admiro muito a Canonical e o Mark como empreendimento e empreendedor. Podem ter ocorrido alguns erros ao longo da jornada, algo que é absolutamente normal ocorrer, mas eles são hoje em dúvida uma das maiores empresas de Linux e open source da história.

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