openSUSE - Melhoria na infraestrutura de mirrors no Brasil e América do Sul

Estive assistindo a um vídeo sobre openSUSE MicroOS, e num certo momento do vídeo (já está posicionado), foi mencionado uma notícia de Melhoria na infraestrutura de mirrors do openSUSE no Brasil e América do Sul.

É de conhecimento de muitos usuários que o openSUSE era lento referente a download de pacotes/atualização de sistema, e essa lentidão era mais perceptível a usuários que usavam Tumbleweed, pois, por se tratar de um Rolling Release, somado com padrões, algumas atualizações de sistemas chegavam a 1 GB, o que poderia durar 5 horas para entregar os pacotes, dor de cabeça que me obrigou a abrir o tópico lentidão ao baixar pacotes no openSUSE em Setembro de 2021.

A notícia abaixo é de Novembro de 2022, talvez ainda não tenha repercutido tanto em meio a comunidade Linux, por conta disso resolvi compartilhar a notícia aqui no fórum Diolinux.

Melhoria na infraestrutura de mirrors no Brasil e América do Sul

Nov 2022 | Douglas DeMaio

Segundo as estatísticas do projeto coletadas com Matomo (antigo Piwik), o Brasil está entre os cinco países que mais utilizam as distribuições do openSUSE.

O Brasil está em terceiro lugar na popularidade de uso do openSUSE, atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha. Possuir uma rede de réplicas, para levar downloads e atualizações de pacotes das nossas distribuições para os usuários do Brasil e América do Sul, é importante.

Graças a alguns membros do projeto, como Alexandre Vicenzi, Erico Mendonça, Ricardo Klein e outros, a velocidade e qualidade de entrega dos downloads do openSUSE melhorou significativamente.

Antes dos esforços para melhorar a qualidade da infraestrutura do Brasil, tinham-se poucos mirrors e a Universidade Federal do Paraná. O C3SL na UFPR é o maior mirror do hemisfério sul, mas como hospeda muitas distribuições Linux e outros projetos, não é o mais rápido.

Segundo Alexandre, “As atualizações do Tumbleweed eram sofridas, pois poucos mirrors da América do Sul mantinham ele atualizado, quando o possuíam”.

Como uma distro rolling release, as atualizações semanais trazem vários MBs ou até GBs em downloads para os usuários.

Alexandre comentou que colaboradores do openSUSE e a comunidade brasileira do openSUSE no Telegram se queixavam com frequência sobra a qualidade do download e atualizações das novas versões.

“Eu pensei, precisamos fazer algo. Muitos mirrors atualizam apenas a cada 6 horas, ou mais. Então é comum que muitos requests sejam redirecionados para a Europa. Isso adiciona latência indesejada e gera confusão.”, comentou Alexandre.

Além da comunidade, alguns clientes corporativos também reclamaram. Alguns repositórios do openSUSE são compartilhados, ou usados, por clientes da SUSE. Os problemas de infraestrutura não afetavam apenas a comunidade, mas também empresas e entidades que dependem do software que a comunidade cria e mantém.

Esses problemas motivaram colaboradores do openSUSE a entrar em contato e buscar o suporte de empresas e universidades.

“Alguns foram solícitos, alguns nunca responderam, outros mostraram interesse, mas infelizmente não possuíam espaço livre devido a hospedar outros projetos”, comentou Alexandre. “A primeira empresa a colaborar foi a Binario Cloud. Eles disponibilizaram um servidor com 1 TB de disco”.

Alexandre gerencia o mirror na Binario Cloud. O mirror contém Leap, Tumbleweed e é atualizado a cada 15 minutos. O mirror ainda conta com os repositórios do Packman.

A Universidade Federal do Mato Grosso também foi uma das universidades que colaborou.

“Eles disponibilizaram aproximadamente 300 GB, e eu ajudei a fazer a configuração do mirror”, comentou Alexandre.

Com a ajuda do Klein, os esforços inicias se multiplicaram. Com a sua ajuda, foi possível entrar em contato com a Edgium e a Locaweb. A Edgium disponibilizou uma VM para hospedar um MirrorCache e a Locaweb providenciou um mirror com 3 TB de espaço. O mirror da Locaweb ainda precisa de alguns ajustes, mas tem potencial para crescer no futuro.

A empresa mais recente a nos ajudar foi a Tyna Host.

Segundo Alexandre, “Eles nos forneceram três VMs e 1 TB de disco SSD”. Essas VMs estão sendo usadas para hospedar um mirror, um MirrorCache e um proxy cache.

O Erico Mendonça é responsável pelo domínio opensuse.net.br e a lojinha oficial do openSUSE Brasil. Além disso, ele é responsável por monitorar e avaliar a qualidade da infraestrutura no Brasil.

Tudo que a equipe do openSUSE Brasil hospeda pode ser encontrado em openSUSE Brasil · GitHub e o que a equipe tem conhecimento na América do Sul é monitorado em status.opensuse.net.br.

O projeto openSUSE gostaria de agradecer a todas as empresas, entidades e pessoas que ajudaram a melhorar a infraestrutura no Brasil e na América do Sul.

Até o instante momento que compartilho esta notícia, ainda não realizei uma instalação do openSUSE Tumbleweed para verificar se a velocidade para baixar pacotes melhorou, mas lendo a notícia, essa melhoria na infraestrutura transmite uma sensação de impacto positivo, e provavelmente numa próxima oportunidade estarei retornando ao maravilhoso Tumbleweed.

Se algum usuário de openSUSE percebeu melhoria significativa na qualidade de entrega dos downloads, por favor, use este tópico para relatar isto.

Fonte: Melhoria na infraestrutura de mirrors no Brasil e América do Sul - openSUSE News

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Boa tarde. Sou usuário iniciante no OpenSUSE Tumbleweed estou aprendendo aos poucos mas posso dizer não com exata precisão mas ao que parece os mirrors estão mais rápidos. Fiz 2 instalações novas um ontem em meu laptop mais novo e uma hoje em meu laptop de quase 8 anos de idade e foi bem rápido. Lembro que no passado eu tinha testado o OpenSUSE Tumbleweed e ele era horrível com os mirrors, muita lentidão mas hoje esta uma beleza de rápido, mas pode ser impressão minha. Também segui uma dica do nosso amigo frc_kde que é mudar o /etc/zypp/zypp.conf e colocar 10 ao invés de 5. download.max_concurrent_connections = 10. Ajudou muito.

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Só para fins de explicação/didática: o símbolo “#” é um comentário na linguagem shell script. Exemplo retirado nas linhas iniciais do arquivo de confuguração do grub:

# GRUB boot loader configuration

GRUB_DEFAULT=0
GRUB_TIMEOUT=1
GRUB_DISTRIBUTOR="ArcoLinux"
GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet loglevel=3 audit=0 nvme_load=yes"
GRUB_CMDLINE_LINUX=""

Perceba que a linha “Grub boot loader configuration” está com coloração mais escura e em itálico.

E finalmente, acho que nas férias da faculdade instalo novamente, e espero que de vez, o openSUSE TW

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Corrigi o meu erro. Peço desculpas por isso. Não sou experiente com shell script mas vou começar aprender. Com os videos do Prof. Blau Araujo do Canal debxp. https://www.youtube.com/watch?v=ZM–I3NJ2jY. Esse vídeo vai ser minha porta de entrada para o shell script.

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Velocidades médias – exatas:

Domingo, 4 Junho:

openSUSE      6,6 MiB/s
Arch         33.7 MiB/s
Fedora       22   MB/s

Domingo, 28 Maio:

openSUSE      6.8 MiB/s
Arch         33,7 MiB/s
Fedora       23   MB/s

Domingo, 21 Maio:

openSUSE     10.3 MiB/s
Fedora       26   MB/s

Domingo, 7 Maio:

openSUSE    ~ 5   MiB/s
Fedora       19   MB/s

EDIT: - Adicionei dados de 7 Maio – e de 4 Junho.

18 Junho 2023 – após ampliar o número de downloads paralelos, de 5 para 10 – lembrando que isto ocorrerá “somente se mais de 1 é possível”:

openSUSE          3,27 MiB/s
Arch             29.1  MiB/s
Fedora           18    MB/s

Origem dos downloads: – openSUSE e Fedora usando redirecionamentos automáticos:

  • openSUSE: – MirrorBrain

  • Fedora: – Nunca entendi qual o mecanismo de redirecionamento. – Talvez esteja nesse arquivo fedora-modular.repo, em /etc/yum.repos.d:

O redirecionamento do Fedora sempre funcionou melhor (velocidades bem maiores) que o do openSUSE, para mim.

  • Arch baixando sempre da UFPR (configuração fixa), a 1.388 km da minha casa.

Percebi (ou pensei ter percebido) alguma melhoria, em tempos recentes, mas não levantei dados exatos, para confirmar, ou descartar.

Infelizmente, meus dados de 2022 (e anteriores) estão em discos desconectados no momento.

Obrigado pelas informações, e também pelo link de Novembro 2022!

Esse esforço para melhorar parece ter começado, pelo menos 1 ano antes, em Dezembro 2021.

De fato, essa linha vem desabilitada (comentada com “#”). – Eu disse que iria testar a modificação (descomentar e mudar para 10), mas acabei esquecendo:

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A velocidade de download dos pacotes que vêm dos repositórios do openSUSE melhorou mesmo. O problema é se você usar o repositório Packman para ter codecs, pois ele só tem espelhos na Alemanha, China e República Tcheca. Recomendo que os usuários do openSUSE usem o Firefox e o VLC em Flatpak.

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