Manjaro é bom? Como funciona?

Tudo bem achar besteira, mas pra criticar tem que ter conhecimento de causa, o que aparentemente você não demonstrou. Além do +, todo e qualquer usuário de Arch seguem de fato a filosofia do sistema? Será que não é apenas um ou outro usuário que instala o KDE plasma no sistema?

Algum tempo atrás os moderadores do subreddit do KDE postaram estatísticas das distros mais utilizadas, com base na flair dos usuários, o Arch Linux ganhou disparado como a distro mais utilizada pelo pessoal do Plasma.

É um mito associar o Plasma com bloatware, se você quiser pode ter apenas o Kwin e o Dolphin instalados, o problema é que a maioria das distros mainstream que tem versões do Plasma enfiam todo tipo de tranqueira no sistema, o que acabou criando essa ideia de que você não pode ter o Plasma sem dezenas de aplicativos por padrão.

Edit:

Encontrei o gráfico.

Post original

O problema é que quando fazem algo pra facilitar a vida das pessoas sempre tem gente que critica, “ah pq não segue a filosofia do Arch Linux” Po… quem fala desse jeito devia usar o sistema direto no tty.

Muito simples cara, é só instalar o Manjaro com sua DE favorita e dps remover oq vc n quer. oq vc quer dá pra fazer com qualquer distro. Ah e sobre o Systemd e seu “bloatware” eu estava sendo irônico.

Abraço.

Sim, remover 3K de pacotes que eu não uso, muito mais prático doq instalar o Arch e colocar os 100 que eu preciso.

Não é a mesma coisa, desinstalar aplicativos sempre deixa resíduos no sistema, como bibliotecas órfãs ou arquivos de configuração. Instalar apenas o necessário é muito mais limpo e prático do que remover o que você não quer.

O pamac tem uma opção de remover o aplicativo junto com suas dependências equivalente ao pacman -Qdt e sobre os arquivos de configuração, infelizmente o jeito é remover manualmente, mas também não vai ser aquela coisa q você vai o dia todo pra resolver.

O problema é que, se tentar remover milhares de pacotes desnecessários, vai quebrar as dependências, por isso, recomendo o Manajro Architect e o Manjaro Minimal.

Mas Manjaro Architect não é designado para utilizadores finais que têm impaciência e preguiça com os comandos do terminal. Manjaro Minimal não vem com suporte à rede sem fio.

Uso Manjaro h alguns anos e é muito bom.
Tem um reconhecimento de hardware fantástico, instalei em vários computadores novos e antigos sem problemas.
As atualizações são semanais, basicamente.
É sempre bom olhar no forum (ingles)antes de fazer as atualizações, porque elas são radicais, mas é raro algo negativo, raramente, um programa pode bugar por algum detalhe, mas logo é corrigido.
Até hoje não senti falta de nenhum programa ou pacote que eu quisesse.
O pamac trabalha muito bem com o AUR compilando. Eu uso o Icecat e o tutanota compilados pelo pamac/AUR, recebo as atualizações desses pacotes rapidamente.
É muito leve, quando ligo fica nos 850Mb de ram e eu tenho vários adicionais na inicialização.
A instalação é muito fácil e rápida, 20 minutos e está funcionando.
Se instalar com /home separado melhor ainda.
A documentação é muito boa, a comunidade enorme.
Recomendo instalar o XFCE que é o “sabor” oficial. Desde que uso o XFCE não consigo usar outro, mesmo gostando do Cinnamon.
Eu testo distros toda a semana, Manjaro, Arch e Linux Mint, Debian são os melhores na minha humilde opinião.
Boa sorte !

Pelo que vi aqui, tu já escolheu Manjaro. Meu único problema com ele foi com ele ir ficando muito lento aos poucos (nunca entendi), nunca soube se foi um problema isolado ou era algo com a distro mesmo, porém faz bastante tempo. Ainda assim, é uma distro maravilhosa. O AUR é incrível, tu vai encontrar praticamente tudo que precisa se for isso que te interessa.

Como já disseram, enquanto o Arch puro recebe atualizações quase que diárias, o Manjaro segura um pouco mais elas (por propósitos de segurança), então as vezes eu ficava 2 semanas ou mais sem uma atualização de sistema, eu até pesquisava pra ver se não era nem um bug, mas vi que é normal. Então vai depender de ti se considera uma vantagem ou não.

Sobre a instalação de programas via terminal, no Manjaro temos 2 opções, o pacman e o pamac. Se você decidir usar o pacman, vai ter que aprender alguns comandos novos pra instalar, procurar, atualizar ou remover programas. Porém usando o pamac, se você veio de uma distro apt based, creio que vai ser muito fácil de se acostumar. Exemplo:

sudo pacman -S nome_do_programa
pamac install nome_do_programa (se não me engano não necessita de sudo, ele pede a senha depois)

ou caso seja algum programa do AUR:

*o pacman não tem suporte pro AUR, tu tem que instalar algum AUR helper como pacaur, yay, ...*
sudo yay -S nome_do_programa
pamac build nome_do_programa

Ou ignora isso tudo e tem a solução gráfica do pamac também kkkk

Hoje em dia eu praticamente não uso mais distros Arch Based, já usei o Antergos, Manjaro, o próprio Arch, usei o Archlabs também. Antes eu meio que tinha necessidade de encontrar todos os aplicativos que eu quero no repositório da distro, hoje em dia eu simplesmente compilo na mão e to de boa (claro que se tiver no repositório ajuda demais kkkk).

Se algum dia decidir testar o Arch puro, recomendo muito por propósitos educacionais, não tem essa de ser “melhor”, existe a que mais se adequa a seu modo de uso, se o Manjaro te servir bem, então continua nele. Não continuei no Arch devido bugs que encontrei com alguns drivers pelo caminho (principalmente com uma mesa digitalizadora que eu tenho), e nem a wiki conseguiu me ajudar, enquanto em outras distros que já tem tudo pré-configurado, nunca tive problema.

Vocẽ pode remover tranquilamente os programas q vem por padrão no Manjaro q são do Libreoffice ao Pamac que n vai quebrar seu sistema. O que pode quebrar é remover app do sistema ou de uma interface gráfica. O Architect e o Minimal são bons pq vc já instala o sistema já atualizado, também acho bacana q dá pra escolher o bootloader.

:roll_eyes: :face_with_hand_over_mouth: :smirk:

O Manjaro, na contramão do próprio nome, não necessita você manjar de Linux para usar, como o próprio Arch é. Ignorando completamente a parte de filosofias e indo direto para a parte técnica, o Manjaro seria uma das três distros que eu recomendo para iniciantes, apezar que não ser tão popular ou receber suporte tão grande quanto as distribuições baseadas no Ubuntu.

Basicamente, O Manjaro aproveita da base Archlinux para criar um sistema próprio, da mesma forma que o Ubuntu, enquanto baseado em Debian, é bem diferente e possui filosofias diferentes. É relativamente amigável ao usuário iniciante, e poderoso para veteranos. De longe, possue uma das maiores bases de usuários do mundo Linux, então você vai estar em boas mãos. Só não procure por ajuda dos fórums de Archlinux para usar no Manjaro, afinal a comunidade de Arch muitas vezes se recusa a ajudar só pelo fato de ter usado um script bem básico para auxiliar na instalação do sistema. É quase como pedir ajuda nos fórums do Debian mas na verdade é para usar no Ubuntu

Agora indo para a parte prática, o Manjaro usa o pacman da mesma forma que o Archlinux para gerenciar os pacotes do sistema, mas sua ferramenta principal para fazer isso em uma interface gráfica é o Pamac. Existem outras ferramentas nativas do Manjaro, que teriam de ser instaladas manualmente pelo usuário no Archlinux, que também quebram um galho danado para auxiliar no gerenciamento de pacotes. Um deles é o pacman-mirrors, encarregado de gerenciar os mirrors no sistema, assim você pode selecionar os mirrors que você quer usar, na ordem que você quizer, priorizando os de menor ping para maior velocidade na hora de baixar.

O Manjaro também te possibilita instalar drivers proprietários e de código fechado de forma fácil e rápida, caso você precise de algum para sua placa de vídeo, por exemplo. Isso e também selecionar versões de kernel diferentes para serem usadas no sistema, caso um deles esteja com um módulo quebrado e queira voltar para uma versão onde ela esteja funcionando. Também é possível instalar kernel real-time para usar em produção de música, vídeo e essas coisas, utilizando o mesmo gerenciador de kernel do Manjaro.

Agora no caso de precisar instalar algo que não está nos repositórios oficiais do Manjaro, você vai precisar recorrer ao AUR ou ver se o programa que você precisa, é um dos casos raríssimos de ser distribuido em .pkg.tar.gz, como é o caso do MEGA Sync.
Sobre o AUR, esse é um repositório enorme mantido pelos usuários do Archlinux, que possue scripts para montagem de pacotes não oficiais e que também podem ser instalados no Manjaro, já que ele é baseado no Arch. As diferenças são comparáveis a instalar pacotes do Debian no Ubuntu. Pode existir incompatibilidade, mas é bem raro. A montagem dos pacotes é feita toda localmente, algumas vezes compilando direto do código fonte para ser usado no sistema, o que pode algumas vezes resultar em erros no caminho, mas… de novo… é bem raro.

Agora no geral, o Manjaro é uma distro Rolling Release da mesma forma que o Archlinux, só que sem ser Bleeding Edge como o mesmo. No caso não vai afetar muito a utilização em comparação ao Arch. No meu tempo de uso do Manjaro, essa diferença só custou uma ou duas semanas extras para alguns pacotes atualizarem no repositório do Manjaro, sendo que os mesmos pacotes já haviam sido liberados no repositório do Archlinux. Isso se deve ao fato do Manjaro segurar esses pacotes por um tempinho para garantir que eles estão estáveis e foram testados. Mas se você precisar muito dos pacotes mais recentes, o Manjaro dá a possibilidade de trocar de repositórios, tendo três opções: Estável, Testes e Instável. A troca pode ser feita pela linha de comando usando o pacman-mirrors, se não me falha a memória.

Juntamente do Linux Mint e Pop!_OS, o Manjaro é uma das distros que eu recomendaria para iniciantes. Foi a distro que usei por mais tempo desde que migrei para distros Linux. Atualmente uso o openSUSE, mas esse ainda tenho minhas contrarrecomendações a fazer se comparado a esses outros três.

Por falar em contrarrecomendações, existem alguns pontos que eu gostaria de mencionar, afinal eles podem ser um pouco inconvenientes de vez em quando. Para o Manjaro, não existem equivalentes aos arquivos executáveis do Windows ou os .deb ou .rpm de outras distros. Na verdade existe sim, mas as pessoas geralmente não distribue seus programas no formato usado pelo Manjaro, que é o mesmo do Archlinux, o .pkg.tar.gz
A falta de uma loja de aplicativos elaborada também pode chegar a incomodar. Tá certo que dá para instalar uma loja como a Gnome Software ou o KDE Discover e depois instalar o packagekit para instalar os programas do repositório por essas lojas, mas o cuidado por como eles são exibidos deixa muito a desejar. Acaba que essas lojas se tornam interfaces com menos recursos que o Pamac, e se tornam redundantes no fim das contas. É algo que os mantenedores do Manjaro precisam corrigir.

Mas honestamente, nem se preocupe. Esses pontos só requerem um pouco de paciência para se adaptar. Não chegam nem um pouco a deixar o sistema inutilizável. São só algumas coisas a esperar caso esteja vindo do Windows ou de outra distro como Ubuntu ou Fedora.

Novos projetos Linux vêm sendo criados preenchendo a lacuna dos projetos antigos ajudando o Linux ganhar popularidade, o que um não consegue outro consegue, e se Manjaro conseguiu ganhar visibilidade é por que potencial ele tem.

Eu acho engraçado como a comunidade do Linux pode travar com coisas simples e bobas como a escolha de um editor de texto.

Eu uso o Kate de boas, e ele é o que vem no Plasma por padrão.

Concordo plenamente contigo neste ponto, pois o Manjaro é facílimo de s’instalar e tem tudo à mão, além de ter fartura de pacotes nos repositórios do próprio Manjaro que não se encontra nos do Debian ou mesmo no do Ubuntu. Não se tem que instalar por PPAs para arriscar quebrar o sistema, são do próprio repositório do Manjaro. Ah! E ao contrário do que alguns dizem, a equipa Manjaro não recomenda instalar pacotes do AUR.

Uma pequena observação: o nome Manjaro não tem mas é que NADA nadica de nada haver com o verbo manjar. Não sei se disseste isto a brincar ou se achaste mesmo que Manjaro implicava mesmo em ‘manjar’ (entender) de Linux.

Tenho usado o Manjaro a alguns meses. Primeiro migrei meu notebook do Mint para o Manjaro, e pouco tempo depois foi a vez do desktop.

Até agora, TUDO que eu preciso tem no Manjaro…sistema fácil, leve, estável, etc.

A única coisa que ainda tenho cautela é em relação às atualizações: sempre que elas informam, eu espero algumas horas…ou de um dia para o outro antes de atualizar.

É simples, o que está em comparação é o sistema com interface, o Manjaro traz os ambientes desktop de forma modificada o que pode aumentar ou diminuir o consumo de recursos por exemplo, da última vez que eu instalei o LXDE no Arch ele puxou 170 MB de RAM (através do group lxde), com modificações (sem remover nada) consegui fazer ele puxar 88 MB


O Manjaro tira a necessidade disso, ele te traz um ambiente amigável pra você montar o sistema após a instalação, dois jeitos de se fazer a mesma coisa na prática