Essa ‘‘rivalidade’’ entre eles de alguma forma, se mostra saudável para o Linux em si, pois sempre existe aquela coisa do ‘‘se você fez melhor, eu faço melhor ainda’’, o que na prática significa concorrência, e quanto mais acirrada ela for, mais novidades ambos os projetos vão implementando e trazendo ao público, cada qual com sua filosofia e modo de enxergar o desktop.
Esse tópico abre também uma possibilidade de ser discutido o porquê do Unity ter tido tantos haters, a qual conversei esses dias com algumas pessoas. Vamos aos pontos:
→ GNOME e KDE são DEs universais, mesmo sendo mundos diferentes, ambos são iguais em qualquer distro que estão configurados.
→ Iniciativas da comunidade e de empresas no mundo open-source são criticadas constantemente.
→ DE e distro é como time de futebol, tem seu time e quem defenda com garras e dentes.
→ Mudanças demoram para ser aceitas pelos usuários, vide o que aconteceu aqui com o Ubuntu.
Os principal motivo do Unity ter sido descontinuado pela Canonical:
→ Mark se deixou levar pelos haters do GNOME.
→ DEs como Cinnamon e Budgie atingiram a universalidade, e pelo fato do Unity vir padrão e ser promovido pela Canonical, aconteceu que as versões comunitárias dele para outras distros acabou porque ele lembrava completamente o Ubuntu, do que a distro utilizada em si.
→ A enorme perspectiva em torno do lançamento do Unity 8, os constantes atrasos e várias promessas feitas a ele.
Atualmente, ele é mantido pela comunidade e por algumas pessoas de dentro da Canonical, que portaram ela, inclusive para o novo beta do Ubuntu Eoan Ermine, onde no quesito desempenho, ela está mais rápida que o GNOME em si.
Para quem quiser acompanhar o progresso do desenvolvimento dele, segue o link: Ubuntu Unity Development - Ubuntu Community Hub