KDE Plasma quer deixar a experiência de sua interface mais amigável para usuários novatos - Diolinux
Segundo pesquisas, o KDE Plasma é complicado demais para cerca de 70% da população, um desenvolvedor do projeto tem ideias para mudar essa situação.
Verdade “nua e crua”. Até eu q devo estar (acho) no nível 3, quando uso KDE Plasma acho uma verdadeira “bagunça” com opções demais.
Opções “demais” é o que faz o KDE Plasma não ser tão fragmentado quanto o GNOME.
Esconder as opções avançadas é a melhor solução, e já deram o ponta pé inicial com as “Configurações rápidas”.
Pois é, falta ao KDE organizar a casa, mas com tantas configurações e opções eu não sei se um dia vão conseguir por ordem na casa, basta olhar para o Windows e a bagunça sem fim do painel de controles. Esse tipo de ajuste fino se enquadra nos problemas do tipo 20/80.
Bem isso com relação ao Windows que eu estava pensando. Geralmente as observações sobre sistemas semelhantes tendem a ser divergentes. Eu não entendo. Falam que o Windows é o sistema mais amigável que existe. Porém, tem tantas opções em suas configurações que eu, que posso talvez ser um usuário nível 3, fico muito perdido. Uma questão simples como opção de controle de energia fica meio que escondido. Mas enfim, acho que é difícil colocar na mesma barca os que precisam de coisas tão diferentes…
Ninguém além dos veteranos se sente em casa no painel de controles do Windows ou do KDE sem um manual… Honestamente podem vir discordar que eu não vou acreditar.
É possível memorizar um bocado via repetição (e stress…), já que as coisas estão assim a provavelmente quase uma década. Mas é possível ver pela nomenclatura e organização das coisas que aparentemente ambas não fizeram um estudo com uma ampla base de usuários categorizada para ver ver quem usa, como chama e onde espera encontrar cada funcionalidade.
De resto, da para colocar todo mundo em um mesmo barco, a solução é até bem óbvia, estudo comportamental de usabilidade resolve um monte (principalmente para o grupo mais vulnerável, leigos) mas como qualquer problema 20/80 esses 20% de ajuste fino consomem 80% do tempo e mão de obra de um projeto, provavelmente mais em sistemas com tantos painéis e configurações.
O interessante disso tudo é que no princípio, quando eu comecei a me interessar por informática, a intenção do painel de controle, ou configurações, era reunir tudo em um mesmo lugar para facilitar as configurações do sistema. Mas parece que, quanto mais opções tiver, pior. Talvez para alguns um sistema mais engessado fosse mais ok. Tipo esses smartwatchs xing ling, cuja única alteração possível é nas watchfaces. Quanto mais watchfaces melhor. O resto, registro de caminhadas, coração, corrida, tempo… Pois é. Acredito que “esconder” as opções seria realmente a melhor coisa à fazer. Mas não esconder muito, senão, não tem crescimento, se é que me entendem…
Como eu disse a solução não é engessar nada, existe um senso comum numa massa de usuários de acordo com seu nível de conhecimento médio e como eles esperam interagir com as coisas, entretanto você precisa pegar formulários, ir atrás dessas pessoas e conversar, ver elas interagirem com o produto e registrar as dificuldades e conversar com elas para ver que ideia elas tem de como seria, por exemplo “ativar a economia de energia”. Sempre emerge nessas pesquisas um senso comum de como as coisas devem ser chamadas, organizadas, etc.
E o foco dessas pesquisas, na minha opinião, para projetos open source, deve ser alinhado a filosofia e visar o públicos mais vulnerável, os leigos. Empresas geralmente fazem essa pesquisa visando a “persona” que mais da lucro e ou eles querem convencer a consumir o produto.
Acredito que as pessoas falam que o Windows é o sistema mais fácil que existe porque se esquecem que possuem “uma vida” de experiência utilizando esse sistema. Desta forma, com certeza é muito mais fácil utilizar algo que você conhece há anos, quando comparado a um sistema que você está vendo pela primeira vez na vida.
Para poder fazer uma declaração de que “um é mais fácil do que o outro” com propriedade, acredito que a pessoa deva possuir o mesmo nível de conhecimento sobre ambos os sistemas. Caso contrário, fica difícil dar credibilidade no que alguns técnicos “monossistema” dizem.
Sinceramente, eu gosto do KDE. Quando enjoo de algo, mudo. A possibilidade de customização me deixa bem satisfeito.
Concordo plenamente, depois que migrei para o Linux percebi que para algumas coisas no Windows tive que dá voltas e voltas, algumas funções já no Linux pelo menos pra mim. Ou você usa o básico e ponto, mas se deseja sair da zona de conforto ser um usuário médio para mais tem que buscar conhecimento do sistema.
Eu adoro o projeto KDE Plasma porém simplesmente não consigo usar no meu sistema principal de jeito nenhum, já instalei umas 10 Vezes mas não duro muito tempo e já troco para outra interface como o Gnome ou Cinnamon e por mais que reclamem do Gnome, eu acho ele muito mais simples de customizar.
Posso fazer uma lista de problemas que tive com o Plasma e muitos deles são tão simples pois seria uma mera escolha padrão da interface.
Coisas simples pra configurar no Cinnamon por exemplo, no Plasma não é nada intuitivo e vira uma experiencia totalmente frustrante pois eu não consigo deixar do jeito que eu quero (exatamente a proposta do Plasma).
Problemas que tive: botão de ver o desktop gigante e sem opções para deixá-lo menor igual no windows (a unica opção assim que eu achei não funciona quando clico "win7 show desktop) tema não funciona 100% das vezes (cursor padrão mesmo com tema escolhido), icones pixelados e baixa resolução, forma de colocar icones no centro da tela totalmente na gambiarra (faltando espaço para outros apps abertos), icones repetidos quando fixados, área de notificação lotada de itens por padrão (bateria escondida sendo que era pra tá sempre visível) e chata pra customizar (Até no Windows é mais simples pois é só arrastar com o mouse) e até a forma de tirar um app do taskbar tem que habilitar o modo editor, e por ai vai…
Torço muito pro Plasma se tornar uma interface mais simples e fácil para novos usuários pois é muito ruim precisar de uma curva de aprendizado enorme pra conseguir customizar, eu passei um dia todo aprendendo e tentando configurar minha interface e só me frustrei.
Eu gostaria muito de usar mas infelizmente por enquanto é só pra me frustrar e passar raiva, se tiver algum Dev do KDE vendo isso espero que leve em consideração meus pontos com minha experiencia e desculpe o textão.
Isso sem contar que, ao precisar de um programa que só foi desenvolvido para Windows, a tendência de abandonar o Linux é maior. Passei por isso ao necessitar de alguns programas em DOS (sim, DOS) de um determinado banco estatal, e não tinha como fazê-lo rodar no Linux. Aí não teve jeito. Sei que tem emuladores para DOS no Linux, mas não tinha ainda o conhecimento de como utilizá-los. Isso sem falar em jogos, Excel, etc.
Há algum tempo atrás eu usava o GNOME. Havia tentado usar o KDE algumas vezes antes disso, mas acabava perdendo a paciência e desistindo. Da última vez, ao migrar para o Manjaro, dei uma nova chance a ele e, até o momento, estou gostando bastante. Eu o compraro com o GNOME não no sentido de querer estabelecer um “vencedor” ou “perdedor”, mas apenas no sentido de compreender que são DEs diferentes e com filosofias distintas, cada uma com pontos fortes e fracos.
Algo que sempre critiquei - e que me afastou do KDE nas vezes anteriores - é a falta de organização das configurações e botões. Acredito que o principal problema não é diretamente a presença excessiva de opções - embora algumas talvez pudessem ser consideradas pouco relevantes -, mas a confusa disposição delas e sua distribuição nos menus e submenus.
É excelente saber que os desenvolvedores começaram a ficar mais atentos para esse ponto.
Opções “demais” é o que faz o KDE Plasma não ser usado pelas maiores Distros como DE Principal. ¯_(ツ)_/¯
Nesse caso uma simples vm não resolveria n?
Isso que você disse não significa nada, só mostra como o GNOME é fragmentado.
Essas distros que você diz usarem o GNOME como principal, quantas usam ele sem extensões? ¯_(ツ)_/¯
Opções de menos é muito pior! 
Infelizmente não. Não era a empresa que eu trabalhava pra ela. Mas, enfim, tinha a questão da falta de experiência também.
Não concordo com o ponto de distros não usarem o Plasma por conta da quantidade de opções, é meio raso desconsiderar as outras variáveis (que são muitas aliás). Talvez uma delas seja o licenciamento do Qt. E o investimento menor de empresas (ao KDE) comparado ao GNOME. Pois evidentemente o Plasma tem muita coisa, contudo da mesma maneira que adicionam extensões no GNOME Shell poderiam desativar opções indesejáveis no Plasma.
Da mesma forma que discordo do argumento de ter muitas opções, discordo de ter poucas é pior. Ter algo mais enxuto acaba sendo até mais simples em adicionar apenas o desejado, ao invés de manter coisas que não queira (e se você tem muita coisa que não quer, acaba dando mais trabalho desfazer disso). Todavia mesmo assim não vejo isso como bom argumento de decisão de escolha das distros pelo GNOME.
Como dizem “o negócio é mais embaixo”, são variáveis demais e ter muita opção ou não acaba sendo irrelevante nesse contexto.
