2024 será finalmente o ano do Wayland?

Várias distribuições focando no Wayland, a interface Gnome já avançado na utilização e finalmente, adotado por padrão para o novo Plasma 6; será que enfim teremos o ano do Wayland?
Com Gnome e KDE focados no Wayland, agora vai ou não?

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Lembrando ainda que, com o avanço do Lacros, o Chrome OS passará a usar o Wayland como servidor gráfico pro sistema inteiro, não só pros programas rodando no container Linux.

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No Arch, o Wayland está totalmente estável tanto no KDE quanto no Gnome.
No site Phoronix, diziam que o KDE Wayland é bugado ao extremo, mas aqui não vi nenhum bug notável (KDE 5.27.9).

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O Bug se chama Nvidia em 99% dos casos kkk

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O que ferra o Wayland é ele ser extremamente incompleto, pra se ter uma ideia não é possível fazer diversas coisas triviais no X11 como expor uma API unificada para painéis e docks, ou seja se eu faço pro Sway por padrão não funciona no Plasma por exemplo,. Felizmente o pessoal do Plasma e do Wayfire tá resolvendo na unha esse tipo de percalço inclusive no futuro se tudo ocorrer bem vai ser possível trocar o Plasma pelo Hyperland (por exemplo) sem reiniciar

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Não pretendo trocar para Wayland, já pensei em trocar, pois muitas pessoas “dizem” em fóruns que ele é melhor, desempenho, resolve bugs, etc, eu nunca testei, então não sei dizer se é “verdade”. O motivo de eu não trocar ou testar, é por causa que eu utilizo a WM bspwm, infelizmente ela não tem suporte para Wayland, eu sei que existem outras WM que possuem suporte, como o Sway e o River, mas não me vejo trocando, pois me sinto confortável :thinking:.

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A questão do Wayland é que agora existe uma fundação para suprir qualquer demanda de um compositor moderno. Em um exemplo simples, o Xorg nunca vai resolver coisas como gestão de perfis de cor ou escalonamento fracionário com qualidade.

No Xorg, nunca alguém vai poder, digamos, ter um monitor 1x, plugar outro 1.5x e outro 2.25x e todos terem a mesma escala sem ter que configurar absolutamente nada, como é o caso do Mac OS, por exemplo. Porque nunca o Xorg vai dar tudo que o compositor precisa para isso.

Esse é só um exemplo, eu consigo pensar em vários problemas, gestão de cor, refresh rate variável, HDR, etc… Coisa que você percebe quando tem o hardware ou tem a demanda (por exemplo, um monitor wide-gammut que você precisa garantir que esteja no padrão sRGB em TODO o sistema, sem que isso seja um parto), etc.

Na minha visão, o problema é outro, e meio que afeta várias outras coisas além do Wayland. A comunidade é lenta… uma tecnologia como VRR ou HDR é lançada e a comunidade “agoniza” ao redor do assunto por, sei lá? ~4 anos? Nesse contexto, ficar no Xorg ou ir para o Wayland, não vai mudar muita coisa.

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Não entendi a parte de gestão de perfis de cor no X11. Qual o problema mesmo? Tenho Notebooks e PC onde consigo selecionar o perfil de cor adequado tanto pra o padrão sRGB como pra ampla gama de cor como Adobe RGB ou outro nas configurações do Gnome.

Não ha suporte do Xorg, a DE até “pode” ficar corretamente configurada, mas nem todos os apps ficam, simplesmente porque não tem como definir um protocolo universal onde o compositor diz para todos os apps “estamos usando esse perfil agora” e todos entendem.

Logo você precisa de um setup confuso hoje em dia onde a DE lida com um software (colord + ArgyllCMS) para dizer para uma lista seleta de apps que itegram suporte a esta ferramenta. Num exemplo simples, um app de visualização de imagens XFCE que não da a mínima vai continuar erroneamente no perfil do monitor.

No Mac OS você seta um perfil e todo o sistema obedece, da calculadora ao navegador, Photoshop, etc.

Para piorar, ArgyllCMS depende do Xorg, algumas coisas provavelmente nunca vão ser devidamente integradas, como controle de luminância do monitor, monitores HDR facilmente vão a 1600 nits hoje e isso quebra totalmente a curva de gamma do sRGB por exemplo.

Resumindo: Novamente, a solução seria o compositor ter toda a informação e acesso que precisa para fazer isso ele mesmo ao desenhar os framebuffers (centralizar nele mesmo esta tarefa), no Xorg isso é resolvido parcialmente por cada DE ou cada programa com um monte de remendos entre várias ferramentas, como colord, ArgyllCMS, DisplayCAL, icc-config, LittleCMS Oyranos, etc.

Bom quanto a isso não posso afirmar que todos os apps existentes no mundo Linux respeitam mas pelo menos nesses anos todos sempre q setei o perfil os apps q uso e os mais populares usam o perfil selecionado nas configs que na maioria das minhas estações é o sRGB que meio q é o padrão amplamente usado hj na indústria em vários devices. Um exemplo bem prático é o Firefox. Recentemente ele recebeu suporte a ampla gama de cor q também verifiquei isso testando com um perfil e monitor adequado.Talvez seja algo especifico do ambiente Gnome (não sei) mas nunca tive problemas pra configurar perfis de Cores em sistemas base Ubuntu.

Sim mas isso era o básico do básico, ter alguma gestão de cores, sRGB sempre deveria ter funcionado bem e nunca teve a ver com o Xorg se o navegador não sabe converter uma imagem em Adobe RGB para sRGB, isso sempre foi um problema de suporte subpar ao linux, todo app espera que o que ele for renderizar, acabe em um monitor sRGB, logo você calibra universalmente o monitor e deu, se a imagem tiver um perfil ACE atrelada a ela, o navegador deve converter para sRGB e acabou.

O problema é quando você tem um monitor wide gammut, e precisa mudar entre Adobe RGB, DCI-P3-D65/500/1600/ST, sRGB, BT2020 ,etc, esse é o grande problema.

Eu já fiz alguns testes em monitores wide gammut e é uma experiência ruim, você precisa configurar n coisas em lugares diferentes, e no fim não funciona 100%, o suporte a HDR é nulo no Xorg. Em outros sistemas como o Mac, você apenas muda o perfil do sistema e o monito consegue ir de DCI-P3-1600 nits para sRGB, etc e isso se refletir dez de vídeos no youtube até PDFs, etc.

É um problema realmente sério, eu posso ter um monitor wide gammut e outro SDR… O xorg não sabe como dizer que no monitor Y o app não deve corrigir…

Já experimentou o Riverbsp?

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Não sei como está o projeto agora, mas pelo o que me lembre, não achei o Wayland muito atrativo uns meses atrás. Na época, achei interessante o servidor de exibição poder ser escrito por terceiros, mas acontece que muito provavelmente um se tornaria o padrão, como o do Gnome (algo que não me atrai nem um pouco).

Uma gafe que cometem é tratar o Xorg como inchado e lento, enquanto o Wayland é mínimo e rápido. Mas, em contrapartida, você não economiza memória no Wayland, pois ele requer um compositor e pode usar o Xorg sem um, o que aumenta consideravelmente o uso de memória. “Wayland é apenas um protocolo”, não! É um protocolo com diversas extensões, que ainda é incompleto se comparado ao conjunto de recursos do Xorg. Além disso, o Xorg tem se tornado cada vez mais mínimo, ele não está obsoleto como muitos acreditam.

Por fim, se as distros começarem a usar o Wayland como padrão, teram que emular a biblioteca do X para suportar o Xlib por exemplo, usado em praticamente tudo. Seria como usar o Proton para rodar um jogo nativo de Linux.

Do ponto de vista de produção artística (faço objetos para jogos) o Wayland tem muito problema ainda com ferramentas de desenvolvimento. A Unreal Engine tem vários bugs, ex: crash em momentos aleatórios, laag em momentos aleatórios, com relação ao driver da mesa digitalizadora o cursor fica sumindo, piscando, em fullscreen o cursor some, etc. Também tenho a sensação que o cursor é muito lento no Wayland, não em velocidade, mas em taxa de atualização.

Enfim, acho que o Wayland pode e ainda vai melhorar muito nesses quesitos, recentemente com o update do Gnome 45, foi introduzido um bug no X11 em que qualquer alteração com o shell utilizando a mesa digitalizadora faz o Gnome crashar.

Me pergunto como o Wayland vai lidar com esses erros, ou até mesmo se teremos erros como esses num futuro próximo.

Em poucas palavras: se um problema do display server for resolvido no Gnome, ele terá sido resolvido apenas no Gnome.

“o ano do Wayland” – o que seria isso?

  • Falando-se muito no Wayland? – pode ser

  • Usuários mudando em massa do X11 para o Wayland? – acho improvável

  • Muitas postagens sobre bugs, falhas, correções e avanços do Wayland? – é possível

A verdade é que 99% dos usuários não “mudam” (para Upstart, para SystemD, para Wayland). – A maioria aceita os “defaults” das distros. – São as distros que mudam.

Por enquanto, não percebo nenhum movimento massivo das distros para o Wayland – onde “massivo” seria a média ponderada do percentual de usuários (share) de cada distro + DE (coisa que ninguém sabe).

Posso estar enganado, pois não acompanho as distros com Gnome, Xfce, MATE, Cinnamon etc. – No KDE, até hoje, Fedora foi a única distro que, num upgrade, “mudou” minha sessão de X11 para Wayland. – Algumas outras, nem sequer disponibilizam a opção Wayland no SDDM.

Agora, que o KDE pretende tornar padrão a sessão Wayland, resta saber se as distros irão “repassar” isso – ou se acharão mais prudente manter o X11 como padrão.

Quando testei o “KDE Neon Unstable” (ISO do dia 7), notei que ele carregou a sessão Live com X11 (ou estarei enganado?), sem perguntar nada:

A mesma coisa, no SDDM do Slackware KTWOWN “KDE 6.0 alpha”:

Enfim, me pergunto quantos % dos usuários usam alguns recursos citados até agora. – Talvez mais de 1% tenha 2+ telas (por causa da grande presença de PCs móvies) – mas será um percentual expressivo, relevante?

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Exatamente, a mudança será padronizada como foi com o SystemD. Mas vejo que muitos tratam isso como algo bom justamente por ser uma tecnologia nova.

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Não acho improvável não; primeiro que o usuário comum que usa Linux, usará o que vier por padrão ou instalado nas distribuições; se distros como Ubuntu, Mint, POP_OS! e afins vierem com o Wayland por padrão, a não ser o usuário tenha algum problema irritante e irreconciliável ele usará o Wayland sem sequer saber que tá utilizando ou o que seja Wayland e Xorg.
O maior problema de fato são os já conhecidos problemas do Wayland, e certo haterismo da comunidade, que de fato odeia quando é mudado algum padrão ou imposto a utilização de algo novo.
Da mesma forma que muito usuário do Ubuntu tem aplicações Snap instaladas por padrão, sem saber, vão utilizar o Ubuntu Desktop em Wayland sem saber, até que apareçam alguns problemas, e descubra que foi por isso.
Meu receio é começar os bugs e aquele usuário comum que até utilizava alguma distro Linux volte para o Windows, por achar que do nada o sistema piorou, deixou de funcionar, ficou travando e etc.
Tenho colegas que usaram Linux por anos, um problema que tiveram com atualização, antes de buscar um fórum, formataram e voltaram pro Windows… Tipo um professor meu que usava o Ubuntu nas aulas.

Fedora, eu utilizei muito o Wayland; mas pelo menos na versão Plasma Workstation eu me recordo ter instalado via discover a sessão com Wayland.
Aliás até agora só o Neon que veio já com ambas sessões, Xorg e Wayland, isso falando de distribuições que vem com o KDE (Plasma).

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Acho que 1% é ser muito otimista, pelo menos no que tange a PCs, que é onde a escolha Wayland x Xorg pode existir. Obviamente qualquer profissional que precisa trabalhar com conteúdo HDR, provavelmente nem estaria fazendo esse trabalho no Linux, já que o sistema não suporta nem no Wayland ainda.

Outra questão é que o usuário médio inevitavelmente meio que vive na camada superficial dos fatos, é como o fantástico chegar e te dizer no domingo que com edição genética muitos problemas de saúde vão ser resolvidos e ignorando tudo um mar de questões práticas que ficam no meio disso.

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Exato!

Foi o que eu disse: – São as distros (não os usuários) que “mudam”. – A maioria dos usuários apenas escolhem uma distro, e aceitam do jeito que elas são.

Também concordo. – Muita gente reclama de distros “quase iguais”, “refisefúqui” etc., mas a verdade é que cumprem um papel de “compor um conjunto pronto” – e a maioria dos usuários “testam distros” (prontas), até encontrar a que lhe agrada (sem ligar para os detalhes, e sem ficar escovando bits).

Como nenhuma distro quer perder usuários, são elas que vão ficar de olho nesses “problemas irritantes” – e só vão tornar o Wayland padrão, quando for satisfatório para qualquer “iniciante” ou “usuário médio”.

Acima - Fui verificar a situação das minhas distros, e verifiquei que apenas 4 das 12 (33%) não oferecem a opção Plasma Wayland. – PCLinuxOS e Mageia são pouco conhecidas, e pouco utilizadas. – No Arch, eu que escolhi o que quis, ao montar o KDE (e no Void também, mas nele existe a opção Wayland). – O Manjaro é uma instalação “do jeito que veio”.

Imagino que a esmagadora maioria (daqueles 3% que usam Linux, he he) estejam nos Buntus e seus “derivados” (Mint, Pop_OS, Zorin); e um pouco menos no Debian e seus derivados (MX Linux).

Minha coleção é pouco representativa desse universo – mas o fato é que o Debian testing, o KDE Neon e o MX Linux oferecem, sim, a opção Wayland – porém continuam com X11 por padrão.

(Deixei “Failsafe” e “Xsession” ao lado, para não embaralhar demais o Quadro, pois não entendo nada sobre isso. – Fiquei maravilhado, de ver que tenho IceWM em 3 distros!).

Fiquei curioso pra “ver” a diferença entre o (meu) Arch Linux e o KDE Neon Unstable do dia 7 – embora a comparação não seja 100% correta, devido às diferenças de empacotamento:

Acima - “grep wayland” é um modo tosco, e serve só para começar.

Instalei o Arch em 15 Abril 2020, e no final da tarde estes arquivos já estavam presentes:

$ cat 02_2020-04-15_Arch_packages.txt | grep wayland
kwayland 5.69.0-1
kwayland-integration 5.18.4.1-1
qt5-wayland 5.14.2-1
wayland 1.18.0-2
wayland-protocols 1.20-1

A instalação do Chromium acusou uma dependência com nome diferente – e só percebi, porque cita Wayland na descrição:

libpipewire02: WebRTC desktop sharing under Wayland

Dias depois, a instalação do Wine trouxe sua dependência lib32-wayland.

Quando ao Fedora, foi a única distro, das que eu tenho, que “mudou espontaneamente” do X11 para Wayland, no upgrade para Fedora 34, em Julho 2021.

Antes do Fantástico, tinha a vetusta Reader’s Digest, O Cruzeiro, Manchete… A ciência ia acabar com o câncer, com a fome (e com as baratas, claro!).

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