Windows 7 perderá suporte na próxima terça-feira, dia 14 de Janeiro. Comunidade KDE chama usuários para Linux


Essa notícia já tem um tempo, mas eu gostaria de usá-la para iniciar um tópico aqui com vocês e saber suas opiniões.

É um fato mais do que conhecido que Linux Mint tem sido recomendado para muitos como uma das melhores alternativas a Windows que se tem por aí. Mas eu estive fazendo algumas comparações entre as áreas de trabalho Cinnamon do Linux Mint e Plasma do KDE. É possível que o Plasma seja de fato uma opção em potencial para usuários que vem do Windows 7? Depende.

Há algum tempo atrás, eu havia feito um tópico aqui no forum sobre Qual distro deveria "dominar o mundo em 2020", na sua opinião? De forma amigável, é claro. Foi para buscar saber as opiniões de vocês sobre os principais players para Linux no Desktop na parte técnica mais do que visual. Houve escolhas óbvias como Linux Mint, por ser tão fácil de instalar e usar mas não ser particularmente bonito. Houve também o Ubuntu, Deepin, Elementary OS, Zorin OS, Regata OS e até o Manjaro. Mas algo que fiz nesse tópico foi justamente me abster de dar minha própria opinião. Depois eu posso até dar minha opinião nessas distros individuais mas uma delas me chamou a atenção por alguns fatores. Um deles é óbvio. Plasma. Mas os outros, eu gostaria de discutir com vocês.

Não é novidade nenhuma que o openSUSE é uma dessas distros que teve uma decaída por um tempo mas parece que está ganhando popularidade outra vez. Lá no L2G no Discord que o diga. Vi dois usuários migrarem para o openSUSE só para usar o Plasma e os pacotes no openSUSE Software. Meio que culpa minha na verdade.

Agora falando sobre o openSUSE em sí, eu o vejo como potencial substitudo ao Windows 7, desses que usa o Plasma do KDE. Aqui vão alguns motivos para eu acreditar nisso:

  1. YaST é o seu Painel de controle:
    Fala a verdade. Um dos fatores que afasta uma boa parte dos usuários Windows das distros Linux é justamente essa parte de ter de gerenciar o sistema pelo terminal pelo menos uma vez. Tá certo que o Linux Mint já tem essa parte por resolvida mas o openSUSE também não fica muito atrás. O YaST tem esse visual clássico que lembra bastante o painel de controle do GNOME 2 e MATE e as opções de configuração cobrem praticamente tudo. Quer configurar o firewall? Vai no YaST. Usuários e grupos? YaST. Repositórios e a ordem de prioridade deles? YaST. Quer definir um ponto de restauração do sistema? YaST. Configurar rede? YaST. Configurar Kernel? YaST. Grub? YaST. Serviços no Systemd? YaST. YaST? YaST!
  2. Open Source e Software Proprietário em harmonia:
    Isso pode não fazer muita diferença para nós que já estamos habituados com software de código aberto e que muitas vezes preferimos usá-los no lugar dos de código fechado (Lê-se Libreoffice vs Freeoffice no Manjaro). Mas para certas máquinas e alguns usuários, usar só código aberto pode ser um problema. Felizmente o openSUSE já resolveu isso separando por repositório, pacotes com software de código aberto e proprietário. Isso permite que mais empresas que não trabalhem com código aberto, venha e tragam seus softwares para o openSUSE sem conflito de filosofias ou licensas. É benefício tanto para o usuário final quanto para o desenvolvedor
  3. Ferramentas para desenvolvedores de qualquer distro:
    Uma das filosofias do openSUSE, além de querer dominar o mundo, é justamente oferecer as ferramentas para simplificar e abrir o processo de empacotamento para todas as distros. É certo que a maioria esmagadora dos pacotes no openSUSE Software e Build Service são para o openSUSE, mas há também aqueles que são feitos para o Fedora e até para o Archlinux. Toda a parte de build é feita na nuvem e os pacotes são fechados para a distro de escolha. Não é necessário dar build localmente para os pacotes como é feito para os PKGBUILDs no AUR. É só baixar e instalar, sem ter medo de dar erro no meio de build por motivos que o usuário comum nunca saberá
  4. openSUSE para todos os gostos:
    O openSUSE vem com diversas opções para interfaces gráficas, sendo as principais o Plasma do KDE, o GNOME e o XFCE. Mas o Plasma recebe atenção especial por parte da equipe. Ele é bem simples e atende bem sua proposta visual. Usuários Windows se sentiriam a vontade com o Plasma, já que várias das ferramentas são similares ao Windows 7. Eu fiz o teste com meu pai aqui em casa e ele se entendeu melhor com o Plasma do que com a interface do Windows 10. E olha que ele gosta do 7.
  5. openSUSE não é só para Desktops x86-64:
    Logo na instalação você vê que o openSUSE, em sua herança do SUSE Linux Enterprise, também pode ser usado em servidores de forma similar ao Windows Server; Como Micro OS para Containers e até para Internet das Coisas.
  6. 1-Click Install sem maiores confusões:
    Esses dias eu venho recebendo vários pedidos de ajuda para configurar o Plasma de uma forma específica ou até curiosos querendo saber como eu deixei o Latte-dock flutuando na minha configuração. Eu sempre dizia que estava usando uma versão de testes do Plasma e Latte-dock, o que me permitia testar essas funções antes de todos. Mas e para as outras distros que usam pacotes sempre nas mesmas versões? Eu tive que tentar ajudar a um usuário de Fedora e outro de Archlinux sobre como essa parte de repositórios e pacotes funcionam. É um pouco complicado de ativar esses repositórios no Archlinux, não faço a menor idéia de como fazer isso no Fedora e nas distros Ubuntu só pode esperar os pacotes não tão recentes sairem nos backports. Fora isso, tem que usar o KDE Neon ou então… procurar esses pacotes na openSUSE Software. Eles dão a cortesia de oferecer pacotes em diversas versões e outras que são mantidas pela comunidade, acessíveis todas em um lugar só, lembrando o AUR nesse ponto, mas sem precisar ter que dar Build em tudo localmente. Basta dar um clique, que um arquivo YMP é baixado com as instruções que são lidas pelo YaST para a instalação. Tá certo que a openSUSE Software não é tão bonita quanto a loja do Deepin, do Regata OS ou do Windows. Mas considerando a loja do Linux Mint, que é a recomendação de muitos para novatos, até que o openSUSE não faz tão feio. E os YMPs são bem familiares, sendo nada mais do que Next, Install e Finish

Finalizando esse tópico gigantesco, espero que finalmente possa ter mostrado como o openSUSE é uma excelente alternativa ao Windows 7 e que me curou de ser um SDA antes mesmo do grupo existir. Não que esse seja o propósito do openSUSE. Mas que como objetivo ser a distribuição Linux mais fácil para qualquer um obter e usar; Alavancar colaboração código aberto para tornar o openSUSE a distribuição Linux mais usada no mundo e prover experiência desktop para tanto novos usuários e usuários experientes; Simplificar dramaticamente e abrir o desenvolvimento e processos de empacotamento para tornar o openSUSE a plataforma de escolha para desenvolvedores Linux e distribuidores de software, vocês não acham que ele não seria um boa opção aos usuários de Windows 7 não só por trazer uma boa experiência KDE Plasma mas também por esses outros motivos? Quero ouvir de vocês agora.

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Uma pergunta
O Opensuse ja vem com os firmwares proprietários por padrão igual o Ubuntu ou não?

A instalação do openSUSE é extremamente customizável. Acredito que seja possível instalar os drivers proprietários logo no início. As pessoas não sabem disso é por falta de divulgação mesmo. O YaST é um instalador bem completo, permitido configurar até rede antes de finalizar a instalação. Lembro que ele mostrava que após a instalação, o SSH estaria desativado e tals. Eu sempre ativava, porque eu uso bastante. Agora não sei dizer com certeza se ele instala esses drivers por padrão, sem precisar configurar como faço no caso do SSH. Talvez seja o caso. O meu PC não precisa de drivers proprietários então eu nem conferi

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Infelizmente o tipo de usuário que ainda não migrou pro Windows 10, não é o usuário que mudaria para Linux. Se ele gostasse de mudança, já tinha ido para o 10.

Talvez não pelos motivos que você imagina.

O Windows 10 é “Windows como serviço”. Muitas mudanças acontecem por decisão arbitrária da Microsoft. Coisas que eles mudaram que realmente não tem motivo para mudar. O último Windows como produto foi o 8.1 e esse as pessoas não gostam tanto assim, apesar de ser bem estável (eu ouvi criador de conteúdo preferir usar o Windows 8 no lugar do 10 só por causa disso). Fora as reclamações que vivem aparecendo na mídia como atualizações quebrando o sistema, drivers que param de funcionar, arquivos faltando, eu mesmo escutei amigos meus reclamando sobre essas coisas, como o adaptador de rede pedindo redefinição por motivo nenhum ou até chegando ao ponto de reinstalar o sistema operacional por instabilidades. Esse “Windows como serviço” é interessante no conceito mas não vem funcionando muito bem. Sem falar que é o pior para certos tipos de hardware. As distros Linux, por outro lado, continuam nesse formato de “Sistema como Produto”. E a proposta de várias dessas distribuições Linux é justamente a estabilidade. O openSUSE Leap é uma dessas. Cinco anos de suporte a longo prazo com o que eles chamam de Service Packs anuais, sincronizados com o tempo de lançamento de cada versão do SUSE Linux Enterprise, junto do openQA para testar pacotes e versões antes de chegar a todos abertamente. Linux no Desktop é um dos ultimos de pé contra esse formato de Sistema como Serviço. A Apple já adotou essa prática de Sistema como Serviço há muito tempo e agora a Microsoft está fazendo a mesma coisa.

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Na minha opinião, acho que isso não vai mudar muito, visto que o número de pessoas que usam Windows pirata é gritante, melhor exemplo disso é aqui no Brasil, conheço gente que chegou a comprar notebooks com Windows 10 original e instalou Windows 7 pirata tudo em favor ao desempenho.

Essa prática não vai durar muito tempo. Com a quebra de suporte ao Windows 7, o Windows vai estar vulnerável a todo tipo de malwares e exploits que forem descobrindo com o tempo. Se colocasse pirata pelo menos usaria de atualizações e service packs relativamente contemporâneas. Mas não é mais o caso. É meio difícil de aceitar, confesso eu, que o Windows 7 caiu no mesmo nível do Windows XP quanto essa parte de suporte. Mas depois é só lembrar que esse sistema é de 2008, mais de dez anos atrás. Mesmo que as pessoas que pirateam o Windows nem querem saber de suporte vindo da Microsoft, isso não se aplica a empresas. Não é a toa que eu vi Ubuntu 18.04 instalado em todas as máquinas do IFB Taguatinga em dualboot com Windows.

Vi o vídeo do Explaining Computers e ele teve uma ótima aboradagem sobre o fim de suporte no windows 7.

Um notebook novo dele já tem o windows 10. Ele não vai mexer nele.
Um computador para renderização 3d vai continuar com o windows 7, mas ele vai tira-lo da rede (isolá-lo).
No computador pessoal dele de uso diário (desktop) ele já começou a migrar pro linux Mint, que por entquanto está com dois discos e ele fazendo dual boot durante o processo, mas irá abandonar o win7 nesse computador.

Se interessar o vídeo (em inglês) está aqui:

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Inglês não é problema para mim, irmão! Vou dar uma olhada sim.

Fiquei curioso de ver o que acontece ao usar o windows 7 sem suporte de seguança da microsoft. Logicamente eu não deixaria nenhum documento importante ou dados pessoas num pc com windows 7. Mas outras coisas como jogos e mesmo acessar a internet, quero ver o que acontece. Windows xp sem suporte eu utilizei em uns pcs antigos de uma biblioteca. Vira e mexe eles estavam com algum problema e vinha um técnico, formatava e reinstalava o xp.

Muita gente não sabe ou simplesmente nem liga pra isso, para muitos, se ainda funciona o app que ele(a) gosta então “tá de boa”

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Como eu disse anteriormente, essa prática não vai durar muito tempo. Na verdade até mesmo antes do fim do suporte, eu já vi pessoas com esse descuido que você mencionou, me ligando e reclamando que o Windows 7 Home Basic ou Windows 7 Starter deles parou de funcionar em algum lugar, muitas vezes por falha do usuário mesmo. Tá certo que teve uma vez que foi em um PC da Positivo com falha de inicialização que ainda não descobri como isso aconteceu, então pode ser outra coisa.
O que estou dizendo é que essas coisas vão acontecer com mais frequência a medida que o tempo passe. Sim, vai continuar funcionando relativamente bem depois do fim do suporte mas seria basicamente acreditar que você está bem da saúde só por estar conectado as máquinas que mantém você vivo. A longo prazo, algo vai dar problema.

Edit: Cabe a nós conscientizar as pessoas do risco que é usar o Windows 7 após o término do suporte. Melhor previnir do que remediar.

Pode ter certeza ainda vai durar um tempinho bom viu… o que vai forçar essas pessoas a migrarem de sistema vai ser a incompatibilidade de software (ex: algum navegador), ou algum outro problema como o que você mesmo citou.

Concordo com você. Agora o único problema é que sempre vai ter um ou outro que vai dizer: “Ah, se está funcionando, então deixa como está”

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Putz, essa é velha já. A conhecida “Se não está quebrado, não tente consertar”. Mas depois quando quebra ou perde algo vital, vem reclamando.

Será que essa galera que diz isso também evita exames médicos? :thinking:

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Talvez nós (espirito aventureiro, SDA, com uma certa experiencia com SO e informatica), tenhamos dificuldade em enxergar essa resistência de usuários Windows migrando para o Linux, mas ela existe sim, as pessoas tem muito medo de deixar sua zona de conforto, o que estão acostumados, o certo pelo duvidoso, a grande maioria dos usuários domésticos Windows se encaixam nesse perfil.

Essa grande maria também utiliza o sistema para funções básicas, fotos, músicas, vídeos, navegação web, pacote office e quanto a isso não temos dúvida nenhuma que o Linux atenderia perfeitamente, na minha opinião até melhor, no caso de hardwares datados, levando em consideração que esses teriam como opção o Windows 10.

Se ao final do suporte aparecesse a seguinte mensagem para esses usuários, “Clique aqui e experimente o Linux por uma semana, você terá acesso e todas as suas fotos, músicas, vídeos, documentos serão mantidos, também o seu navegador preferido. Ao final dessa semana de teste, você escolhe se pretende ficar com o Linux ou migrar para o Windows 10!” :rofl: :joy: :rofl:

Dando sequencia a viagem acima :crazy_face:, a resistência e historia seriam outras, pois não teriam que pagar um técnico para fazer essa migração para eles, e ter a hipótese de testar e não se adaptar, não atender e ter que pagar um técnico para realizar a migração para o Windows 10…

Resumindo não o fazem por medo e comodismo basicamente.

Todos os familiares e colegas (usuários básicos e domésticos) que instalei o Linux, nenhum deles arrependeram ou vieram me pedir ajuda em como fazer tal coisa que fazia no Windows no Linux!

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Cara, tá aí algo sensacional de se fazer. Que tal um projeto de propaganda? Vídeos mostrando como o Linux Mint funciona bem como alternativa ao Windows 7 existe aos montes, mas não tenho certeza se existe algum que tenha como público alvo, justamente essas pessoas que não sabem tanto sobre informática e só querem acessar o facebook de vez em quando. Temos que tirar essa má impressão que Linux é só para programadores ou hackers, ou que tem de usar o terminal para tudo. Linux Mint e openSUSE são ótimos como exemplo e o Regata OS até facilita para os gamers. Se bem que o Regata OS parece muito o Windows até na hora da instalação, com a parte de configurar usuário e tals só depois que o sistema está instalado. E como é baseado no openSUSE Leap, a estabilidade é mantida. Agora é só conversar com o Josué lá para manter as ferramentas do YaST lá mesmo, afinal eu senti falta do YaST Software quando usei o Regata. Tá certo que a loja ainda é muito boa mas recurso não se tira. Só se melhora

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Na minha experiência, o único jeito de alguém que nunca usou linux realmente trocar pelo pinguim, é tendo a determinação de usar apenas linux, e procurar a solução de todos os problemas que surgirem na plataforma, para já começarem a se adaptar a usar programas diferentes do que estavam abituados, porque o que vejo acontecer são essas pessoas usarem o clássico Dual Boot, e sempre que a coisa aperta, nem pensam duas vezes, voltam pro Windows.

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E realmente KDE é o sistema mais próximo ao Windows para quem vem do sistema da Microsoft, é só dar uma olhada no Plasma.

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Rapaz, foi desse mesmo jeito que eu comecei. Era dualboot de Windows 10 e Ubuntu GNOME (Ainda era Unity para o principal na época). O que me fez migrar de vez foi por querer um sistema estável e confiável, já que minha irmã não tinha cuidado ao navegar na internet e baixava um bocado de malwares. Quando eu vi que ela nem usava mais o computador, aí tirei o Windows. xD

Sim, o Plasma vanilla lembra muito o Windows. Mas deve ser pelo KDE e Windows se parecerem desde o Windows XP. Abre lá o Kurumin 7 que vem com o KDE 3.5 e compara com o XP. São muito parecidos. Depois veio o Plasma 4 com o tema Oxygen sendo bem parecido ao Aero do Windows Vista e 7, e agora o Plasma 5 que é bem parecido ao Windows 10. As primeiras builds do Windows 10 eram muito parecidas ao Plasma. Até o popup de notificações era parecido.
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Por causa das similaridades, eu conseguir replicar o estilo do Windows build 9860 no Manjaro KDE uma vez. Não tenho mais as imagens mas quem viu, viu que parece muito.

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