Salve penguins, e não-penguins também!
Estou aqui mais pra dar início a uma corrente “hipster” dos penguins e compartilhar suas experiências sobre o digníssimo Wayland.
De uns tempos pra cá venho tentando adotar um sistema full Wayland, e olha.. eu achei que seria pior! ![]()
Eu sentia bastante receio pelo fato do Wayland ser algo que ainda é bem novo e apresenta alguns problemas com certas coisas, e pra reforçar mais ainda o fato de que a maior parte das aplicações são baseadas no X.org (X11). E cada vez mais aparece uma tendência da adoção maior do Wayland nos sistemas, como Fedora e o GNOME baseado em Wayland, então… por que não experimentar?
Com ajuda de muito estudo e comentários de amigos que já usavam Wayland em sua maioria com o sway, já que meu foco por agora são workflows baseados em WMs, e eu comecei a ver alternativas que eu poderia usar nativamente com o Wayland sem problemas. Claro, nem tudo ia ser compatível com Wayland, mas como é Linux e não existe limites pra criatividade no Linux… isso pode ser contornado com o XWayland, que é um servidor totalmente separado do Wayland que faz ligações com X Clients, que seriam as aplicações que utilizam do Xorg como servidor gráfico.
Isso pode ser facilmente observado através de um esquema simples, mas vamos observar o que o Wayland tem de tão diferente com o Xorg.
Como funciona o Wayland?
O Wayland das mesma forma que o Xorg, (numa explicação simplificada) é um servidor gráfico que faz ligação entre o kernel e os Clients (aplicações que utilizamos). Mas o diferencial entre os 2, é o processo realizado em baixo nível, o que dá vantagem ao Wayland por ter um processo mais simplificado que torna mais fluído e moderno.
Podemos ver isso nas imagens abaixo:


Tudo se resume a maneira que os servidores lidam com o client. Por isso, o que se é usado no Xorg tem dificuldades de rodar no Wayland. Eu não sou a pessoa mais técnica pra falar sobre isso e posso estar errado (me corrijam se eu estiver errado), mas… se ele é tão benéfico pra os usuários, por que ele não é mais utilizado? Pra mim é simples… modismo e o processo de exportação das aplicações para Wayland.
O Xorg é extremamente difundido nas distros Linux e outras tecnologias, e o Wayland ainda é um “bebê” comparado com o Xorg. Pelo Xorg ser ainda muito usado como servidor gráfico na maioria das distros e ser consolidado no meio, exige mais que os desenvolvedores levem para o lado X11 da força, e se quisessem exportar… seria muito melhor fazer um produto do 0, do que gastar tempo e dinheiro exportando pra uma tecnologia nova, que não é consolidada.
Mas algumas empresas vem cada vez mais investindo no uso do Wayland e é considerado o “futuro” no Linux. Isso pode ser percebido com sistemas como o Ubuntu onde utilizará o Wayland por padrão na próxima versão LTS:
Não só o Ubuntu, mas também o Fedora e aplicações que levam o Wayland como dependência nos repositórios do Arch Linux.
Isso vai ficar a seu critério, pois o próprio Linux te dá possibilidade de escolha em tudo, mas é um fato que Xorg vem decaindo há muito tempo devido as faltas de atualizações que impressionam; boatos até que a última atualização que foi planejada pro Xorg foi colocada no XWayland, e só o fato dele existir prova que até mesmo eles percebem o aumento na adoção do Wayland como servidor gráfico, e a tendência é aumentar mais ainda.
Mas e você? Já experimentou utilizar o Wayland? Conte suas experiências para partilhar com a gente.
Minha experiência com Wayland
A primeira coisa que fiz foi procurar uma “WM”, e encontrei o hikari que me interessou bastante; li a documentação dele, procurei sobre apps nativos no Wayland que eu poderia usar, e a documentação do sway, me ajudou bastante; fora os amigos que utilizavam sway e Wayland no desktop.
Logo depois de instalar o teclado continuava em inglês, menos no tty. Fiquei desesperado pois até meus amigos que usavam Wayland não conseguiram ajudar. Reinstalei o Arch 4x achando que tinha errado algo, procurei vários tutoriais de instalação, tanto do Arch… no fim NADA me ajudou. Mesmo assim eu persisti, li de novo a manpage do hikari procurando sobre as configurações de teclado. E enfim achei o que eu procurava, bem na minha cara.
Então eu percebi que eu não preciso ter medo de qualquer problema que aparecer diante de mim no processo, só manter a calma e procurar a solução. Problemas sempre vão existir, o que muda é a maneira que você lida com eles.
