Verificação de idade chega ao systemd e pode ser utilizada por qualquer distro Linux

Retomando a discussão com foco em tecnologia, este é um momento oportuno para reforçar debates que vêm sendo levantados pela comunidade Debian desde 2014, especialmente sobre a padronização do uso do systemd. Situações como essa evidenciam a importância de que o Linux, ou suas distribuições, não se tornem excessivamente dependentes ou amarrados a uma única solução ou ferramenta específica.

É fundamental que sejam mantidas alternativas viáveis de inicialização, preservando a liberdade de escolha e, sobretudo, a filosofia universal que sempre caracterizou o ecossistema Linux. Esse princípio permanece especialmente forte em distribuições relevantes como Debian e Arch Linux, esta última, em particular, admirada por possibilitar maior flexibilidade e poder de decisão ao usuário.

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Brother, todo sistema operacional tem uma interface de controle parental, leis a parte qual o problema do Linux ter um? É totalmente opcional seu uso

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Então isso é basicamente erro estratégico, a ideia de uma lei contra Hytalos Santos da vida era aclamada pela população, a ala governista aprovou porque achou que ia fazer sucesso, só por isso, da mesma forma a ala anti governo só votou a favor do endurecimento porque a população queria a anos assim, a questão é que o endurecimento batia mais com o que o povo queria que o ECA Digital

Mas isso mostra uma coisa: políticos vão pelo hype, nem um dos dois lados está realmente preocupado em proteger crianças e adolescentes, por exemplo nenhum pautou algo para resolver essa bizarrice do consentimento sexual ser aos 14 anos o mundo no geral tá num frenesi doentio de aparências, se por um lado uma lei como o ECA Digital é necessária (embora a versão atual seja tecnicamente desastrosa) elas mostram que existe uma falta de interesse sistêmico em realmente proteger de AMBOS os lados do espectro

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Tem muito tempo que é assim.
Pelo menos na minha visão de desapontado com o governo, aquela visão de “Daqui pra frente é só pra trás”

Se algo é conversado igual essa lei, é por que eles estão conseguindo o resultado esperado…

E se nenhuma pessoa liga pra lei, melhor ainda. Para eles, claro.

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Esse PL tinha fins exclusivos de espetacularização, uma vez que os deputados que o apoiaram sabem que a castração química feriria pelo menos três cláusulas pétreas da Constituição, quais sejam: a dignidade da pessoa humana, a vedação à prática de tortura e tratamento desumano ou degradante e a proibição de penas cruéis.

Além disso, existem questionamentos quanto à eficácia da castração química.

O “hype” é a vontade da população, a qual deve ser atendida. Quem dera se nossos clamores fossem atendidos com mais frequência.

Embora eu concorde com você quanto aos problemas técnicos da lei, eu entendo que as lacunas podem e devem ser preenchidas por portarias das agências reguladoras, tendo em conta que tecnologia é algo técnico e muito dinâmico.

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Naahh. Prefiro acreditar na bondade do governo. Um governo que cobra um dos impostos mais caros do planeta, dá amplo direitos humanos para criminosos, corrupção no DNA, jovens que podem votar mas não podem ser presos, podem mudar de sexo sem autorização dos pais e se casar. Mas ele quer sim o bem das crianças pode confiar - Ass: Zezinho brasiu. Veva a suberania!

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A censura é global e disfaçada de proteção.

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Detalhe: já havia, há muito tempo, campos para informações como nome, e-mail, telefone e endereço no userdb. Agora há simplesmente a adição de mais um campo (completamente opcional) que permite inserir a informação de data de nascimento.

É realmente impressionante o escândalo que parte da comunidade consegue fazer em cima disso, fazendo essas comparações absurdas com as big techs. É mais um exemplo daquilo que eu disse em outro tópico: a comunidade Linux é o pior inimigo da comunidade Linux.

Contudo, cabe destacar que o título da matéria também não ajuda. Não, a “verificação de idade” não chegou ao systemd. O que chegou foi um simples campo opcional para armazenar a informação de idade. Esse título deveria ser editado.

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“Com a crescente tendência regulatória de verificação de idade em sistemas digitais, o systemd acrescenta uma ferramenta que pode auxiliar na conformidade legal e padronização da funcionalidade.”

Nao pareceu um simples campo de nascimento nesse trecho do título do tópico, deu a entender claramente que tem relação mesmo com a nova lei digital.

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Eu também entendi isso, e em vez dessa noticia me tranquilizar voltei a ficar com o pé atrás com o Systend, não só por isso mas pelo fato dessa tendência dele “abraçar” coisas demais dentro do sistema.

Como sou adepto do princípio KISS sinceramente eu desejo muito que nas próximas versões do Debian considerem alternativas de instalar sem Systend.

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Eu não acho que eles vão voltar atrás nisso. Já tem coisas que são “only systemd”. O próprio Gnome está indo por esse caminho e tem serviço que só suportam o SystemD oficialmente, como o Mullvad.

Talvez, o Debian apenas considere essa ideia caso as distros sem SystemD se tornem populares. Assim como o Debian foi para o SystemD quando ele começou a se popularizar mais.

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É um simples campo de nascimento, mas o autor foi explicitamente motivado pelas novas leis.

Ele na verdade tem feito várias mudanças semelhantes em outros projetos, sendo autor do PR ao AccountsService que citei lá em cima, um PR para o Archinstall e um para o mecanismo de contas do Ubuntu preencher o campo na userdb do systemd durante a instalação. Tem inclusive atraído hate por isso.

Já há um recuo parcial nesse sentido. Ainda é experimental, por-sua-conta-e-risco, etc., mas o sysvinit (bem como outros inits, apesar de não ter tanto carinho como, por exemplo, o Artix) ainda são empacotados, e pacotes que só fazem sentido sem ele como o elogind estão presentes.

Por relatos que eu li, fora ter que segurar alguns pacotes do systemd que distribuições explicitamente sem ele permitem remover (pelo uso de patches ou chaves de compilação diferentes), a experiência é semelhante às demais distros com inits diferentes.

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Vocês sabiam que o Fedora Project tem trabalhado com Controle Parental desde 2021 no Fedora 35?! Basta ver o pacote malcontent e seus subpacotes.

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O malcontent não se adequa à lei pois ele é baseado em dados de classificação indicativa que são verificados somente localmente, durante a instalação e antes do aplicativo sequer abrir; é muito mais flexível para os pais e risco à privacidade é muito menor.

A nova lei exige que aplicativos/serviços tenham acesso à faixa de idade em si do usuário, em tempo de execução.

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Vc tá usando uma tática velha e ruim que é colar no crítico da medida a defesa do crime, porque não consegue defender a medida sem apelo moral, rsrs. Reconhecer que existe exploração infantil não obriga ninguém a apoiar verificação de idade em camada de sistema ou é preciso desenhar?? Isso só prova que vc está confundindo “há um problema grave” com “logo qualquer mecanismo de controle é legítimo” e desculpa, mas NÃO É.

Ainda por cima, vc vir e chamar essa preocupação de paranoia só mostra que vc prefere caricaturar a crítica em vez de responder ao ponto central: privacidade, risco de abuso, desvio de finalidade e criação de infraestrutura reutilizável de vigilância. O último o mais perigoso.

Resumindo pra vc… sim, proteger menores é necessário. Agora vc fingir que isso dá passe livre para mecanismo invasivo é desonestidade argumentativa.

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Pelo amor… Vc misturou duas coisas que não são iguais, controle parental local e infraestrutura sistemica de verificação e/ou confiabilidade.

Os pais travarem a BIOS, criarem contas restritas, instalarem sistema fechado pros filhos é uma escolha local do admin da máquina (no caso, os pais). Agora embutir mecanismos padronizados de verificação etária ou “modo confiável” no ecossistema é outra coisa beeeeem diferente, com implicações muito maiores para liberdade, privacidade e abuso futuro.

E seu próprio argumento enfraquece a tese mais invasiva que é: se uma barreira simples já trava uma criança pequena, então não há razão para empurrar soluções cada vez mais intrusivas para todos, não é? E quando o jovem sabe mais de tecnologia que os pais? Vc mesmo admite que não existe solução técnica perfeita. Ou seja… não é caso de transformar o SO em tutor moral. É caso de usar ferramentas opcionais locais, educação, supervisão, responsabilização de criminosos e plataformas. O resto é só expansão de controle com uma embalagem ou rótulo bonitinho.

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A “evolução” desse assunto nos fóruns da Internet me faz duvidar da viabilidade da espécie humana. Chegamos à aberração de “medirem sinceridade” de engajamento na proteção de crianças e adolescentes a ser ou não favorável a castração química…

A propósito: vale pesquisar que parlamentares, governantes e partidos trabalharam (duro!) por toda uma legislação a favor de crianças e adolescentes e criadora de mecanismos de prevenção e enfrentamento de exploração sexual infantil e violência doméstica. Acho que o resultado da pesquisa vai surpreender vários aqui.

Vou continuar observando todo um conjunto de atitudes de uns e outros para manter a campanha em andamento. Baixou a poeira, vê-se que a questão não é tão horrível quanto trombetearam, mas o esforço desesperado pelo engajamento via sensacionalismo ainda vai render…

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É que infelizmente você não não entendeu a crítica do texto. O assunto é abrangente o suficiente para haver espaço para as várias alternativas, desde a verificação mais simples, até as mais complexas. Não será uma solução única para uma criança querendo ver desenhos que também vai evitar que um adolescente entre num site de apostas com o cartão de crédito do pai.

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Olha não sou contra vai systemd fazer isso, pois se não for ele será através de outros meios. Nem sou contra a verificação ou lei em si, muito menos contra o próprio systemd.

Eu só acho que muita coisa que é implantado no systemd podeira ser modular ou opcional mesmo o campo no caso da data sendo opcional.

O problema do systemd pra mim é que ele passou do ponto de um simples gestor de serviços. E se ele fosse modular tudo bem passar do ponto.

Mas nesse caso em específico quem as vezes curte o systemd na sua distribuição, pelo menos podeira ter a opção só do gestor de serviços e nada mais.

E se tratando da lei em si, há mil outras coisas que necessitam mais de verificação de idade do que redes sociais na minha opinião…