Uma das minhas séries de jogos favoritas sumiu das lojas digitais

Eu sou muito apaixonado por jogos, apesar de não jogar tanto quanto eu gostaria por limitações de tempo e hardware, volta e meia eu pego um HD que eu tenho sobrando, reinstalo o Windows e o jogo alguns games antigos que ainda me divertem muito.

Uma das minhas séries favoritas, é a série de games da F1 produzida pela Codemasters desde 2009, além de ser um grande fanático pelo esporte eu sou muito entusiasta de simulação, sempre gostei muito dessa série e joguei todos os jogos até o F1 2015, novamente, por limitações de hardware eu nunca consegui pegar os mais novos de forma decente.

Entretanto, no ano passado, a EA comprou a Codemasters e logo em seguida retirou TODOS os jogos da Steam, só sobraram os jogos de 2020 e 2021, sei que não é necessariamente culpa da EA (apesar que eu realmente duvido muito que o F1 2017 - 2018 - 2019 tenham sido removidos por causa de licença…) já que por ser um jogo oficial de esporte, é comum que as licenças das marcas expirem com o tempo e os jogos saiam das lojas, mas isso é bem triste se parar para pensar.

Agora, a única forma que eu tenho para jogar esses jogos de forma oficial, seria comprar uma cópia física de um terceiro (isso é, se tiver existido alguma versão física desse game para PC) e depois um leitor de DVD, isso me leva a uma reflexão sobre mídias digitais x mídias físicas.

Em tese, as mídias digitais deveriam ser uma solução para guardar a história da Internet de forma descentralizada e aberta, com ênfase no deveria. Pois se uma empresa decidir que não quer mais que o seu jogo, ou programa, exista, ela vai lá e apaga. Simples assim. Mesmo que essa mídia tenha sido parte importante para a história de alguma forma.

Sim, eu sei que a pirataria é um dos meios que existem de manter a história, porém não é o meu ponto tratar dela agora, e sim pensar que não existem meios oficiais e abertos para quem quiser ir lá e comprar uma cópia de um software.

Pensando nessa perspectiva, acho que vale a reflexão sobre esse tema…

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Acho que tem muito a ver com a lucratividade para as empresas. Eles vão fazer apenas o que beneficia a elas, por uma questão além do lucro, tbm de sobrevivencia da empresa. O mundo dos games agora está na transição para o streaming e acho que é um caminho sem volta. Creio que para eles será muito mais lucrativo (não necessariamente vão abandonar os hardwares - PC e Console), mas acho que vão priorizar o mundo virtual.

Eu mesma não tenho um PC gamer, nem Console e esses dias testei o XBOX Game Pass Ultimate para os meus sobrinhos jogarem. Fiquei impressionada com o resultado. Talvez ainda não substitua as midias físicas, mas está quase chegando lá.

(Sei que seu ponto aqui é outro, mas aliás, tem o F1 2021 lá)

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:wave:t2:

Acredito que a Steam ainda seja hoje em dia a principal plataforma de comércio de games entre outros. Mas a EA tem sua plataforma própria chamada Origin. A EA pode decidir se mantém a série Fórmula 1 na Steam e na Origin ou eventualmetne retirar da Steam mantendo somente na Origin. Estratégia de Negócios.

Tem o fator lucratividade que a Ana explicou e também streaming de games estão chegando com tudo. Com streaming de games como o XBOX Game Pass, não é necessário ter um hardware de ponta para jogar games atuais, Triple A… O foco seria serviço de banda larga estável e rápida e o serviço streaming da Microsoft ou concorrentes. Vale analisar qual tem os jogos que mais nos agradam.

Se olharmos pelo serviço de streaming de filmes e séries, anos atrás, a Netiflix tinha pouquissímas concorrentes e não era tão bom, qualidade ainda era abaixo do hd, mas com o tempo apareceram tantas concorrentes de qualidade que, hoje streaming 4k com HDR e tals ficou comum e funciona até em celulares com hardware modestos. Isso vai acontecer com os streamings de games também pode ter certeza.

Acredito que mídias físicas e até mesmo coisas físicas envolvendo valores, dados, estão com seus dias contados. Streaming de Games, Filmes, Internet do Elon Musk, o Starlink (poderá reduzir ou até anular o uso de cabos físicos além de poder ser muito mais rápido e estável no futuro), dinheiro virtual, RGs, CPFs, etc serão o futuro… Penso que todos estes detalhes não existirão mais físicos no futuro, até o transporte (teletransporte, será? :sweat_smile:).

Eu acho que o Starlink vai ser o “divisor de águas” entre físico e o virtual no futuro… O legal e curioso será olharmos para os céus a noite e ver muitas estrelas(satélites) se movimentando, quando este futuro chegar… Nossos céus serão dinâmicos. E como tudo, onde os valores vão concorrentes vão atrás, o Starlink não será o único serviço deste tipo no futuro, aumentando a competitividade, qualidade e preços justos além da evolução, Netflix que o diga.

Bom pelo que pesquisei, por enquanto na Origin tem como reservar o Fórmula 1 2022, que será lançado dia 1 de Julho, segundo o site. Acredito que os demais games da série vai depender de como a EA irá refletir, conduzir suas estratégias.

P.S.: Meus esportes favoritos, Fórmula 1, Fórmula E e Golf.

:raised_hand:t2:

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Sim o streaming de fato é o futuro e não nego isso, inclusive eu acho ótimo justamente por poder jogar meus jogos com um hardware mais fraco e sem pagar uma fortuna. Mas ao mesmo tempo eu penso naqueles jogos que tiveram a licença expirada, livros que só foram lançados de forma física e se perderam ao longo dos anos, jogos antigos que não são tão famosos assim e nenhuma empresa se interessa em remasterizar ou já faliu.

Um caso, comum eu diria, é a série Guitar Hero, a maioria dos jogos foram lançados para console, porém hoje eles não aparecem mais nas lojas digitais e você não consegue comprar original de forma física, quando acha é usado e querem vender por muito mais do que realmente vale (Retro gaming virou um mercado predatório nos últimos anos)

Não sou ativista de free software, mas nesses pontos que envolvem mídia e conhecimento, eu me pego pensando sobre hehe. Não sei se existe algo parecido com isso para digital ou se a aplicabilidade da lei é igual, que em 100 anos o copyright se torna domínio público. Poderia existir alguma exceção para o meio digital, reduzindo esse tempo e aplicando condições para manter os direitos proprietários pela empresa, que se não fossem atendidos caia para domínio público, claro que isso é muito utópico, mas não podemos negar que o trabalho feito pelo https://archive.org é de extrema importância para a manutenção da história humana.

Um contra argumento que poderia ser feito a isso, é que quem tem as cópias originais pode disponibilizar para as pessoas digitalmente, sim, mas ai já se encaixa em pirataria e eu não quero criar polêmica hehe

Ótimo, mais um fã de Fórmula 1 hehe

Sim, de fato o mundo tende a seguir pelo caminho do digital. Recentemente eu terminei de assistir um anime que tem essa temática futurista porém um pouco mais real, Cowboy Bebop e eu creio que teremos isso no futuro.

Um episódio específico desse anime (sem spoilers) é quando os personagens principais vão até um museu na Terra para procurar um videocassete BETA, eles não faziam nem ideia de que isso existia porque grande parte do registro histórico físico da Terra foi perdido, e o anime se passa por volta de 2071.

Nesses momentos que eu fico refletindo sobre a preservação da história da humanidade, e acho que esse é o cerne de toda essa questão de copyright, propriedade intelectual e afins. Alguns anos atrás a Microsoft se envolveu em problemas pelos seus formatos proprietários de arquivos, pois temia-se que caso ela deixasse de existir os documentos do mundo jamais poderiam ser lidos sem softwares deles, esse mesmo principio vale para muita coisa no mundo da informática.

Claro que quando se trata de jogos e mídias de consumo não tem tanto essa preocupação com a manutenção deles na história, mas são produtos culturais que colocam querendo ou não, uma luz sobre como a nossa sociedade pensava em determinado período.

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Entretanto, no ano passado, a EA comprou a Codemasters e logo em seguida retirou TODOS os jogos da Steam, só sobraram os jogos de 2020 e 2021, sei que não é necessariamente culpa da EA

A própria EA tomou essa decisão de remover não só esses títulos da F1 mais vários outros que ja na vendem muito por serem “antigos”

Em tese, as mídias digitais deveriam ser uma solução para guardar a história da Internet de forma descentralizada e aberta, com ênfase no deveria. Pois se uma empresa decidir que não quer mais que o seu jogo, ou programa, exista, ela vai lá e apaga. Simples assim. Mesmo que essa mídia tenha sido parte importante para a história de alguma forma.

Mas se você compro um jogo na Steam ou Origem ele vai continuar na sua biblioteca mesmo que o jogo não esteja mais disponível para compra, você pode instalar ele a quando quiser.

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Essa é uma reflexão bem válida, cada vez mais pagaremos pelo uso e acesso, e não pela propriedade, desses entretenimentos: filmes, séries, músicas, jogos…
Uma reflexão que me propus dia desses foi por que usar o deezer se eu ouvia sempre as mesmas bandas e playlists? Acabei concluindo que fazia mais sentido, para mim, comprar os cd’s (alguém mais ainda faz isso hoje??). Detalhe que essa minha reflexão começou por terem tirado quase toda discografia do axel rudi pell do deezer de uma vez só…
A tendência parece irrefreável infelizmente…

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Sim, eu sei. Mas eu falo no sentido de tipo, uma pessoa daqui a 10 anos querer consumir uma mídia que só foi lançada digitalmente e não existe mais em nenhuma plataforma. Ainda sobre o exemplo da F1, eu estava com vontade de jogar o F1 2012 que foi lançado a 10 anos atrás e agora não tem mais nas plataformas.

Sim, é claro que essa tendência facilita a vida, porque ao invés de pagar por vários artistas você paga uma mensalidade e pode ouvir quantos quiser pelo tempo que quiser. Mas se a plataforma resolver remover, já era, você não tem mais acesso e ai só sobrar recorrer a meios extraoficiais ou comprar mídias físicas, isso quando existem versões físicas daquele produto.

Jogos de console você até consegue achar ainda em bom estado, agora jogos de PC ?, desde o surgimento da Steam que as empresas pararam de vender jogos físicos para PC. É difícil achar essas cópias quando existem e as vezes nunca sequer existiram.

O mais próximo que vi sobre isso, foi o jogo do The Legend of Zelda - Ocarina of Time, que uma equipe fez uma engenharia reversa para “recriar” o jogo para PC. Pelo que entendi, esse caso não configura como pirataria. Não entendi muito bem como funciona, mas creio que daqui pra frente só assim mesmo para recuperar e disseminar essas artes perdidas no tempo.

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Port do jogo do Zelda:

“Esse tipo de engenharia reversa é legalizado porque os fãs envolvidos não usaram nenhum conteúdo vazado ou nenhum dos ativos originais protegidos por direitos autorais da Nintendo. Os jogadores precisarão fornecer sua própria versão da ROM do jogo para jogar a porta.”

Agora, convenhamos, poucas pessoas estão dispostas a fazer isso, pq dá um trabalho absurdo.

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A EA é uma muquirana safada, isso sim! Need For Speed Hot Pursuit original, que custava pouquinho, foi substituido pelo “remaster” de $60.00.

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Hmm, não conhecia esse caso, eu me lembro que recentemente a Rockstar Games processou o pessoal que tava trabalhando no GTA RE que era um projeto para fazer engenharia reversa na trilogia 3D da série (GTA 3, Vice City e San Andreas) para torna-los código aberto e compatível com Linux, além de permitir uma nova abordagem para o modding entre outros inúmeros benefícios para a comunidade que ainda mantém esses jogos vivos.

Não tenho mais informações se eles ganharam ou não (espero que não :D), mas fico na dúvida do porque esse port não é considerado um ataque a propriedade intelectual da Nintendo, sendo que eles são tão chatos com esse tipo de coisa. Nesse caso do GTA eles não utilizaram o código da Rockstar e sim criaram algo novo, vou pesquisar mais sobre esses casos para entender melhor.

TakeTwo abriu um processo contra modders - MixMods para quem quiser entender a guerra da Rockstar contra os modders vale a pena leitura.

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Tá ai outro exemplo, a série Need For Speed.

Uma série clássica, de sucesso, mas que simplesmente a EA quer te forçar a comprar os jogos novos com qualidade duvidosa e inferior, de todas as empresas ela é a que mais tem prática predatórias de mercado…

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Esta é uma reflexão interessante.
Entendo que deveria haver algum tipo de proteção ao “consumidor” de direito intelectual contra práticas abusivas.
Se uma empresa retira uma propriedade intelectual do mercado, ela não poderia mais fazer valer a “propriedade”. Quem quisesse, poderia fazer uma “cópia”, via engenharia reversa, ou algo do tipo.

Propriedade intelectual, por sinal, é um problema. Algumas vezes o prazo absurdo (80 anos após a morte do autor) foi prorrogado para não lembro quantos anos, visando proteger algumas versões do Mickey.

Sobre a questão das mídias, a tendência natural é pelo streaming justamente para que haja maior controle pelos proprietários do conteúdo. O que você terá é acesso. O pior de tudo que hoje criam um hábito com preços vantajosos, mas não duvido nada que em pouco tempo as mensalidades sejam bem mais caras que adquirir o produto físico.

Detalhe: eu nunca vi, mas um professor JURA que se você comprou um CD e ele estragou, você poderia pedir uma outra cópia e o máximo que a empresa poderia cobrar seria o custo efetivo da mídia, porque a propriedade intelectual já estaria paga. O que já vi foi a legalidade de se “rippar” um CD/DVD para uso próprio, guardando o original para prevenir o desgaste de uso.

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Se não possuirmos nem o binário, já que tudo fica em servidores, nem piratear é possível nesses casos. Tem suas facilidades claro, mas não sei como o mercado de streaming vai funcionar nos próximos anos, foi falado aqui no tópico sobre a Netflix, só que hoje em dia temos vários serviços diferentes, ao passo que não compensa mais você assinar diferentes serviços pra assistir só uma coisa.

Eu quero ver uma série que só tem no HBO, mas eu tenho uma conta da Netlix, e tem outra série que só tem no Disney +

HBO Max (plano para PC, pq por algum motivo eles tem um plano só pra mobile) R$ 27,90
Netflix: R$39,90
Disney: R$ 27,90

Total /mês: R$ 95,70
Total /anual: R$ 1148,40

Se você optar por pagar os planos anuais desses serviços: R$ 998,60 (Netflix não possui plano anual)

São valores bem altos para se pagar quando você só assina serviços para assistir coisas específicas, por isso que apesar da facilidade, a pirataria vem voltando muito no consumo de mídia, porque toda empresa quer fazer seu próprio serviço.

Parece que o último prorrogamento foi até 2024, da primeira versão do Mickey e até agora a Disney não conseguiu fazer nada para aumentar. Nesses casos eu até não vejo tanto problema porque a Disney é uma empresa trilionária que comprou o mundo inteiro e eles lucram bastante com o personagem, ainda mantém ele vivo e todo o seu legado, você consegue achar com facilidade todos os desenhos do Mickey, ele é a marca da Disney.

Mas quando você pega coisas mais obscuras para o Mainstream. Se a empresa faliu, nenhuma outra empresa comprou os direitos e mesmo que tenha comprado ela não fez nada com eles, como faz para obter esse produto ?

Os autores do GTA RE confessaram no readme que o jogo é baseado em descompilação dos executáveis originais, o que torna o código do projeto um derivado direto dos jogos e deu margem a um DMCA, que eles contestaram e assim abriu o processo. Eu cheguei a olhar o andamento do processo num site, mas está parado desde outubro do ano passado e não entendo de juridiquês americano para dizer se alguém ganhou ou não.

Pelo que vejo no readme do Super Mario 64 e do Ocarina of Time de PC, ambos têm o mesmo problema, mas a Nintendo é mais generosa e só vai atrás de quem publica executáveis pré-compilados (que permitem jogar sem acesso à ROM original).

Acho a atitude da Nintendo um “meio-termo” razoável, já que, com essa atitude, só quem tem acesso ao jogo original vai ter acesso ao port (e quem pegou uma ROM de terceiros da net, comete pirataria do mesmo jeito).

O argumento do RE3 nos tribunais é que projetos assim são “uso justo”.

Dá para relativizar aqui porque a Nintendo não lança jogos para PC, nem mesmo coletâneas de jogos antigos, então eles não tem muito a perder permitindo esses projetos, enquanto RE3 e REVC potencialmente aumentariam as vendas de GTA 3 e Vice City antigos (que custavam menos de 20 reais) em detrimento da versão definitiva de 60 dólares.

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