Um pequeno desabafo sobre windows, linux e wine

kkkkk
Pra falar a verdade a mágica existe mas pra ele voltar pra onde as coisas funcionam bem, ele vai ter que desembolsar uma grana preta se ele quiser voltar lá.

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Às vezes também um pouco de persistência poderia ajudar. Se nas primeiras dificuldades em usar Sos e apps alternativos a pessoa desistir, aí fica difícil.

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Isso eu digo por mim. Tive que persistir bastante no meu processo de migração, pois sempre tendia a voltar para o Windows.

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Por isso que quando fui definitivamente para o Linux (quando chegou meu SSD) eu nem fiz dual boot, já instalei o Linux (testei 5 distros no mesmo dia até decidir qual eu ficaria), assim ou eu me adaptava ou me adaptava.

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Na verdade o que ocorre é a divisão de poderes entre sistemas entre territórios globais.
O windows toma todas as frentes em desktop residenciais, shoppings, mercados e alguns ATMs de bancos. Também vale ressaltar que alguns países do mundo a microsoft não é tão famosa assim graças a expansão da apple nesses países que também dominam. O android tem seu espaço no mercado com smartphones, a apple tanto em desktop como celulares também tem uma boa fatia do bolo no mercado.
Agora em segurança e confiabilidade e uso extremo o linux e a apple já coloca a microsoft no bolso. Android, apple e o linux já dominam o globo enquanto que a microsoft somente em desktop.

Agora sobre o Wine, eu não tenho nada a comentar apesar que já comentei. Só sei dizer que o linux aos poucos está chamando a atenção com suas interfaces futuristas e versões para todos os gostos, além do suporte arm, 32/64, Pcs antigos, velhos, novos e vamo que vamo.

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O Sistema, o Código e a Ilusão da Liberdade

O que há de mais curioso — para não dizer assombrosamente irônico — é o fato de que vivemos em uma era onde a ideia de “sistemas operacionais” deveria ter perdido a majestade. Afinal, frameworks multiplataforma, como Flutter, Qt ou Electron, permitem hoje o que outrora seria considerado bruxaria: escrever uma só vez, rodar em todo lugar. E no entanto, continuamos cativos — não por limitações técnicas, mas por interesses mais sutis e intrincados que a simples engenharia.

O Windows, por exemplo, não é meramente um sistema. É uma cultura. Um ecossistema tão vasto, tão enraizado nos hábitos dos usuários e nos processos das corporações, que chega a se assemelhar a um regime discreto, quase embarcado na psique coletiva, tal como o Android — seu primo mais volátil. Não se trata, portanto, de mera comparação com o GNU/Linux, este mais plural, artesanal e exigente em sua liberdade. O Windows é pragmático, treinável, domesticado. E isso, convenhamos, é poder.

E como todo império, ele se reinventa. Não pela necessidade técnica, mas pela estratégia do mercado. Surge então o TPM 2.0, o .NET renascido, e APIs que — ironia das ironias — facilitam a vida do desenvolvedor enquanto apertam o laço do controle. Junto disso, a Microsoft oferece os títulos nobres: certificações, selos, garantias de que aquele que segue o evangelho será bem-quisto no mercado.

Enquanto isso, o pobre Linux… Ah! Até pouco tempo, desenvolver para ele era tarefa de devotos e eremitas digitais. E embora portar um programa do pinguim para o mundo das janelas seja relativamente fácil, o contrário se assemelha a uma via-crúcis. O Wine, coitado, só bebe da fonte que a Microsoft autoriza. E mesmo assim, ainda consegue brindar-nos com milagres ocasionais, como aquele joguinho antigo que, vá lá, funciona quase bem.

A diferença é o tempo. E o tempo, como diria um certo cronista do Cosme Velho, não perdoa o atraso. O Visual Studio reina não por acaso, mas por oferecer continuidade — o mesmo código que vive hoje, viverá amanhã, com um ou dois toques de Copilot. A Microsoft compreendeu cedo: o segredo não está no código, mas na estabilidade da linguagem.

Mas eis que surge um novo pretendente: Flutter, em sua roupagem Dart, sonha com o trono. Tem potencial, é verdade. Mas a estrada da maturidade é longa — sobretudo para quem pretende dançar com todas as arquiteturas. Ainda tem o fantasma da descontinuidade do Google pairando sobre as mentes dos devs e está muito distante dos games.

Por fim, permitam-me uma profecia quase poética: o dia em que os jogos forem escritos em Rust — esse metal da nova era — será o dia em que a compatibilidade nativa deixará de ser um problema e passará a ser apenas um detalhe da escolha. Mas até que isso aconteça muitos tropeços são necessários que a Microsoft dê.

Mas até lá… brindemos com Wine.

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Algo recente que acabou de rolar foi justamente o video do Dio sobre o AnduinOS, ele foi um video honesto sobre o sistema sabe? Sem vender ele como “Melhor que o windows” e tals.

Ele foi honesto nas falas, deixando claro que é um sistema (que ao meu ver) é um projeto pessoal, o cara faz quando tem tempo, pra suprir as necessidades dele, esta publico apenas por questões de licença e pq ele quer deixar publico, diferente dos vídeos por ai que eu vi sobre esse sistema com os “noob bait”.

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Penso desse modo:

Primeiro, troquei o Outlook Express pelo “webmail” (Gmail, “online”); troquei o MS Office pelo LibreOffice; troquei o MS Internet Explorer pelo Firefox / Chrome – em suma, substituí os softwares “feitos para Windows” por softwares livres, ou “agnósticos” – e só no final instalei e tentei usar Linux.

Fui me acostumando a usar Dolphin em vez do (file) Explorer; o Kate / KWrite em vez do Bloco de Notas; e assim por diante.

Outra coisa, é parar de produzir arquivos em formato proprietário.

Fui convertendo meus arquivos antigos para formatos não-proprietários – ou, em alguns casos, “exportando” para formatos intercambiáveis. – Por exemplo, exportei “views” do AutoCAD na forma de DXF, que podiam ser “importados”, editados e finalizados no CorelDraw.

Ficaram faltando CorelDraw, Photoshop, Dreamweaver, e Wordpad (para poucos casos, específicos, de acentuação). – Consegui rodar CorelDraw, Dreamweaver e Wordpad no Wine. – “Felizmente”, nunca consegui rodar Photoshop no Wine, o que foi ótimo, pois acabei aprendendo a usar o Gimp.

Com o tempo, fui precisando cada vez menos do CorelDraw etc., porque já tinha convertido quase todos os meus arquivos antigos. – Já faz alguns anos que não uso Wine. – Nas distros mais recentes, nem cheguei a instalar.

Isso tudo, porque eu tinha um fluxo de trabalho apertado, que não podia parar durante muitos dias ou semanas – e como eu era “dono” do meu trabalho, fui adaptando o fluxo para outros softwares, e outras rotinas. – Mesmo assim, demorei de 2009 até 2016 (em parte também por inércia), para deletar o Windows, e usar só Linux.

  • Se alguém “precisa” continuar usando Photoshop etc., por exigência do “mercado”, do patrão, dos clientes, ou da escola, então é melhor manter o Windows – em dualboot, ou em VM.

Muitos softwares, simplesmente abandonei. Hoje, eu não consigo imaginar que já dependi do Picasa para administrar um acervo de imagens – que não chegava a 5% do que tenho hoje. – Bastou renomear com nomes relevantes, e organizar melhor, para fazer tudo com Dolphin + Gwenview, e muito mais rápido.

(Talvez até haja Picasa para Linux. Nem sei. A verdade é que nem cheguei a pensar nisso).

Eu também já dependi muito de um tal DSearch para catalogar CDs / DVDs. – Listei o conteúdo de todos os CDs / DVDs para arquivos TXT (ls -R > CD-001.txt) – e com a busca simples do Dolphin (por conteúdo) encontro qualquer arquivo antigo em segundos. – Mas há muito tempo já recuperei para HDD / SSD todos os arquivos antigos que ainda possam me interessar, e pelo Dolphin encontro em poucos segundos.

Nem lembro quais outros softwares proprietários eu já usei, e abandonei para sempre.

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O meu caso foi bem parecido, mas com outros programas: PaintTool SAI, Affinity Photo e Affinity Designer.

Não consegui rodar nenhum deles via Wine. O PaintTool SAI simplesmente não registrava os cliques e ficava travado na tela, o Affinity Photo/Designer não conseguiam rodar bem.

Mas para mim foi excelente. Aprendi assim, a usar o Krita, que substituiu muito bem os três programas.

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