O GNOME 50 marca o fim de um longo ciclo de migração para o Wayland, removendo o código de suporte ao X11 e dependendo exclusivamente do XWayland para qualquer necessidade de compatibilidade remanescente.
Embora o Wayland tenha sido a sessão padrão do GNOME desde 2016, o X11 ainda persiste no código-fonte. Recentemente, dois pull requests (PRs) foram mesclados, removendo completamente o código do X11 tanto no Mutter, o gerenciador de janelas e compositor padrão do GNOME, quanto no próprio GNOME Shell.
Com essas medidas, o GNOME encerra um dos capítulos mais longos da história dos desktops Linux. Com o lançamento da versão 50, prevista para março de 2026, ele deixará de oferecer suporte à sessão nativa do X11, fazendo do Wayland o servidor gráfico padrão.
Mas essa remoção não significa que os aplicativos X11 desaparecerão, longe disso. O XWayland permanece totalmente compatível, funcionando como uma camada de compatibilidade que permite que os tradicionais aplicativos X11 rodem dentro da sessão Wayland.
Essa mudança é uma evolução necessária. Ao aposentar o X11, o GNOME poderá se concentrar inteiramente no Wayland, especialmente em áreas como escalonamento fracionado, HDR, gerenciamento de cores e manipulação de entrada, etc.
Quais são as implicações práticas para os usuários e distribuições? Se você depende de rodar o GNOME em uma sessão Xorg/X11 (ou seja, não no Wayland), é provável que isso se torne não suportado (ou, pelo menos, não será mais o padrão) com o GNOME 50.
Caso utilize aplicativos que funcionam apenas com o X, ainda há o XWayland, pois a migração não elimina essa camada de compatibilidade. Para desenvolvedores de extensões, gerenciadores de janelas ou ferramentas que que dependem daquele, é hora de testar a compatibilidade com o Wayland ou planejar estratégias de fallback.
No final, pode-se dizer que o futuro do GNOME é Wayland — e com o GNOME 50, esse futuro finalmente chegou.


