Fazem hoje 5 dias que baixei a ISO do Redcore ─ aparentemente, uma “não-distro”, pois se propõe a ser apenas um modo amigável de instalar o Gentoo.
Por que? ─ Porque minha experiência, iniciada com o Sabayon, foi interrompida por sua “descontinuação”. ─ Há meses, monitoro o Mocaccino, mas não vejo um resultado “prático” a curto prazo.
Mas, mesmo que entrevisse… Não sei se quero embarcar naquela sopa de “conceitos”, numa linguagem escorregadia, que há 10 ou 20 anos vem me desagradando cada vez mais.
Explico: ─ Não faço parte daqueles 99% dos usuários Linux que são desenvolvedores, super-jogadores, têm super-máquinas misturando 3 ou 4 placas de vídeo, 5 monitores com escalas fracionárias, aspirando a uma distro supostamente imutável, em cima da qual se queira rodar Flatpks, Snap2s etc. ─ Sou só aquele 1% que vive fora do Olimpo, com um hardware simples, e curte pecados não tão espetaculares. Sim!, sei que estou em esmagada minoria! Um mero usuário, é coisa rara!
(preciso dizer que contém ironia?)
Acho que quem já leu um mínimo sobre Mocaccino poderá entender o que estou dizendo. ─ Não, não é o que eu buscava no finado Sabayon. ─ “Não é a mamãe!”, diria o mini dinossáurio.
Meu escopo, no mundo Linux ─ afora ter 3 ou 4 distros 100% usáveis para tarefas bobas, como navegar, ver e baixar vídeos / extrair músicas, pesquisar alguns assuntos não-TI, ler livros em ePub (ou PDF), editar imagens (o Gimp me atende bem), planilhas, gerar alguns gráficos etc. ─ é lidar com “o Linux”, sem nenhuma pretensão de atender os reclames induzidos pelo capetalismo, nem tentar reproduzir um universo de “consumidor Windows”.
De cada distro, quero “a distro” ─ não os “objetos de desejo” que o mundo Windows tenta, todos os dias, introduzir em nosso mundo. ─ Por isso, o que tenho visto do Mocaccino não me atrai. Nenhum motivo para ficar hipnotizado (como um rato, por uma cobra), esperando… Esperando o que? Não é aquilo que quero.
Não, não estou pronto (nem interessado) em tentar LFS, nem o Gentoo, por enquanto. ─ Primeiro, quero “usar” e “me familiarizar” com “algum tipo de” Gentoo ─ como vinha fazendo, com o Sabayon.
Mas, já estou falando mais do que o homem da cobra. ─ Relevem, por favor. ─ Só queria me situar como “não-parte” dos 99% que têm hardware super-detalhado, desempenham tarefas super-fantásticas. Em suma, que sou aquele 1% de comuns mortais, com hardware simples, tarefas bobas, nenhuma super-exigência, nenhuma super-necessidade.
Só um usuário comum ─ um “joe-qualquer-coisa” ─ com a pequena diferença de que, sim, entendo alguma coisa do Linux, e pretendo ir devagar, para não queimá-lo no altar do consumismo ansioso.
Bom, pesquisei aqui por “Redcore” ─ e só encontrei 2 conversas +/- relacionadas a ele:
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“Gentoo é tão bom assim?” ─ Duas menções ao Redcore nas respostas #5 e #81.
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“As distribuições derivadas do Gentoo também são instaladas através de compilação?” ─ Só o @TiagoCardoso (autor da pergunta) cita o Redcore.
Então, pergunto:
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Algum colega teria algo mais a dizer?
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Algum colega teria algum interesse em acompanhar uma experiência de instalação e configuração do Redcore ─ sabendo, desde já, que meu foco difere de 99% do universo?.. (uso simples, usuário simples, hardware simples).
Só o que posso adiantar é que: ─ (1) Vou instalar, ou agora, ou mais adiante; e (2) Fui obrigado a usar o wget para baixar a ISO ─ coisa que nunca me ocorreu, em todos esses anos, nessa indústria vital.
PS.: - A velocidade de 19.9 MiB/s no download da ISO me anima! ─ Já desisti de distros cujas ISOs baixei com muito sacrifício (a primeira vez, vá lá!), porque, depois de instaladas, haja bags para encarar “velocidade de conexão discada”, a cada atualização, semana após semana!

