Qual sua experiência com as versões intermediárias do Ubuntu?

Como bem sabemos, quando se trata de estabilidade, no Ubuntu, devemos usar a versão LTS.
Mas gostaria de saber daqueles que sempre atualizam e usam as versões intermediárias. já teve problema que te impediu de usar a máquina? Isso inclui, na hora de atualizar de um intermediário para outro. Tipo: saiu 23.10 e ao atualizar da versão 23.04, teve problema sério.

2 curtidas

Acho que isso depende muito do usuário. – Para começar, é claro que a gente recomenda o LTS.

Se o usuário prefere “só usar”, sem investir muito, sem futricar, sem explorar, sem procurar “emoções fortes”, então o melhor é continuar com o LTS.

  • Também faz sentido, quando você precisa treinar funcionários. – Basta fazer esse investimento a cada 2 anos. – Por que faria isso de 6 em 6 meses?

Porém, se o usuário começa a investir “no Linux”, futricar, aprender, explorar, se divertir com desafios, essa divisão deixa de fazer muito sentido. – LTS ou “lançamento intermediário”, acaba sendo tudo “uma coisa só”.

  • Mas nesse caso, até as versões “intermediárias” acabam perdendo a graça – e é provável que o usuário acabe trocando o Buntu por outras distros mais emocionantes.

Eu usei Kubuntu LTS de 2009 até 2019 – mas esse uso foi evoluindo. – Eu não queria ficar refém de 1 distro só:

  • De 2009 a 2014, eu estava aprendendo, tentando “dominar o Linux” – porém mantinha Windows em dualboot – e por isso avançava pouco.

  • Em 2015, decidi acabar com a procrastinação. – Instalei um 2º Kubuntu 14.04 LTS, e anotei todos os passos, para saber como configurá-lo exatamente como o 1º. – Instalei Google Earth, Wine (+ apps), encarei a mudança do Photoshop para o Gimp. – “Ou vai, ou racha”.

  • Em 2016, instalei meu último Kubuntu LTS (16.04), após vários testes Live de 3 dias com as versões alfa, beta, release final + OCR e outros bichos que eu precisava ter certeza de que iriam funcionar. – Finalmente, me senti 100% “confortável”, e deletei o Windows, para sempre.

  • Foi aí que aproveitei o espaço liberado pelo Windows para instalar o Mint KDE. Acabei achando até melhor do que o Kubuntu. Mantive até Janeiro 2020, pois em 2018 não lançaram mais outro Mint KDE. – Também no espaço liberado pelo Windows, instalei o KDE Neon, que deu mais trabalho para domar, devido às atualizações constantes, sempre exigindo solucionar alguma dificuldade. Em 2017 eu já me sentia à vontade com ele. – Então, passei a ter 3 distros “principais”, e fui dependendo cada vez menos do Kubuntu 16.04 LTS… mas mantive instalado até 2019.

Nunca cheguei a instalar um “Kubuntu 18.04 LTS”, propriamente dito. – Pelo menos, não no sentido tradicional da palavra.

Nesse meio tempo…

  • Testei o Kubuntu 16.10 em várias sessões Live

  • Instalei o Kubuntu 17.04 “daily-build” (em um SSD externo), desde 5 meses antes do lançamento final, durante os quais, funcionou como uma espécie de “rolling-release”. – Quebrei-o no 3º mês – e consegui consertá-lo

  • Testei o Kubuntu 17.10 em sessão Live

  • E desde o início de 2017 já tinha começado a instalar Manjaro, openSUSE Leap, Fedora, Sabayon, Mageia, Arch (by Revenge Installer), Slackware, openSUSE Tumbleweed, Knoppix, Devuan, Rosa, PCLinuxOS – e começava a me sentir à vontade com alguns deles – além de muito confortável com o Mint KDE e o KDE Neon

No começo de 2018, instalei o Kubuntu 18.04 “daily-build” – mais uma vez, uma espécie de “rolling-release”, até o congelamento para ser lançado em Abril. – Não usei muito, porque após o lançamento pára de evoluir.

  • Sempre, mantendo o Kubuntu 16.04 LTS, em dualboot – mais como “tábua de salvação” psicológica, pois àquela altura já usava muito pouco. – Mas estava 100% configurado, funcional, com todos os aplicativos instalados e ajustados, de modo que dava até preguiça fazer tudo isso de novo no 18.04

No final de 2018, substituí o Kubuntu 18.04 pelo Kubuntu 19.04 “daily-build”, para acompanhar aquele novo “rolling-release” até Abril do ano seguinte.

Em Maio 2019, fiz upgrade do 19.04 para 19.10 – e transformei em “rolling-release” permanente, para não ter de ficar instalando novas “daily-build” a cada 6 meses.

Em Junho, “movi” aquele “rolling-release” para a partição onde estava o velho e bom Kubuntu 16.04 – que desse modo, finalmente foi substituído.

Como vê, aos poucos fui me acostumando, não apenas com “lançamentos intermediários” – mas também com Kubuntu “rolling release” – e àquela altura, eu realmente não tinha mais qualquer dificuldade com isso.

Funcionava sem sustos e sem problemas. – Apenas, não existe PPA para Kubuntu “daily-build” ou “rolling release” – e também não testei o Wine (por exemplo) para esse caso específico.

  • Manter um Buntu LTS é garantia de PPA, Wine etc. – Além disso, recomendo só atualizar para um novo LTS, quando sair a primeira revisão XX.04.1, pois os bugs já estarão mais domesticados.

Se eu tivesse ficado “só no Kubuntu”, talvez a estória fosse diferente. – Essa tranquilidade toda deveu-se, em grande parte, à experiência com várias outras distros, dos mais diversos tipos – e não por alguns dias, cada uma, mas, sim, todas durante meses seguidos, em dualboot / multiboot.

3 curtidas

O que eu quero é saber de experiência PRÁTICA, se teve problemas graves, seja no dia a dia, seja na hora de atualizar de uma versão para outra.

Sim, eu sei que recentemente a Canonical teve que adiar lançamentos, pra não dar uma de Micosoft. Também sei que é possível que um usuário, depois de uma década atualizando semestralmente, ao atualizar para a versão 25.04, venha a enfim ter problema sério.

Houve um tempo onde só utilizava as versões intermediarias do Ubuntu comecei com o Ubuntu 17.10, sempre fazendo instalação limpa (formatando apenas a raiz do sistema ) e depois de dois ou três meses apos o lançamento de uma nova versão. Os únicos problemas que tive foi alguns servidores offline na hora de atualizar, um bug aqui outro ali e o snaps que eram uma dor de cabeça até o Ubuntu 19.10.

2 curtidas

A minha experiência com Ubuntu 23.10 foi bem chata. Sério, foi bem chata, pois tudo simplesmente funciona.

O único problema que tive com atualização de uma versão para outra, foi quando eu atualizei para o 24.04, justamente na primeira semana em que essa versão havia sido lançada.

E mesmo assim, o único bug realmente irritante era aquele dos Ladrilhos Aprimorados.

2 curtidas

Eu usei uma vez, acho que foi a versão 14.10 ou algo sim, então tem muito tempo. A experiência foi bem ruim. O sistema tinha vários bugs, congelamentos, mas pelo que me lembro o maior problema era com atualizações. O sistema simplesmente não conseguia atualizar os pacotes, dentre várias outras questões.

PORÉM, essa era uma época que eu modificava demais o sistema, principalmente em termos de aparência e desempenho. Então… pode ser que eu tenha dado uma mãozinha para o sistema ficar tão bugado.

1 curtida

Tô ligado :rofl: :rofl: :rofl: :rofl: :rofl:

1 curtida

Bom dia.
Meu caso é parecido com o seu que ao instalar um sistema a primeira coisa que o usuário faz é customizar a aparência e outras coisas. Como uso 3 distros eu tinha vontade de atualizar para as versôes mais novas para garantir o suporte a longo prazo, eu queria atualizar o linux mint 21.2 para o 22 mas devido a galera reportar bugs como wayland, problemas aqui, alí e lá fiquei no 21.2 mesmo, apesar que ele tem suporte até 2027 então não preciso me preocupar. Embora como meu PC é antigo DDR3 talvez eu não tenha esses problemas com versôes mais novas tanto que, eu ainda uso sistema de arquivo “MBR”, partições em “ext4” e “bios legacy”

Estou usando o Ubuntu 24.04.1 que até o momento ele tá funcionando muito bem em meu PC por ser antigo e as vezes fico até com vergonha em dizer que esse mesmo sistema e a versão dele está causando bugs em computadores mais modernos. As vezes não faz sentido o usuário trocar o sistema para uma versão mais nova só para garantir o LTS

Nota: Se a pessoa gosta de chuva, tem que aguentar a lama.

2 curtidas

Nunca tive grandes problemas em atualizações do Ubuntu, seja de LTS para LTS ou para um lançamento intermediário. O mais próximo disso foi quando atualizei do Ubuntu 16.04 para o 18.04 e ficou aquela bagunça de dependências do Unity misturadas no ambiente GNOME.

Entretanto, tenho um amigo que já se ferrou ao atualizar, no caso dele, da 23.10 para a 24.04. Se encontrou preso em uma situação onde o ambiente gráfico não iniciaria de forma alguma. Teve que fazer backup dos arquivos para um HD externo pelo modo texto e formatar o PC, que, quando feito com o próprio Ubuntu novamente, também não subia o GNOME. No fim, ele trocou para o Arch e segue até hoje satisfeito.

PS: a experiência mais agradável e fluida que já tive com o Ubuntu GNOME foi em duas versões intermediárias (19.04 e 19.10)

3 curtidas

Mil perdões, Sir!

Conforme disse antes.

Conforme disse antes.

Teria de examinar mil registros dos últimos 8 anos – em HDDs atualmente desplugados.

Nos primeiros anos, fiz upgrades “limpos” – ou seja, instalação de novas versões – “formatando” a partição da versão anterior, ou usando outra partição pré-formatada.

(Em 2014 fiz uma atualização “on-line”, mas acho que não iria lhe interessar, porque foi de 12.04 LTS para 14.04 LTS).

Esta aqui falhou – mas como era ISO Beta, talvez não lhe interesse:

Kubuntu 16.10 Beta: instalador com crash • Oct 8, 2016

Depois do lançamento, não tentei mais instalar. – Me limitei a alguns testes em sessão Live. – Era Kubuntu (não Ubuntu), e os probleminhas que encontrei eram do KDE – e eu já os conhecia do KDE Neon, de modo que não me apavoraram:

Testes Live Kubuntu 16.10 Yakkety Yak • Oct 16, 2016

Depois disso, experimentei ISOs “daily-build” – que provavelmente também não irão lhe interessar. – Registrei vários probleminhas, caso interessem a algum colega:

Kubuntu 17.04 Zesty Zapus (daily-build) em drive SSD externo • Oct 27, 2016

Consertando Kubuntu 17.04 Zesty após uma estranha atualização • Jan 30, 2017

Live Kubuntu 17.10 Artful Aardvark • Oct 19, 2017

Kubuntu 18.04 LTS (daily-build) - Install, config • Feb 24, 2018

Kubuntu 19.04 “Disco Dingo” (daily-build) • Nov 26, 2018

Só no final, voltei a fazer upgrades “on-line” – que já linkei antes:

Kubuntu rolling release • May 12, 2019

Movendo Kubuntu do SSD para o HDD • Jun 6, 2019

3 curtidas

Agora que eu reparei que minha frase ficou com o sentido oposto.
Me perdoe pelo descuido, pois estava reforçando que vc colocou o que eu queria.

2 curtidas

Bom, como é papo de alguns anos atrás, de uma época q o Linux não era meu sistema principal, não tenho certeza do que aconteceu.

Nem mesmo Ubuntu era, mas sim pop_os!

Acredito que entre a 20.04 e 22.04 que foram meus maiores problemas.

Lembro de ter que reinstalar meu sistema diversas vezes na época em trocas de versão, pelo menos 3 vezes isto aconteceu. Tanto por bugs com drivers da nvidia, como no gnome.

Por esse motivo acabei pulando fora do ecossistema do Ubuntu!

Atualmente no fedora não percebi nem um problema atualizando do 39 para o 40, mas vamos ver agora no 41 que logo vai ser lançado!

Internet tem dessas coisas:

Acontece nas melhores famílias!

Neste caso, vamos a mais alguns detalhes sobre o instalador (era Ubiquity?) que deu crash no 16.10 – e que era um problema da distro – não do Kubuntu / KDE:

  • Antes, no 16.04 LTS, vinha com um slide-show que causava uso intensivo de CPU.

  • No 16.10, já tinham tirado o slide-show (ufa!) – mas ficou aquele bug, reportado por vários usuários nos 3 meses anteriores

  • Depois, no 17.04, segui a dica de não alterar o idioma durante a sessão Live – e o instalador funcionou sem crash no final. – Foi uma solução? Mera coincidência? Não sei.

  • Passado algum tempo, adotaram o instalador Calamares – e o Ubiquity foi para o quartinho-de-despejo das várias iniciativas abandonadas pela Canonical após gastar dinheiro tentando reinventar a roda.

Olhando para trás, hoje considero aquele crash no instalador (Ubiquity?) do 16.10 como o último episódio da fase em que eu ainda não estava “pronto” para enfrentar e solucionar problemas. – Depois que comecei a experimentar várias distros não-Debian e não-Buntu, em 2017, acho que ultrapassei aquela “barreira”. – Nunca mais tive dificuldades com o Kubuntu, apesar abusar ao máximo, brincando de daily-build, rolling-release etc.

2 curtidas