Uma das principais distros Linux “hacker” mudou radicalmente sua cara. Descubra qual interface substitui o MATE no ParrotOS 7.0 e quais outras novidades ela inclui. (spoiler: tem IA)
O lado QT da força agradece a confiança e preferência; seja vem vindo ParrotOS.
O projeto do MATE, infelizmente, parece estar em crise.
Os desenvolvedores do Solus já haviam descartado a versão oficial em MATE, e fizeram críticas contundentes ao projeto, afirmando que seus planos eram inconsistentes quanto à adoção do Wayland. Hoje o Solus com opção de ambiente gráfico “mais leve” está sendo oferecido com Xfce.
O Ubuntu MATE parece incapaz de cumprir adequadamente as solicitações da Canonical para os “sabores” do Ubuntu, e sua versão 26.04 não será LTS…
Por outro lado, o projeto do KDE Plasma colhe sucesso e reconhecimento, tornando-se: ambiente desktop destacado no Fedora; padrão do EndeavourOS e do TigerOS (no lugar do Xfce) e agora do ParrotOS. É, ainda, a interface gráfica por excelência do SteamOS e do TUXEDO OS.
Fico feliz com o sucesso do Plasma; e, por outro lado, um pouco triste por ver a variedade de ambientes gráficos do Mundo Linux em empobrecimento. É verdade que estamos aí com o COSMIC, muito promissor, mas os desenvolvimentos do Budgie e do MATE parecem muito atolados, perigando parar de vez.
Desde 2020 que eu vejo essa “demandada” ao KDE; muita gente não cita mas um dos primeiros a mudar de uma interface GTK para Qt foi o “Ubuntu Studio”. Que como o nome diz, é uma flavor do Ubuntu focada em áudio e visual. A distro antes vinha com o XFCE, interface leve, mas que não condizia com um projeto onde pessoas do design e criação de conteúdo era seu foco.
Trecho do artigo do Diolinux indicado:
A mudança para o KDE Plasma 6 (versão 6.3.6) é a mais visível, a equipe do Parrot realizou diversas customizações para garantir que, mesmo sendo rico em recursos, o Plasma mantenha o perfil leve e eficiente que é uma marca do Parrot, permanecendo adequado até para hardwares mais antigos.
Gostei muito de os desenvolvedores do Parrot terem tomado esse cuidado. O Plasma pode ser leve como ambiente gráfico, mas isso é pouco reconhecido, porque as principais distros que o adotam costumam oferecê-lo no padrão, que pode ter consumo de moderado a pesado de recursos.
O BigLinux e o TigerOS são outras duas distros que oferecem um Plasma mais trabalhado para ficar leve. No caso do Big, a versão light é uma opção. O Tiger se instala de primeira com o Plasma light.
No mais, achei bem bonito esse ParrotOS em Plasma 6!
A equipe do Ubuntu Studio também customizou o Plasma pra ficar familiar ao XFCE anterior… eles até citaram recentemente que aquele painel superior poderá ser retirado, pois não faz mais sentido atualmente, e que na época era pra deixar o ambiente similar ao anterior, e não chocar os usuários.
MATE, icewm, unity, window maker e tantas outras interfaces antigas já deveriam ter acabado há muito. é olhar pra frente e seguir sem olhar pra trás. tudo passa, até a uva.
icewm ainda é desenvolvido, e está na base de distros superleves, como a AntiX. O OpenSUSE e o Mageia oferecem instalar-se com “desktop genérico” que na verdade é em icewm. Este merece uma longa vida. E o MATE merece também, não é apenas um “ambiente retrô”…
já usei muito. digo que é interface do passado.
Quero ver uma distro com lxqt com labwc padrão sera q ja existe?
Pois é, é minha única “bronca” com o mint.
Não que o cinnamon seja ruim, mas quando se usa KDE se percebe como ele está a frente, com mais beleza e animações muito mais fluídas e bonitas.