Quando eu tinha 12 distros espalhadas em 4 discos com particionamento MBR, eu tinha até 4 Grubs, 1 em cada disco. – A tendência de todos os instaladores era sempre de gravar a chamada do Grub na trilha inicial (MBR) do sda. – Com algum cuidado e atenção, eu conseguia manter o Grub do Mageia no MBR do sda, e o Grub do openSUSE no MBR do sdb (para alguma emergência).
Quando ia instalar qualquer outra distro, escolhia “instalar o Grub” no MBR do sdc ou do sdd.
(Na verdade, o que se instala no MBR é apenas uma indicação de onde está o Grub a ser utilizado).
Agora que meu novo PC permite usar particionamento GPT, todas as distros estão no mesmo SSD, e tenho nele apenas 1 partição EFI.
Eu pretendia comprar um segundo SSD, levar para ele metade das minhas distros, e criar nele uma segunda partição EFI (por segurança), mas com a pandemia acabei adiando esse projeto.
Por isso, só sei que é possível ter 2 ou várias partições EFI – e acho isso mais seguro – mas ainda não experimentei na prática, para aprender as manhas.
Para o Grub, propriamente dito, tanto faz se suas partições são MBR ou GPT – mas existem alguns aspectos dele que vale a pena levar em consideração.
Descobri que o Grub não vem 100% “completo” (ou 100% “capacitado”) em todas as distros. – O Grub do Kubuntu, do KDE Neon, do Mint, e do próprio Debian, sempre se mostrou capaz de carregar qualquer uma dessas outras (entre elas) – mas falhava em detectar o openSUSE; e falhava em carregar distros da base Arch.
(Para o Grub de todas as distros detectarem o openSUSE – que está numa partição BtrFS – eu deveria ter criado para ele uma partição /boot separada, em ext4… Ou, descobrir por que o Grub do Mageia consegue detectá-lo em sua partição BtrFS).
Além disso, às vezes o Grub de uma dessas 4 distros confunde as outras, por serem muito parecidas. – Por exemplo, quando instalei 2 versões do KDE Neon, em 2016, o Grub do Kubuntu considerou como se a segunda fosse “Debian”.
Era fácil identificar as entradas certas, mas tentei corrigir isso (só para ficar “tudo certinho”) pelo Grub Customizer, e ele apenas escondeu o problema (que nem era problema). – Nos 2 anos seguintes, aquilo foi se acumulando e multiplicando, até se tornar um problemão, de verdade.
Disso aprendi que é melhor ter apenas 1 ou 2 Grub detectando as outras distros – um Grub “principal”, para uso diário, e outro Grub “de reserva”, para alguma emergência. – Nas demais distros, hoje eu desabilito a detecção de outras distros (os_prober).
(E nunca mais usei nem recomendei o Grub Customizer).
No meu PC atual (UEFI-GPT), quando instalei o Linux Mint, o Grub do KDE Neon parou de carregar o KDE Neon. – Se eu escolhesse o Grub do KDE Neon, ele carregava o Mint. – Isso não me afetou, pois sempre uso o Grub do openSUSE, que não foi afetado por isso.
Não posso falar do Windows atual (parei no XP, que deletei há 6 anos). – Também não posso falar de uma distro que usa systemd-boot (esqueci qual é, mas os colegas devem lembrar). – Já li sobre essa e outras alternativas ao Grub, mas ainda prefiro o Grub.
No PC atual, resolvi que meu Grub de uso diário seria o do openSUSE – que se comprovou capaz de detectar e carregar todas as 25 ou 30 distros que experimentei nos últimos 6 anos. – Por isso, atualizo primeiro as outras distros – e no final atualizo o Grub do openSUSE, para ele incorporar as mudanças de Kernel das outras distros.
(É preciso que todas as outras distros tenham Grub – para ser lido pelo Grub do openSUSE – mas para isso, basta que cada uma detecte a si mesma).
Meu Grub “de reserva” é o do Mageia, que também detecta e carrega todas as outras – mas precisa de alguma correção manual para carregar o Arch e o Manjaro. – É uma correção simples (meu editor de texto “lembra” as substituições necessárias para busca e troca global), mas só perco tempo com essa correção, no dia em que precisar usá-lo.
Nas outras 10 distros que tenho, desabilitei o os_prober, de modo que seus Grub não percam tempo detectando outros SOs (foreign OS). – Como disse, basta que cada uma detecte a si mesma, para o Grub do openSUSE “ler” e incorporar suas mudanças de Kernel.
Enfim, o Fedora inventou uma “novidade”, que o Grub das outras distros não entende, mas isso também tem solução. – Portanto, openSUSE, Fedora e derivados do Arch podem não ser bem detectados pelo Grub de outras distros – e o Grub do openSUSE foi o melhor que já encontrei para detectar todas as outras.
Expliquei coisas demais – era melhor ter resumido, para não confundir nem criar medo – porque não sei exatamente quais distros você tem hoje.
Você mesmo, talvez ainda não saiba quais distros você vai querer instalar nos próximos meses e anos. – Vale a pena lembrar esses detalhes, quando resolver instalar outras distros.
Tenho alguns relatos – ainda mais confusos (porque preferi anotar todos os detalhes) – sobre a escolha do meu Grub principal (inicialmente Mageia, agora openSUSE):
Outra, sobre o acúmulo de problemas em cascata, quando todos os Grub tentam detectar todas as distros. – Em resumo, se um Grub cria um “errinho”, todos os outros Grub incorporam aquele “pequeno erro”, e a coisa vai se avolumando, até que cada atualização de Kernel vire um pequeno inferno, com demoras que já vi chegarem a 45 minutos. Imagine, atualizar várias distros, cada uma com uma demora enorme:
Talvez possa ser útil minha experiência ao montar meu PC atual. – Comecei com o hardware totalmente “em branco”, para “ver como funciona esse tal de GPT-UEFI”: