É sobre viés de espécie, sobre achar aquele “PDF com fundo roxo” enquanto rola a tela, que faz o nosso córtex visual obscenamente grande gritar “é esse!”, ou ver muitas coisas colorida que dá aquele “reforço dopaminérgico” de ver coisas coloridas e estéticas, que indiretamente ajuda a criar aquele mapa mental de quanto rolar em uma pasta entulhada.
De resto, eu entendo, possivelmente, você é uma pessoa mais operacional do que visual. Mas no gera, muita coisa em design de interfaces é sobre o viés de espécie, está por todos os lados. Inclusive nessa obsessão com “interface de vidrinho” que volta e meia ressurge.
As pastas ficaram bonitas, mas hoje não sei se veria como Plasma, até porque o tema Breeze era bater o olho e saber que é um KDE Plasma… e como dito acima, tá muito parecido ou similar com o Adwaita. Mas vai ficar bonito, o Ocean Dark ainda tá faltando alguns ícones, mas no geral este padrão mais escuro ficou bonito… tô até imaginando o “esforço” pra equipe do Manjaro piorar o tema kkk.
Candy é bonito mas por padrão é complicado, tira muito da identidade visual dos aplicativos; e isto é um problema destes pacotes de ícones… Gostemos ou não, mas o ícone do Firefox, Brave, VLC e etc tem que ser mantidos em sua integridade. As vezes o logo não combina com o restante mas ainda é o mais correto; e por isso que até hoje nunca mudei os ícones padrão no Android, não adianta vc colocar um tema onde todos ícones são circulares, e ter um app que não tem o ícone, ou um pacote onde todos ícones são minimalistas, e um ou outro app tá lá gritando, diferente de todos os demais…
Até onde li o Ocean não vai mexer em ícones de terceiros, também por questões legais.
Faz algum sentido – aceitar que se discuta um assunto “dentro da Guilda” – e descartar como “desvio”, ou “fora do tópico”, qualquer discussão sobre os “limites do tópico” (ou, da própria Guilda).
Não me cabe reclamar. – Só lamentar, que não se possa debater “o próprio tópico”.
Creio que são tendências de mercado, se o Gnome seguiu primeiro é natural que outros projetos se aproximem… agora termina aí, a galera do KDE e do Gnome divergem em muitas coisas, nunca teremos de fato algo que ajude a portar para o Qt os temas GTK e vice versa; filosofias distintas e caminhos realmente opostos.
Eu não sei quanto melhorou, já que não uso mais o KDE tem algum tempo, mas uma coisa que me incomodava, eram os vários problemas com espaçamento e topografia que sempre contribuíram para uma percepção subjetiva extra de que a interface é confusa e “entulhada”, com “configurações demais”.
Seguir tendencia faz com que nunca melhorem o suficiente o que já criaram.
Além de ficar sem personalidade própria
O KDE tá nem aí para quem curte o que ele criou antes, antes tinha o Oxygen, não dá para usar o Oxygen atualmente em apps Flatpak, pelo visto a runtime do KDE não contém ele, e, além disso, os apps Kirigami não usam completamente o estilo QT escolhido pelo usuário, várias coisas continuam no estilo QT Breeze.
Provavelmente vão fazer o mesmo com esse estilo Ocean, piorando a experiência com os outros estilos enquanto jogam fora o anterior.
Aliás, o mais próximo de tema GTK que o QT possui é o Kvantum, sabe quem suporta o Kvantum? “Ninguém”.
KDE tem problemas com outros estilos QT devido aos apps Kirigami.
Flatpak aparentemente não tem nem o Oxygen, e Snap também não vem com o Kvantum.
O Gnome não quer colaborar, o que o Gnome quer é ser a única DE disponível, se o Gnome for a única opção, vão poder ditar como as coisas devem ser.
Já conseguiram ferrar a customização e consistência visual das DE GTK usando o Libadwaita, se não ligam nem para as DE que também usam GTK, não vão se importar com as que usam QT.
Quanto ao restante das alegações, pelo que entendi existe sim essa “bagunça” no KDE porque eles não tinham meio que muito padronismo ou simplificação das coisas; o trabalho do Andy lá é de fazer com que qualquer desenvolvedor possa portar suas coisas ao Plasma, seguindo a cartinha do time de design. O KDE vai ganhar muito quando todas as diretrizes e demais elementos gráficos estiverem à não de quem quiser utilizar.
Essa semana ele postou sobre a importância dos “botões” para o UI/UX do sistema… e se duvidar nem isso tinha coesão na construção do Plasma e de apps KDE.
Nate Graham disse a respeito disto numa discussão no fórum do KDE:
So to be clear about what’s going on here:
QStyles such as Breeze and Oxygen control all styling for QtWidgets-based apps.
QML apps do not automatically inherit this styling. Instead, they get styled via a separate theming system built into Qt: QtQuickControls styles.
KDE does something clever: we developed a QtQuickControls style (creatively named qqc2-desktop-style) that uses the QStyle to render the controls for QML apps! This way, we can make styling changes in one place (a QStyle) and at least in theory, the only time we’ll ever need to touch qqc2-desktop-style is when we find bugs in how it renders the QStyle-provides graphics, or to add styling for new controls that don’t exist in the QStyle, such as switches.
In practice, it’s not that simple. Some things in qqc2-desktop-style are still hardcoded rather than pulling from the QStyle, and the background is one of them. It’s for this reason that QML apps styled in this way won’t get the gradient background from the Oxygen QStyle or the blurry transparent background when using some KVantum themes (KVantum is also a QStyle–albeit one that itself internally implements its own theming engine).
I’m a bit fuzzy on why it’s done this way, but I have a vague recollection that there are performance considerations. You see, there are some downsides to our approach: by using the QStyle as the rendering backend, our style is heavier than a more “native” QtQuickControls style that simply draws controls using primitives like rectangles, text objects, and shadow effects. These primitives are heavily optimized in QtQuick and make good use of GPU rendering to be pretty as well as light. So as long as your GPU isn’t a potato, a more native style is likely to be more performant. And as I understand it, there’s something about getting the whole window background from the QStyle that significantly impacts performance.
Neste outro tópico falam que o Union trará de volta a consistência ao design do KDe, o que ajudará a trazer de volta o Oxygen, mas pelo visto teria que ser reescrito do zero.
Ao menos, você batia o olho naqueles ícones e já falava “Isso é do KDE”. A mesma coisa com o tema QT. Apesar de não gostar muito do Oxygen, era realmente algo muito marcante mesmo.
Pode ser que tenha melhorado, mas pelo menos, quando eu parei de usar o KDE, essa era uma sensação que eu tinha. Antigamente o KDE tinha pequenos desalinhamentos ou espaços em branco que poderiam ser removidos ou ficar melhor arejados distribuindo os elementos. Este post no reddit sintetiza um pouco a situação da época: Some KDE PLASMA UI/UX problems
Dando uma olhada rápida aqui nos posts do @frc_kde que está usando uma versão mais antiga acredito, encontrei mais um que chamava a minha atenção toda vez que eu estava no Dolphin:
Não entendo por que manter esse cinza no tema dark sendo que o desktop totalmente escuro é muito mais bonito. Essa tonalidade pastel só fica bonito em GTK.
Até hoje não entendo qual a dificuldade de por preto preto no tema escuro…. também acho que fica muito feio esse tom acinzentado, e em qualquer DE; Cinnamon, Gnome, Plasma… Deve ter alguma explicação técnica, porque é possível “escurecer” o tema Breeze Dark, por exemplo, facilmente.