O que estou achando do KDE (Kubuntu) após usar o Gnome (Ubuntu) como Distro padrão durante anos

Após o vídeo do Diolinux sobre o TuxedoOS me senti motivado a experimentar (novamente) depois de tantos anos o ambiente gráfico KDE Plasma e de preferência em alguma distro de base familiar como o Ubuntu. Dessa forma e com algum tempo livre enquanto apreciava um bom café decidi baixar o Kubuntu 22.04, pois estava saindo do Ubuntu 22.04 e o pos-install para mim seria mais tranquilo mudando um pacote ou outro a instalar. Vou definir agora os pontos fortes e fracos que achei se comparado a experiência do Ubuntu Gnome (Padrão) e no final darei minha opinião sobre o uso do KDE no geral.

Pontos Fortes

  • Ambiente completo em configurações e customizações sem tanta
    necessidade de instalar complementos como o Gnome.

  • Rápido e Suave na utilização, sendo mais leve que o Gnome em máquinas
    com baixo poder de processamento. Me parece que o KDE Plasma consegue
    aproveitar melhor o poder da GPU para renderizar a interface.

  • Experiencia padrão estilo Windows-Like o que facilita para
    utilizadores que vem do Windows 10.

Pontos Fracos

Opções demais que podem acabar confundido ou ajudando o usuário a “quebrar” a configuração do desktop. Claro, vi que nas versões mais novas foi colocado um botão “Padrões” para restaurar as configurações, porém ainda acho opções demais intimidadores para usuários mais leigos.

Ao realizar a busca por pastas e arquivos no Dolphin a mesma não funcionou mesmo com a opção para mostrar arquivos ocultos estando marcada. O que me atrapalhou na hora de excluir pastas e arquivos de aplicativos desinstalados.

Ao desligar o Bluetooth o mesmo é ligado automaticamente na inicialização. Diferente de Distros com Gnome uma vez que você desliga o Bluetooth ele permanece desligado mesmo após reiniciar ou desligar o computador. Esse é o comportamento padrão tanto em Windows quanto em Android e Distros Gnome, o que me causou estranheza. Resolvi desativando o Bluetooth na inicialização nas configurações do sistema.

Após instalar o sistema e ir às configurações de idioma é acusado que faltam pacotes de idioma para instalar. Não achei a opção na configuração para completar os idiomas, no Gnome basta ir em idiomas instalar o que falta por meio de um botão. No KDE Plasma tive que baixar o Synaptic e procurar pacotes ‘pt-br’, ‘br’, ‘portuguese’ e etc para instalar o idioma de alguns programas como LibreOffice e Gnome Disks, por exemplo. E mesmo assim o alerta ainda continua. Mas os programas que precisei foram traduzidos após a instalação de alguns pacotes no Synaptic.

Quando fui habilitar o suporte e instalar aplicativos Flatpaks os ícones de tais apps só apareceram após eu sair e entrar na sessão de usuário pelo menos uma vez. Em ambientes Gnome isso não é necessário. Mas aqui meio que culpo o Kubuntu, no Tuxedo OS (Testei antes) os ícones apareceram assim que instalei os aplicativos, acredito (não lembro) que o Tuxedo OS já venha com suporte a Flatpaks habilitado por padrão.

Após instalar o sistema o Firefox (Snap) estava desatualizado mesmo aplicando todas as atualizações disponíveis na loja (Discovery). Tive que rodar manualmente um sudo snap refresh para atualizar alguns cores e o Firefox em snap. Ainda não sei se os snaps estão atualizando automaticamente nessa minha instalação do Kubuntu. Vou averiguar posteriormente | Enfim, isso não tem muito a ver com o uso do KDE Plasma, mas achei interessante deixar esse ponto sobre o Kubuntu.

Não há opção nas configurações do sistema para definir um Perfil de cor para o monitor, necessário quando as cores estão sendo mostradas de forma errada em alguns computadores. Ex: Facebook Roxo em navegadores. Então definir um perfil para o monitor como sRGB corrige esse problema. No Gnome isso já é acessível nas configurações por padrão. No Kubuntu (e TuxedoOS também) tive que instalar um pacote chamado: ‘colord-kde’ para que a opção de definir perfis de cores aparecesse nas configurações do sistema.

Não há opção para definir um player padrão de vídeos nas configurações, dá pra fazer isso somente por tipo de arquivo. Vi que ao instalar somente um player de vídeo (vlc no meu caso) o sistema já definiu ele para diversos formatos, porém seria interessante ter essa opção de definir um player padrão nas configurações. Pow tem uma opção para definir aplicativo de Mapa e não de um player?

Apesar de haver outros pontos negativos e também positivos, acho que destaquei os que para mim são os principais a serem perceptíveis de quem vem do Gnome para o KDE.

Conclusão (Minha Opinião)

O KDE Plasma como Ambiente Gráfico de Desktop Linux está (com o Gnome) classificado com altos padrões de qualidade e uso com opções bem completas para uso eficiente do computador.

Porém, a meu ver, o Plasma não seria tão direcionado para usuário comum como o Gnome é já que este entrega tudo mastigado e basicamente o essencial do que uma pessoa precisa num Desktop sem dar opções demais, correndo o risco de o usuário bagunçar seu próprio ambiente de trabalho. Uma crítica construtiva quanto ao plasma seria a seguinte reflexão: não seria mais interessante propor um conjunto de configurações padrão e simples e deixar o restante das configurações numa espécie de menu avançado para que usuários mais experientes continuem tendo as diversas opções que curtem no KDE Plasma? Acho que assim seria mais eficiente para ambos, usuários comuns e avançados.

Ainda vejo o Ubuntu Gnome (Padrão) uma distro mais out-the-box do que o Kubuntu para alguém que está iniciando no mundo Linux. Espero que o KDE Plasma continue evoluindo cada vez mais, pois é bom termos outros grandes ambientes gráficos de qualidade além do Gnome.

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Curiosamente muita coisa que você teve problema foi simplesmente porque quem fez o Kubuntu quis assim:

O Plasma pode desativar isso, não sei porque as distros não trazem por padrão

Isso também é uma opção da distro o Plasma em si não obriga a isso

Isso é porque esse aviso não é do KDE é do Ubuntu, não entendo porque a equipe do Kubuntu simplesmente não lista os pacotes

Esse é um comportamento padrão em distros e ambientes que não tomam partido na guerra AppImage x Flatpak x Snap, enquanto o GNOME injeta as variáveis ambiente de fábrica, o KDE deixa para as distros decidirem (o que é correto se for parar pra pensar) então ao instalar o flatpak é preciso reiniciar para que o sistema reconheça os diretórios de dados, em uma distribuição que trás o flatpak por padrão, isso não acontece

Deveriam, mas como você notou é algo alheio ao KDE

Se não me engano esses perfis tem proteção por DRM não dá pra trazer por padrão

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Isso também é uma opção da distro o Plasma em si não obriga a isso

Confirmo que de fato parece so ocorrer no Kubuntu. No Tuxego o comportamento é o esperado.

Esse é um comportamento padrão em distros e ambientes que não tomam partido na guerra AppImage x Flatpak x Snap, enquanto o GNOME injeta as variáveis ambiente de fábrica, o KDE deixa para as distros decidirem (o que é correto se for parar pra pensar) então ao instalar o flatpak é preciso reiniciar para que o sistema reconheça os diretórios de dados, em uma distribuição que trás o flatpak por padrão, isso não acontece

Eu reinicie. Estou falando de fato após instalar os apps msm. Precisei pelo menos na primeira vez q instalei alguns apps em flat reiniciar a sessão.

Se não me engano esses perfis tem proteção por DRM não dá pra trazer por padrão
[/quote]

Isso vem como padrão em toda distro gnome. Não sei se estamos falando da mesma coisa, mas seria a opção de ir cor e definir um perfil como sRGB, AdobreRGB ou o do proprio monitor.

@Natanael.755 obg por esclarecer alguns pontos. Sou um novado no KDE e estou curtindo a nova experiência.

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@kalebepsouza eu agradeço pelas ponderações, pois trouxe questões importantes para o Natanael e eu implementarmos no trabalho, quando possível.

Se estiver animado, comente mais sobre suas experiências nos próximos dias.

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Vá ao painel de configurações do Plasma e habilite a pesquisa de arquivos. A busca por arquivos funciona sem essa opção ativada, porém demora.

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Obg pela informação. Acabei de habilitar aqui. Inclusive acho q marcar a opção “Indexar os arquivo e pastas ocultas” deve solucionar minha crítica da busca do Dolphin. Me pergunto porq isso n é já ativo por padrão.

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Acho que não habilitam esse opção por padrão porque há pessoas que reclamam do consumo de recursos do indexador de arquivos.

Eu não tenho problemas de consumo de recursos ao habilitar a indexação apenas na minha /home e em um HD separado que uso para guardar arquivos, além de eu não habilitar a indexação do conteúdo dos arquivos. Dessa forma o consumo de recursos fica baixo após a indexação inicial.

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:wave:t2:

Legal este review e análise.

Eu comecei no mundo Linux através do Ubuntu 8 Hardy Heron, a DE dele era o Gnome 2 (O Mate parece que tem um pouco da pegada do Gnome 2 Barra Superior e Inferior). Depois eles mudaram para o Unity e voltaram no Gnome.

Neste período eu usei outras distros como o Ubuntu Kylin (UKUI), Mint (Cinnamon) etc, até chegar no Arch e Gentoo onde eu montei do meu jeito, com WMs (Window Managers).

Cheguei a usar um pouco LXQT, LXDE e KDE Plasma, e concordo que elas são mais fáceis de quebrar para usuários iniciantes curiosos (o Cinnamon também é fácil de quebrar). Claro que o tempo passa e as equipes trabalham cada vez mais para equilibrar a personalização vs o “inquebrável”.

Já o Gnome, a UKUI e a “DE*” do Android (meio vago porque cada fabricante tem a sua mas que seguem o AOSP [Android Open Source Project] ) são bem mais robustas e muito difícil de um usuário curioso quebrar. Mas são menos personalizáveis out of box por assim dizer.

*No Android, assim como no Windows, OS da Apple, eles não usam estas nomenclaturas porque não há opção de escolha, mas no Android temos os Launchers que são algo próximo a uma DE mas com bem menos “ferramentas”, porém podemos personalizar. Até porque DE é uma metáfora que abriga um monte de programas que rodam juntos, assim como o Sistema Operacional.

Tem mais de 2 anos que uso o Android como Sistema Operacional principal, tanto quanto Desktop, como Laptop e como Mobile eu me adaptei a ele. Nunca formatei e nunca quebraram os sistemas e são 3, Android 4, 10 e 11.

Todas as opções visíveis que o Android tem não resultam em quebra do sistema mas, acredito que, na mão de usuários básicos curiosos, o que quebraria o Android são aplicativos fora do padrão, ou seja, geralmente que vem de fora de uma loja de confiança, ou aplicativos estranhos. Eu confio na Google Play Store, Samsung Galaxy Store e no F-Droid e ainda estudo os aplicativos que penso em instalar.
Outra coisa que poderia quebrar o Android são as opções de desenvolvimento, mas elas ficam escondidas e precisam que o usuário curioso pesquise como acessá-las. Isso poderia ser considerado pelo KDE Plasma, talvez. Mas o foco do KDE Plasma é a personalização, acho que se eles alterarem isso eles correm o risco de perder usuários. Usuários do KDE Plasma imaginem a DE com poucas opções… Talvez por isso os sistemas operacionais do Windows e da Apple são bem conservadores, apesar de o Windows ter feito mudanças. Mas podemos notar que a maior mudança feita pela Microsoft foi no Windows 8 e este sistema vendeu menos que os demais.

Como mencionado, quanto menos opções melhor, pois usuários básicos, não TI (que são a maioria) querem o sistema operacional funcionando, eles não querem dor de cabeça. Acho que essa é uma das vantagens do Gnome, Apple, Android. Uma vez eu estava conversando com um diretor (ele é usuário básico de informática) de onde eu trabalhava, ele me disse que no Windows às vezes precisava acionar o pessoal do TI para arrumar algo. Quando ele adquiriu um Apple essa dor de cabeça praticamente desapareceu para ele. Ele é usuário básico na informática mas um profissional avançado quando a questão é a Empresa, o foco dele é a Empresa e não o Sistema Operacional e quanto menos tempo ele perder com o OS mais tempo ele ganha para a Empresa (ae roda muito $$$).

O Dionatan gosta de comparar com carros (gosto muito desta comparações) então seguindo isso, eu sei dirigir um carro, mas eu sou básico porque eu só sei fazer o básico dirigir, não sou mecânico, eletricista de autos, não sou engenheiro, apesar de que se eu fosse eu iria dirigir e tomar conta melhor do meu carro, assim como tomo conta bem do meus OS já que eu sou da área de TI, porém exige tempo para aprender, estudar, e o tempo passa, não conseguimos abraçar tudo senão ficamos básico em tudo.

:vulcan_salute:t2:

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Como funciona esse Android em notebook/computadores? Fiquei curioso, vale a pena substituir uma distro linux padrão por um Android? E a questão de apps, programas, etc.?

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:wave:t2:

@brunot, o Android é um Sistema Operacional, mas o marketing pesado feito foi para ele ser Mobile. Porém com um pouco de criatividade e adaptação podemos usar ele como um Sistema Operacional qualquer. Ainda mais nos dias de hoje onde é muito mais fácil nos adaptarmos em comparação com antigamente. Essa adaptação depende de nós, de programadores, desenvolvedores, equipes etc… Mesmo que tenhamos de mudar de programas, como acontece Windows para Mundo Linux, um exemplo disso do Photoshop para o GIMP. Temos de nos preparar para estas mudanças.

Por exemplo, antigamente jogar games no mundo Linux não dependia de nós, dependia de usuários avançados, programadores e desenvolvedores para disponibilizar programas que tornavam isso possível. Hoje também, mas é muito mais rápido, DevOps, Cloud Computing, AI, Machine Learning, Motores de Pesquisas, Chat Gpts, Gits, YouTube, Wikis, Fóruns (como o Diolinux) e etc… O que nós fazemos é pegar um programa ler sobre ele e instalar para funcionar algo.

No Android 11, uso o Samsung Galaxy Tab S5e como All in One, e fui fazendo ajustes aqui e ali ao longo dos tempos. Nele ficam conectados, teclado, mouse, fones de ouvidos, joysticks e eu uso meus conhecimentos e criatividade para deixar ele o mais híbrido possível.

Android 4 é um tablet antigo da Asus e o Android 10 é o meu smartphone da Motorola.

No futuro eu desenho um Setup onde meu smartphone vai ser o Super Híbrido Computador e Videogame, onde terá os periféricos monitor, teclado, mouse, fones de ouvido, joysticks, plugados numa dock station e o smartphone quando conectado na dockstation se torna um Desktop, fora da dock um smartphone. Quando sair posso também levar um mouse e teclado portátil mais uma dock station, que ao conectar em um monitor em outro lugar, ele se torna um Desktop.

Já é possível fazer isso com facilidade mas conquistar os dispositivos para isso leva um certo tempo… Um Samsung Galaxy S20 é um excelente hardware para este procedimento. Ae é questão de usar a criatividade, fazer ajustes aqui e ali, adaptação e principalmente vontade, gosto, de fazer isso e estar preparado para.

E eu gosto muito sabe…

Outro Setup que eu tenho em mente é ter os periféricos mas a fonte ser um tablet (Galaxy Tab S9 Ultra) e usar ele com monitor estendido do monitor e ter um smartphone Galaxy S para fazer parte do Ecossistema. Mas esse setup leva mais tempo ainda (juntar $$$)…

Editado: Eu menciono muito a Samsung pois no “Sub Mundo Android” (o Android é um OS do Mundo Linux) a Samsung é a que mais se importa com a ideologia Híbrida Desktop-Mobile e Ecossitema Windows e Android. Outras fabricantes pode ser mais difícil e trabalhoso a adaptação do Android a uso como Desktop.

Editado 2: “Me dá um limão que eu faço uma limonada.”

Mas não é bem assim, será que eu consigo fazer uma limonada só apertando o limão com as mãos? Acho que seria melhor eu conseguir uma faca, açúcar, água, um espremedor para facilitar, um copo… Será que sou eu que faço tudo isso? No meu caso eu dependo que pessoas fabriquem a faca, o copo, o espremedor, o açúcar, água…

“Me dá um Android que eu transformo num Desktop”, mas eu dependo de outras pessoas para isso se tornar possível.

:vulcan_salute:t2:

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Sim, estamos falando da mesma coisa, eu não sei como a Fundação GNOME faz mas são protegidos por DRM então meio que as distros não podem trazer pré instalado

Tenho a impressão que por mais válidas que sejam as críticas, o ponto de partida para as análises não saem de fato de um usuário leigo, iniciante ou oriundo do Windows, já partindo do ponto de vista de um usuário GNOME.

O que é entregue por padrão no Plasma para mim muito “Windows”, com a mesma disposição das coisas… falando do Windows 10 kk.

Algumas críticas são válidas, sobretudo na maneira pouco lapidada que é entregue o Plasma na maioria das distribuições. Agora quanto aos menus, opções e configurações do sistema, aí temos que concordar, o Plasma ao lhe trazer opções demais, menus e sub-menus, acaba sendo um pouco complexo para quem inicia no sistema.

Gosto muito do Dolphin, mas ele tem já por padrão, opções demais…
Entretanto muita gente estava reclamando do Nautilus por tirar recursos; se não tiver enganado teve quem substituiu pelo Nemo.

Normalmente uso o comando sudo apt install $(check-language-support) para resolver isso, assim que instalo a distro.

É um incomodo mesmo, normalmente uso o Krunner para reiniciar o plasma shell e funciona bem. Ou no terminal mesmo. O comando seria plasmashell --replace

Eu tive meio que fazer uma “limpa” no meu de contexto do Dolphin para ficar só as opções que realmente eu iria utilizar, pois achei o padrão bastante poluído de opções.

Vou testar esse comando agora a noite e se resolver já deixar anotado para futuras instalações.

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Engraçado, esse ano fiz a mesma coisa, kkkkk. Última vez que usei o plasma foi com o open use há cerca de uma década…
Aqui o kde também parece mais fluído que o gnome, apesar de ser um notebook gamer e não sofrer com isso. Alguns pontos:

Meu sistema é em inglês US, e mesmo assim teve momentos que precisei instalar pacotes adicionais de idioma (???).

O Wayland funcionou muito melhor no KUbuntu que no debian ou Ubuntu aqui… Uso ele por causa do waydroid e ficou perfeito.

Meu notebook tem 2 placas VGA, a onboard AMD e a dedicada GeForce, e ele tem gerenciado elas melhor que no gnome, onde precisei de uma extensão à parte

A navegação de arquivos do dolphin pra mim é tão ruim quanto era no nautilus… Muitas vezes acabo indo pro terminal em ambos os casos…

A gestão de Bluetooth achei muito melhor, um exemplo: meu phone Lenovo pareado no gnome precisava ser pareado de novo caso usasse em outro aparelho, e as vezes precisava até excluir pra adicionar de novo… No kde só preciso clicar no ícone e conectar…

De forma geral é isso. Larguei o debian após anos pela experiência KUbuntu mais prática e bela.

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Se entendi bem, você está usando o Samsung Dex com HDMI?

É uma ideia boa!

Tenho um S9 aposentado que faria bem a função para uso de escritório.

Mas acho que se houvesse um android para x86 confiável e atualizado seria uma ótima opção viu!

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:wave:t2:

@rafacla o Android já teve a estrutura x86, ainda tem uns apps compatíveis com x86.
O meu Tablet Asus com Android 4 é equipado com o processador da Intel, o Atom Single Core x86. Apesar de poucos apps, o Google Play Store tem apps que ainda suportam o Android 4 e a estrutura x86.

O modo Dex é legal já usei mas não combinou com as minhas preferências, pois ele é muito engessado, então eu uso o Launcher padrão Samsung, a One UI, para aplicativos não gamers e o Launcher Daijisho para games, com estas Launchers dá para personalizar muito mais.

Segue abaixo um link para o tópico mostrando um pouco mais sobre como eu uso o Samsung Galaxy Tab S5e como meu computador geral, Desktop-Laptop-Mobile (apesar de que mobile está sendo o Motorola G8 Play, mas já estou me preparando para minha idéia no qual conto neste tópico):

:vulcan_salute:t2:

Bom dia, @kalebepsouza

Vamos dizer que você gostou de encontrar 2 ou 3 opções que lhe inteessam, já prontas para usar. – Outros 300 “tipos de usuário” se sentirão felizes com algumas das outras 90 opções, que já vêm prontas para usar. – Como atender “só 1 perfil de usuário”, sem prejudicar todos os outros?

Muitas vezes, se fala que o KDE poderia deixar só meia-dúzia de opções visíveis, e guardar as outras 90 “escondidas” (pra não confundir), atrás de um botão de “Avançado – Só mexa se for muito esperto”. – Isso apenas criaria 1 complicação a mais… e como todo “fruto proibido” atiça a curiosidade, a vontade de morder o “fruto do conhecimento”… Já viu, né! Apenas criou-se 1 complicação a mais – e um tremendo chamariz. :wink:

Isso já me aconteceu, várias vezes, mas numa época bem antiga. Depois, fui percebendo algumas coisas. – Hoje, se alguma busca no Dolphin (CTRL+F) “não funcionar”, verifico aquelas coisas.

Por exemplo, tenho uma pasta onde vou salvando arquivos, vindos de todas as procedências. Só dos últimos 8 meses, já são mais de 2.000 arquivos, em quase 80 subpastas. – Muitos desses arquivos vieram com “nomes” criados no Windows, usando todo tipo de caracteres, maiúsculas e minúsculas, acentuações, espaços, pontos, vírgulas, parêntesis, o escambau. – Para procurar “Guimarães Rosa”, por exemplo, às vezes preciso fazer 2 ou 3 buscas alternativas (com ou sem Til, com ou sem maiúscula).

Esse problema era maior há 20 anos – talvez, porque eu ainda tinha Windows em dualboot – e os downloads feitos através dele, para uma partição Fat32, exFat ou NTFS (por exemplo), não usavam a codificação UTF8 (pouco comum na virada do milênio).

Desde quando eliminei o Windows (2016), esse problema parou de aumentar. Depois, fui movendo o material mais antigo para Backups externos. – E quando um assunto me interessa mais, vou renomeando e padronizando os nomes, para encontrar todos com 1 busca única.

De 2016 para cá, nunca mais tive qualquer problema com buscas pelo Dolphin (CTRL+F).

Este foi só 1 exemplo. – É normal o Dolphin não encontrar algumas coisas na partição-raiz, onde muitas pastas não podem ser “lidas” pelo Usuário (por isso, não dá para encontrar arquivos lá dentro) – e onde links virtuais podem reproduzir os mesmos arquivos, infinitas vezes (mera aparência, claro).

A indexação (permanente!) pode tornar a Busca mais rápida – mas não resolve nada, quando… “a Busca não funciona”. – São 2 coisas independentes.

A indexação do KDE Plasma oferece inúmeras “vantagens” – a serem aproveitadas no Dolphin:

  • Tags
  • Rating
  • Comments
  • Pastas “Hoje”, “Ontem”, “Esta semana”, “Este mês”, “Arquivos recentes” etc.

Eu não uso esses “atributos” (Tags, Avaliação, Comentários), nem essas “pastas” (Hoje, Ontem), por isso, “escondo” (Hide) esses recursos no Dolphin, para deixá-lo com aparência mais “limpa”, mais simples – e economizo eletricidade, desgaste da ventoinha do Cooler etc. – Prefiro um KDE mais “leve” e “econômico”, deixando para “gastar” recursos, só nos raros momentos em que preciso usá-los.

(Sim, indicadores como “uso de CPU”, “uso de Memória RAM” etc., não são só uma questão de que, “se tem, é para usar”. – Também é uma questão de “conta de luz”, por exemplo).

A indexação (permanente!) oferece muitas outras “vantagens”. – Por exemplo, se você trabalha numa grande corporação, com mil computadores em rede, pastas e arquivos compartilhados etc., é interessante manter em funcionamento o monitoramento de pastas e arquivos remotos. – Se alguém em outro departamento renomeia um arquivo compartilhado, ou move uma pasta para outro lugar, tudo isto será atualizado no seu Dolphin.

Se sua empresa usa a suíte PIM para o trabalho em equipe – KMail, Kontact, KOrganizer etc. – você terá facilidade de encontrar uma planilha que outro departamento te mandou 1 ano atrás, e que você salvou, não sabe onde, nem com qual nome. – O PIM vai “lembrar” os Anexos que aquele “Contato” te mandou, e onde você salvou.

Tudo isso, são ótimos recursos! – Mas, deles, a única coisa que sei, é “como desativar” – caso algum deles venha ativado por padrão, em alguma distro.

(Minha cabeça tem limitações de Memória, por isso, lembro só o que me interessa lembrar. – Não adianta eu me entulhar de informações que não utilizo).

Para testar a velocidade da Busca no Dolphin (CTRL+F) – sem a “indexação permanente” – procurei uma string “Marcio”, em uma partição “Depot2” (Backup + Tralha), onde no momento existem quase 700.000 arquivos em mais de 23.000 pastas e sub-pastas:

2024-01-11_09-53-34_A-Dolphin-CTRL-F-search-START
2024-01-11_09-56-10_A-Dolphin-CTRL-F-search-FINISHED

Em apenas 2 minutos e 36 segundos, ele encontrou 16 pastas e 55 arquivos.

Isso é uma coisa que só preciso fazer, talvez, 1 vez a cada 6 meses – e 2½ minutos são um bom preço a pagar, pela economia de eletricidade (CPU), disco, ventoinha etc. (além de mais velocidade o tempo todo), ao longo de quase 7 anos.

No dia-a-dia, me bastam Buscas mais “localizadas” – por exemplo, em “Músicas”, “Livros”, “Fotos”, “Capturas de tela” – pois tenho o hábito de nomear / renomear os arquivos com palavras-chave relevantes, e em pastas bem identificadas.

Eu costumo remover aplicativos pelo Synaptic – que oferece as opções de “Remoção” e de “Remoção completa”. – Esta última elimina as pastas de configuração etc.

Não gosto de fazer esse tipo de remoção pelo Dolphin. – Aliás, o KDE Plasma tem uma estrutura enorme (e complicada) de pastas, espalhadas em vários lugares da /home. – O que o apt / Synaptic (ou o pacman, dnf, zypper) não remove, quem sou eu, pra remover? :exploding_head:

Vi por aqui um outro Tópico, quase na mesma data que o seu, onde o colega reclama exatamente do contrário. :laughing: – Ou seja, cada um quer uma coisa diferente – e se uma distro configura seu KDE de um jeito, ou desagrada a um, ou ao outro.

Como os colegas já observaram, isso não é específico do KDE, mas do modo como cada distro implementa e configura o KDE – ou o Gnome. – E de outras “decisões da distro”, também.

No Debian, por exemplo, o LibreOffice “vem com” todos os idiomas do universo – o que tornava minhas atualizações do Debian Testing muito demoradas. – “Removi” quase todos os idiomas (exceto Português, Inglês, Espanhol, Francês)… e agora eles povoam a seção “Faltando: Recomendado” do apt / Synaptic, como uma súplica silenciosa: “Me instale! Me instale, vai…”

No KDE Neon (única distro “base-Ubuntu” que ainda tenho), removi o Firefox (por ser de um PPA) – e até hoje, dezenas de pacotes de idiomas (do Firefox) continuam choramingando, fazendo biquinho, pedindo para serem instalados.

(Não tenho sentido esse tipo de coisa em outras distros, mas pode ser que exista em alguma delas, e não me incomodou. – O openSUSE, o Mageia, também exageram um pouco, ao assinalar como “dependências”, pacotes que deveriam ser só “recomendados”).

É óbvio ululante, que eu não preciso de um pacote de idioma Tailandês! – Essa “falta”, ou essa “recomendação”, é determinada por decisão de cada distro – ao listar, “dentro” de cada pacote, quais os outros pacotes serão “exigidos” (dependências) e quais serão “recomendados”.

Quando aparece um aplicativo especializado em “Avisar” que falta algum pacote de idioma, ou de codec, ou de drivers etc., isso também é um recurso específico de cada distro… para “ajudar”! – Tenho vivido muito bem, sem esse tipo de “Aviso”, mas reconheço que pode ser muito útil para um iniciante… ou se tornar uma fonte de preocupação, stress mental etc. para ele.

São coisas inventadas para tornar uma distro mais “amigável”, ou mais “fácil” – e são também uma complicação a mais. – Quanto mais uma distro tenta se tornar “simples”, “fácil”, "descomplicada… mais complexa (e inchada) ela se torna, o que aumenta o risco de falhas, o número de bugs, o número de consertos, remendos etc.

À medida em que fui aprendendo uma coisa aqui, outra coisa ali… mais prefiro “menos ajuda” – ou seja, distros mais enxutas – e mais “simples de verdade” (por baixo do capô).

Em todas a distros, costumo remover PackageKit / Plasma Discover – e nas “Debian / Ubuntu”, também o unattended-upgrades. – Só no KDE Neon, deixei o PackageKit (mas continuo usando apt / Synaptic). Uso o comando pkcon, só para conferir se falta alguma coisa.

No Kubuntu e no Mint, eu costumava desativar aqueles avisos chatos de “Atualização disponível”. – Na verdade, desativava a “verificação automática” de atualizações (a cada tantas horas!). – A vida fica muito mais leve, sem essas coisas.

O KDE Plasma 6 já vai vir com mais opções de “aplicativo padrão”:

Verdade! O Gnome já vem pronto (como um celular) – e com um “cercadinho”, para o recém-nascido não bagunçar tudo. :laughing:

Acho que o KDE já faz isso. – Mas, por mais que “esconda” as opções “avançadas”, mais as pessoas irão atrás do “fruto proibido”. – Apenas, ficaria mais e mais complicado.

Esse excesso de itens no “Menu de Contexto” do Dolphin não é um “padrão do KDE”. – É uma opção de cada distro.

No KDE Neon, por exemplo (base-Ubuntu LTS), ainda tenho um número razoável de itens no Menu de Contexto, apesar de já estar usando e configurando há 4 anos. – Observe pelo tamanho da barra de rolagem vertical:

No Arch (onde é você quem decide o que vai ou não vai instalar), tenho um exagero de itens – principalmente “Kim” + “ImageMagick”, pois faço questão de opções como Conversão de Imagens (JPG, PNG, TIFF). Mas desabilito a maior parte dos itens, para descomplicar meu dia-a-dia. – Veja pela barra de rolagem vertical:

O Dolphin, por si só, pode ser bastante simples. – Lembro que quando o Dolphin se tornou padrão no KDE, eu sentia falta de mil recursos (que eu tinha no “Explorer” do Windows XP). – Depois, foram aparecendo mil “módulos”, que cada distro podia implementar (ou não). – Ele é “modular”. Eu, é que demorei para descobrir isso.

Às vezes (hoje), uma distro vem com “módulos” demais – mas o mais frequente, é eu sentir falta de vários recursos, e instalar os “módulos” adicionais de que preciso.

Poucos anos atrás, fiz uma experiência: – Instalar o Dolphin em várias distros Xfce ou Cinnamon (em sessões Live) – e descobrir quais recursos faltavam, e quais “módulos” adicionar, para obtê-los.

Isso foi útil, para “montar” meu Arch, Void etc. – em que cabe ao usuário escolher o que quer, e o que não quer.

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