Após o vídeo do Diolinux sobre o TuxedoOS me senti motivado a experimentar (novamente) depois de tantos anos o ambiente gráfico KDE Plasma e de preferência em alguma distro de base familiar como o Ubuntu. Dessa forma e com algum tempo livre enquanto apreciava um bom café decidi baixar o Kubuntu 22.04, pois estava saindo do Ubuntu 22.04 e o pos-install para mim seria mais tranquilo mudando um pacote ou outro a instalar. Vou definir agora os pontos fortes e fracos que achei se comparado a experiência do Ubuntu Gnome (Padrão) e no final darei minha opinião sobre o uso do KDE no geral.
Pontos Fortes
-
Ambiente completo em configurações e customizações sem tanta
necessidade de instalar complementos como o Gnome. -
Rápido e Suave na utilização, sendo mais leve que o Gnome em máquinas
com baixo poder de processamento. Me parece que o KDE Plasma consegue
aproveitar melhor o poder da GPU para renderizar a interface. -
Experiencia padrão estilo Windows-Like o que facilita para
utilizadores que vem do Windows 10.
Pontos Fracos
Opções demais que podem acabar confundido ou ajudando o usuário a “quebrar” a configuração do desktop. Claro, vi que nas versões mais novas foi colocado um botão “Padrões” para restaurar as configurações, porém ainda acho opções demais intimidadores para usuários mais leigos.
Ao realizar a busca por pastas e arquivos no Dolphin a mesma não funcionou mesmo com a opção para mostrar arquivos ocultos estando marcada. O que me atrapalhou na hora de excluir pastas e arquivos de aplicativos desinstalados.
Ao desligar o Bluetooth o mesmo é ligado automaticamente na inicialização. Diferente de Distros com Gnome uma vez que você desliga o Bluetooth ele permanece desligado mesmo após reiniciar ou desligar o computador. Esse é o comportamento padrão tanto em Windows quanto em Android e Distros Gnome, o que me causou estranheza. Resolvi desativando o Bluetooth na inicialização nas configurações do sistema.
Após instalar o sistema e ir às configurações de idioma é acusado que faltam pacotes de idioma para instalar. Não achei a opção na configuração para completar os idiomas, no Gnome basta ir em idiomas instalar o que falta por meio de um botão. No KDE Plasma tive que baixar o Synaptic e procurar pacotes ‘pt-br’, ‘br’, ‘portuguese’ e etc para instalar o idioma de alguns programas como LibreOffice e Gnome Disks, por exemplo. E mesmo assim o alerta ainda continua. Mas os programas que precisei foram traduzidos após a instalação de alguns pacotes no Synaptic.
Quando fui habilitar o suporte e instalar aplicativos Flatpaks os ícones de tais apps só apareceram após eu sair e entrar na sessão de usuário pelo menos uma vez. Em ambientes Gnome isso não é necessário. Mas aqui meio que culpo o Kubuntu, no Tuxedo OS (Testei antes) os ícones apareceram assim que instalei os aplicativos, acredito (não lembro) que o Tuxedo OS já venha com suporte a Flatpaks habilitado por padrão.
Após instalar o sistema o Firefox (Snap) estava desatualizado mesmo aplicando todas as atualizações disponíveis na loja (Discovery). Tive que rodar manualmente um sudo snap refresh para atualizar alguns cores e o Firefox em snap. Ainda não sei se os snaps estão atualizando automaticamente nessa minha instalação do Kubuntu. Vou averiguar posteriormente | Enfim, isso não tem muito a ver com o uso do KDE Plasma, mas achei interessante deixar esse ponto sobre o Kubuntu.
Não há opção nas configurações do sistema para definir um Perfil de cor para o monitor, necessário quando as cores estão sendo mostradas de forma errada em alguns computadores. Ex: Facebook Roxo em navegadores. Então definir um perfil para o monitor como sRGB corrige esse problema. No Gnome isso já é acessível nas configurações por padrão. No Kubuntu (e TuxedoOS também) tive que instalar um pacote chamado: ‘colord-kde’ para que a opção de definir perfis de cores aparecesse nas configurações do sistema.
Não há opção para definir um player padrão de vídeos nas configurações, dá pra fazer isso somente por tipo de arquivo. Vi que ao instalar somente um player de vídeo (vlc no meu caso) o sistema já definiu ele para diversos formatos, porém seria interessante ter essa opção de definir um player padrão nas configurações. Pow tem uma opção para definir aplicativo de Mapa e não de um player?
Apesar de haver outros pontos negativos e também positivos, acho que destaquei os que para mim são os principais a serem perceptíveis de quem vem do Gnome para o KDE.
Conclusão (Minha Opinião)
O KDE Plasma como Ambiente Gráfico de Desktop Linux está (com o Gnome) classificado com altos padrões de qualidade e uso com opções bem completas para uso eficiente do computador.
Porém, a meu ver, o Plasma não seria tão direcionado para usuário comum como o Gnome é já que este entrega tudo mastigado e basicamente o essencial do que uma pessoa precisa num Desktop sem dar opções demais, correndo o risco de o usuário bagunçar seu próprio ambiente de trabalho. Uma crítica construtiva quanto ao plasma seria a seguinte reflexão: não seria mais interessante propor um conjunto de configurações padrão e simples e deixar o restante das configurações numa espécie de menu avançado para que usuários mais experientes continuem tendo as diversas opções que curtem no KDE Plasma? Acho que assim seria mais eficiente para ambos, usuários comuns e avançados.
Ainda vejo o Ubuntu Gnome (Padrão) uma distro mais out-the-box do que o Kubuntu para alguém que está iniciando no mundo Linux. Espero que o KDE Plasma continue evoluindo cada vez mais, pois é bom termos outros grandes ambientes gráficos de qualidade além do Gnome.










