O que aconteceu para deixarem de recomendar o Ubuntu?

Boa tarde rapaz.
Não exatamente, o Clément Lefèbvre dono do linux mint já disse claramente que o linux mint já vem bloqueado de fábrica o “snapd” isso não quer dizer que o linux mint por ser baseado no ubuntu tenha os mesmos recursos do mesmo, você pode facilmente abrir o terminal e fazer o desbloqueio simples e ser feliz.

Quer outro exemplo ?
Esse site “diolinux plus” que não me deixa mentir (puxa vida, já tava demorando, lá vem ele com seu peppermint kkk)

Meu peppermintOS já vem de fábrica com o bloqueio de todos os repositórios pacotes cabendo o usuário a desbloqueá-los para usar, isso inclui flatpak, appimage, snap e gnome. Tá bom ou quer mais ?

Abrir o terminal após ir atrás de um tutorial sobre como remover o arquivo que o Mint tem pra bloquear a instalação do Snapd.

E caso tu não tenhas lido completamente meu comentário, o Linux Mint não disponibiliza oficialmente os temas dele em Snap, ou seja, o usuário precisaria mudar o tema GTK, tema de ícones e cursores para algum que esteja num Snap de tema, tipo os temas Yaru.

Ou seja, além de bloquear a instalação, eles também pioram a experiencia do usuário com os Snap, propositalmente.

Isso não inválida que o ubuntu força sim o snaps goela abaixo

Não sei muito bem o que acontece aqui ! Pq só aqui tem defensores do snaps , em alguns fóruns gringos , subs no reddit , blogs onde tem usuários com muitos anos de experiência não vejo isso é bastante curioso

Pode ser preconceito, odiarem a Canonical por algum motivo, já vi gente que odeia a Canonical porque ela modifica o Gnome, vi principalmente fãs do Gnome/Fedora falando mal da Canonical/Ubuntu só por isso.

Também tem a questão de não usarem Snap para poderem falar sobre eles já que consideram tão ruins que não vão nem gastar o tempo testando ou entendendo como funcionam.

Falar que tem usuários com muitos anos de experiência não vale muita coisa, se eu passar anos usando e ainda defender os Snap, só assim você vai aceitar o que eu falo como válido?

É isso que você deixa a entender.

Meio que ninguém defende snaps aqui (pelo menos nesse post), mas os que criticam a canonical geralmente se resumem em 3 grupos: trolls que nem usam Ubuntu, os papagaios que ficam repetindo o que os outros falam sem saber e os sugadores, no Brasil tem poucas remasterizações do Ubuntu, na gringa tem a rodo e essa galera que faz remasterização tá a anos no Linux mas não tem nenhuma perícia técnica não sabem por exemplo que o APT NÃO É um gerenciador de pacotes .deb e ficam reclamando

Com um único arquivo como o @rapoelho demonstrou da pra usar .debs então a canonical não força, ela te dá uma opção por padrão, se a canonical quisesse ela poderia forçar, mas ao invés disso ela te deixa escolher, só não vai compilar nada pra você

Inclusive, gostaria de te mostrar isso aqui, a lista de sistemas Linux usados na Steam, isso também conta o Flatpak e o Snap, e veja que interessante, mesmo com o Snap só sendo o padrão no Ubuntu, a versão Snap sozinha passa da metade de uso da versão Flatpak, mesmo com o Flatpak sendo usado em várias distros diferentes incluindo por usuários do próprio Ubuntu.
A diferença do Snap pra Flatpak é só de 1.79%

Isso sem falar que a versão deb no Ubuntu também é muito usada, então as pessoas tão usando o Ubuntu, que vem com Snap por padrão, provavelmente tão usando apps Snap também, e não estão vendo problemas nisso.

Aparentemente só não é comum as pessoas que usam Snap falarem por ai que usam.

O público daqui é menos extremista, menos purista, e tem menos preconceito que outras comunidades sobre Linux e open-source.

O debate sobre o tema indicado no tópico – “recomendar” ou “não recomendar” o Ubuntu (=Gnome) – tomou um rumo totalmente off-topic…

Usei umas 25 ou 30 distros, nos últimos 8 anos, e jamais recebi 1 único Flatpak – ao pedir .deb, .rpm etc. – mas já vi uma “atualização corriqueira” substituir um Chromium.deb por um Chromium.snap2.

Sem me perguntar nada – e sem nenhum aviso – a menos que ficasse de olho naquelas 300 mil letrinhas que acompanham uma atualização regular do apt / Synaptic.

Só fui perceber a troca dos bebês no berçário, quando tentei salvar uma imagem… e não tinha permissão. – Tentei fazer 1 upload… e não tinha permissão. – Foi o fim de 10 anos de minha convivência com a Canonical.

Isso foi em 2019. – Eu tinha 12 distros em dualboot. – Bastou reiniciar, escolher qualquer uma das outras 11 distros, e continuar minha vida normal, em menos de 5 minutos (ainda usava HDDs, o boot era meio demorado, rs).

Mas a Canonical já tinha feito feito coisa semelhante, em 2016 – quando substituiu a suíte Muon (discover, updater) pelo Plasma Discover. – Você tentava instalar o Muon Discover… e vinha o Plasma Discover.

Alguém até poderia defender aquele procedimento, argumentando que ainda era possível instalar o Muon. – Sim! “Bastava” seguir meia-dúzia de passos “simples” – coisa que não dava para “recomendar” a quem quisesse experimentar uma distro Linux pela primeira vez.

Usar Snap, Flatpak etc. tende a se tornar uma coisa corriqueira – agora que todos se acostumaram a usar “lojinhas” – onde, muitas vezes, o incauto nem percebe “quem é quem”.

Parece que isso é o futuro.

Não é o meu caso. – Minha primeira providência, ao instalar uma distro, é remover o PackageKit – e com isso vai-se embora a “lojinha”.

Fico então com o apt / Synaptic, com o dnf, com o zypper, xbps etc. – E se um dia eu achar que preciso de Snap ou Flatpak, vou preferir usar comandos – de modo a continuar mantendo algum controle do que acontece no meu SO.

Mas, sinceramente, acho improdutivo ficarmos discutindo se a Canonical “força” ou “permite” etc. – O assunto do Tópico é outro, totalmente diferente.

Sendo bem sincero, os snaps não é um formato de empacotamento ruim, tem seus pros e contras assim como flatpak. Os snaps tiveram um começo manchando pelo baixo desempenho e ficaram mais amargos com a Canonical enviando alguns app em snaps, serio, a calculadora levava uns 20s para abrir isso foi bem frustrante.

Hoje os snaps melhoraram bastante o tempo de inicialização dos aplicativos não são um problema, mais ainda existem algumas coisas a serem melhoradas como a própria loja que é uma tremenda vergonha por parte da Canonical e alguns programas tendo problemas de permissões (algo que acontece com flatpak).

O grande trunfo dos snaps está quando utilizando em servidores e em dispositivos IOT, snaps permite cli além de muita coisa poder ser instalada praticamente pré-configurado, o nextcloud é um bom exemplo disso, basta instalar e usar.

Bom, pelo menos o Snap tem uma loja.

Flatpak/Flathub até agora o mais perto que tem de uma loja própria é o EasyFlatpak.

Tem uma coisa que me irrita muito não existir até agora, que são versões GTK4 de temas Flatpak.

Então apps como o Transmission e o Lollypop simplesmente não conseguem usar o tema do sistema, mesmo se você fizer uma versão Flatpak, pois as versões Flatpak são somente GTK3.

E aliás, é bem mais complicado a criação e publicação desses temas Flatpak do que os temas Snap.

Pra tu ter noção, eu não consegui exportar os temas Flatpak, sendo que eu pude lançar eles no Flathub, tipo, como que eu ia advinhar que eu posso lançar algo que eu não consigo exportar?
Fiquei meses achando que tava fazendo algo errado, sendo que não tava, só porque complicaram desnecessariamente uma coisa que deveria ser ultra simples.

Um erro comum que causa esse sentimento é a visão “apt logo .deb” mas isso é um erro

Você se refere ao “Cogito ergo sum” do Descartes?

No Debian, se você pede ao apt para instalar um pacote .deb – é isso que ele vai instalar.

A pegadinha não está no apt – mas no repositório da Canonical – que tem um pacote .deb… “fantasma”… que instala outra coisa diferente do que você pediu.

Então, o erro é “Canonical, ergo, aleatorium”.

Muitos desses cara usaram snaps e relataram suas experiências, e experiências ruins
agora dizer que a experiência de um usuário com muitos anos de experiência não vale nada!
é ser completamente sem noção!

Na verdade, o que você pede é para o APT baixar algo e chame um executável que processa esse algo, extração é uma das possibilidades, o DPKG ainda tem suporte a hooks, o que você quer na visão do APT quando da um apt install firefox?

  • Que ele baixe o pacote firefox
  • Que ele chame o executável responsável por lidar com o pacote (geralmente dpkg) e processe a instalação
  • Que o executável registre que você instalou o pacote

Dando um “dpkg -l firefox” vemos que cumpriu o que você pediu, agora o dpkg, o que ele acha ?

  • Que é pra rodar scripts de pré instalação
  • Se tiver algo dentro extraia
  • Que é pra rodar scripts de post instalação

Vamos ver se é isso que o pacote da Canonical faz?

  • cat /var/lib/dpkg/info/firefox.preinst

  • cat /var/lib/dpkg/info/firefox.preinst

  • cat /var/lib/dpkg/info/firefox.list

  • cat /var/lib/dpkg/info/firefox.postinst

Então não tem pegadinha, o pacote se comporta como o esperado, o que pode ser questionado é se o pacote traz o que você quer, porque topologicamente é um pacote .deb que se comporta como o esperado

Mesmo usando Flatpak, eu prefiro instalar as coisas pelo comando mesmo. Uma linha enorme de comando, instalo tudo o que preciso, ao invés de ter que buscar na Discover/Gnome Software.

A Discover e a Gnome Software suportam Flatpak.

Sim, mas nenhumas dessas lojas é do próprio Flatpak/Flathub, inclusive até agora não vi versão Flatpak dessas lojas.

Diferente da Snap Store que também é um Snap.

Sempre se pode desviar o assunto – como se eu estivesse “questionando o apt” – coisa que simplesmente não fiz:

O apt não foi criado (apt-rpm!) para policiar o mal-comportamento de um “proprietário de repositório”.

Como vê, não “responsabilizei” o apt, nem o dpkg – nem qualquer minúcia das entranhas desses softwares.

Isso não acontece com no Debian (apt) – nem no Fedora (dnf), nem no openSUSE (zypper), que são regidos por empresas – nem no Arch (pacman), nem no Void (xbps), nem no Gentoo, nem no Mageia, nem no PCLinuxOS (apt-rpm / Synaptic), nem no Devuan, nem no MX Linux – e até onde sei, nem mesmo no Mint ou no KDE Neon, baseados no Ubuntu.

Tentar levar a conversa para minúcias do apt, não é suficiente para esconder o sol com a peneira: – É nos repositórios da Canonical que se pratica esse mal-comportamento.

Assino embaixo.

A questão é que do ponto de vista do APT e DPKG não tem nada de errado acontecendo, pacotes .deb ao contrario dos .rpm são módulos de sistema com triggers, você não está instalando um snap ao dar apt install firefox você está instalando um .deb que instala um .snap, não tem nada fundamentalmente errado nisso, .debs foram feitos pra isso, o que nos leva a:

Nem disse que você responsabilizou, só disse que você pede um .deb e recebe um .deb

EasyFlatpak é uma versão webapp do flathub (não sei se ainda está assim).

Hoje praticamente todas as distros tem sua própria lojinha, o que elas fazem é apenas habilitar um plugn para que as lojas instalem ou comesse a puxar o que tem na flathub.

As ultimas modificações do libadwaita era para facilitação a questão de temas do GTK4 isso incluiria apps em flatpak, não sei como anda essa questão.

Bom, de fato o Ubuntu tem esse mérito, mas ele está longe de ser o único.

  • Existem as rolling release como o openSUSE, que mantém o rolling release bem estável e está no ar desde 2006, e o Debian que está rolando a cerca de 25 anos e creio que ninguém questione sua estabilidade;

  • RHEL 6 foi lançado em 2010~2011 e foi descontinuado só em 2024 sendo que o 7, o e 9 ainda estão recebendo atualizações (e sem previsão de acabar), que mesmo não sendo gratuito, acaba refletindo no CentOS que é;

  • O Slackware tem uma vida útil de aproximadamente 8 anos (não tão longo quanto os 12 mas bem longo também);

Então, existem opções LTS gratuitas além do Ubuntu com longo tempo de suporte. Mesmo eu ainda gostando bastante do Ubuntu para quem não queira ter dores de cabeça escavando a internet para resolver problemas, ele não é a única opção com esse tempo todo de suporte.