Conhecer “as grandes famílias” (ou “ramos”, ou “troncos principais” da “árvore de distribuições Linux”) foi a orientação que procurei seguir, e até agora gostei dos resultados.
Acabei testando maior número de distros baseadas no Debian e nos “buntus”, porque comecei pelo saudoso Kurumin, depois tive de hoppar e rapidamente me fixei no Kubuntu, que aliás era a indicação mais comum para ex-kurumeiros. Só depois de dominar um pouco o Kubuntu, comecei a experimentar Mint KDE e KDE Neon. Após 10 anos abandonei o Kubuntu e fiquei só com o KDE Neon e o Mint (+KDE).
Desde o início, sempre insisti em tentar e voltar a tentar o Debian (stable), inicialmente em dualboot com o Kubuntu. Depois, experimentei LMDE, Devuan, MX Linux (todos 3 “stable”). Mas não fazia sentido manter tantas distros “quase iguais”. Acabei ficando só com o Debian testing e o MX Linux (“stable”).
Só há 4 anos comecei a explorar uma variedade maior, começando pelo Manjaro (que depois troquei pelo Arch). Acabei ficando com openSUSE, Arch, Fedora, PCLinuxOS, Mageia, Void e Slackware, que cobrem as “famílias principais” ─ e com essas 11 distros, também cubro SystemD, SysV, Runit.
Faltam Gentoo (só usei o Sabayon) e algumas experiências mais radicais, como LFS, Bedrock etc., mas já concluí que não vou mexer com isso tão cedo. Talvez nunca. Não me acrescentariam grande coisa, em comparação com o tempo e esforço exigidos.
A rigor, não fico “hoppando”. São (quase) as mesmas distros que já tinha em dualboot há 2 ou 3 anos, no antigo computador. Foi bom instalar de novo, no novo PC, mas sem pressa, ao longo de 1 ano inteiro.
Em vez de instalar, usar por alguns dias (ou horas) ─ e depois “formatar” (como fazia há 20 anos, com o Windows) e instalar outra, ─ prefiro instalar, fazer um registro completo (ótimo para fixar) e continuar usando, ajustando, aprendendo etc. durante anos. Foi assim que acabei domesticando o Debian, após quebrar a cabeça durante anos; e o Mageia, após 2 anos. Como sempre tenho 2 ou 3 distros bem afinadas e “produtivas”, isso não me prejudica em nada.
Em suma:
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Não vejo motivo para considerar “instalar” e “testar” como uma coisa só, que tenha de ser feita de uma vez só, em poucos dias (ou em poucas horas), e depois partir para outra coisa.
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Não me animo muito a instalar 10 ou 20 variações “buntu”, ou cada variação do Arch, do Fedora, do openSUSE etc. Isso nunca teria fim, e o “custo” seria muito superior aos eventuais benefícios.
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O KDE me atende bem. Já usei e “afinei” Cinnamon, MATE, Xfce, em maior ou menor proporção, mas não encontrei motivo para continuar tentando. Gnome é outro mundo, e há 10 anos concluí que não me interessa.
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Fiz algumas experiências com Temas, Ícones etc. no Kubuntu 16.04 e no Mint 17 Cinnamon, e acabei concluindo que aquilo não me acrescentava nada, então parei. Atualmente, uso sempre KDE, aplico sempre o mesmo Tema, mesma Decoração de janelas etc. O resto, são mil ajustes menores. Mesmo assim, levo alguns dias, pois a qualquer momento posso reiniciar e voltar para outra distro, já afinada, para fazer o que preciso ou quero fazer.
Esse, para mim, é “o lado bom de hoppar”. ─ Ter sempre alguma coisa “em estoque”, a qualquer hora que resolva me divertir com isso. No momento, 2 instalações diferentes do Slackware, que há 4 anos tento domesticar, ainda com pouco sucesso.