Liberdade de expressão está acabando na internet?

Gente, boa tarde a todos.
Esse é um tema delicado, “liberdade de expressão” é um assunto complicado conhecemos bem do que estamos lidando. É impossível tratar desse assunto sem mencionar o governo, todos sabem muito bem o que pode acontecer depois desse ponto, pessoal de esquerda e direita, governo atual e anterior.
Galera, estamos passando por uma situação complicada no país, o brasil ainda tá polarizado e esse assunto aqui no “diolinux plus”
Eu não desejo a ninguém guerra e desentendimento pois aqui é um site de liberdade de conhecimento.

Vocês com certeza já sabe o que aconteceu com esse tópico aqui embaixo não lembram ?

Isso pode acontecer nesse tópico a qualquer hora.
Eu peço perdão a todos e mil desculpas mas esse é um assunto que não deveria ser discutido aqui no diolinux.

Eles também param de te notificar de respostas aos seus comentarios.
Isso quando não apagam…

Se você comenta muito, eles apagam também.

1 curtida

Concordo plenamente, me referi (no primeiro paragrafo) ao controle ou suposta “censura” feita pelas plataformas, o que foi mencionada pela autora do post.

Aqui é off-topic… mas acho que entendi o que você quis dizer, devemos priorizar assuntos relacionados a tecnologia, mas sempre tem momentos que o assunto se mescla com alguma outra area de conhecimento, então aí fica complicado kk

Vivo sofrendo com esse sistema ilógico do YouTube em apagar meus comentários, posto um comentário, aparente tudo okay, mas, quando atualizo a página, está automaticamente excluído, e sempre não é nada demais, tem um canal por exemplo que sempre testa distros novas e desconhecidas, de cada 10 sugestões minhas, o YouTube apaga umas 3, links então, nem posto mais…

3 curtidas

Não existe mais balanço. Esse é o ponto (problema). Leis não estão sendo respeitadas, “poderes” passando por cima do texto constitucional, judiciário tomando a força um trabalho que deve ser do legislativo e etc. Se eu for citar as diversas bizarrices que estão acontecendo no Brasil daria um livro, o que n cabe num simples fórum de tecnologia.

3 curtidas

Existe uma funcionalidade no youtube (pelo menos existiu, não sei se ainda persiste, mas, pelo menos até a metade desse ano eu ainda vi sendo utilizada) onde comentários contendo determinadas palavras chaves (definidas pelo dono do canal) vão automaticamente para “verificação manual” (em resumo, são banidas, já que ninguém revisa isso mesmo, ainda mais com o volume de mensagens que aparecem nos vídeos).

Pode ser o seu caso e o da @Ana , talvez vocês estejam usando palavras que foram definidas pelo dono do canal como “proibidas”.

Já vi youtuber usando essa funcionalidade para manipular a aparência dele na opinião pública. Durante cerca de 10 anos eu seguia um canal (não vou citar o nome, basta citar que não tem absolutamente nada ligado com tecnologia nem diretamente com política) e sempre pensava “nossa, como é possível, ele conseguiu formar um público composto de pessoas que gostam do conteúdo dele ou que o xingam sem argumentação alguma”.

Acontece que a alguns meses atrás ocorreu um evento no canal do cara que nitidamente dividiria o público dele e que geraria diversos comentários cobrando posicionamentos sobre pontos dele que se mostraram bastante contraditórios (coisas que ele defendia com “unhas e dentes” mas que, nessa crise, ele mostrou tomar as atitudes completamente opostas às que ele pregava com tanto afinco) e mesmo assim eu percebi que o padrão dos comentários nos vídeos dele permaneciam o mesmo, ou gente que o defende a todo custo ou gente xingando ele praticamente sem argumento nenhum, parecendo crianças choronas.

Foi então que decidi fazer um experimento e, usando a minha conta pessoal, fiz diversos pequenos comentários contendo palavras específicas (relacionadas ao ocorrido) e, com um segundo computador, usando aba anônima para não gerar cookies e conectado em outro serviço de internet (tudo para que o youtube não pegasse que se tratava da mesma pessoa), fui monitorando quais desses comentários ficavam visíveis e com isso levantei a lista de palavras que ele tinha banido.

Acontece que esse youtuber em questão bania exatamente as palavras que levariam a argumentos inteligentes contendo críticas às opiniões, posicionamentos e atitudes dele, deixando assim os comentários dos vídeos exibindo apenas aqueles o bajulando ou aqueles o xingando sem argumento nenhum, assim, qualquer um que entre nos vídeos dele tem a impressão de que ele fala “a coisa certa” e quem é contra ele, é contra puramente por birra.

Me senti ultrajado com essa atitude e por isso deixei de seguir e, depois disso eu sempre confiro os comentários dos vídeos de outros canais para ver se não encontro esses padrões de manipulação, onde o cara conseguiu transformar a ferramenta de proteção em uma ferramenta de manipulação de massa.

Muita dessa sensação de “censura”, pelo menos no youtube, pode vir desse recurso, já que não raro youtubers grandes banem palavras usualmente utilizadas para atacá-los ou mesmo para proteger o público de scams ou, algumas vezes, pode usar como o caso que citei, para manipular sua aparência pública.

2 curtidas

Literalmente tua frustração tem a ver em como lidão as relações sociais contemporâneas somado a um arbítrio da plataforma, nada tem a ver com a liberdade de expressão e todo esse papo político-burocrático, tanto que teu argumento é “saudade de um tempo”. Fala sério, que tem pseudo-intelectual com linhas de texto entrando na onda de que a liberdade está acabando, esse tipo de post só serve para cooptar gente despolitizada.

1 curtida

Olá Ana

Talvez você tenha reunido e misturado coisas que, na verdade, são distintas – “internet”, “plataformas” – e esquecido de ver uma terceira coisa: os “mini-territórios”:

Proponho chamar de “mini-territórios”, por exemplo, as “time-lines” (TLs) dos usuários das plataformas, ou redes sociais:

  • No Xwitter, cada um pode publicar o que quiser (dentro de alguns limites) – mas ao “comentar” numa postagem de outro usuário, estamos entrando em “território particular”. – Aquele usuário pode restringir quem ele permite comentar, ou pode bloquear outro usuário etc.

  • O mesmo acontece no Facebook – e provavelmente, em várias outras redes, que não conheço muito bem, porque quase não uso. – Muitas vezes, nossas publicações têm pouquíssimo alcance; e é extremamente comum que as pessoas tentem obter mais visibilidade comentando nas postagens de algum super-perfil que tem zilhões de seguidores e enorme visibilidade. – Tais perfis podem restringir, bloquear, deletar os comentários feitos em seu “mini-território”.

  • Isso também acontece nos “grupos” do Facebook – alguns, com 200.000 membros – que atraem zilhões de espalhadores de links maliciosos etc.

  • Tenho alguns “grupos” por lá, e não gosto de gastar horas e horas administrando, então me limito a colocar sob moderação algumas palavras-chave como “ladrão”, “político”, “autoridade” etc., já que política não é o assunto daqueles grupos (e quase sempre dá zica).

  • Em outros “grupos” do Facebook, os donos optam por “segurar tudo”. – Você tenta publicar uma coisa bacana… e vai para “moderação”. – Às vezes, os moderadores só aparecem 12 horas depois. É chato bagaray. Mas entendo que, em grupos de 50 mil pessoas, 200 mil pessoas, seria difícil tentarem agir de outro modo.

  • Outro recurso oferecido pelo Facebook para administradores de “grupos” é moderar ou bloquear automaticamente qualquer comentário contendo qualquer link.

  • E também acontece no Youtube, que você deu como exemplo de sua colocação. – Você pode publicar os vídeos que quiser (dentro de alguns limites) – mas ao comentar nos vídeos de outro usuário, este outro usuário pode restringir, apagar, ou até bloquear, dentro de seu “mini-território”.

Exemplo de ações que o “dono” de um vídeo pode executar, em relação a cada comentário: – Remover, Denunciar (ao Youtube?), Esconder o usuário dentro do canal:

Exemplo de “regras” que o “dono” de um vídeo pode escolher – para que o Youtube execute automaticamente: – Moderação “básica”, “estrita”, “segurar todos os comentários”:

  • Esses mecanismos também fazem parte do Blogger, do Wordpress – e de qualquer CMS utilizado, seja por pequenos blogueiros, seja por grandes portais (como os jornalões) – onde é muito comum comentadores “profissionais” tentarem espalhar zilhões de links maliciosos (além de malucos que vivem vandalizando qualquer debate).

  • Ainda vejo alguns recursos bem primitivos, como os Captcha, que visam apenas impedir comentários feitos por robôs.

  • Outro mecanismo é exigir que a pessoa faça Login – no Blogger, no Wordpress, ou qualquer que seja o CMS utilizado.

Em suma, são recursos necessários para evitar comentários de SPAM, links maliciosos, ou vandalização de qualquer debate razoável. – São uma droga. Erram muito. Deletam comentários válidos, enquanto deixam passar comentários indesejáveis. – Mas, é o que se tem, no momento. Ruim, porém necessário. Sem isso, a internet rapidamente se tornaria inutilizável.

Seja como for, isso nada tem a ver com “liberdade de expressão” – pois visa proteger um “grupo”, um publicador do Youtube, um blog, um portal. – Não afeta nossa liberdade de publicar em outros lugares da internet.

9 curtidas

Deveria ser discutido sim. É um absurdo um indivíduo não poder debater coisas que são tão comuns e até banais à vida humana. Não podemos falar de crises humanitárias sem sermos de alguma forma censurados. Querendo ou não a internet substituiu muito do contato pessoal e, portanto, é através dela que muita gente obtém conhecimento e informação.

O que será dos jovens que estão crescendo sem saber debater sobre assuntos sensíveis? Nós estamos criando a juventude numa redoma de vidro.

2 curtidas

Sim, minha frustração tem a ver com as relações sociais contemporâneas e a forma como plataformas impõem suas políticas (e acho que esta última influencia fortemente - direta ou indiretamente - a primeira). Mas não tem como negar que isso afeta a liberdade de expressão. Como ficou claro nas respostas dos colegas, há inúmeros fatores que levam a isso.

Mas enfim, eu quero ver como vão crescer as novas gerações acreditando que falar sobre política, doenças, crises humanitárias e outras pautas sensíveis é quase um pecado capital. Mesmo que a razão de tal restrição seja por mera moderação e não política (o que eu não acredito), querendo ou não isso afeta e vai afetar mais ainda a formação de opinião.

Talvez seja mera questão conceitual, mas se você precisa digitar 10 vezes o mesmo comentário para poder falar de um assunto sensível e mesmo assim não conseguir publicar, pode se dizer que a liberdade está sim, acabando na internet. Se não acabando, pelo menos reduzindo irritantemente a ponto de nos levar a interagir cada vez menos. Grupos autoritários vão amar isso.

1 curtida

Muito agradeço aos colegas que mantiveram este tópico dentro de seu espírito original. A questão desenvolvida pela Ana é, por si, muito pertinente e interessante, e tem centralmente a ver com a forma como a Internet vem sendo organizada, em que a sutileza vem sendo sacrificada quase sempre.

Não pretendo acompanhar essa conversa mais. Parei quando o Brasil foi equiparado à CORÉIA DO NORTE

3 curtidas

Lembrando também que sites são equivalentes a um local privado, ou seja, o dono do site que vai permitir ou não a discussão conforme o gosto dele.

Ficar batendo que o Youtube tem que ser a favor da liberdade irrestrita não faz sentido, pois o site é do Google, e que são os acionistas que vão definir até que ponto querem a discussão na plataforma deles.

De uma forma simples é como exigir que se possa cantar no shopping center. O segurança vai aparecer e te retirar do local. Uma vez para fora do shopping, a pessoa pode seguir na sua cantoria, talvez até colocar um chapéu na sua frente e ganhar uns trocados.

Será que essa sensação de falta de liberdade de expressão não é apenas o fato que estamos usando cada vez menos sites? Não estaríamos colocando o poder de criar/ditar a realidade nas mãos de acionistas que nem sequer mostram o rosto?

6 curtidas

Ao meu ver, é isso. E o pior é que vários criadores de conteúdo não concebem a ideia de existir vida além das redes sociais.

1 curtida

Será que essa sensação de falta de liberdade de expressão não é apenas o fato que estamos usando cada vez menos sites? Não estaríamos colocando o poder de criar/ditar a realidade nas mãos de acionistas que nem sequer mostram o rosto?

Exatamente!

Acredito que a solução está na diversificação. Conheço paint.net, mas por que não um Gimp ou Krita? Conheço zap, mas por que não um Telegram?

As pessoas usam o que é agradável aos olhos e funcional e principalmente, que é apresentado para elas. Do contrário, vira nicho do nicho e cai no esquecimento, ou limbo.

Mas não acho que seja desculpa pra não tentar algo novo. A maioria, sempre a maioria, não parece preocupada com essas coisas mais morais, filosóficas ou de ordem mais erudita. Se o software funciona, já era. Todo mundo usa. E é isso que estraga.

3 curtidas