Instalar Linux para substituir o Windows 10 na empresa

Use alguma distro LTS confiável. Jamais use uma distro rolling release em ambiente empresarial, pois nesse caso o workflow está suscetível a ser mudado a qualquer momento.

Pessoalmente eu recomendo o Ubuntu, que reina em ambiente empresarial, mas não vejo problema em usar alguma remasterização dele, como o Mint, o Zorin e o Pop!_OS. 99% das coisas que se aplicam ao Ubuntu também se aplicam a essas distros.

Um detalhe importante é que os pacotes específicos das flavours do Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Ubuntu MATE etc.) são mantidos pela comunidade e só recebem atualizações por 3 anos.

4 curtidas

Nossa ótima resposta. Estava pesando sim em uma LTS, mas não sabia desse detalhe dos flavours, pensando em ou usar o original e adaptar a interface, ainda o Zorin me parece muito chamativo pela questão das compatibilidades nativas do sistema com o Wine e sugestão de aplicativos nativos quando se tenta executar .exe.

Escolher o Zorin é praticamente a mesma coisa que escolher o Ubuntu, já que ele é um Ubuntu com algumas perfumarias por cima. Como a integração com o Wine é um diferencial para você, o Zorin parece ser a escolha óbvia.

1 curtida

mnha questão é, para minhas colegas é bom ser windows like, pra mim nao. Queria me aproveitar da função do Zorin Core para poder usar o workflow do gnome sem mudar de sistema e ficar padronizado. Acontece que tive problemas para usar esse template, é muito igual ao vanilla do gnome, e prefiro a experiencia mais meio termo com o MacOs, tipo o Pop!. Fiz um outro tópico sobre isso, porque não consegui abrir a Gnome Extensions no Zorin para tentar modificar um pouco a experiencia e ficar mais do meu agrado (como já fiz muito no Ubuntu no passado) e por isso acabei não conseguindo e passei a ter certos receios com o Zorin nesse sentido e abri o tópico :Gnome Extensions não funciona no Zorin Os

Qual foi o erro que o Gnome Extensions deu?

1 curtida

Simplemente não abre, instala normalmente e não abre. No feriado vou mexer mais, porque meus dias de semana tem sido só trabalho e faculdade e não tenho muito tempo pra outras coisas direito.

O Extension Manager é melhor do que o GNOME Extensions.

Se quiser insistir no GNOME Extensions, rode-o pelo terminal, como sugeriram no outro tópico.

1 curtida

Real!
Quem vai administrar, terá que tirar tempo todos os dias pra aplicar atualizações. Fora que a constante mudança de drivers pode acabar matando a compatibilidade com algum hardware. Não é comum, mas o Riker teve um problema tempos atrás, pois a atualização do driver de vídeo gerou uma série de problemas com o Davince Resolve.

Dá uma conferida:

O próprio Dio já fez vídeos detalhando o que levar em consideração na hora da migração.

3 curtidas

Vou colocar um pouquinho de gasolina nessa fogueira…
Existe um orgão de fiscalização chamado ABES (Associação Brasileira de Software) que em conjunto com as grandes empresas de tecnologia (Microsoft, Oracle, Adobe, etc) fiscaliza o uso de software pirata ou ilegal nas empresas. Funciona assim: quando uma empresa X compra um software com licença corporativa, essasempresas sempre serão alvo de fiscalização quando as empresas de software desconfiarem do uso de software pirata por essa empresa X. Não vou entrar no mérito dos mecanismos envolvidos, em questões de privacidade, etc.. . Fato é que se uma empresa for pega usando um software proprietário sem a devida licença de uso, a muilta é pesada.
O uso do software livre é uma excelente alternativa, já que, DEPENDENDO do tipo de licença, o uso corporativo é permitido. Este é o caso do LibreOffice, que é distribuido e licenciado sob a Mozilla Public License (MPL) e a LGPLv3. Isso significa que você pode usar, copiar, distribuir, modificar e reestruturar o código-fonte do LibreOffice.
Isso não acontece com o OnlyOffice, que mantem a distribuição do software sob a Licença Pública Geral Affero GNU v.3 (AGPL v.3), que permite o uso pessoal e para empresas “comuns”(?), mas detem versões completas mediante licenciamento. Para voces entenderem: uma empresa de São Paulo utilizava em seus computadores a suite MS Office, e como ela precisava atualizar o sistema, ela somente adquiriu as licenças para o SO, e decidiram usar como pacote Office o WPS Office. 06 meses depois, receberam uma visitinha da ABES e tomaram uma bela multa. Eu ja vi casos de fiscalização da ABES e autuações por uso de software pirata algumas vezes. Então, quando uma empresa vai migrar sistemas ou aplicativos, é extremamente importante analizar de forma juridica as implicações que esta mudança trará à empresa. Este é, com certeza, o fator que faz com que as grandes desenvolvedoras de software livre optem pelo LibreOffice. Imagine Uma empresa adotando um sistema Linux X que traga um software como o ONLY Office, e o mesmo sendo distribuido como livre, para todos, e uma empresa Y o adota em seu parque tecnologico e sofre uma ação de fiscalização e toma uma bela multa. O que a empresa fará com os responsaveis pelo software que o distribuiu? É uma hipotese e um exemplo. Mas quando se trata do mundo corporativo, onde as coisas são resolvidas nos tribunais, a luz das legislações internacionais, com muito dinheiro envolvido, a coisa fica um pouquinho mais complicada.
Vejam, estou focando na questão do uso corporativo. Para uso pessoal não existe fiscalização, pelo menos aqui no Brasil (em outros paises dá até cadeia). Fica aqui a minha reflexão sobre o assunto, que pode e nunca sera a verdade absoluta. Cada cabeça, sua sentença.

2 curtidas

Desculpa a minha chatisse, mas tá um tanto confuso.
Numa hora vc fala do LibreOffice, na outra fala de OnlyOffice, daí enfia o WPS no meio.

Sim, o WPS é proprietário, diferente do Only e Libre Office.

Não vejo razão para isso, no caso do OnlyOffice.

Muito obrigada pela resposta. Trouxe várias coisas importantes para nossa pesquisa e tambem para embasar melhor quando falarmos com as outras funcionárias sobre essa migração. Foi muito bom mesmo, obrigada :heart:

1 curtida

As únicas versões do OnlyOffice que possuem custo de licenciamento são a Enterprise e a Worksapce, que utilizam um esquema de cliente/servidor similar ao Google Workspace ou Office365. A suíte Onlyoffice para desktop é totalmente livre para uso pessoal ou profissional.

Não conheço este caso que você está citando, mas, licenciamento empresarial tem muitas camadas que são extremamente complexas e o que pode ter gerado a possível multa pode ser outro fator como violação dos termos do contrato anterior, por exemplo.

:vulcan_salute:

3 curtidas

Sr. Eddie, welcome!
Sim, licenciamento empresarial é algo bem grande, com N formas de ser feito, N regras, fora as regras de uso corporativo de softwares regido pela Lei do Software, Lei da Informatica, LGPD, e outras, alem de por vezes tratar de direitos comerciais, direito internacional, etc.
Veja, o objetivo aqui é atentar a todos que qualquer migração tecnologica na area produtiva de TI precisa ser estudada, muito além da compatibilidade entre hardware e software, ou entre software e usuário. É preciso, alem do trabalho de planejamento, testes e execução, um minucioso trabalho de direito juridico quanto as licenças envolvidas no uso de um determinado software por uma determinada empresa. Qual o enquadramento da empresa X mediante a lei? O que ela pode usar ou não com o software Y? O que diz a licença de determinado software em relação a empresa em questão?
O que eu estou tentando demonstrar aqui é que o profissional que vai se aventurar em um trabalho deste precisa demonstrar profissionalismo e conhecimento. “Ah, mas a empresa não tem um juridico para esta analise ou não quer fazer.” Ótimo, mas a nossa obrigação como profissionais é chegar na empresa, colocar todas estas questões na mesa e TRANSFERIR a responsabilidade do não-feito para quem realmente é o responsavel pela tomada de decisão. Meu intuito aqui é PROTEGER o trabalhador, porque, se algo der errado, quem vai pagar pelo erro? Eu não li a licença de uso do ONLY Office, não precisei faze-lo porque não trabalho mais na area, ja estou fora do jogo. E não é nada contra o software. Talvez eu o baixe para ver como ele é, e talvez eu leia sua licença. Quantos aqui já leram uma licença de um software? E entenda, não estou dizendo que todo mundo deva ler, embora não seria nada mal conhecer uma area nova.
Enfim, como dizia meu professor, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguem. Sempre que puder, use a Lei de Murphy, ela é essencial para um profissional, em todas as profissões. Eu disse que o post seria gasolina na fogueira… :grin:
Um abraço e sucesso amigo.

2 curtidas

Estou ansioso para a versão ARM.

1 curtida