Fiscalização Microsoft realmente existe?

Boa tarde amigos

Gostaria de saber se vocês tem relatos de empresas ou pessoas próximas que foram afetadas juridicamente e financeiramente por não ter licenças

Estou levantando alguns dados pra apresentar ao dono da empresa que trabalho. Quero migrar para o Linux e seria interessante ter essa base argumentativa

Abraços

Se alguém denunciar que a empresa utiliza software pirata. o pessoal (fiscalização) vai em cima p/ regularizar.

Olá. :wave:

Não tenho. ='(


Tem esse tópico aqui no fórum Como encorajar pequenos negócios a utilizarem alternativas livres ou gratuitas? no qual eu tive uma péssima participação algumas pessoas levantaram questões sobre isso. Sobre pontos a se observar ao cogitar a migração de pequenos negócios para utilizarem softwares livres ou gratuitos (incluindo o sistema operacional). Eis alguns pontos (A, B ,C e D):

A) Faça a conscientização de que software pirateado é um problema. Pelo que entendi, esse foi o que te levou a abrir esse tópico. Eis alguns argumentos que você pode usar:

Depoimentos e reportagens que mostram que software pirata pode ser um problema, não apenas por causa de multa.

Sistema Pirata, Cuidado Você está correndo perigo (Fala Ti)

Ativadores de Windows A FUNDO (Baboo)

PIRATARIA A FUNDO (Baboo)

(6:24) • Se eu usar software pirata: posso ser multado? (Olhar Digital)

Fale que podem existir opções gratuitas ou mais baratas dos softwares (ferrametas) usadas. E que darão menos dor de cabeça. Exemplo:

“Recentemente me deparei com uma colega usando o office com esse problema de ativação e travando direto.
Falei com ela pra usar o Libre Office. Descobri que ela adotou esse conselho.”

Informe que há alternativas gratuitas (ou “pague o quanto quiser”) de qualidade.
Comece mostrando que existem alternativas de qualidade, ensine a pesquisar no Alternative.to.

Em se tratando de Sistema Operacional, informe que um hardware que roda uma versão de Windows insegura de forma não satisfatória (com travamentos); pode rodar em uma versão segura de distribuição Linux de forma satisfatória e sem muitos travamentos.

Mas, é claro, tem que ver se os programas usados no Windows vão rodar na distribuiçõa linux escolhida (como já mencionado)

“Eu trabalho em uma [empresa] que vive tendo dor de cabeça com o Windows e alguns aplicativos. Primeiro, por conta da má escolha do hardware (o de menor preço possível), segundo pela falta de conhecimento em tecnologia das proprietárias e terceiro por aplicações mal otimizadas.”

B) Para evitar dores de cabeça, certifique-se de que todas as pessoas que trabalham na emporesa vão abraçar a ideia de migração (não apenas as pessoas donas da empresa e as em cargo de chefia).

C) Se você for ficar responsável pela migração, garanta um suporte adequado. Tenha certeza de que vai assumir os B.O.s que vão surgir. E capacite mais pessoas para aprenderem mais sobre “mexer no computador”… Afinal, em algum momento, você estará ausente… Vai estar de férias, talvez, e alguém pode precisar de algum tipo de suporte…

“Já cansei de visitar empresas onde alguém instalou um Linux em algum serviço importante e depois sumiu”

D) Seria bom definir o que vai tentar mudar. Ter em mente que nem sempre é possível migrar totalmente para softwares não proprietários.

Fazer levantamento de hardwares e softwares da empresa.

Quanto ao hardware já vai da pra identificar se não seria melhor substituir alguns dos equipamentos.

[Nesse caso, se a migração de softwares não vingar, pelo menos não vão poder te acusar de desperfiçar tempo… Já que esse levantamento do hardware poderá ser usado numa futura renovação de hardware]. Eis um exemplo de descrição de hardware.

Quanto aos softwares: Verificar se há alternativas multiplataforma (roda em Windows e Linux) dos programas já usados nos atuais sistemas opercionais.

Às vezes apenas será possível uma migração parcial. Apenas substituir as suites de escritório e clientes de e-mail, por exemplo.

Daí, antes de instalar um novo sistema oerpacional, instalar paralelamente aos programas já usados, suas alternativas multiplataforma e incentivar as pessoas a testarem esses novos programas.

Fazer… Sei lá… Uns três meses de testes (considerando que esse geralmente é o tempo de período de experiencia usado contratação de uma pessoa).

Uma ideia é lembrar que apesar de a solução que agora vai ser usada ser gratuita, existam custos a ser pagos pelas pessoas que desenvolvem os softwares. Daí talvez seria legal incentivar doações à equioe de desenvolvimento dos softwares adotados. No estilo “pague um café”. Acredito que as pessoas que desenvolvem os softwares agradeceriam.

E só depois desse tempo de adaptação aos novos programas, se forem aprovados, remover os programas que eram usados. E só então começar a cogitar mudar os sistemas operacionais dos dispositivos.

  • Lembre-se que programas que rodam no servidores (os programas ERP e programa para relógio de ponto) podem ser um problema. Eles são multiplataforma?

  • Lembre-se que seria melhor se os formatos usados nos documentos já existentes sejam compatíveis com os programas a serem adotados. Leve em consideração que formatos proprietários em arquivos, podem ser um problema**: *.docx, *.xlsx, entre outros.

Outros materiais consultados:

Obrigado pelos pontos apresentados
Decidi mudar o sistema pra departamentos e pessoas especificas.
Peguei pessoas com dificuldade em “mexer com computador”, vai dar trabalho mas pelo menos se elas gostarem e conseguirem utilizar todo mundo consegue

Meu maior problema mesmo são softwares de arquitetura e edição de vídeo. Não preciso também substituir 100%, vou pelo menos diminuir a quantidade de windows e softwares não licenciados. Assim fica mais fácil conter danos se a fiscalização bater

eu passei por isso na empresa que trabalhava, realmente ocorre, e é punk… realmente dá uma multa gigantesca, não lembro, mas eram várias vezes o valor da licença, para cada computador pirata, o cálculo foi feito para cada computador pirata e não sobre o conjunto, e entrou windows e office na brincadeira caríssima

Eu já soube de caso onde a Microsoft multou, pesadamente, uma faculdade no Brasil por usar software ilegal da empresa de Redmond. Isso é real.

Acho que sua inciativa é muito válida. Teria que ver com a empresa se eles estão dispostos a pagar a licença, e caso não estejam, procurar o melhor jeito para viabilizar a migração para outro sistema. Começando com os programas que a empresa, se é possível rodar de maneira satisfatória pelo Wine ou se tem alternativa nativa.

Agora em relação a fiscalização, acho que a Microsoft só vai atrás quando alguém denuncia.

Eu tentei achar como a Microsoft descobriu que a Universidade usou software pirata mas não encontrei.

agora que eu me atentei que é para arquitetura. acredito que não seria válido a tentativa, a não ser que você seja o gestor de TI da empresa. – ficou um pouco confuso ter demanda audiovisual no ramo de arquitetura, porque uma empresa que precisa desses serviços, normalmente contrata alguém por fora para cumprir essa demanda, pois não é especialidade ‘da casa’, assim digamos.

no ramo de arquitetura, há padrões de envio e recebimento de arquivos, o que raramente a comunidade linux consegue suportar algo como o autocad e no nível da autodesk.

a mesma coisa para edições audivisuais e o tamanho da adobe, para o AV fluir com linux, a ponta que cria deverá ter essa iniciativa de usar um sistema livre.

já para o “pessoal do escritório”, é um ponto interessante de trabalhar, ao mesmo tempo que a maioria vai alegar que tem mais habilidade no windows/office, há uma chance de todos se acostumarem com o combo distro+google docs.

mas o que realmente vai definir isso é o tamanho da empresa, pelo visto não é grande. então não vai fazer muita difenças os pontos que você trouxe. talvez você acabe mais atrapalhando do que ajudando.

a conclusão é que se a empresa fosse de grande porte, contaria com um gestor de TI que já teria tomado a melhor decisão.

TJ-MG condena empresas de engenharia por uso de software pirata

Fiscalização contra pirataria aumenta nas pequenas empresas (Parte 1) - HF Tecnologia

Fiscalização contra pirataria aumenta nas pequenas empresas (Parte 2) - HF Tecnologia

Empresa de telecomunicações é condenada a pagar R$ 277,8 mil a multinacional por usar software sem autorização em MG | G1

Empresa de telecomunicações deve indenizar companhia de informática | Portal TJMG

Grupo paga até US$ 1 milhão por denúncia de software pirata em empresas • Tecnoblog

Não sei se a fiscalização é realmente da Microsoft, minha empresa usa linux a muitos anos com um software de PDV e outras coisas feito por encomenda, aconteceu a uns 3 anos de uns “Fiscais” solicitarem a licença de Windows das máquinas devido a alguma “Denuncia”, mesmo as máquinas tendo apenas Linux, deu um pouco de dor de cabeça, no final não resultou em nenhum problema financeiro.

Existe sim. Tenho o relato de uma empresa (indústria de rações pet) que é cliente da empresa que trabalho. Só não posso citar mais informações. Mas a Microsoft multou pesado em algumas dezenas de milhares de reais e queria fazer comprar licenças de Windows empresarial.

Já vi empresas levarem multa da Embarcadeiro por licença do Delphi também. Então para empresa só tem duas opções: pagar bem caro por licenças ou ficar no software livre.

Não vi muitos casos, mas que existe, sim existe. Para empresas e não ter dor de cabeça, uma boa distro é o Debian com KDE. É mais fácil de usar pra quem vem do Windows e não te dá problemas com bugs ou ficar atualizando.

Mas como a Microsoft descobre? Porque não é muito eficiente ficar fazendo uma busca ativa global.

Só através de denúncias, não tem maneira de ficar fiscalizando cada instalação no mundo.

Simples, ao estilo da época da Inquisição: Denúncias. E elas vêem principalmente da concorrência, que quer tirar um adversário do caminho (que às vezes nem sabe de nada, mas, quer só “jogar um verde” para ver se colhe algo, ou cria um contratempo para a rival ou ainda mancha sua reputação); de ex-funcionários como forma de vingança ou ainda; de caçadores de recompensa (porque existem canais diretos de denúncia que pagam prêmios por essas informações).

E pelo que li, a Justiça tende a ser mais branda com o usuário doméstico (que muitas vezes é um leigo como pode ser visto no vídeo abaixo) e dura com as empresas, que afinal, lucram com o uso destes softwares. Pelo que pude apurar, a multa pode chegar à 3 mil vezes o valor de cada licença burlada, sendo assim, dependendo do preço da licença, da quantidade de máquinas instaladas e do tamanho da empresa, pode levar a companhia à falência. Imagine um pequeno escritório de Arquitetura e Engenharia (que ganha muito dinheiro, mas, nada que poderia fazer frente às indenizações), ou um estúdio de Vídeo e Fotografia que usam os softwares caríssimos da Adobe?! Só há três opções para o mundo corporativo:

  1. Aceitar pagar os valores salgados dos softwares de referência líderes do mercado;
  2. Procurar soluções mais baratas e similares na concorrência;
  3. Partir para soluções de software livre/aberto.

Lembrando que isso também pode complicar a vida do profissional, já que a empresa pode alegar que tudo foi feito à sua revelia por iniciativa do funcionário, no que o mesmo pode retrucar que apenas cumpriu ordens (o que não o isentaria das responsabilidades legais), ficando nesse jogo de empurrra-empurra.

Por fim, há que se lembrar que é preciso ter cuidado também com essas licenças “cinzas” que empresas vendem por aí e que youtubers divulgam a torto e a direito, porque apesar de serem genuínas, seu uso é ilegítimo por haver desvio de finalidade e quebra dos termos de uso.

https://bluepex.com.br/blog/multa-por-software-pirata-pode-chegar-ate-3-mil-vezes-o-valor-da-licenca/

Uso irregular de software: um “barato” que pode sair bem caro - Kasznar Leonardos

Sua chave Windows ou Office foi barata? Ela pode ter origem em crimes de origem federal nos EUA

O “mercado cinza” e sua ilegalidade: Windows por menos de R$ 500,00? - Windows 11 - Clube do Hardware

O porquê de você nunca ter visto esse tipo de coisa aqui no canal

Nesse video o kra fala que uma faculdade do Rio foi processada pela Microslop mas não chequei os fatos.

Eles tiveram que vender um prédio pra pagar a multa da Microsoft.

Foi uma universidade particular do Rio. Desse caso aí, o que eu não achei foi como chegou a Microsoft.

É, com multas de até 3 mil vezes o valor de cada licença, dependendo do caso, nem liquidando todo o patrimônio daria para arcar com os custos.

Até há um tempo o valor da multa era de 200 vezes o valor da licença, o que já é muito alto.