Fedora vs Opensuse

Boa tarde meus caros!
Estou experimentando o Fedora por que acabei me acostumando muito com o Gnome e notei que o Pop’OS faz barulhos estranhos como se esivesse acessando o Hd a cada 40-30 segundos e isto estava me irritando, nem mesmo reinstalação resolveu.

Sei que o gerenciador de pacotes mudam e eu estava habituada ao Debiam derivados.

Queria saber de vocês, qual a diferença prática e real entre Fedora e Opensuse e qual vocês recomendam tendo em vista que instalei ontem o Fedora ( para aprender a usar o sistema )e em outra partição o Mint ja que sei usar um pouco dos derivados do Ubuntu/Debian.

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um usa dnf, o outro o zypper
um usa o dnfdragora, o outro usa o yast
um tem pacotes menos separados, o outro tem vários pacotes menores (o gedit no fedora é gedit, no opensuse se vc instalar esse mesmo pacote é o gedit e o gedit-common)
o fedora usa algum tipo de ppa próprio até onde sei, e o opensuse usa o OBS (open build service)
o fedora tem atualizações de 6 em 6 meses, tem a versão silverblue e tem a versão rawhide
o opensuse tem o leap, o tumbleweed, o kubic e o microOS

de diferenças tem até bastante

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Só duas pequenas observações.

Dnfdragora só é utilizado nas spins do fedora, vocẽ pode instalar caso queira, mas não é obrigado se souber utilizar o dnf.

A as distros RPM todas fragmentam pacotes por funcionalidade, não creio que exista diferenças nesse caso entre ambas, creio que não exista um gedit-common em ambas, só os plugins estão separados se me lembro.

RPM resource gedit-common…&system=&arch=

Quanto ao uso, se você é um novo usuário que não quer lidar com o terminal para algum tipo de configuração acho que o Opensuse tem o yast que ajuda bastante se você for um administrador de sistema, mas garanto-lhe que muitas funções vocẽ nem vai utilizar.

No fedora se você for um usuário mediano vai usar o terminal para algumas coisas caso queira, mas isso não quer dizer que não tenha ferramentas para configurar as coisas de modo gráfico é só procurar, ou utilizar o cockpit, recomendado para administradores e não é especifico para nenhuma distro

Quanto ao zypper e dnf ambos são ótimos gerenciadores de pacotes, mas mesmo um pouco mais lento “eu acho” o DNF um pouquinho melhor, já citei os motivos aqui algumas vezes é aquela coisa beleza x funcionalidade.

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Tudo que eu queria saber. Espero que eu não sinta dificuldade com pacotes RPM e DNF. Quero apronfundar no terminal.

Sobre o Gnome, em nenhuma das distro que usei com o ambiente, consigo execultar um Programa com extensão .Desktop, ele não execulta, não é caso de eu baixar , mover para pasta e criar atalho, é um programa similar ao dropbox mas que ele instala automaticamente no PLASMA por exemplo.

Este é o Script de instalação do ZOHO DOCS

[Desktop Entry]
Name=Zoho Docs Installer
Comment=Sync documents to zoho Docs
Exec=bash -c ‘"$1"/.setup || “$(dirname “$2”)”/.setup’ dummy “%k” %k
Terminal=false
Type=Application
Categories=Network;FileTransfer;
MimeType=application/x-zwriter-link;application/x-zsheet-link;application/x-zshow-link;
StartupNotify=false

Realmente testei aqui e “não executou”, apareceu uma entrada no overview para execução também, e isso demorou uns 30 segundos para executar, é uma aplicação Qt a execução no Plasma deve ser mais simplificada.

Captura de tela de 2020-10-31 18-24-43

Captura de tela de 2020-10-31 18-23-26

A partir do menu após 30 segundos de espera me apareceu isso e os processos.

@WagnerSousa

https://diolinux.com.br/2020/02/aprenda-a-gerenciar-programas-e-atualizacoes-no-fedora.html

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o que não gostei do fedora foi pedir minha senha para acessar o disco d:

Outra diferença é o consumo de recursos, Fedora tem se provado uma distro “comilona” de RAM.

@FruTTare Isso é só uma configuração simples. É só ativar a montagem automatica das partições desejadas no GNOME Discos. =)

eu abri o gnome discos e fiz isso, mas parece não ter adiantado, ou fiz errado kkk

Sim eu fiz erradokkkk, estava testando numa máquina virtual e primeiro eu estava marcando pra montar a própria partição do windows, o burro aqui não prestou atenção que o c: e o d: ficaram com o mesmo tamanho kkkk e segundo, não tenho certeza mas acho que pra funcionar bem tem que renomear a partição acho que no gnome discos está o campo “rótulo” para preencher.

Agora se puder me tire outra dúvida, como iniciar um comando no fedora? Não gosto da velocidade do scroll padrão das distros e instalo o imwheel, para ele funcionar tenho que digitar no terminal imwheel -b “45”, no pop sei que tem um programa de iniciar aplicativos ou comandos junto com o sistema, já no fedora eu só achei os programas pelo gnome tweaks

Então, eu não consigo executa-lo. ele abre em editor de texto por padrão e não sei associa-lo ou qual forma de executar.

Ja busquei tanto na internet e nada, como você fez?

Interessante, dessa eu não sabia, meu primeiro contato com o fedora foi com o spin kde

Não exatamente, todas as distros (não só as rpm) incluem bibliotecas e programas como seus pacotes, o opensuse no entanto faz uma separação maior ainda, uma observação que vc pode fazer (“provando” essa “desmembranização”), além do próprio zypper listando os pacotes que vão ser instalados como dependências/opcionais/recomendados, é o número de pacotes que é entregue na instalação, é muito comum ter no mínimo 2000 pacotes instalados no opensuse, em distros como o Debian no máximo 1000 e distros como arch, inicial, 700

Procura como configurar o fstab pra isso (caso o gnome disks não funcione)

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Na verdade o próprio arquivo .desktop é a solução (olhando o conteúdo ao invés de executar ele diz o que vai fazer), ele simplesmente executa o arquivo .setup que está oculto no diretório tecle CTRL+H e clique duplo no arquivo :wink:

:face_with_monocle: :slightly_smiling_face:
uouu obrigado!!!

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@leoteodoro a fragmentação de pacotes nasceu praticamente no Conectiva depois foi para o Debian que fragmentava menos (creio que hoje fragmente também o suficiente), o fedora fragmenta pacotes por funcionalidade e creio que o opensuse também, quando eu digo por funcionalidade te dou um exemplo o pacote NetworkManager possui inumeras funcionalidades, vpn, bluetooth, ppp etc… etc…

Então esse é um pacote que será fragmentado e tem a necessidade de ter um -common (arquivos comuns necessários para execução), -libs (bibliotecas compartilhadas) fora isso todos pacotes de desenvolvimento (-dev, -devel), depuração (-debug), documentos (-doc, -help), fontes extras, traduções (i18n-País, região) não são incluidos no pacote principal, a instalação desses é opcional, se o opensuse consegue fragmentar além disso eu gostaria que você me mostrasse os pacotes que são fragmentados além dessa lógica e se possível uma explicação plausível para isso.
O arch fragmenta menos e o slackware não fragmenta praticamente.

A fragmentação serve para poupar espaço em disco e diminuir o tamanho dos downloads em uma atualização.

Aqui tem o link de um tópico com a motivação do início da fragmentação.

Outra coisa! A imagem live do Opensuse GNOME é uma das menores que conheço(600MB +ou -), mas é puro bloatware em comparação com imagens maiores, sem contar a falta de capricho pois os módulos do Yast ocupam 2 páginas no app-grid, sendo que só a primeira opção (Yast Control Center) já inclui tudo isso, são pequenos detalhes que fazem a diferença, acho uma bela distro, mas para o GNOME só se for netinstall, se utilizar a imagem live não vale a pena, dá mais trabalho remover o bloatware que configurar o sistema.

Isso não é um problema só do Opensuse, acontece em outras distros que só jogam o GNOME instalando tudo que pode (inclusive jogos que são opcionais), tipo teremos firefox e epiphany entre outros apps duplicados.

De que adianta a fragmentação se não aplicam na imagem disponiblizada?
Só a primeira opção seria o suficiente pois engloba todos os módulos, aliás esse menu lateral é dispensável pois com o scroll acessamos todos os módulos.

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Sim, as duas distribuições utilizam pacotes RPM, porém, como já explicaram, quem vai fazer a resolução de dependências são outras ferramentas. Eu sou usuário do openSUSE há vários anos e acho a sintaxe e documentação do zypper muito boas. Uma coisa que eu gosto muito é a possibilidade de abreviar os comandos, então um zypper search pode ser expresso como zypper se, um zypper install pode ser expresso como zypper in.

Eu sei que o Fedora é extremamente cauteloso com atualizações e que a resolução de dependências é mais morosa. O openSUSE é um pouco mais veloz e, dependendo de como o zypper for invocado e, de como os repositórios estão organizados, precisa saber responder corretamente pra resolver dependências.

Nem sempre o zypper percebe que a resolução está inadequada. Existem situações em que é preciso remover um pacote para eliminar conflitos — são raras, mas quem usa openSUSE e tem muitos repositórios, em algum momento, vai se deparar com isso. Para baixar e simular conflitos na instalação, digamos, numa operação de atualização rotineira, devemos rodar zypper up --dry-run --download-only. Observe que o zypper não tolera inversões, como dry-run e download-only são flags contextuais, é preciso especificá-las depois da operação desejada, ou seja, depois de up, pois se trata de um update.

A boa notícia é que é bem difícil quebrar o sistema. Não posso falar o mesmo das minhas experiências com Ubuntu, que foram… er… trágicas. :roll_eyes:

A aplicação de atualizações de segurança (patches) pode ser feita graficamente por meio do YaST também. Por ser usuário do FVWM, eu não uso o verificador baseado no PackageKit, que vem por padrão no GNOME, KDE e XFCE. Na maioria das vezes, faço atualizações e instalações de pacotes via linha de comando mesmo.

São filosofias completamente diferentes.

Talvez o openSUSE Tumbleweed se aproxime mais do Fedora em termos de ciclos de atualizações de pacotes, mas eu gosto da estabilidade moderada do Leap, então nunca coloquei o Tumbleweed em produção (nem nas minhas máquinas, nem das outros). Com estabilidade moderada, quero dizer que você vai ter acesso a pacotes mais novos do que os do CentOS ou Debian estável.

O openSUSE oferece muito mais ferramentas administrativas. O YaST2 não pega na mão de ninguém, mas ele facilita muitas coisas. E funciona com interfaces consistentes, disponíveis graficamente e textualmente.

O openSUSE também tem algo parecido com o COPR, na forma do OBS (Build Service). Com a adição do One Click Install, que nada mais é do que um nome para metapacotes que você baixa pelo portal de software do openSUSE, é possível acessar repositórios adicionais de vários projetos do OBS, sem depender da boa vontade de repositórios de uso pessoal (que podem ser mantidos de forma relaxada pelo usuário).

Um módulo do YaST2 já vem registrado para abrir os metapacotes. Ele funciona de forma análoga a um assistente. Ele tem duas partes, uma sem privilégios, que mostra os repositórios e pacotes a serem instalados de acordo com o arquivo e uma segunda que exige a senha do root, que vai adicionar o repositório ao /etc/zypp/repos.d/ (e confirmar a assinatura) e fazer o processo de instalação de fato.

O Fedora também é orientado em torno de um GNOME meio vanilla. O openSUSE é agnóstico e não é orientado em torno do GNOME ou de outro ambiente, de fato, ele customiza praticamente todos os ambientes. Você decide na hora da instalação. Nem o IceWM escapa. Eles customizam tudo. Não é uma customização esplêndida, mas reflete algum esmero da distribuição.

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Cara o fedora como SO é muito bom eu sou bastante fa e usei muito tempo ate mudar para o RedHat recentemente, mas voce tem razao come uma RAM lerda kkk comprei mais 4 gb pro meu laptop pq só 4gb tava aguentando nao. Utilizando swap direto e deixando um pouco lerdo o pc. Vamos ver de com 8gb vai ficar liso. abs

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Cara os dois sistemas sao tops mas eu ja consegui quebrar o opensuse algumas vezes o fedora nunca consegui e olha que faço muita besteira nele e mesmo assim nada fora que foi o mais facil que consegui configurar em laptops de placa de video hibrida (um saco em algumas distros por sinal) . Eu sou muito fa do fedora e te recomendaria mas estaria sendo tendencioso a isso por gostar muito dele. Qualquer que seja sua escolha estará em “boas maos”. Testa os dois se for o caso. kkk