Experiência (sincera) com o Manjaro

Recentemente o Dio postou esse vídeo no YouTube:

Achei interessante abrir o tópico aqui pra quem curte trocar algumas ideias a mais sobre o assunto, o que não é possível em comentários de YouTube.

Segue abaixo a minha opinião/experiência com o Manjaro. Comente a sua também!


Muito bom Dio, como sempre!

Concordo totalmente com sua opinião inclusive por experiência própria semelhante.

Usei o Manjaro por 2 anos (até mês passado). Antes disso já usava Linux havia uns 10 anos ou mais (desde o lendário brazuca Kurumin) e já testei e usei diversas distros diferentes.

E como muitos, fiquei confortável por muito tempo no Ubuntuverso, até conhecer o Manjaro e ser atraído pela tentação de uma distro rolling release.

Mas, nos meus 2 anos de experiência com o Manjaro (entre outras variações do Arch), também fiquei muito incomodado com detalhes que me davam a sensação de um certo “amadorismo”. Quando digo isso, estou me referindo principalmente à falta de cuidado a detalhes, porque se repararmos bem, isso é exatamente o ponto que divide a opinião das pessoas sobre o que é amador e o que é profissional.

Esse ponto foi o que não me deixou confortável por eu ser um profissional de desenvolvimento web e pra mim, meu computador + SO são ferramentas de trabalho, nas quais preciso sentir segurança para desenvolver.

Além disso, esses bugs entre atualizações acontecem bastante. Na maioria pequenos como o que você citou, mas alguns chegam a quebrar recursos ou softwares que às vezes você precisa e usa bastante no sistema. Ou até quebram o design do tema do SO e você fica com a sensação de que o sistema “estragou” e não se sente mais seguro para usá-lo.

Infelizmente, os 2 maiores pontos positivos que eu experimentei no Manjaro também me parecem 2 pontos fracos:

  1. Tempo de bateria. De todas as distros que já usei, o Manjaro de longe é a que mais prolongou a carga do meu laptop. Porém, tenho um laptop híbrido (Intel/NVIDIA) e sabe-se que o suporte do Manjaro a esse tipo de hardwarer não é dos melhores. É provável que esse “ganho” de bateria significa que o Manjaro na verdade não conseguia explorar o poder da minha placa de vídeo e ficava apenas no básico do processador.

  2. AUR e Rolling release. Era ótimo poder instalar qualquer coisa fácil e ter sempre as versões mais recentes de tudo. Mas… ao mesmo tempo era muito mais fácil acontecerem bugs ou receber atualizações que quebravam algo e eu precisava ter que gastar o meu precioso tempo pesquisando por soluções e alternativas em documentações, wikis e fóruns. Além de muitas vezes ter que acabar colando comandos no terminal que eu nem sabia exatamente o que faziam.

Enfim, depois dessa minha jornada de 2 anos no Manjaro, retornei ao Ubuntuverso e atualmente estou no Linux Mint.

Como usuário médio/avançado, eu prefiro hoje um sistema mais estável e eu mesmo gerenciar os recursos que preciso mais atualizados por meios que eu confio mais.

Além disso, atualmente se um software que eu quero não está na loja/repositório oficial da distro, prefiro instalar via Snap ou Flatpack (ou até mesmo baixar o próprio .deb) e saber que estou recebendo o pacote oficialmente distribuído pelo desenvolvedor original do software, com atualizações seguras.

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Eu uso o Manjaro Cinnamon há um ano mais ou menos. Não lembro de ter sofrido com nenhum bug sério, talvez à exceção do Firefox que pedia a criação de um novo perfil depois de uma atualização, digno de nota mas facilmente contornável (e solucionado pela equipe com outra atualização algumas horas depois).

Eu comecei no Ubuntu (acho que o 16.04) e usei por, sei lá, uma semana, não curti muito. Depois fui para o Mint e fiquei por alguns meses, alternando com Windows em dual boot. Mas algumas coisas me incomodavam, como não ter alguns pacotes nos repositórios e ter que ficar buscando PPAs. Acho que eu nem sabia da existência de snaps e flatpaks :smile:

Fora isso eu não conseguia fazer alguns programas de tribunais funcionarem, nem o token que eu tinha para peticionamento eletrônico, os tutoriais estavam desatualizados etc.

Já no Manjaro eu resolvo isso com um simples pacote do AUR, sem depender de tutoriais nem nada. Basta dar um comando e o sistema está pronto para eu fazer tudo o que preciso. O Manjaro também acopla vários pacotes do AUR nos seus próprios repositórios, garantindo uma maior compatibilidade com o resto do sistema, e simplesmente procurar no pamac ou pelo pacman e encontrar 99% dos pacotes que eu preciso nos próprios repositórios, sem precisar de PPAs, snaps flatpak ou mesmo do próprio AUR, é muito legal :smiley:.

Um detalhe que eu não lembro de ter visto do Dio comentar no vídeo, é que o Pamac agora também suporta snaps através do pamac-snap-plugin. Acredito que deve vir habilitado por padrão nas próximas versões.

Os usuários tem que ter em mente também que o AUR é o repositório de usuários do Arch, não do Manjaro. O Arch normalmente atualiza os pacotes primeiro, então pode ser que determinado pacote do AUR receba uma atualização para se adequar a ele, enquanto que o Manjaro, que não atualizou ainda, pode passar a ser incompatível ou sofrer com bugs. Antes de atualizar os pacotes AUR, é importante checar isso.

Também tem o fator de identificação com a distro. Eu não me sinto confortável acompanhando as notícias dos aprimoramentos dos projetos enquanto o meu sistema vai “ficando para trás”. Acho muito legal o sistema rolling release e ele vem sendo bastante estável na minha experiência pessoal, tanto no computador quanto no meu notebook. Mas penso ser importante acompanhar o site da distro para ver as notas de lançamento, os caras sempre colocam a solução para eventuais bugs conhecidos ou observações relevantes.

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Não só para desenvolvedores, isso é para qualquer pessoa.



É por isso que passo longe de rolling release. Mas eu tive uma boa experiência com o PCLinuxOS, se fosse gosta tanto de rolling release, você deveria testar essa distribuição.

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Seu relato é muito parecido com o meu. Tenho usado o Manjaro Cinnamon a algum tempo, rodando muito bem, graças a Deus.

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O Manjaro já dá suporte a placas híbridas INTEL/NVIDIA?

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Gostaria de aproveitar já que o Manjaro é derivado do Arch para saber se esses problemas dos bugs também são comuns nele (Arch), pois ele é rolling release.

Também estou crendo que a Aur não é tão confiável quanto os repositórios do Ubuntu. A impressão que fiquei da Aur é que é bastante inseguro…

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A Pergunta crucial é… “Um usuário final (não desenvolvedor) tem a necessidade de usar uma distro Rolling Release?”

Minha máquina principal está com o Ubuntu 18.04, no qual só faço atualizações do Sistema, Kernel e driver de vídeo… Visto que o sistema operacional é apenas uma ferramenta para os aplicativos que uso e todos os aplicativos estão rodando perfeitamente, qual a razão de eu mudar de uma LTS p/ Rolling Release que pode quebrar do nada com uma simples atualização e me deixar sem máquina ??

Veja bem… não estou criticando quem gosta do Manjaro e distros Rolling Release, mas se o propósito do sistema é ser estável… pelo menos pro meu uso, o Manjaro em uma máquina principal não serve…

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Eu busco SEMPRE 5 coisas básicas numa distro:
rolling-releaseness;
recência dos pacotes;
uma distro estável;
um bom fórum da própria distro;
E uma distro madura.

Já testei as seguintes distros:
Ubuntu - Desculpem-me lá os defensores do ubuntu, mas achei-a uma grande V0sht4!
Mint - Desinstalei-a algumas horas depois. Troquei-a pelo Debian. Nem quero comentar o porquê.
Debian - Da debiansfera, a melhor que há, mesmo usando-a como testing. Nunca quebrou comigo.
Fedora - uma MARAVILHA! Só tem um defeito: Não é rolling-release. E se um dia vier a ser, volto a usá-la.
Manjaro - Muito boa. Comigo nunca quebrou, enquanto usada sozinha no computador, mas em dualboot sofre de um ataque de pânico e prontos, temos um Kernel Panic. Facto que me levou a abandoná-la.
EndeavourOS - Distro descendente da finada Antergos. Boazinha, mas não boa. Não tem maturidade.
ArchLabs - Das distros archlinux-based, SINCERAMENTE, a melhor! NUNCA tive problemas nenhuns com esta. Mesmo em dualboot.
Atualmente estou usando o próprio Arch Linux e até agora nada, nadica, nicles de nada a reclamar.

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Concordo com o @FabioSuco, eu mesmo uso o Kubuntu LTS e o sistema como um todo me atende muito bem. O *ubuntu LTS até tenta se atualizar para suportar hardwares mais novos, o que me incentiva ainda mais a permanecer nele.

Só faço uso dos PPAs por conta e os programas que faço questão de ter as versões estáveis mais novas, que são o SMPlayer, LibreOffice, Wine e Lutris.



Minha resposta para essa pergunta seria “não”. Para a maioria das pessoas, uma distribuição baseada no *ubuntu LTS está de bom tamanho. Qualquer problema com falta de aplicativo pode ser resolvido em 99% dos casos com uma PPA.

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Na minha opinião, se a pessoa quer “brincar” com o Linux… qualquer distro serve… Já que se der um Kernel Panic da vida, é só formatar e instalar de novo já que não tem nada a perder… Tenho uma outra máquina de entretenimento com Ubuntu 19.04 que provavelmente migre p/ o 19.10… mas não tenho nada de valor lá e o que tem está “backupado”

Agora quando cai no cenário profissional, em que um crash pode ocasionar num prejuízo de centenas/milhares de R$… aí estabilidade é fundamental, e não dá pra confiar em distro que não sossega o facho com atualizações que pouco foram testadas…

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Pra quem gosta de ficar futucando nas configurações da distribuição, é verdade. Se essa pessoa não se importa que seu sistema quebre toda semana, bom, é a vida dela.

No meu caso – e creio que seja o mesmo para os usuários comuns (usuário comum mesmo!) – eu não quero perder tempo reformatando minha máquina antes do tempo, isto é, antes do lançamento da próxima versão LTS. No caso de um kernel panic, eu não perderia nada, é verdade, pois meus arquivos pessoais estão na partição /home (não entendo porque tem gente que não faz uma…), mas eu ficaria irritado em ter que reinstalar o sistema mais uma série de programas que não vêm na ISO, o que comeria muito do meu tempo (no mínimo 1 hora) que eu poderia estar usando para outra coisa, como concluir um relatório.

Uso computador para fazer trabalhos, navegar na internet, assistir a filmes e séries, ler quadrinhos e trabalhar em meus projetos pessoais, não para ficar futucando no sistema. Foi percebendo isso que me livrei do distro hopping.

Quando “brinco” com o sistema, é mais com o ambiente gráfico do que com o sistema operacional em si. E mesmo assim só no início, porque uma vez customizado, deixo como está. Eu mesmo dei uma modificada legal no meu KDE nos primeiros minutos após a instalação do sistema, mas após isso a única “modificação” que faço é adicionar um novo papel de parede à minha pasta Wallpapers (deixe a exibição dos papeis de parede no modo Apresentação de slides).



Não só cenário profissional, também pro cidadão comum que quer mexer no computador para qualquer coisa que não seja a configuração do próprio sistema operacional. Mesmo uma pessoa, que só usa o computador para acessar redes sociais, não merece um sistema operacional que quebre com uma atualização.

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Existe “um” suporte que é conhecido pelo comunidade Linux por não ser uma solução muito boa (na verdade é até ruim) através do Bumblebee.

Basta você dar uma pequena pesquisada pela web e vai ver que essa solução é bem mal falada. Acho que até o Dio tem vídeos no canal do YouTube falando um pouco sobre isso.

Cheguei a encontrar respostas no próprio fórum do Manjaro dizendo que se você tem um laptop híbrido INTEL/NVIDIA, é melhor usar uma distro de base Ubuntu ou até mesmo o Windows.

Legal cara! Eu acho legal quem consegue se adaptar com distros que eu não consegui (não sei porque).

Já testei todas essas que você listou e mais algumas ao longo de vários anos.

No final, só consigo me sentir à vontade com o Ubuntuverso. Até mesmo porque, em se tratando do mundo profissional e disponibilidade de software, praticamente TUDO que existe para Linux OFICIALMENTE é feito para Debian/Ubuntu (.deb), com raras excessões.

Certa vez tive um problema com um software e entrei em contato com os desenvolvedores pedindo suporte ou ao menos uma dica de como resolver. A primeira coisa que me perguntaram foi informações sobre a versão instalada e o SO. Quando eu disse que era um derivado de Arch, eles logo responderam que só oferecem suporte para Debian/Ubuntu e derivados de Red Hat/Fedora. E fim.

Cansei de ficar olhando o log de compilação de softwares AUR no Pamac do Manjaro e descobrir que ele puxava um pacote .deb para desempacotar e transformar em um pacote para o Manjaro em tempo de compilação. Ou até baixar o código fonte do software e compilar do zero. Pareceu-me só um caminho pra eu não ter que fazer isso manualmente eu mesmo.

Além de outras coisas que eu precisei e encontrava suporte e/ou tutoriais na web SEMPRE e somente para Debian/Ubuntu e às vezes para o mundo Red Hat/Fedora e derivados.

Só não uso o Debian mesmo porque não consegui gostar, acho ele muito bruto. Pra mim a base Ubuntu é uma evolução lapidada do Debian.

Ter que ficar gastando tempo lendo documentações, fóruns, notas de atualização e muitas vezes tendo que lidar demais com o sistema através do terminal… Percebo que quem gosta disso parece que gosta de se sentir meio hacker.

Eu já fui assim, não sou mais. Quero agora estabilidade para produzir o que preciso e fazer o sistema trabalhar pra mim, e não eu pra ele.

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Aliás, falando em rolling release, estranho eu perceber agora usando novamente o Linux Mint que ele parece ter uma nova atualização quase todos os dias.

Até mesmo a IDE que uso para desenvolvimento web, que instalei via Snap, está atualizadíssima. Aliás, o snap do software é distribuído e mantido pelos próprios desenvolvedores originais como distribuição oficial.

E acabei de escrever este comentário após uma nova atualização de kernel do sistema. A segunda já essa semana!

Sou extremamente novo no mundo Linux, 4 meses usando de fato como minha ferramenta de trabalho/estudo (programação), antes eu só instalava e desinstalva distros, nada que alguém não tenha feito antes. Comecei essa experiência no Ubuntu (19.04), eu amei a princípio, e ainda curto, só sai do GNOME por sentir ele “pesado” demais. Fui para o Mint, amei o Cinnamon e ainda o amo, é uma DE incrível, apesar de eu não conseguir deixa-lá bonita como gostaria. Por fim, afim de testar o Arch e ter uma experiência boa com o KDE (que eu não tive no Kubuntu e Debian), vim para o Manjaro e até o momento não tive grandes problemas com o mesmo, nada que não seja facilmente resolvido, acho que não peguei nenhuma grande atualização dele, então não tive a oportunidade de ver se vai quebrar ou não, espero que não.

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É verdade, é indiscutível que o Ubuntu e seus derivados (e o pai Debian) são os mais conhecidos fora da nossa comunidade (e nela também).

Como o Mint usa o Synaptic como base para as atualizações, então td que surge de atualização aparece nas notificações. Toda vez que atualizo o Ubuntu 18.04, em seguida abro o Synaptic e mando verificar se existem atualizações por lá tb… pq nem todas aparecem no atualizador do Ubuntu

Essas atualizações de Kernel surgem simultaneamente com o Ubuntu 18.04 LTS

Fedora Rawhide é o que daria pra considerar como rolling release.

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Uso o manjaro KDE ja faz anos, e ultimamente estou usando manjaro testing em produção por muito tem e estou bastante satifeito com a estabilidade que estou tendo com o Sistema, e outra sobre driver grafico, eu acho que o manjaro sim tem um bom suporte para placas hibridas, o problema é a equipe do manjaro ainda usar a solução do bumblebee! eu estou usando o Prime Render Offload e postei um tutorial aqui no forum de como instalar esse método que está sensacional!

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sim! mas infelismente eles ainda colocam como padrão o bumblebee! eu postei o tutorial do metodo Prime render Offload aqui no fórum!

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