Entenda a decadência do Mozilla Firefox na última década

Na última década vimos um grande e rápido declínio da base de usuários do navegador Mozilla Firefox. O que tem causado essa perda? Será que doar dinheiro contribui para resolver o problema?

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Assisti ao conteúdo e fico muito triste em saber que as coisas funcionam dessa forma. O Firefox é meu browser desde sempre e não pretendo trocar.

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Depois do vídeo, vi umas notícias que o CEO da Mozilla foi substituído (fonte), e a Linux Fundation voltou o desenvolvimento de um antigo motor de browser em Rust que havia sido descontinuado pela Mozilla (fonte). Isso indica que poderemos ter uma reviravolta no que diz ao Mozilla com o novo CEO, e que talvez essa web engine seja apriomarada e volte a ser usada?

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Eu já presenciei ações do Google para impedir que o Firefox fosse usado. Uma dessas ações foi tornar os serviços do Google, de forma proposital e ocasional, lentos no navegador Firefox.

Acredito que o Firefox tem uma missão, e essa missão é fazer oposição ao mercado de navegadors Chromium-based. Entretanto, é necessário reforçar estratégias para não sucumbir à força do Google.

Não sou um revolucionário, eu apenas sou uma pessoa que acredita na livre concorrência, porém o Google pratica atos contra a livre concorrência por diversas vezes.

O Firefox já venceu o domínio do Internet Explorer no passado. Claro que agora é um momento diferente, o IE sucumbiu por não ter se tornado móvel e portável para outras plataformas. Firefox roda em qualquer coisa, inclusive no smartphone.

Porém, esse negócio de focar em privacidade (ainda que irreal) só faz o Firefox disputar mercado com o Brave.

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Apesar do Firefox jogar essa carta com uma certa frequência, eu sinceramente não sei até que ponto é tão importante quanto eles fizeram as pessoas acreditarem, visto que o Chromium é open source, com licença BSD.

É como se a gente reclamasse que todo sistema usa o Kernel Linux como base, e como o sistema dominante usa Linux (o Android), os outros deveria usar outro Kernel.

É quase como se, em analogia, o BSD ficasse dizendo que você deve usar ele, porque ele não é Linux, não porque ele é bom, e colocando a culpa na pouca adesão, no fato de todo mundo preferir usar Linux.

Tomara que com as mudanças de CEO, a Mozilla volte aos eixos. Ser base Chromium não é uma desvantagem, só ver a quantidade de projetos com todas as intenções que existem baseados nele, é difícil achar que todo mundo está errado e só a Mozilla está certa.

Essa base aberta dá origem há vários outros navegadores que batem de frente com o que o Google e qualquer outra empresa faz, como Brave e o Ungoogled Chromium, por exemplo, e até o Edge. A Microsoft e qualquer um pode fokear o Chromium e implementar qualquer padrão que eles desejem, é o que muito desses projetos fazem.

Até agora, o Firefox ser uma base diferente, só serviu para justificar os problemas de compatibilidade, do tipo “tá vendo, a gente não é tão bom porque eles não deixam”, ao mesmo tempo que depende da receita do Google e da Microsoft para existir.

Pior que isso, o fato do Firefox ser diferente, facilita o fingerprint de browsers baseados nele, como Tor e Librewolf, obrigando esses projetos a sempre modificar alguns detalhes para serem menos rastreáveis.

Não defendo que o Firefox deva mudar de base, assim como você, eu também acho que concorrência é bem-vinda, assim como concorrência à base Linux, mas acho que esse argumento que a Mozilla tanto gosta de usar, não tem muito fundamento.

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Pra quem entende inglês, achei bem legal este vídeo recente do canal Techlore sobre o Firefox: https://www.youtube.com/watch?v=_KT0hafZLaM

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Triste ver o que acontecem nos bastidores do Firefox, realmente idêntico a um governo onde se tem muita gente com altos salários tomando decisões equivocadas e no final entregado algo ineficiente. Gosto e uso Firefox mas sensação é que o navegador está existindo por existir mesmo.

Enquanto tiver certa quantidade de grana entrando a direção vai levando nas coxas e se segurando em jargões do passado.

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Olá!

Vídeo ficou muito topzera @Dio !
Eu uso diariamente o FF, até pontuei algumas coisas num tópico dias atrás aqui sobre questões do declínio e etc. É um bom navegador e vejo ainda como muito válido para uso diário inclusive ele no Ubuntu para quem tem AMD é tem otimizações de usar vpu pra vídeo ootb versus Chrome/Chromium.

Agora, realmente tinha visto tempo atrás a questão política, posicionamentos e certos caminhos do investimento… é um baita balde de água fria.

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A ideia desse argumento não é angariar usuários, mas explicar que o projeto traz benefícios e que os sites devem fazer um esforço para funcionar nele, apesar de ter poucos usuários.

Por exemplo, nos repositórios de código aberto que eu acompanho, os desenvolvedores que BSD ficam de olho em vacilos dos desenvolvedores que amarram o software a comportamentos específicos do Windows e/ou do GNU/Linux, e no lugar oferecem código que não desvia dos padrões formais.

Quase sempre essas correções também beneficiam usuários de Mac e as dezenas de pessoas que usam Alpine como desktop, e deixam o software “preparado” para novas plataformas e para mudanças que possam vir a acontecer no comportamento do sistemas operacionais.


Dito isso, ainda concordo que há poucos motivos para alguém satisfeito com o browser que já tem mudar para o Firefox, e fica difícil mesmo um usuário fiel justificar uma doação considerando as decisões financeiras questionáveis.

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Pior que não sei se é bem isso, brother. O mercado não costuma funcionar dessa forma com expectativas de “você deveria fazer algo por mim, deveria fazer um esforço para me ajudar, e é errado se não fizer…”.

No fundo, ninguém “deve” nada. O que existem são incentivos para fazer algo. E a Mozilla se equivoca ao colocar as coisas dessa forma, na minha opinião.

É necessário ter algum incentivo, algum benefício para ambos os lados. No caso de navegadores, teria que ser: “Ao deixar de atender o Firefox, você está deixando de atender um grande percentual de usuários e potenciais clientes”.

Mas essa não é mais uma realidade, infelizmente, deixar de suportar o Firefox quase não tem impacto em nenhum grande produto, justamente por falta de volume de usuários.

E a Mozilla, sim, por muitas vezes, sugeriu que a culpa do seu insucesso, foi o sucesso da concorrência. Eu nunca acho que a competência dos outros deveria ser vista como o ponto negativo, ainda que seja possível discutir se foi “justo” a forma com que a concorrência chegou “lá”, considerando que “lá” e “justo” podem ser meio relativos.

Ainda assim, a Mozilla de alguma forma conseguiu perder 27% do mercado em uma década, mas sempre tentando dar a entender que o Firefox não é tão bom quanto poderia, porque os outros não dão o suporte devido.

Essa coisa de “o inferno são os outros”, é meio complicado de eu conseguir aceitar. Tenho certeza que a concorrência foi um problema para eles, mas com certeza, não foi só isso. Quem sabe com a nova gerência as coisas mudem.

É preciso entender o novo momento do navegador, as novas gerações mal sabem da existência do Firefox, se comparado a quem usava a internet entre 2005 e 2010, por exemplo. Gerações mais novas, já usam menos o Google, o que dirá o Firefox.

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Lembrei do argumento usado por eleitores de uma candidata a senadora (acho que foi 2010) quando ela não se elegeu. Disseram que os adversários tiraram o mandato dela, mas o que faltou foi voto. Peço desculpas pelo exemplo, porém ele é bastante ilustrativo da argumentação usada pela Mozilla e que você ressaltou na sua postagem. Espero que a nova direção da Mozilla altere as prioridades e volte a investir no Firefox. O Firefox é o meu navegador principal e, para o meu uso, funciona adequadamente.
Preciso usar mais extensões para ter funções que outros navegadores possuem nativamente, como a Gesturefy (mouse gestures), a Sidebery (Vertical tabs) e a Side View (vizualização de uma página web na sidebar). Mas gosto do navegador e já estou habituado a usá-lo em tela cheia com todas as configurações que utilizo.

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Deixei de usar o Firefox quando percebi, assim como mencionado no vídeo, a defesa de uma internet “livre”, que de livre não tinha nada, e o descarado ativismo.

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O ativismo da Mozilla não deveria ser problema.
A meu ver, tem mais acertos que erros, e é um posicionamento legítimo dentro do regime democrático.
Problema mesmo é a falta de clareza no uso de recursos arrecadados.
Aliás, a Mozilla deveria obter fundos para ativismo por meio de campanhas específicas e muito bem comunicadas.

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Hà um tempo atrás, vi uma notícia da demissão de um membro da Mozilla porque ele contribuía com uma causa. Não me lembro muito bem do que era, mas creio que era algo do tipo de ajudar uma fundação ou ONG que lutava pela vida, se é que entendem o que quero dizer. Não gostei da atitude da empresa, pois se intromete na vida privada dos seus colaboradores, e fica mais preocupada em fazer militância do que desenvolver um bom produto. Depois disso, passei a procurar outros produtos, como o próprio chromium que, como disse o Dionatan, é código aberto e funciona bem com quase tudo que preciso.

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O caso não pode ser resumido de modo tão simples. Não era “adesão a movimento pela vida” e sim contribuição para movimento que quer manter parte da população como cidadãos de segunda classe.

Aliás, não é só na Mozilla que executivos precisam responder por se chocarem com a pauta social da diversidade.

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Respeito sua opinião. Mas eu mesmo trabalho em uma empresa que defende essas pautas, mas tenho a liberdade de me expressar e ter as minhas ideias. O que aconteceu nesse caso, pra mim, chama-se perseguição. E procuro evitar essas empresas que trabalham como a Mozilla. Enquanto a opinião for um direito, continuarei defendendo-o.

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Não é apenas opinião, é uma questão relevante. Imagine você sendo judeu e receber a notícia de que o novo chefe de sua área contribuiu para uma organização que defende o boicote de empresas de judeus “em resposta à questão palestina”…

Escolhi o exemplo com critério, que é para mostrar que a questão está além dessa (ridícula) “guerra ideológica”.

Mas, naturalmente, cada empresa tem sua linha, cada empregado tem sua linha, cada parceiro comercial tem sua linha, cada grupo de pressão tem sua linha. A gente pode transitar por onde se sentir mais à vontade.

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Bom, a gente se identifica com as empresas tb, né? Por não partilhar da opinião da Mozilla, a primeira coisa que faço qdo instalo uma distro, é removê-lo. Sei que um só usuário não fará diferença para ela, mas me sinto melhor assim. Gosto de fazer o que me faz bem, e o Firefox, não só por essa questão em particular, há muito tempo deixou de me atender para o uso do dia a dia. E agradeço a Deus todos os dias por ter liberdade e por trabalhar em uma empresa que, mesmo tendo princípios contrários aos meus, aceita a minha posição e me permite trabalhar e fazer o que fui contratadod para fazer. A fila anda,

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Não vou me estender nesse ponto. Só gostaria de deixar claro que a questão não é simples. O chefe que contribuiu para a organização de boicote a empresas de judeus, ainda que diga que “não mistura as coisas”, trataria com a necessária isenção seus subordinados judeus e simpatizantes de Israel? Ademais, uma empresa, com seu portfolio e estratégia nos debates sociais, deveria relevar amplamente as atitudes de seus executivos tomadas na vida pessoal? Caberia à Exxon manter um diretor que contribui para o Greenpeace? Ou a Natura manter um diretor que apoia a bancada ruralista?

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Não defender é uma coisa, se posicionar ativamente contra é que foi o problema, por mais que a Mozilla não seja diretamente aninhada, o fato dela defender com tanto afinco a liberdade das pessoas entra em conflito direto com qualquer lei proibitiva

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