Entenda a decadência do Mozilla Firefox na última década

A mesma liberdade que temos no Linux, eu espero de qq empresa. Muitos não gostam do Richard Stallmann, por exemplo, que é bem radical. Mas tem outros que o idolatram. Ele está aí, fazendo o trabalho /discurso dele, mas acredito que se tivesse um chefe a quem se reportar, estaria procurando trabalho agora. Não gosto dele, mas o admiro pelo trabalho e defesa da liberdade. Ainda bem que temos diversidade de produtos para escolher. Por enquanto, vou de Chromium.

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Achei ótimo esse debate que o TeClas fez sobre o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ofZEYDTk4I8

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Pelo menos em 1 ponto, tenho de concordar:

Eu faria, apenas, 1 correção:

O mercado não costuma funcionar etc. de “você deveria fazer algo por si mesmo, pelos seus filhos, netos”.

Mas afora esse “pequeno detalhe”, a verdade é essa que você disse: – “O mercado não costuma funcionar” – com base em qualquer coisa, que não seja o lucro das super-mega-hiper corporações.

Não é que eu seja “contra o lucro”. – Pelo contrário! – Nada me deixaria mais feliz, do que viver cercado de vizinhos donos de mercados, mercearias, sorveterias, botecos, PET shops, barbeiros, cabeleireiros, pedicures, manicures, lojas de material elétrico ou hidráulico, de utilidades do lar, de materiais de construção, borracharias (para limpar meu PC com um jato de ar comprimido), de som automotivo, brechós, cinemas, igrejas, terreiros de umbanda, boates, academias de dança, de balé, lojas de celular (ou de capas para celular), de autopeças, de penhores, hotéis, pensões, restaurantes, pizzarias, e tudo mais que meus vizinhos tenham direito de empreender, e de frequentar para suprir todas as suas necessidades.

Com o – mais do que merecido – lucro!

Naquele ambiente paradisíaco de sadia competição econômica, dentro dos mais belos conformes de Adam Smith e todos os demais teóricos das benesses do livre empreendedorismo.

Esquece! – Desde +/-1875, ou desde 1900, e cada vez pior desde então, com especial destaque para o belíssimo “neoliberalismo” atual – o assim chamado “mercado” não passa de uma quimera, “vendida” por grupos cada vez mais restritos.

Até o maior mega-super-hiper-agricultor não passa de uma franquia de 3 ou 4 corporações, que determinam quais “insumos” ele irá usar no próximo plantio, com quais máquinas e implementos agrícolas, e por quais preços poderá vender. – Isso nem é novidade. – Nos EUA, isso já era público e notório no início da década de 1900.

E do super-mega-hiper-grande-agricultor para baixo, a coisa só piora. – Quer abrir uma sorveteria? Uma pizzaria? Ou melhor, um “conceito” qualquer? – É lá de cima que virão as determinações do que você deverá fazer – e é lá em cima que ficarão 99% dos lucros.

Ah, vou fazer um blog, um site, um portal, um aplicativo. – Você será um escravo das determinações do Google (que mudam todos os dias) – a menos que prefira obedecer a alguma “alternativa” (subordinada ao Google) que lhe dará muito mais trabalho, dores de cabeça etc., e um rendimento muito menor.

Essa é a “lógica do mercado” – e me perdoem, se gerei alguma dissonância desagradável no coro harmônico do suposto paraíso.

Lamento a decadência do Mozilla Firefox – mas confesso, com todas as letras, que – não tenho como abrir mão do universo de “serviços” do Google…

… e o Google conseguiu imprensar a humanidade contra a parede: – Ou usa o Google Chrome, ou engane a si próprio com a ilusão de que “não uso o Google, BTW”.

Tenho a maior simpatia e solidariedade com todos os colegas – e em especial, os mais jovens, aqui no Fórum, que precisam abrir seu “próprio” caminho, sob pena de amanhã não ter o que comer – e como prova disso, está minha confissão aberta, escancarada: – "Não vejo como fugir do «ambiente Google», e prefiro nem me iludir sobre isso, nem perder tempo com supostas “alternativas” baseadas no Chromium.

É triste, pois essa percepção liquida qualquer ilusão que eu ainda quisesse alimentar, em favor do Mozilla Firefox – coisa que lamento, do mais profundo de minh’alma. – Mas não adianta nada, a gente querer se iludir.

Em outras épocas, bastava a M$ criar mil gatilhos “exclusivos” – e por ter o quase-monopólio mundial, isso bastava para disseminar a sensação de que o Netscape etc. era “inferior”, “fraco” etc. e tal. – Hoje, o Google faz isso (de modo menos grosseiro que a M$), e não vejo como o Moilla Firefox possa enfrentar essa “guerra de destruição”.

Pode sobreviver algum tempo, talvez até por muito tempo, e se arrastar por anos, décadas – até perder o último fôlego – mas esta é a realidade, por mais doloroso que seja admiti-lo.

Infelizmente, todo esforço será em vão. – O que predomina é a “lógica do mercado” – que os colegas tanto louvam, e defendem, se algum de nós falar mal dele.

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Também gostei muito, me inscrevi no canal após o YouTube sugerir esse vídeo.

O Firefox, como qualquer software tem problemas, mas a migração em massa para o Chrome, seria a solução? Sou usuário Firefox desde o início e continuei através dos anos, utilizo hoje no celular e desktop.

Todos viemos para o opensource pela liberdade de escolhas, nisso o Firefox contribui e muito, sendo assim, respeitando e valorizando o opensource, continuarei com o Firefox por muito tempo ainda.

Importante, como sempre pregamos aqui, é respeitar a escolha dos colegas, sempre fugindo daquela ideia infantil de que “o meu é melhor do que o seu”.

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Decidi depois de vários anos dar uma chance ao Firefox. Bom, ele é um bom navegador e até é bem interessante, mas sinto que faltam uma coisinha para o Firefox ser um navegador bem melhor: melhor um Gerenciamento de Abas com a capacidade de agrupar e hibernar as abas quando necessário.

Isso tem em todo navegador baseado no Chrome, mas falta isso no Firefox. E pra mim, faz uma falta danada.

Descansar abas é uma coisa que você pode fazer com uma de várias extensões. Pesquise por tab suspender.

A parte dos grupos realmente concordo, é uma feature útil e que faz falta. Especialmente se você usa o navegador como player de vídeo pois é ótimo para usar com playlist. Em compensação o firefox é um belo leitor de pdf.

“A Lacração arruinou o Mozilla Firefox”

Na boa, eu ri desse título. Já aponta para uma argumentação apelativa, de baixo nível, típica de influenciador que quer faturar na pauta da ridícula “guerra cultural”.

Falou em “lacração” e “woke” eu já sei que vem groselha. São senhas de cheerleaders que querem transformar qualquer debate em briga de torcidas ideológicas organizadas.

O problema da Mozilla é de gestão. É o mesmo problema do ex-Twitter.

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Então amigo, é uma ironia. O vídeo faz uns análise interessante e uma discussão bem respeitosa do vídeo do Dio. Vale a pena passar do título…

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Acho que a galera ainda não entendeu que se a Mozilla não doasse para movimentos sociais, ela perderia seu caráter de organização sem fins lucrativos.

Desenvolva essa resposta.

Eu nem ia dar pitaco nessa discussão (conversa chata), mas quando um cidadão doa para uma empresa/ong/comunidade/exércitodeumhomemsó que desenvolve um navegador que ele gosta a expectativa deveria ser que o dinheiro fosse para a infraestrutura do projeto e café. Será que a mozilla recebe tanta grana ao ponto de sobrar? Isso aí tem cheiro de lavagem de dinheiro kkk

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Exatamente. Claro como água. Lavagem, desvio de dinheiro… e sabe-se lá mais o quê, disfarçado de “boas causas” com 1001 nomes bonitos…

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O dinheiro que a Mozilla arrecada com doações só dá para pagar o salário do CEO. O que mantém a Mozilla em pé são os contratos comerciais, principalmente o contrato com a Google.

A Mozilla arrecadou 600 milhões de dólares em 2021, dos quais apenas 7 milhões vieram de doações.

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Agora faz sentido.

Fatos que precisam ser aceitos atualmente sobre especificamente essa questão (Firefox) e “lacração” no geral.

1 - A Mozilla está claramente gerindo de forma errada sua receita que deveria ir em sua maioria para o desenvolvimento do software visto que isso é o que a maioria que doa espera.
2 - Sim, ela está errada em direcionar esses recursos (financeiros) para pautas que nada tem haver diretamente com recursos para o Firefox e infraestrutura da web aberta.
3 - Lacração está longe de ser bobagem visto o quanto está presente em filmes atuais prejudicando em muito sua qualidade em troca de impor algum tipo de agenda ideológica (O maior canal de nerd do Brasil mostrou isso) e o recente caso no mundo dos jogos envolvendo a empresa chamada SweetBaby Inc.

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