Dificuldades de migração para o Linux

Salve, meu querido, tudo nos conformes por ai?

Estamos no mesmo barco, parceiro. Do lado de cá eu venho tentando sair do Windows e ir pro Pinguim desde 2016. Mas a curva de aprendizado pra mim era muito penosa e a comunidade sofria de um gatekeeping surreal naquela época.

Faz um mês, entretanto, que eu tomei a decisão de passar pelo vale da sombra da morte, e encarar a bronca sem dar pra trás pro Janelas por causa de comodidade barata.

Com base em tudo o que vim aprendendo desde então e com as próprias opiniões da comunidade — essas tem sido as bases que estão me permitindo passar pelo processo sem ceder:

1 - Esqueça dual boot

Estou falando isso porque a grande maioria dos pinguinzeiros também me recomendou não fazer por diversas vezes; mas também porque trabalho com divulgação cientifica voltada pra neurociencia e uma coisa posso afirmar: você só será capaz de desenvolver um novo habito, caso consiga se forçar minimamente a repeti-lo um numero minimo de vezes, pra que seu subconsciente o assimile propriamente.

O dual boot é uma baita armadilha que, muito provavelmente, vai sabotar seu processo — te mantendo preso na zona abaixo do minimo necessário pra que você possa reter o aprendizado.

Então a menos que você tenha uma disciplina impecável pra trackear seu tempo de uso no Windows sem se sabotar; só vale mais encarar o desconforto de apanhar e sofrer por um tempo quebrando a cabeça. O cerebro humano é preguiçoso. Se você não se forçar deliberadamente a adquirir um novo habito na raça, vai acabar usando artifício de facilitação pra voltar aos seus velhos hábitos.

Não é a toa que a melhor forma de se aprender uma nova lingua é por intercambio; isto é: se colocando em uma situação que não te deixa outra opção se não a de tentar continuamente falar o idioma desejado.

2 - I.A não é opcional, mas essencial ⮧

E muito usuário experiente vai te recomendar não fazer isso. Ainda assim, faça! Na pior das hipótese você vai acabar quebrando seu OS. E faz parte. Mantenha um bom backup de dados. Respire fundo, levante a cabeça e siga o baile.

Porque não da pra ficar vindo aqui no fórum sempre que você precisar de algo basal e simples como um comando pra listar pacotes ou baixar uma dependência pra rodar algum programa que não abre.

É questão de bom senso, gestão de tempo, praticidade e principalmente funcionalidade!

Estamos falando de andragogia basica aqui. A praticidade que a I.A fornece pra te educar definitivamente vale uma possivel dor de cabeça se por ventura você quebrar mesmo seu OS, no pior dos casos.

Baixe o Flameshot e jogue os prints na I.A sempre que precisar. Não vai resolver 100% dos teus problemas, mas te prometo que vai agilizar 200% da sua vida. Você ainda vai precisar da ajuda do pessoal daqui, as vezes pra coisas estúpida que nem mesmo a I.A vai conseguir te auxiliar (eu mesmo não estava conseguindo configurar os atalhos do KDE propriamente por nada no mundo, e era algo bobo que conseguiram me ajudar por aqui com uma resposta de uma linha).

Te recomendo fortemente a pagar um serviço inclusive. Usei o GPT por muito tempo, mas atualmente migrei para o Gemini. Você também pode usar o Wave, que é um terminal com I.A embutida.

Lá em cima eu falei que estou desde 2016 tentando vir pro Pinguim. Sabe porque não consegui na época? Porque a curva de aprendizado pra assimilar o conhecimento de fazer as coisas mais bobinhas e simples via terminal, era simplesmente um overkill que eu não podia bancar.

Tempo é a nossa moeda mais valiosa, irmão.

Hoje, eu teria levado pelo menos o triplo do tempo pra assimilar os aprendizados que tive nesse ultimo mês se não fosse pela inteligencia artificial. Então só use. Não importa o que te digam, apenas use.

3 - Mentalidade é essencial ⮧

Como o colega mencionou acima, enquanto você estiver usando o Linux querendo que ele se adeque ao Windows, a coisa não vai ornar. Da pra adaptar muitas tarefas e utilidades, sim. Mas você também vai precisar passar pelo desconforto de aprender coisas novas, tal como mudar sua forma de pensar pra fazer determinadas ações fluirem.

4 - Se quer aprender sobre o Pinguim, se torne agora mesmo um pinguinzeiro ⮧

Se prontifique a devorar conteúdo sobre Linux e tenha a disciplina de fazer um tracking desse consumo. Eu estou dedicando pelo menos duas horas ao dia pra assistir videos, ler fóruns, newsletters, documentações e tudo o que eu puder sobre.

Pra além do Diolinux + Labs, acompanhe de forma latente outros YouTubers.

  • Riker Linux
  • Psygreg
  • Flow de Dados
  • Professor Juliano Ramos

E a lista segue. Inclua o conteudo desses caras no teu cotidiano. Coloque algum video deles pra tocar enquanto cozinha, arruma a casa, lava louça, solta um barro, toma banho, caminha na esteira da academia e etc.

4 - Fuja de complicações desnecessárias ⮧

Se a base Arch te agrada tanto, Big Linux e Manjaro são de fato boas pedidas, mas eu ainda recomendaria que você começasse engatinhando com uma distro baseada em Debian. Seu primeiro ano no mundo Linux é de adaptação, não tente pegar atalhos e pular degraus.

5 - No pain no gain, bro. Sacrifícios serão essenciais ⮧

Como você mesmo e outros já citaram ali em cima: “quem quer rir, tem de fazer rir”. Não da pra ter tudo, sabe? Você vai ter de abrir mão de alguns confortos caso queira emancipação definitiva do Windows. Jogos competitivos no Pinguim ainda são um desafio, mas antes do Proton, singleplayer gamaing parecia um sonho quase inalcançável também. Entende o ponto? Quem sabe daqui a algum tempo? Mas você vai esperar até lá pra migrar de vez?

Então se pergunte: seu jogo competitivo vale mesmo uma chance de se autosabotar? Não existe algum outro game que possa ocupar o espaço que aquele jogo tinha na sua vida? Porque a menos que você seja um pró-player patrocinado, não vejo motivo verdadeiramente forte pra não sair da tua zona de conforto.

6 - Se cerque ainda mais de outros pinguinzeiros ⮧

Vá para o Discord achar servidores com pinguinzeiros ativos. Faça calls com esse pessoal, troque ideia, bata papo, jogue. Eu mesmo estou me programando pra pagar o clube de membros do Diolinux pra obter acesso ao servidor privado, assim como o curso do Professor Julio Ramos que também fornece acesso a um servidor.

Ainda assim da pra achar servidores gratuitos caçando a bio de YouTubers que falam de Linux.


E é isso. Não sei se é a melhor metodologia de aprendizado, mas por aqui é o que tenho feito no ultimo mês e os resultados são inegaveis, simplesmente. Boa sorte na caminhada, companheiro. E tamo junto!

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3 postagens foram divididas em um novo tópico: Qual IA usar para aprender sobre Linux?

Isso está errado. E é uma crítica que o projeto já recebeu no passado, especialmente nas vezes em que quebrou a ponto de não dar boot.

A base do sistema é estável mesmo (Ubuntu LTS), mas os elementos do KDE Plasma são atualizados em velocidade muito maior que aquela encontrada em conhecidas distros rolling release (como o Arch Linux), ou seja, o KDE Plasma nele é instável.

Mesmo a versão “User Edition” recebe pacotes muito rapidamente, mesmo que menos em comparação com as versões Testing e Developer. E, como comentei, o próprio site indica que o sistema não é voltado a usuários comuns, mesmo na versão “User”:

KDE neon delivers this by packaging the hottest software fresh from the KDE Community ovens, the moment it’s released.

You should use KDE neon if you are an adventurous KDE enthusiast who wants the latest and greatest from the KDE community as soon as it’s available, with no delays, opinionated patches, or UX changes.

Adventurous users are encouraged to try out User Edition. KDE testers can try out unreleased KDE software using the Testing and Unstable Editions.

KDE Neon is primarily intended for technical Linux/KDE users who want immediate access to the latest KDE offerings. The “Testing” and “Unstable” editions are for users who are on a mission to see KDE apps and Plasma Desktop succeed and are willing to contribute to KDE by becoming Beta testers of the software. The “User” edition is for enthusiast KDE users who expect a bit more polish. Please note that the focus of the “User” edition is still KDE software only. There is no thorough review of the complete software stack to guarantee a rock solid day-to-day experience.

KDE developers endeavor to minimize bugs and maximize stability within the scope of the KDE software stack. However, using the latest software the moment it’s released will inevitably result in a less stable experience compared to distros that delay software by days, weeks, or months. If you have mission-critical reliability needs, KDE Neon might not be the right distro for you.

Em resumo e reforçando o que eu disse anteriormente: é uma distro voltada a desenvolvedores e entusiastas do projeto KDE Plasma, e principalmente pessoas que já têm conhecimento mais aprofundado em Linux. O KDE Neon recebe todos os pacotes associados ao KDE Plasma muito antes de qualquer outra distro - mesmo na User Edition - e bugs são completamente esperados, além de não haver foco em garantir a compatibilidade e a estabilidade com o restante do sistema (o que já foi demonstrado nas várias vezes em que o KDE Neon quebrou no passado).

Novamente: por favor, não indique o KDE Neon para iniciantes em Linux. Indique-o para entusiastas experientes do KDE Plasma e para pessoas que querem contribuir com o desenvolvimento e as correções de bugs do Plasma.

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Só tava falando sobre como eles dão a impressão errada sobre a distro, gerando confusão.

Tipo o Fedora tendo uma spin do Cosmic Desktop, mas sem tentar avisar que o Cosmic Desktop ainda não terminou de ser desenvolvido.

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Salve, @Fey

Estratégias de transição para o Linux:

Eu tentei mudar bruscamente, 2 vezes, em 2007 e em 2009: – Instalei um Linux (sem Windows), e tentei prosseguir só com ele, mas meu trabalho começou a atrasar, então tive de ir para o dualboot – e acabei voltando a usar quase que só Windows, até 2016.

Se você consegue fazer tudo com o Linux – e aceita abrir mão de jogos que só rodam no Windows – então o melhor é migrar logo.

O resto, você pode resolver mais tarde, com calma.

Eu também só escapei do círculo vicioso, por “decisão”. – Investi o ano de 2015 nessa brincadeira, para liquidar a questão. Cada tarefa que eu conseguia transferir para o Linux, eu convertia os arquivos antigos, em seguida deletava o software do Windows. – Quando deletei o último software do Windows, aproveitei para deletar o próprio Windows, em Abril 2016. Nunca mais voltei.

A única coisa que lembro, com muita nitidez, é que o Windows era estressante. – Antes, eu nem percebia. – Só fui perceber, porque Linux era uma tranquilidade.

Eu costumava recomendar o Linux Mint. – Tem a facilidade da base Debian + as facilidades introduzidas pelo Ubuntu + as facilidades adicionais do Linux Mint.

No começo, eu fiquei “no meio do caminho”: – Escolhi o Kubuntu, que foi minha “distro principal” por quase 10 anos. – Eu estava satisfeito com o KDE (desde o Kurumin), e continuo usando KDE até hoje.

O Mint tinha versão KDE, mas precisaram abandonar, porque a equipe deles é pequena. – Mint Cinnamon e Mint Xfce são mais simples – e isso é bom, para quem está começando.

(Não falo de outras distros “base-Buntu”, porque nunca usei, então não posso recomendar).

A vantagem dos “Buntus LTS” – incluindo Mint, Kubuntu, Xubuntu, Lubuntu etc. – é que permanece “estável” durante 2 anos. Basta 1 “curva de aprendizado”.

O Debian também fica “estável” durante 2 anos – mas é “um pouco menos fácil”: – A “curva de aprendizado inicial” é um pouco maior.

O Fedora fica “estável” por uns 6 meses.

O KDE Neon usa base “Buntu LTS” – mas muda para novas versões do KDE, o tempo todo, uma depois da outra. – No primeiro ano que usei KDE Neon, tive vários problemas, que exigiram novas curvas de aprendizado para solucionar.

O KDE Neon, realmente, não é recomendado para novatos em Linux – e além disso, está em vias de mudar da base “Buntu LTS” para base Arch Linux. – Ninguém sabe, ao certo, como será.

Dualboot

Eu deletei o Windows em 2016 – mais continuei fazendo dualboot.

Antes, eu tinha Windows + Kubuntu + (Debian ou MInt).

Depois de deletar o Windows, passei a ter Kubuntu + Debian + Mint + KDE Neon. – Isso me ajudou a insistir no Debian, que demorei a dominar – e também me ajudou a enfrentar com os problemas do KDE Neon no primeiro ano. – Em caso de problemas, bastava voltar ao Kubuntu, para não atrasar meu trabalho.

Depois, comecei a experimentar, também, Manjaro, openSUSE, Mageia, Arch Linux, e várias outras – sempre em dualboot. – Em caso de problemas, bastava reiniciar e voltar ao Kubuntu.

Depois de alguns anos, acabei me acostumando com o Arch Linux, para tudo. – Mas no mês passado, começou a dar muito crash (KDE) + congelamentos – então, fiquei umas 3 semanas usando openSUSE.

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Estou no linux há pouco mais de 6 meses e parti deste ponto, quando chegou meu SSD novo ele nem viu a cor do Windows. Aí no meu Pc de trabalho que uso quando vou pro escritório, lá tinha Windows. Depois de 4 meses sabe o que aconteceu? Fiz dual boot no meu PC do trabalho para usar o Linux para trabalhar nele também pois tinha dificuldade em ser produtivo no Windows. E em todo esse tempo, essa semana foi a primeira vez que precisei mesmo de Windows para uma tarefa de trabalho e mesmo tendo o Dual Boot no PC do trabalho, preferi fazer uma VM de Windows 10 só para essa tarefa.

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Salve @Fey
Fala aí rapaz, sumidão tudo ótimo contigo ?
A galera já disse tudo, vá de distro com base Debian.
Dê uma chance ao ZorinOS, ainda mais que você tem uma RTX 3050 que vai se casar bem.
Esse final de semana eu precisei fazer um trabalho que só dava pra fazer no windows, então fui direto para o virtualbox instalar o windows10. Eu precisava editar um “Samples” do meu teclado yamaha s650 para o s670 que somente o windows podia fazer pois o programa não funcionava pelo wine mas no final tudo deu certo.
E a galera do diolinux é que receberam o crédito por solucionar meu problema.
Instalei o virtualbox no linux mint, como eu dividi os recursos das minhas distros para cada uma fazer uma tarefa sem sobrecarregar a outra.
A minha outra distro que você conhece bem continua forte como monte everest.

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Mas no fedora não tem problema inserir algo em estágio Alpha, o fedora tem o intuito de ser um modelo Alpha, seria estranho se entrasse numa distribuição estável kkkkk

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Vim perceber isso quando vi que lançaram uma spin do Cosmic Desktop, sem nenhum aviso sobre o Cosmic Desktop ainda estar na fase alfa.

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A minha migração mais recente, começou assim: com um dualboot no mesmo notebook. E acabava sempre usando o Windows, afinal o Windows estava hibernando com os aplicativos que eu já estava usando.

Depois, tentei em notebooks diferentes. O Windows 11 no meu notebook antigo e o Linux no notebook novo. Mas sempre acabava usando mais o notebook antigo, afinal os meus arquivos estavam lá.

Só migrei para o Linux de vez, quando o meu notebook antigo começou a dar muito problema na tela, e assim migrei para o notebook novo com Linux.

E pensando bem, na primeira vez em que usei Linux (lá em 2011 a 2013), eu apenas conseguir migrar, pois eu acabei obliterando o Boot do Windows XP e não sabia arrumar.

Por conta disso, quando migrei em definitivo para o Linux, eu usei o Gnome: por ele ser completamente diferente do Windows.

E depois que me adaptei, aí fui usar o Plasma e o Openbox.

Tirando o Dualboot no PC do trabalho, estou nessa mesma situação. Principalmente com os atalhos para alternar as janelas, pois uso muito o Win+Tab para alternar entre as janelas, e no Windows esse atalho abre a Visão de Tarefas.

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Foi por isso que nunca me acostumei a “hibernar”:

A “hibernação” pula o Grub e entra direto no Windows – ou numa distro. – O dualboot cai no esquecimento.

Acabei adotando “sleep”, para economizar energia quando me afasto do PC por 8 minutos.

Acesso aos “documentos” é um item a ser equacionado – mesmo quando se tem só 1 PC. – Por isso, nunca adquiri o hábito de salvar documentos na /home, inacessível pelo Windows.

Primeiro, centralizei todos os meus “documentos” em partições específicas, como E:\, F:\ (em Fat32). – Depois, em partições ext4, com rótulos (Label) tipo “Works”, “Sites”, “XTudo” etc., para facilitar a identificação. – Nas partições /home, só arquivos de configuração do usuário, scripts específicos de cada distro etc.

Além disso, tratei de converter o acervo de “documentos” acumulados nos 20 anos anteriores – principalmente do Ventura Publisher, AutoCAD, Photoshop – para formatos (e acentuação) que permitissem editar / reutilizar.

No Photoshop, aproveitei o recurso de “Automatizar >> Lote >> Ação padrão >> Converter >> Salvar >> Sair” – para converter pastas inteiras de uma vez, incluindo suas subpastas:

No caso da acentuação do Ventura Publisher, criei uma macro para substituir por caracteres de gente:

“	ô (antes das aspas!)
ˆ	ê
<176>	ã
¡	í
§	º
<169>	“
<170>	”
‡	ç
‚	é
£	ú
¢	ó
ƒ	â
�	ü
…	à
<177>	õ
<197>	—
<196>	–
<209>	Ó
¦	ª
<199>	Á
<167>	º
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No meu caso, mesmo com a hibernação, ainda passava pelo Grub, me dando a possibilidade de ir para o Linux. Eu poderia ir para o Linux, usar o sistema e voltar ao Windows, fazer o que eu estava fazendo no dia anterior.

Basicamente, eu fechava a tampa do notebook, e depois de algumas horas, o Windows entrava em hibernação.

Eu até poderia copiar todos os arquivos, mas o meu notebook com Linux, tinha um SSD de “só” 256 GB. E acabei adquirindo o hábito de salvar alguns arquivos mais leves no OneDrive, então isso me ajudou em parte.

E quando usava dualboot, eu instalava as distros em Btrfs, pois havia um driver disponível para Windows que fazia o sistema enxergar esse tipo de partição.

Eu centralizei o máximo possível em uma partição só de arquivos, num Arquivos (D:) da vida. Hábito esse que peguei, quando comecei a fazer o Distro Hopping na minha primeira passagem pelo Linux.

Disso, organizava em duas pastas (“Arquivos Compartilhados”, que foi um Hábito que peguei quando eu tinha um Dualboot de Windows 7 e 8.1 e “Meus Arquivos”, que onde ficavam as pastas de Documentos, Imagens, Vídeos, Downloads, Músicas e que configurava o Windows para salvar nessas pastas).

No meu caso, seria tempo perdido converter todos os meus arquivos brutos do PaintTool SAI e do Affinity Photo/Design.

Os arquivos do PaintTool SAI tinham a Linework convertida de Vetor para Bitmap e o formato PSD não entendia o jeito que as camadas poderiam ser organizadas no Affinity.

Então dei esses arquivos como perdidos. Mas eu tenho os arquivos finais em PNG, então era menos mal pra mim.

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Ventura Publisher. Usei esse cara um bom tempo e gostava muito. Inicialmente era meio sisudo, mas depois que se pegava o jeito tudo ia muito bem. Tempos depois passei a usar o PageMaker, que também era espetacular. :grinning_face:

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Talvez a diferença esteja aí:

Em PC desktop, não tem “tampa” pra fechar. – Só o Menu de “Sair” – com as opções Hibernar, Desligar, Reiniciar, Lock, Logout, Sleep etc. no Linux (não lembro as opções no Windows XP).

A opção “Hibernar” fazia um “pseudo-Desligamento” de imediato (e não, depois de algumas horas). – Salvava a sessão em vigor, com todos os aplicativos e documentos abertos – e acho que salvava alguma “chamada”.

Ao “Ligar” de novo, a “chamada” se interpunha ao Boot, e carregava direto o Windows, com a “sessão salva” ao Hibernar. – Bom… pelo menos era assim naquela época, com o Windows XP + PC desktop – e acho que li alguma coisa explicando isso, na época.

O fato é que se eu optasse por Desligar ou Reiniciar (em vez de Hibernar), eu perderia a sessão aberta no Windows. – A tentação era de sempre “Hibernar” – e o dualboot ia pra escanteio.

Lembro que também tentei o recurso de “Restaurar a sessão anterior”, do KDE – mas isto só funciona para os aplicativos Qt / KDE. – Chromium e Gimp não restauram o “estado” anterior, talvez por serem GTK.

Eu não conhecia esse driver BtrFS para Windows!

Verdade! – Centralizar numa partição “Documentos” também é prático quando se faz distro-hopping.

Eu me expressei mal: – Nunca consegui reaproveitar as “camadas” dos arquivos do Photoshop (.PSD), do CorelDraw (.CDR), do AutoCAD (.DWG). – Também dei os arquivos-camada por perdidos.

O que me referi, é que eu tinha salvo em .PSD os originais de vários scanneamentos, sem camada alguma. – Esses, sim, converti para JPG, para não precisar scannear de novo.

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Ventura Publisher fez época.

A vantagem dele é que mantinha separados os arquivos CAP, CHP, CIF, VGR, STY, DOC etc. – o que até hoje permite abrir com Kate / KWrite / nano / vi – e reaproveitar os textos de dezenas de publicações dos anos 90:

Já o PageMaker gerava uma sopa de letrinhas – “formato proprietário” – que só o próprio PageMaker pode reabrir.

Num “grande jornal”, vi que preferiam o Quark XPress.

No Linux, cheguei a usar o Scribus – mas a verdade é que não quero nunca mais lidar com “indústria gráfica”. :grimacing:

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O Ventura dava controle total de tudo, e o que mais chamava atenção na época era o controle tipográfico que ele tinha. Era fantástico.
O PageMaker realmente usava formato proprietário, além de ter um conceito bem diferente dos outros, mas era muito fácil de se usar depois que se entendia, lembro que precisei aprender usar ele num final de semana.
Quanto ao Quark XPress, nem cheguei a ver a cara dele, pelo menos não me lembro.
O Scribus já instalei pra ver como é, mas não me interessei em me aprofundar.

Putz, desviei o tópico totalmente do assunto, me perdoem.

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Há muito, muito tempo atrás me aventurei num curso de Linux. Na época era a distro Conectiva.
O curso tinha a duração de 6 meses. Fiz apenas, 4 aulas.
Quando me deparei com linhas de comandos, me apavorei e tive um “medo” por Linux.
Recentemente, decidi voltar com Linux. Decidi assistir vídeos sobre o assunto, e percebi, que o Linux é mais amigável .
Instalei o Mint, BigLinux,Zorin OS e por último TigerOS.

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O Ventura era “profissional” – de verdade – pois foi feito para o ramo de “indústria editorial” da Xerox.

Tive a sorte de ser bem orientado por um amigo da área de informática (“analista de sistemas”, na época), ao migrar do Apple 8bits / CP/M para PC-XT / MS-DOS.

Ele me indicou 5 livros – que comprei, e li com toda atenção, durante uns 30 dias. – Quando levei o PC-XT para casa, em 1 mês produzi minha primeira edição em Ventura Publisher, em 1990:

  • 2 livros sobre MS-DOS
  • 1 livro sobre o MS Word
  • 1 livro sobre Editoração Eletrônica
  • 1 livro sobre o Ventura Publisher

Fiquei tão fascinado com o controle da “tipografia eletrônica”, que chegava ao ponto de alargar / apertar o espaçamento das letras, para evitar que “sobrasse” uma sílaba no final de um parágrafo qualquer. :rofl:

Também criei meus próprios dicionários de hifenização e de exceções, acrescentando todas as palavras que não fossem divididas corretamente por padrão. No final de 6 anos, a hifenização já estava 99,9% perfeita:

24-02-1993  20:48                  297 HYPHEXPT.DIC
22-04-1993  10:14               12.325 HYPHUSER.DIC

Vixe… Bora parar com isso, ha ha.

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Em notebooks, ao fechar a tampa, ele vai para o estado de Suspensão (Ou Sleep/Suspend). No Windows, por padrão, depois de algumas horas, o notebook sai do estado de suspensão e vai para o de hibernação.

Até tem como configurar isso no Linux (que seria algo como “Suspend then Hibernate”), mas no meu notebook atual é impraticável usar a Hibernação.

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