Como se manter em uma distro Linux, e evitar o Distro Hopping?

kkkkk tenso…

1 Curtida

ai vc volta pra sua distro antiga? NÃO kkkk, voce vai a outra e encontra mais coisas legais e diferentes e problemas e no final dps de vc passar por 6 distros em dois 2 vc volta pra sua que estava novamente…

2 Curtidas

Depende, meu brother!

Você tem alguma especificação fácil aí? É Desktop ou Notebook?

1 Curtida

Só pra participar mesmo, enfim respondendo: não seja como eu, que tinha tudo funcionando perfeito mas por pura imbecilidade de querer experimentar outra coisa acabei entrando num looping. Pare de saltar antes que seja “tarde demais”, eu acabei de aprender a lição, meu único pendrive queimou e tô “presa” num sistema que não era realmente necessário eu usar.

3 Curtidas

Notebook, Intel core i5, Intel hd graphics 620, 4gb ram.

2 Curtidas

Eu só mudo de Distro/DE quando algo me incomoda, e costumo ver bastante reviews, isso ajuda na decisão de migrar ou não, fiz até uma playlist com todas as Reviews do Diolinux e fico reassistindo.

Hoje estou contente com o Kubuntu pela base Ubuntu e KDE Plasma LTS, as vezes namoro o KDE Neon, mas aí lembro desse meme abaixo e desisto. :joy:

4 Curtidas

“Como se manter em uma distro Linux, e evitar o Distro Hopping?” Não há como, desistam e aproveitem a flexibilidade e facilidade de customização que linux nos oferece. O bom é a esperança de algo novo, de uma novidade na sua distro preferida ou em outra que ainda vai te cativar ! kkkkkkk

3 Curtidas

Concordo, distro hopping só é nocivo se praticado em excesso a ponto de atrapalhar a sua produtividade. Um distro hopping feito com moderação é bem mais divertido e você aproveita tudo que uma distribuição e o seu PC podem te oferecer. :star_struck:

2 Curtidas

Minha distro me permite fazer tudo que eu preciso?
Os recursos disponíveis na distro X podem ser implementados na minha distro?

Acho que são dois pontos a se observar, o que vejo bastante são as pessoas mudando de distro por causa de um probleminha que com um pouco de leitura pode ser resolvido, com exceção de problemas de hardware, mas aí já é um problema de configurações do fornecedor do kernel.

3 Curtidas

Meu mano, na minha concepção, você tem uma máquina boa. Não é máquina do tipo “nossa vou rodar um Battlefield aqui”, mas pra você trabalhar, estudar, assistir uns vídeos e até fazer uma coisinha ou outra, acho que dá pro gasto. Ainda assim, você pode até rodar jogos nesse notebook, como o CS:GO (Counter Strike: Global Offensive) por exemplo.

Eu te indicaria: Manjaro KDE (Arch based) ou Kubuntu (que é o Ubuntu com KDE). Se mesmo assim você quiser mais performance da sua máquina (ou seja, quer instalar uma distro mais leve pra consumir mais do processador, da placa de vídeo e da memória RAM), aconselho um Manjaro XFCE (Arch Based), Mint XFCE (Ubuntu based) ou um MX Linux (Debian based).

1 Curtida

Uma pergunta envolvendo este tópico
O facto de fazermos dualboot é só usarmos metade do sistema enquanto usamos a outra parte do sistema para fazer distrohopping tem algum problema?
Se a distro atual não agradar basta copiar os arquivos para a outra distro e depois instalar uma nova distro por cima da primeira

Como se manter em uma distro Linux, e evitar o Distro Hopping?

Isso é fase, assim como todo mundo casa e sossega, uma hora vc vai achar a distro certa e sossegar nem que leve uma eternidade :rofl: :rofl: :rofl:

Há controvérsias kkkkkk.

Nesse caso, você tem um problema moderado, o nível vai depender se você tem ou não uma distro principal e quanto tempo passa com “a outra”.
Por exemplo eu tenho tri-boot.
Fedora 33 (testes ou verificar algum problema que não ocorre no rawhide) - não lembro o ultimo dia que dei boot para atualizar.

Debian (troca sempre, esteva o EndeavourOS anteriormente) - utilizei ontem durante algumas horas para verificar se tudo estava funcionando bem, instalei no final de semana, mas só resolvi configurar ontem.

Fedora Rawhide (Principal) 99,9% do tempo eu passo aqui.

1 Curtida

Acho que isto é uma fase.
Mas uma das coisas que eu botei em mente é que isso prejudica MUITO a produtividade e que eu tinha que escolher uma base para me assentar.

1 Curtida

Eu acho que nunca foi um “saltador”, mas meus conselhos seriam:

  1. Compreender minimamente o hardware, para não fazer escolhas que prejudiquem o desempenho do trabalho depois;
  2. Compreender minimamente quais são os programas que você precisa e pesquisar a disponibilidade na distribuição escolhida. Com o avanço de soluções em nuvem, isso pode ser mais fácil para algumas pessoas;
  3. Entender qual seu perfil de usuário e qual sua relação com o sistema operacional, ou seja: usuário básico, intermediário ou avançado? Gosta e pode dispender tempo fazendo otimizações e customizações ou privilegia pré-configurações sãs, que não te obrigam a fazer mudanças?
  4. No caso de perfis técnicos, é melhor testar e avaliar um conjunto base de tecnologias e confiar nelas, sem introduzir migrações desnecessárias. Vale para sistemas de arquivos, subsistemas que sustentam o ambiente gráfico (X Window × Wayland, por exemplo), sistemas de inicialização, sistemas de empacotamento etc. É a velha máxima de não mexer no time que está jogando bem em campo. Monte, treine o time e fique com ele.

Uma coisa que eu tenho muito claro pra mim é: nenhuma novidade está acima da minha produtividade e do meu tempo. Meu ambiente gráfico em 2007 era praticamente idêntico ao de hoje. Eu fiz muitos aprimoramentos ao longo dos anos, evidentemente, mas a lógica de funcionamento da minha configuração do FVWM era e continua sendo basicamente a mesma. Quando eu era moleque, brincava mais com customizações, disrupções e não tinha um workflow que realmente pagava minhas contas, então se eu perdesse todos os meus dados ou estivesse com o micro inutilizado porque eu quebrei o sistema, não seria um problema gigantesco.

Muitos dos programas que eu utilizo não mudaram ao longo dos anos e, quando mudaram, o fluxo de trabalho não mudou sensivelmente. É claro que novos programas surgiram, mas tudo se integrou ao que já existia. E eu gosto de arrastar comigo tudo o que já usava em outros momentos da vida, mas faço isso configurando bons emuladores e máquinas virtuais.

Por que tudo isso é importante ao meu ver? Porque me permite garantir previsibilidade. Quanto mais previsível e mais robusto for o sistema, melhor eu trabalho e menos eu me frustro. Sobra tempo pra brincar e os experimentos não causam interferências.

Como eu faço quando quero experimentar coisas? Eu experimento no único sistema operacional fisicamente instalado (que é o openSUSE Leap 15.1, que eu em breve precisarei atualizar para o 15.2) ou opto por uma máquina virtual. Se não for possível rodar em nenhum dos dois casos, eu não crio caso e não rodo, me limitando a ler e assistir vídeos a respeito e nada mais. No passado, cheguei a ter algumas máquinas em que podia brincar, mas hoje em dia está sendo difícil poder mantê-las, então tento fazer tudo com meu notebook e meu desktop (e os dois rodam o mesmo sistema operacional e os aplicativos core são os mesmos).

Sinceramente não sei, nunca tive essa ânsia de mudar de distro. Desde que comecei a usar Linux em 2002 passei pelo Kurumin, Conectiva, Knoppix, Ubuntu e Debian. Atualmente uso Pop nos desktop fora do trabalho, mais pela praticidade se por acaso for tentar jogar, apesar de ainda ter um windows em dualboot para alguns jogos mais chatos. Sempre achei meio sacal ter de refazer o computador, sempre tem algo que fica pra trás e você só descobre quando precisa, ou algum conflito maluco com algum arquivo de configuração de uma interface gráfica pra outra. Até mesmo nessas evito mudar (atualmente uso cinnamon em quase tudo). Tudo isso acaba quebrando meu esquema de trabalho e levo mais tempo arrumando tudo do que efetivamente trabalhando no que eu ganho dinheiro.

1 Curtida

Cara, uma forma de evitar isso é identificar o que não está te deixando satisfeito com sua distro atual.

Curiosidade para testar outras distros é normal. Somos seres curiosos e curiosidade faz parte da nossa natureza. Agora o que não é normal, é querer migrar para toda distro que achar minimamente interessante.

Senta que lá vem história

No meu caso, eu passei um bom tempo usando distros com vários spins. Eu comecei logo no Ubuntu Studio, que tinha um visual que, na época, eu achava o máximo. Eu curtia aquele papel de parede, a logo envocada, mas não me dava muito conta do que se tratava aquele sistema. É um sistema com alvo em criadores de conteúdo, seja vídeos, imagem ou áudio. A interface gráfica era o XFCE. Mas eu nunca mexia muito no XFCE, então eu sempre olhava na internet por outras distros ou interfaces. Na época eu achava que interface estava intimamente ligada a distro, como se fosse uma coisa só.

Isso foi até eu encontrar algo bonito e que chamava atenção. Era uma interface gráfica que lembrava o Ubuntu (Unity 7, na verdade, mas eu sempre atrelava ao Ubuntu em sí), só que mais bonita e contemporânea. Era o Gnome 3. Isso era na época que o Ubuntu 17.10 nem havia saido ainda e Gnome no Ubuntu era só pela spin da comunidade, o Ubuntu Gnome. Eu sempre procurava por tutorial na internet para ver como instalava o tal do Gnome nas vezes que eu instalava o Ubuntu.

Eu estava felizáço com a interface e com o Ubuntu. Depois de um tempo, eu descobri que existia um spin chamado Ubuntu Gnome e passei a usar esse no lugar do Ubuntu Studio. Mas é claro que eu tinha que usar extensões, afinal eu não gostava muito de como o Gnome vinha puro. Desde criança, eu gostava de futucar nas coisas para aprender como funcionava e deixar do meu jeito, e isso foi sempre satisfatório. Mas ainda assim, tinha vezes que eu voltava para distros como Elementary OS e instalava os pacotes que permitiam adicionar PPAs e esse tipo de coisa. Eu ficava migrando entre os dois.

Isso tudo até eu conseguir finalmente instalar o Archlinux em uma máquina virtual, seguindo o passo a passo da Wiki do Archlinux. Eu ouvia alguns amigos dizendo que usava Arch e eu estava sempre curioso para testar aquela distro da logo bonita e envocada. Mas eu nunca tive coragem de instalar na minha máquina de fato, já que eu achava difícil só por não usar apt. Eu achava algo de outro mundo e complicadíssimo demais. Mas tudo isso foi só até eu pegar um pouco mais de intimidade com Linux e entender que todo sistema funciona a base de pacotes e seus gerenciadores. Pesquisei na internet sobre Archlinux e o gerenciador de pacotes Pacman. Eu achava aquilo o máximo, ter um comando que lembra o come-come, e isso me deu coragem para continuar investindo no sistema.

Mas provavelmente o que me fez migrar do Ubuntu de vez, foi descobrir a existência do AUR e dos AUR helpers. Eu pensei “NÓÓÓÓÓÓÓAH! Não vou precisar caçar por PPA mais! Tem tudo em um lugar só!!!”. Eu achava que estava no céu com essa descoberta. Aí quando descobri um script chamado archfi, do MatMoul (Eu nunca esqueci o link do github por tantas vezes que baixei esse script usando wget), eu já estava nas nuvens, com uma forma fácil de instalar Archlinux em qualquer lugar sem precisar decorar os comandos. Depois rolou um caso do povo do fórum do Archlinux, incluindo moderadores, de se recusarem a me ajudar só pelo fato de eu estar usando um script simples como esse para instalar o sistema e dizendo que não era mais Arch e sim uma distro baseada nele, mas essa é outra estória para outro dia.

Enfim, depois de um tempo usando Archlinux, eu resolvi testar aquelas interfaces gráficas que apareciam como opções no script archdi, que é um outro script pelo MatMoul que poderia ser usado para instalar interfaces de desktop depois que o arch estava instalado. Foi aí que eu me deparei com algo. A opção KDE era a única da lista que não tinha “Unsupported” na frente. Todas as outras tinham. Gnome, Cinnamon, Mate, XFCE, todas menos o bendito do KDE. E logo o motivo ficou claro. As opções para instalação do KDE estavam muito mais polidas e desenvolvidas, com diversas opções para a instalação do ambiente de desktop. Mas eu ainda não sabia muito bem do que se tratava o KDE. Eu pesquisava no Google e via o KDE 3 ou KDE 4, com aquele tema Oxygen que lembra bastante o Windows Vista e Windows 7. Esse visual antigo parecia feio e eu tinha um pouco de preconceito com KDE, já entrando no lado GNOME da briga. Mas só dessa vez eu resolvi instalar por curiosidade

Aí me dei de cara com algo. Não com o KDE Oxygen mas com o KDE Plasma 5 com o tema Breeze. Aquele cursor bonito me chamou pácas a atenção. Aí fui mechendo nas outras partes do sistema, vendo como era bonito e rápido. Isso ainda era na época do Plasma 5.12, bem antes do Blur ser retrabalhado no Plasma 5.13. Foi paixão a primeira vista. xD

Eu passei um tempo usando Archlinux com Plasma, descobrindo coisas como o Menu Global nativo do Plasma que era só colocar e usar, sem precisar instalar coisa alguma. Aí eu pensei que eu poderia replicar o visual do Mac. E não é que deu certo? Ficou bem mais parecido com o Mac do que o Gnome, que já usava CSD e tinha temas muito mais bonitos. Aí entrou o Latte dock, eu fui descobrindo coisas como o KRunner e algumas configurações e efeitos que lembravam muito o Compiz. Por tudo aquilo já vir instalado por padrão, com exceção do Latte dock, eu achava tudo aquilo o máximo. Mas ainda assim eu não estava satisfeito.

Naquela época, o Plasma ainda estava bastante instável na minha máquina. Aconteciam alguns bugs que eu achava estranho demais. E também dava para perceber que a interface parecia pesada. Eu achava ela mais pesada que o Gnome, só para ter uma idéia. Então eu resolvi ir testando outras. Uma delas foi o Cinnamon, que não era tão bonito assim mas dava para deixar bonito com temas que eu encontrava. Eu lembro que eu tinha até deixado parecido com o Windows Vista. Outro foi o XFCE, que passei um bom tempo usando quando eu descobri o Widget de Appmenu e o Vala Panel.

Com o tempo, nesse vai e volta com o Plasma, eu havia percebido alguns bugs que não eram exatamente culpa do Plasma mas sim do Archlinux, que por ser um sistema DIY, aparecia bugs na forma como os programas funcionavam. Lançadores no Latte não permaneciam, e se eu fixasse eles, logo dois ícones idênticos apareciam, um que chamava o programa e outro que só funcionava se o programa estivesse aberto. Eu não estava com paciência para ficar reinstalando o sistema tantas vezes como eu já havia feito, então procurei por um sistema baseado em Arch que tinha foco na área de trabalho, já configurada e funcional, assim eu não precisaria configurar tudo. Foi quando ouvi falar sobre o Manjaro, ainda em uma época que não tinha nada sobre o Manjaro no canal do Diolinux.

Depois que instalei o Manjaro, eu achei que estava no céu de novo. Todos os bugs que eu tive com o Archlinux pareciam sumir. KDE Plasma ainda estava um pouco instável e pesado, então eu continuava trocando entre interfaces. Por um tempo, eu fiquei entre duas. O Plasma e o LXQt, que eu havia acabado de conhecer e dava para usar algumas coisas do KDE nele. Só o fato de eu dar dois cliques no PCManFM e ele abrir imediatamente, eu achava o máximo. Sempre tinha um delay de alguns segundos com o Plasma. Isso tudo foi até o lançamento do Plasma 5.13, que melhorava o blur do sistema e permitia uns efeitos muito lokos que eu queria testar faz um tempo. Só que o Plasma no Manjaro ainda estava preso no 5.12, mesmo que o Archlinux já estivesse no 5.13. Eu sempre verificava no pacman se tinha alguma atualização do Plasma para o 5.13, porque eu já estava louco de tanto esperar.

Foi aí que eu ouvi falar de um tal de pacman-mirrors, um utilitário que vinha por padrão no Manjaro e nunca deu as caras no Archlinux (Até aquela época, não sei sobre hoje em dia). Esse utilitário me permitiu trocar entre os repositórios estáveis pelos de teste. E era justamente onde o Plasma 5.13 estava. Só que a mudança foi global, então eu tinha que estar preparado para bugs pelo sistema inteiro. Essa troca de stable para testing viu muito mais atualizações do que eu estava acostumado, que chegavam semanalmente. Agora era todo santo dia para atualizar algo, que normalmente era só alguns pacotes.

Eu tenho que admitir que essa escolha de ativar os repositórios testing já me colocou em alguns raros momentos que me não me deu outra escolha senão reinstalar o sistema operacional e zerar minha /home. Legitimamente eu queria trocar de distro, mas não tinha nenhuma outra parecida com a usabilidade do Manjaro, que seja estável e faça uso do AUR. Só havia o Netrunner Rolling mas esse era baseado no próprio Manjaro, então não fazia muito sentido. Mas eu resolvi permanecer no Manjaro por falta de opção melhor na época.

Isso é, até eu ouvir falar de um bicho chamado Trinity Desktop. Aí as lembranças da minha infância começaram a aparecer e me fazer querer testar o Trinity para relembrar como era o KDE 3, lá da época do Kurumin 7 e tals. Só que eu nunca conseguia fazer o Trinity funcionar no Manjaro. O Trinity tinha repositórios para o Archlinux que precisavam ser adicionados manualmente. Só que depois de adicionados, tinha problemas de verificação. Eu configurei para ignorar os problemas de verificação e só mandar instalar. Instalou. Funcionou? Nope

Aí eu fiquei me coçando para tentar descobrir outra forma para testar o Trinity. Então eu descobri uma distro chamada Q4OS, baseada no Debian e tinha opção com o Trinity Desktop. Só que eu não sei o que aconteceu quando eu estava testando o Q4OS em uma máquina virtual, que eu não conseguia fazer nada. Sim, o ambiente de desktop funcionava mas eu não conseguia instalar o Google Chrome, por exemplo. Eu estava limitado ao Konqueror. Eu não tinha hábito de usar o Debian (até hoje nunca peguei o Debian para usar pra valer), e isso me impedia de tentar usar o Trinity pra valer.

Foi aí que eu descobri, lendo o site do Trinity Desktop, que existia repositórios do Trinity para o openSUSE, uma distro que eu já estava curioso para testar, junto com o Fedora e tals. Como eu já havia instalado o CentOS numa máquina virtual uma vez para um trabalho do curso, eu já estava habituado com aquele instalador, então instalar o openSUSE em uma máquina virtual foi tranquilo. Foi então que eu me deparei com algo. OpenSUSE tem opções Regular Release e Rolling Release. Eu peguei a Regular Release por achar que seria mais estável e instalei. Coloquei o repositório e o Trinity foi instalado. Tudo funcionando que é uma beleza. E eu não tive os mesmos problemas do Q4OS para instalar programas. Foi tudo bem tranquilo. Eu cheguei até a usar os próprios comandos do zypper para isso, que para minha surpresa, eram parecidos com os do apt mas poderiam ser encurtados, como os do pacman. Eu gostei tanto que resolvi instalar em uma máquina real para ver como funcionaria naquele hardware limitado. O Trinity se saiu maravilhosamente bem e eu já estava começando a entender o funcionamento do sistema, com o YaST e o zypper.

Depois de usar por algum tempo e me dando conta das limitações do Trinity se comparados com o KDE Plasma, que já estava várias versões a frente naquele momento, algo aconteceu. Eu odiei o Trinity. Mas amei o openSUSE. Eu voltei para o KDE Plasma no openSUSE e fui fazendo o que eu já estava acostumado a fazer no Manjaro. Tudo extremamente estável e fluido. Me levou alguns dias pensando sobre o assunto, querendo instalar o openSUSE na minha máquina principal e substituir o Manjaro. No início fiquei relutante, achando que eu sentiria falta de algo que só dava para fazer no Manjaro. Mas depois de conhecer o sistema mais um pouco e algo chamado openSUSE Software, eu comecei a avaliar e pesar a migração.

No fim eu resolvi migrar. Nunca mais saí do openSUSE desde então. E se comparado com as diversas vezes que precisei reinstalar o Archlinux e Manjaro, eu contei as vezes que precisei fazer isso com o openSUSE. Só três vezes. A primeira por não limpar os snapshots. A segunda pelo mesmo motivo. A terceira eu já estava com ext4 mas foi erro de usuário por não saber lidar com os repositórios instalados do Build Service. Depois que aprendi a lição, nunca mais. Acho que já está para completar um ano que não precisei reinstalar o sistema operacional por causa de problemas.

Então olha como estou atualmente. OpenSUSE Tumbleweed é o sistema que funciona justamente da forma que eu quero. Os Patterns auxiliam não só para faciliar instalar e configurar ambientes mas também para automaticamente gerenciar esses ambientes, sem eu me preocupar se o KDE Plasma ou se o sistema está estável. O YaST é o painel de controle para gerenciar o sistema inteiro, tudo por interface gráfica, só chegando no terminal se eu quiser. E depois eu descobri que dava para instalar os repositórios KDE Unstable para eu testar o mais recente do projeto KDE. Se comparado com a forma que eu havia feito no Manjaro só para ter o mais recente e estável do KDE, foi um tremendo de um upgrade. Sistema estável testando um ambiente gráfico que ainda está em desenvolvimento? Shut up and take my money!

E realmente, os problemas que tive até agora, eram só com o próprio ambiente gráfico que ainda estava em fase de desenvolvimento, que normalmente eu conseguia resolver sozinho ou esperando mais um tempinho para um certo bug ser corrigido. Nunca mais precisei reinstalar o sistema operacional. Ele me atende muito bem e não creio que eu migraria para outro. Não sinto essa necessidade. E como em qualquer distro, eu acabaria usando o KDE Plasma, não faz muito sentido trocar. Visualmente seria a mesma coisa no fim das contas, então é como funciona debaixo do capô que importa para mim. Esse é o motivo de eu não fazer mais distrohopping. Eu não sinto vontade de migrar por motivo algum. Eu estou satisfeito com o meu sistema e com o workflow que eu montei.

Enfim, tá aí a forma como acabei com distrohopping na minha vida. Quem sabe uma galera do SDA não encontre uma inspiração aí, né? xD

4 Curtidas

12 distros no HD! :open_mouth: Se duas se chama Dual Boot, 12 se fala como?! :roll_eyes:

Nunca gostei do Manjaro, pra mim é apenas um Arch com toneladas de bloat (se for pra usar o Architect por que não instalar logo o Arch?).

1 Curtida

Aí tem Manjaro minimal, tira o excesso mas vem pronta pra uso, com as coisas que o Arch não vem e a segurança dos repositórios da Manjaro :smiley: