Como se manter em uma distro Linux, e evitar o Distro Hopping?

Quero saber como evitar o Distro Hopping, atualmente estou no Debian, e mesmo ele me proporcionando uma base estavel e funcional, eu sempre fico tentado a formatar o meu computador e instalar outra distribuição :slight_smile:
Isso tambem tá transbordando nos sistemas operacionais Linux, e já tá chegando nos BSDs, ontem me peguei querendo instalar o GhostBSD novamente, sendo que o FreeBSD está funcionando normalmente…
Isso sempre acaba me atrapalhando e quero saber se existe algum meio de controlar/evitar isso?

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Olá @COERSA tudo beleza?

A única forma possível de adquirir controle sobre qualquer coisa é através do conhecimento. Procure entender o que te motiva a ficar formatando e passe a trabalhar isso.

Neste vídeo onde o Dio comenta sobre o tópico do SDA, ele compartilha um pouco da experiência pessoal dele.

:vulcan_salute:

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Primeiro se autoconhecendo como usuário (operador de microcomputador para usar uma expressão dos anos 90).
Depois pesquisando bastante sobre distros com o seu perfil, além dos detalhes de cada uma.
Em seguida, testando-as das mais diferentes formas possíveis através de virtualização, live-CD, etc.

Uma dica também é ver o quão estável e flexível (inclusive quanto a disponibilidade de diferentes interfaces) é uma distro. Se sua distro também tiver bastante qualidade, uma cara de sistema operacional que poderia ser comercializado se fosse o desejo e com muitos pacotes também ajuda bastante.

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tente testar as distros antes de formatar (se você tiver máquina boa para virtualizar no VirtualBox por exemplo…)

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tenho muitas na VM, o problema é que a maioria delas acabam quebrando com o tempo

Sugiro que, antes de escolher uma distro, você se pergunte algumas coisas e defina algumas questões na sua cabeça, para não precisar ficar trocando de distro toda semana:

  1. Qual seu desktop environment favorito?
  2. Você prefere estabilidade ou prefere ter sempre as últimas atualizações dos pacotes? Ou prefere algo no meio?
  3. Qual “base” você quer usar?

Para mim:
(1) testei vários desktops e o meu favorito é o Gnome, por causa do workflow único, completamente diferente dos desktops mais tradicionais;
(2) não preciso ter as últimas atualizações, mas também não quero ficar usando softwares de 2 anos atrás, por isso prefiro um meio termo entre estabilidade e atualidade; e
(3) optei pela base Ubuntu, por ser a mais bem documentada e a mais fácil de achar ajuda (comecei a usar Linux este ano, então ainda preciso de muita ajuda!).

Por isso, tenho usado o Ubuntu com desktop Gnome. Estava no 20.04, mas atualizei para 20.10, pois queria as últimas atualizações do Gnome e dos demais softwares do repositório. Provavelmente, continuarei fazendo upgrade de 6 em 6 meses, e acho que isso é suficiente em termos de “atualidade”, e não compromete muito a estabilidade.

O pessoal tem elogiado bastante o Pop OS (que também atende todos essas posições que embasaram minha escolha), então talvez eu experimente um dia, mas por enquanto o Ubuntu Gnome tem me atendido bem e não tenho sentido mais vontade de ficar trocando de distro. Quando sinto vontade de experimentar alguma distro, uso uma máquina virtual.

Mas eu fiz algumas customizações no Ubuntu Gnome, para me atender melhor: configurei a dock do Ubuntu para se auto-ocultar e também para auto-ajustar seu comprimento (assim ela fica com um comportamento bem parecido com o do dash do Gnome padrão); e troquei o Nautilus (file manager padrão do Gnome) pelo Nemo (que é o file manager do Linux Mint Cinnamon), pois acho o Nemo mais configurável e menos bugado.

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  • 1. XFCE/LXDE/WindowMaker
    Tenho os três instalados no Debian e fico alternando entre os três ao dia, (enquanto escrevo aqui, estou usando XFCE) alem de quase todas as distros estrangeiras que testei sempre trazerem um XFCE como base;

  • 2. Meio termo
    Não me importo de ter um player de video, ou um Deluge desatualizado, mas com relação a programas principaís, eu mantenho todos atualizados Firefox (mesmo sendo o ESR), VirtualBox, BalenaEtcher e outros;

  • 3. Base Debian/Ubuntu
    Por ser a maís documentada, abundancia de programas e que na maioria das vezes tem soluções para possiveis problemas que eu posso ter.
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Em termos de Xfce, eu gosto muito do Linux Mint Xfce, mas o Linux Mint usa base LTS, então você só poderia fazer upgrade da base de 2 em 2 anos.

Como o Debian também só recebe upgrades de base a cada 2 anos, talvez a melhor solução seja você usar o Xubuntu e, caso sinta falta, instale o LXDE e o WindowMaker no Xubuntu. A base será Ubuntu e você poderá fazer upgrade da base de 6 em 6 meses, se desejar.

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Cheguei a ter um princípio dessa “doença” de distro hopping, mas consegui me sair disso. Minha distribuição Linux é o Kubuntu LTS (*ubuntu LTS + ambiente gráfico KDE Plasma). Você tem que ver a distribuição E ambiente gráfico que se adéquam ao seu perfil.

Sabe qual é o problema? O povo reclama do distro hopping, mas esse troca-troca é justamente o passatempo deles. Você tem que pôr em sua mente que o que você tem que fazer no computador são outras tarefas que não sejam ficar futucando no sistema operacional, como escrever um relatório, pesquisar algo na internet ou simplesmente jogar.

É uma questão de amadurecimento.

Falarei da minha experiência pessoal

Explicarei porque escolhi a distribuição *ubuntu e o ambiente gráfico KDE Plasma. O objetivo não é fazer propaganda deles, mas tentar lhe mostrar como me “curei” “vacinei” da distro hopping.

Por que permaneço com o *ubuntu LTS?

Porque o *ubuntu LTS (última versão LTS) não fornece pacotes demasiadamente velhos e, ao mesmo tempo, é uma distro estável. Se o *ubuntu LTS tem apenas a versão antiga de um programa que quero a verão mais nova por um BOM motivo, uso uma PPA ou baixo o flatpak/appimage/snap desse programa. Você não precisa ter a última versão dos softwares: o hardware está entregando o que deveria, então pra que atualizar o driver? Todas as funções do reprodutor de vídeo estão funcionando? Então pra que baixar e instalar a versão mais nova?

No caso das PPAs, só use as que modificam apenas o programa em si, nada que vá mexer com partes mais sensíveis do sistema operacional como drivers ou ambiente gráfico. Se você quer os mais novos drivers, a versão mais recente do ambiente gráfico, etc, você deveria estar usando uma distribuição rolling release como Manjaro ou Solus, não *ubuntu (ou derivados), Mageia ou Debian.

Por muitos anos, usei distribuições baseadas no Mandriva (Mageia, PCLinuxOS) porque elas eram as únicas que suportavam minha placa de vídeo SiS. Quando comprei um notebook novo com Intel HD Graphics, passei a usar o *ubuntu porque eu não precisava mais da família Mandriva. O Mageia e PCLinuxOS são distribuições excelentes, eu não teria nenhum prejuízo em usá-las, fico no *ubuntu porque a comunidade é maior e isso é mais conveniente. No fim do dia, é tudo Linux, o Mageia com KDE tem pouca diferença do Kubuntu.

Por que permaneço com o KDE Plasma?

Porque é um ambiente gráfico cheio de recursos, não me vejo usando outro ambiente gráfico salvo se eu estiver com um hardware extremamente fraco. Sim, de vez em quando vejo vídeos de outros ambientes gráficos, pessoalmente achei o Deepin Desktop Environment e o Pantheon muito bonitos, mas o KDE Plasma (que é um ambiente extremamente customizável) já me oferece tudo.

Um ponto importante é que o Dolphin (gerenciador de arquivos do KDE) pode memorizar as configurações de cada pasta, acho que só o gerenciador de arquivos do Cinnamon que faz isso. Acho inadmissível que os gerenciadores de arquivos de outros ambientes gráficos não forneçam esse recurso, se esse recurso sumir do Linux sou plenamente capaz de voltar pro Windows.

Outro recurso importante é que o KDE Plasma nativamente tem a opção de desativar o touchpad quando o mouse USB é conectado (nas últimas versões sou obrigado a baixar o pacote xserver-xorg-input-synaptics para habilitar esse recurso), algo essencial quando o touchpad do seu notebook é muito grande. Não sou de ficar testando ambientes gráficos, mas creio que eles não tenham isso; quando usei o XFCE, tive que baixar o programa touchpad-indicator.

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hehe, triste verdade kkk

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Meu passatempo é outro…
image

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Imagine que a cada nova formatação, você está desgastando cada vez mais sua unidade de armazenamento.

Se o Debian te atende, então você já é ciente que não existe motivos para trocar de sistema operacional.

Você já deve conhecer as diferentes distribuições existentes, não há necessidade de ficar reinstalando, pois não haverá novidade alguma, será apenas “desgaste de dispositivo de armazenamento” e muita “perda de tempo”.

Após decidir qual sistema irá usar, procure fazer tuas coisas produtivas de costume, e deixei o pensamento de “distribuições” de lado, preencha a mente com outras coisas… seja ler notícias… jogar algum jogo… ler um livro… encontre algo para preencher a mente.

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Eu tenho preenchido minha mente com os tópicos sobre Windows CE kk

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Instala o Gentoo. Isso já vai dar problema pra vc resolver durante meses, e com problemas a serem resolvidos vc não vai ter tempo de pensar em ir para outra distribuição.

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Kkk, será que seria bom?
O FreeBSD me trouxe problemas por uma semana

É normal fica pulando de um sistema para o outro pois é algo que realmente da muita curiosidade mas algo que me fez manter em uma distro foi arruma algo de importante pra faze algum trabalho ou qualquer coisa, uma coisa que reparei é que eu ficava atoa no computador e com o tempo que eu ficava atoa eu acaba olhando outros sistemas que acaba me deixando com vontade de experimentar. Atualmente estou usando o Kubuntu 20.04 desde seu lançamento e o que me fez fica nele foi isso eu uso o computador pra trabalha e como não vou ter tempo atoa o suficiente pra fica atoa formatando só pra testa eu parei com isso e o segundo motivo é que com o tempo eu percebi que fica formatando é idiotisse mesmo kkkkkk acredito que a dica principal seja essa que é ter algo pra faze não necessariamente no computador mas qualquer coisa que ocupe seu tempo e não te deixa atoa pra fica querendo faze algo que não tem necessidade.
OBS: Não escolhi o Kubuntu eu simplesmente cheguei em um momento que consegui um trabalho e comecei a usa o computador somente para o meu trabalho e no momento eu estava com o Kubuntu e foi o que acabo ficando no computador não é nada de eu gosta da interface, base ou qualquer outra coisa

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Pare de ser algumacoisista

Ser minimalista, perfeccionista, racionalista… Pode ser que você tenha um transtorno compulsivo… Pode estar indo até as ultimas consequências para satisfazer essa sua “fissura” e portanto você precisa trabalhar isso, fique na distro que é suficiente por mais que seja um pouco defeituosa. E aqui eu digo o mesmo para puristas, Talvez o melhor seja ter apenas Windows, ou Linux e Windows, etc.

O objetivo é trabalho? lazer? Aceite… aquela coisa vai ter um pouco de lag, aquela outra vai ter um pouco de lentidão, mas se dá para trabalhar e se divertir sem ser interrompido de forma catastrófica (não seu obcecado, stuttering não é uma interrupção catastrófica! :rofl: )

Tenha uma válvula de escape segura para o seu transtorno

Nós podemos conviver com nossos transtornos… E pode ser possivelmente muito saudável, desde que seja feito de forma segura. Você não precisa abolir o Distro Hopping, apenas não faça isso no seu sistema primário, tenha uma máquina separada para testar,experimentar e acalmar a sua tara por experimentar todas as distros em versões super bleeding-edge do mundo Linux… Ou vá organizar as coisas nos armários da cozinha, dobre as roupas, lave a louça, etc. Investigue válvulas de escape.

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eu fico sempre na indecisão se fico com o windows e linux ou só com windows jkjkjkj

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Aí você formata e instala outra distribuição, fica todo eufórico por conta dos novos recursos, então dias (ou horas) depois você encontra um probleminha aqui e ali, vê que não é a mesma coisa, sente saudades da distro anterior e no final você pensa: "Para quê eu fiz isso? Era melhor ter ficado onde eu estava antes… :pensive: ".

É triste, né meu filho?

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algumas coisas que eu pensei olhando pro teu post:
cria requísitos beeeeeeeem específicos ou cria desmotivação

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