Alguns sabores do Ubuntu morrerão em 2026?

O Ubuntu Technical Board confirmou que apenas alguns sabores oficiais do Ubuntu terão versão com suporte estendido na edição 26.04 LTS, prevista para 23 de abril de 2026. Continuam com LTS garantido Xubuntu, Lubuntu, Ubuntu Budgie, Ubuntu Cinnamon, Ubuntu Studio, Edubuntu e Ubuntu Kylin.

Já Ubuntu MATE e Ubuntu Unity ficaram fora porque não solicitaram qualificação para LTS, principalmente por falta de colaboradores ativos capazes de manter o ritmo de desenvolvimento exigido.

No caso do Unity, a saída do líder do projeto e a ausência de uma versão 25.10 pesaram. Mesmo assim, ambos continuam existindo, podem lançar versões não LTS, corrigir falhas e distribuir atualizações durante o ciclo padrão do Ubuntu.

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O suporte para sabores oficiais normalmente cobre três anos, ampliáveis com serviços como Ubuntu Pro e ESM. Após esse período, as equipes ainda podem publicar atualizações, embora sem a garantia formal de estabilidade contínua.

Kubuntu não aparece explicitamente na decisão do conselho técnico, mas tudo indica que terá uma versão LTS, já que o servidor oficial de imagens disponibiliza compilações diárias rotuladas como Kubuntu 26.04 LTS, o que sugere continuidade.

A falta de LTS não significa abandono dos sabores, pois eles continuam recebendo as atualizações fundamentais da base do sistema, inclusive as pilhas HWE, mesmo que não publiquem point releases específicas.

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A principal perda é a garantia de estabilidade prolongada. A comunidade discute que o maior obstáculo para os sabores que ficaram de fora é o baixo número de desenvolvedores disponíveis, não a falta de interesse.

Mantê-los ativos exige pessoas capazes de compreender, atualizar e aprimorar seus ambientes e interfaces. Enquanto isso, as versões intermediárias continuam oferecendo cerca de nove meses de suporte até o fim da vida útil, mantendo o ciclo normal entre os lançamentos LTS.

A ausência de LTS não representa abandono. Pode-se lançar versões regulares, corrigir falhas e distribuir atualizações normalmente. Sabores oficiais recebem três anos de suporte garantido, ampliáveis com Ubuntu Pro e ESM. Mesmo após os três anos, continuam aptos a publicar atualizações.

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Parece que a Canonical precipitou-se quando deu “selo de reconhecimento” ao Ubuntu Unity. E é triste ver o projeto do Ubuntu MATE com aparentes dificuldades — em 2020 até 2022 era frequentemente elogiado como um “sabor” muito interessante e agradável de se usar, em fóruns e análises de sites e canais de YouTube especializados, inclusive o Diolinux.

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também penso assim.

Pois é… gosto do Ubuntu MATE e para meu ambiente de maior estabilidade ainda é o que mais segura a onda. Como a DE Mate é bastante madura o comportamento é exatamente o mesmo como esperado. Sabor leve, enxuto e previsível.
Um pena não terem mais recursos para avançarem mais rápido, e não digo de novidades de features em si, mas situações como essa de se manterem no sync de todos updates, selos, status e etc.

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realmente é lamentável. se o ubuntu MATE “fechar as portas”, só instalando separado.

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Não me critiquem, mas olhando como empresa e produto/serviço; se vc (Canonical) não é o responsável ou mantenedor de fato, é de se pensar no encerramento definitivo das Flavours.

Ou enxugasse ao ponto das restantes terem total controle e desenvolvimento por parte da Canonical.

Tipo:

  • Ubuntu (padrão Gnome) - versão principal e recomendada.
  • Ubuntu KDE (Versão com Plasma) - versão secundária, com garantia de qualidade e suporte.
  • Ubuntu XFCE (Ubuntu com XFCE - voltada para computadores fracos) - versão alternativa, com o mesmo suporte.
  • Ubuntu Kylin (Ubuntu para China) - Versão com UKUI e ecossistema para usuários Chineses.

Menos é mais.

E como é software llivre, a comunidade, se quiser continuem seus projetos.

Também faria a alternância das ISO’s (exceto o Kylin) numa instalação só. O padrão é o Gnome, se vc quiser instalar outro desktop (KDE ou XFCE) escolheria no instalador. Um só Ubuntu, uma experiência mais coesa e profissional.

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O Fedora KDE foi elevado ao mesmo “status” do Fedora Workstation (Gnome) e mesmo que no papel ambos estejam no mesmo patamar de importância e suporte, na prática é notório que o Fedora KDE não tenha a mesma qualidade ou suporte…

Imagina no Ubuntu…

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Penso o mesmo. É muita flavour do Ubuntu.
Poderiam ser apenas opções de DEs na hora da instalação do Ubuntu.

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Eu testei uma vez, mas nunca usaria aquilo como desktop principal. É um projeto movido por nostalgia com uma DE morta e parada no tempo.

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Não vou ser hater aqui mas essa descrição caberia para algumas DE’s aí que se escoram na nostalgia e/ou suposta leveza…. Mas, sem nomes sem polêmicas kk.

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O Unity está na mesma condição do LXDE. Essas outras DEs pelo menos tem algum desenvolvimento ativo. A realidade é que só existem duas grandes interfaces no Linux, as outras são nicho.

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Orgulhosamente nichado aqui, abraçado a Xfce e Cinnamon, porque não gosto do GNOME nem do Plasma.

No mais, a gente vai ao fórum oficial do Ubuntu MATE e topa com muita melancolia.

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O problema e reunir tudo numa imagem

A utilidade das flavors e justamente não depender da internet pra instalar ou simplesmente subir um livecd

Revendo o vídeo do Dio, a respeito do Unity

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Eu só queria o Diolinux OS 2.0 com Cosmic

Brincadeiras a parte, o Unity não era ruim, pelo contrário… mas o haterismo por vir da Canonical fez muita gente aqui torcer sempre o nariz… me recordo que falavam que o Unity era o Windows do Linux (em tom depreciativo) e que o Gnome era anos luz melhor, naquela época, um claro exagero e forçação de barra.

Eu torci muito pelo Unity 8, até hoje não vi nenhum projeto ter um visual tão moderno e atual, no mundo Linux, que as propostas iniciais do Unity 8 com o Mir. Teria sido fantástico, por mais que não utilizássemos o Unity, o mercado teria finalmente um concorrente de peso.

Como todos sabem, uso Plasma, mas mesmo o KDE falando que estão perto do ponto de “inflexão”, o Plasma tá muito longe de ser uma interface pronta pra OEM e consumidores domésticos. Mesmo hoje estando nas mais variadas distros e logicamente sendo a interface do modo desktop no Steam OS.

Nisso, acredito que o Cosmic, pode ser a volta do Linux Desktop aos holofotes. Mas ainda continuarei achando o visual do Unity 8 algo mais moderno.

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GNOME pode ser sintetizado numa só palavra? Se pode, é presunção.
É mesmo uma pena o Unity ter ficado para trás. Diferente do “padrão Windows”, mas ainda assim amigável, fácil de se aprender.
O Plasma é um projeto que merece todo aplauso e apoio. Mas precisava ser mais oferecido num “modo simplificado”, ao menos nas distros com proposta de ser amigáveis. Curiosamente, dois sistemas brasileiros, o BigLinux e o Tiger OS, têm essa preocupação de “arrumar” o Plasma para evitar que usuários leigos e iniciantes se sintam perdidos nas centenas e centenas de opções de configuração.

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Concordo plenamente.

O lema do Plasma era “Simples por padrão, poderoso quando necessário”

Talvez no fim das contas a ideia seria justamente essa sua, mas o querer atender a todos, ou não excluir ninguém, faz com que o Plasma continue com opções demais, já na cara do usuário. E não que eu ache ruim, opções sempre são bem vindas. Mas sim, poderiam pensar no grosso do número de usuários, que nunca usaram Linux, ou começaram agora a utilizar o sistema, e fazer com que a experiência seja mais coesa e fácil.

E nem acho o excesso ou o grande número de opções o mais problemático, o que falta mesmo é alguém que melhore o UX; as vezes as coisas não são ruins, só estão mal colocadas ou não tão a cara quando deveriam está. Falta melhor design e padronização!

Por isso que estou acompanhando o projeto Ocean, e os passos para que o Plasma, tenha uma curadoria visual e linha de design padrão em todos os projetos.

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Acredito que o Plasma deveria dividir o menu de configurações. Um com as configurações essenciais, como energia, Wifi, Bluetooth, e outro com as configurações de personalização.

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A ideia é boa mas assistindo o vídeo do Andy Betts é nítido que isso levaria a uma inconsistência de design ou quebra de experiência.

Ele sintetiza muito bem o que é um acerto de UI/UX e o que é um erro, por mais que a ideia central seja boa. Um exemplo é que ele cita é o “não perturbe” do Plasma, ao ligar as notificações vc não simplesmente as liga, ainda é direcionado a outro submenu, onde vc é obrigado a escolher por quanto tempo vc quer que as mesmas fiquem ligadas. Isso quebra a experiência de usuário, e leva ao desinteresse… vc simplesmente deveria ativar, e se quisesse escolher um ajuste fino, as faria após ativação do sistema de notificação. É um exemplo simples de como as coisas ainda estão mal apresentadas no desktop Plasma.

Veja o meu print, e como isso que o Andy falou faz todo sentido… primeiro o botão é uma interface de liga/desliga; deslizando-o naturalmente vc ligaria as notificações, mas não é o que acontece, vc ainda é levado pra outro menu pra escolher por quanto tempo vc quer ativo. Isso não é usual nem é o padrão que nenhum sistema entregaria ao usuário.

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