Void linux... minha frustação

Queria compartilhar minha frustração com o Void linux. Fiquei tentado com a proposta e queria testa algo fora do padrão… algo agradável, não sou um usuário avançado em linux, mas eu sei pesquisar e buscar soluções, tenho curiosidade e nessa historia tenho apenas 1 ano de experiencia no linux(Sei que isso não agrega em nada kkkk), mas percebi que não tenho tanta paciência para viver a vida de ter que fazer tudo manualmente até pra rodar uma calculadora. Atualmente estou no debian test, voltei a usar ele ontem depois de uns 3/4 meses testando o Void linux.

O que me incomodou foi o fato de tudo dar errado e vc ter que gastar mais tempo que o normal pra solucionar um problema, entendo que tudo isso é o cartao de visita do void a proposta dele é não seguir o padrão. Eu esperava algo mais proximo do arch, e eu gosto do sistema rolling release de sempre está atualizado.

Na instalção tive problemas com bios, pq meu notebook é samsung e a bios costuma não reconhecer o grub automaticamente e precisei pesquisar e forçar o sistema reconhecer. Depois foi o problema de precisar fazer manualmente e descobrindo novos problemas e passar semanas pesquisando e mesmo com suporte de IA, vc não encontra uma solução definitiva é uma loucura… gosto de desafio e gosto de tentar aprender ou melhor me forçar a aprender algo.

No Void linux eu encontrei ate onde vai os meus limites, talves um dia eu volte ou comece a testa em uma maquina virtual para aprender. Não é uma distro ruim, mas definitivamente é um distro pra quem gosta de fazer 90% das coisas manualmente e quer sentir que realmente construiu seu próprio ambiente e que não liga de enfrentar esse dilema em quase tudo que for fazer.

Voltei para o debian pq posso personalizar ele e tenho certeza que as coisas vão funcionar… e qualquer problema é vou resolver, sem que eu precise fazer isso a cada programa novo.

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Salve, @Predo

Quando a gente começa, a gente não tem nem 1 dia de experiência no Linux. – Depois, é que vai acumulando!

Eu já tenho uns 18 anos, e o Void também é meu limite: – Eu tenho o Void instalado, funcionando “o suficiente” para meu uso (faltam algumas coisas), mas acabo usando outras distros – porque tenho várias para escolher na hora do boot:

O que desisti, foi do Slackware e do Redcore (Gentoo) – pelo menos por enquanto. – O Void ainda está “no limite de dentro”, pois “dá trabalho”, mas não tanto, que chegue a me atrapalhar.

Até o mês passado, eu usava o Arch, quase o tempo todo. – Agora, acho que minha preferência vai ficar com o Artix, por um longo tempo. – É o mesmo Arch, só que sem o “systemd” (escolhi OpenRC).

Acho o Arch bem tranquilo. – O Debian, é que me deu mais trabalho para domar, durante vários anos.

Meu Debian é o “testing”. – Hoje, consigo usá-lo, me atende bem – mas ainda acho o Arch mais amigável para mim.

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Acabei de chegar no mundo Linux. Mas minha impressão é que se o objetivo da pessoa é ligar o computador e não ter ele no meio do caminho pra executar suas tarefas, utilizar uma distro mais ‘complicada’ (ou menos convencional) é quase que auto-flagelação…..agora se o objetivo é desmontar o LEGO e entender como ele funciona pedacinho por pedacinho aí é quase que obrigatório essa abordagem.

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Isso faz parte, eu que sou usuário antigo de Linux meio que estava na minha zona de conforto. No ano passado conheci o Void e resolvi instalar. Acho que fiz umas 5 instalações frustradas :rofl:

Mas depois que você deixa redondinho dá uma satisfação plena, orgulho de ter superado seus desafios e com certeza vai aprender muito. Esfria a cabeça e da daqui um tempo tente novamente.

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Você já testou o Alpine? Essa também compensa você conhecer, altas experiencias e frustrações deliciosas de superar.

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É bem isso, mesmo: – Ligar e usar, sem ficar tropeçando na distro:

Porém, eu fico feliz de ter “superado” o Kubuntu – e ter chegado ao Arch, que venho usando há anos, sem nenhum problema digno de nota – e agora, ao Artix, que é um Arch sem SystemD.

Mas, não vamos misturar as coisas! – Distro para “produção” é uma coisa. – Distro para “experimentar”, é outra coisa.

Para isso, eu uso dualboot / multiboot. – Outros, preferem VM. – Cada um pode fazer como achar melhor.

Levei alguns anos, até me sentir 100% “produtivo” com o Kubuntu – e só depois disso, deletei o Windows.

Aí, comecei a instalar Mageia, openSUSE, Fedora etc. – mas só deletei o Kubuntu uns 2 ou 3 anos depois.

– Nunca delete sua ferramenta de trabalho – pra fazer “experiência”! – Brinque no “playground”, em dualboot, ou em VM.

Talvez o @Predo tivesse achado divertido brincar com o Void – se tivesse mantido sua “distro principal” anterior. – Aí, poderia aprender o Void com calma, nas horas vagas, sem prejudicar suas atividades diárias.

Instalei o Void pela primeira vez, no final de 2019, no meu antigo PC, Bios (Legacy) / MBR – e novamente em meados de 2020, no meu PC atual, UEFI / GPT – pero, sem deletar minhas outras distros, jamais!

Como eu disse antes: – Tenho outras distros, que posso usar, a qualquer momento. – Se o Void me der algum problema, posso usar outra distro… e voltar quando tiver tempo livre, vontade, disposição pra brincadeira.

Deletar uma distro que está funcionando bem, pra instalar outra – que ainda não conhecemos – é caçar problemas e frustrações.

Olha a tentação… :grimacing:

Mas, tudo bem. – Tenho 3 “vagas”, neste momento:

Fui dar uma olhada no Alpine, e achei interessante. – Não é o assunto deste tópico, aqui – mas vou resumir, para o caso do @Predo se animar:

O Alpine é “enxuto”, feito para servidores etc. – mas há muitos testemunhos de que funciona muito bem como “desktop”. – A página no Distrowatch dá uma visão geral, além dos comentários e avaliações dos usuários.

Existe o Alpine 3.23, versão “fixa” – e tem o Alpine Edge, que imagino ser rolling release – com uns 27 e 28 mil pacotes, segundo o PKGs-org.

Pesquisei o pacote Foliate – e lá está a versão mais recente:

Isso é confirmado pelo Repology:

Para mim, parece ótimo. – Falta decidir se vou entrar em mais essa – ou, “quando”. :grinning_face:

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Sou usuário do Void há muito tempo. O que posso dizer? Muitas das configurações que me dei conta aprendi com muita observação. Você precisará de amparo, e um bom tempo, consultando documentações de comunidades de outras distribuições para ajudar a entender o que pode ser feito…

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creio que o Void seja uma “distro de nicho” e não adequada para pessoas como você. ele deve ter uma curva de aprendizado muito íngreme. não é impossível vencê-la, mas necessita de tempo e dedicação. como seu perfil é de não ter “tanta paciência para viver a vida de ter que fazer tudo manualmente até pra rodar uma calculadora”, ele não deve ser seu pinguim ideal.

essa mesma realidade foi a que me fez abandonar o slackware, anos atrás. não via muito sentido em ter de apertar tudo quanto é porca e parafuso para se fazer coisas simples. hoje quero tudo mamão-com-açúcar, pronto pra usar.

acho que você fez o certo em migrar. uma hora você descobre a distro certa pra você. boa sorte. :wink:

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Sinceramente, não tenho nem de longe a mesma experiência. Sim, eu uso Linux há mais de 3 anos no mínimo, mas mesmo assim. Foi baixar a ISO, instalar o sistema, instalar manualmente dbus/elogind/KDE Plasma, e utilizar. Por fim hoje ainda botei o Xlibre, só por que eu posso. Tudo correu bem, e está correndo bem. Vou testar uns joguinhos daqui a pouco. E só.

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Sou um pouco ansioso kk ja chegou querendo testar tudo que desperta minha curiosidade.

Mas pretendo chegar no seu nivel e aprender a ir com mais calma.

Preciso trabalhar melhor essa “paciência” e equilibrar a curiosidade com os desafios.

Sim, acho que essa ansiedade que me mata kkk de certa forma, quero a solução imediata e ja comeco a inventar mais “moda” sem usufruir realmente o que eu realmente preciso pra sobreviver

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Depois dessa frustração, acho que agora vou aprender a ir com mais calma e fazendo mudanças gradualmente kk

Ainda estou descobrindo oq realmente quero, e como irei usar as distros ao meu favor.

Muito obrigado pelo conselho!

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Acho que é por aí mesmo:

Eu também tropecei nessa estória de “próximo do Arch”! – Logo que consegui instalar o Arch “na unha”, em Novembro 2019 – imediatamente, já me senti “com coragem” para instalar o Void, apenas 2 semanas depois!

De fato, existe “alguma semelhança” entre o Arch “RTFM” e o Void – mas, só em alguns aspectos – como a possibilidade de “construir uma instalação personalizada”, só com o que você quer… ao contrário da “instalação-padrão” oferecida por outras distros, que acabam incluindo muitas coisas que a gente não quer ou não precisa.

Mas, em termos de “facilidade de uso”, realmente o Void exige um aprendizado bem maior – e muitas vezes, enjoado, cansativo – como você bem notou.

Eu não diria 90%… Talvez, uns 10% ou 15% :grinning_face_with_smiling_eyes:

Mas isso pode variar – conforme o hardware de cada um. – Por exemplo:

Eu tive alguma “sorte”, porque em 2003 eu não tinha a menor condição de instalar uma distro Linux, por falta de espaço em disco. – Só em 2007, consegui um 2º HDD. – Então, aproveitei aqueles 4 anos, para ler um monte de “revistinhas” (que traziam CDs com distros Linux); e para ler dezenas ou centenas de tópicos no fórum do antigo “Guia do Hardware”.

Ali, acabei consolidando minha decisão de só montar PC com CPU Intel, com iGPU Intel, e placa-mãe Asus – sempre, uns 6 meses após o lançamento, quando ainda são “novos”, mas os preços “de lançamento” já caíram – e sem outros componentes (exemplo: Bluetooth), que davam muitos problemas para outros usuários.

Pois é, ainda uso Teclado e Mouse “com fio”. :face_without_mouth:

Intel era um pouco mais caro – mas comprar as peças e montar em casa, acabava saindo mais barato, do que qualquer “modelo pronto”, com o mesmo nível de “capacidade”.

Isso também evitava misturas malucas, que várias “marcas” costumam fazer, para reduzir custos (não, os lucros!). – Infelizmente, essa “montagem doméstica” é quase impossível, no caso de Notebooks – mas tenho a sorte de não precisar de nada “portátil”.

Apesar de escolher o hardware mais simples e básico, tive algum problema com aquele negócio de “pulseaudio / piperwire” / etc. – Recorri ao AlsaMixer, e consegui solucionar 70% do problema:

Com isso, tenho som no Youtube, nas redes sociais, e posso ouvir minhas músicas no VLC – mas até hoje, o widget de Volume de Audio (KDE) não funciona. – Felizmente, posso regular o volume do som no próprio VLC, ou no próprio Youtube, redes sociais etc.:

Esses 10% ou 15% de dificuldade também pode variar, conforme os softwares, de que cada um precisa. – No meu caso, as dificuldades costumam ser Google-Chrome, Google-Earth, e Foliate.

No PCLinuxOS, não teve jeito. – Precisei usar Earth e Foliate em Flatpak. – O Chrome, tem nos repositórios (uns 50 browsers, para escolher!)

No Arch e no Artix, pude instalar / atualizar o Chrome e o Earth do AUR, usando o yay – ou o pamac-cli, no Manjaro.

Nas outras distros, bastou adicionar os repositórios do Google – e assim, instalar / atualizar normalmente o Chrome e o Earth pelo apt / zypper / dnf / urpmi.

No Void, tive de recorrer ao “void-packages” – que oferece quase 15 mil pacotes “não-oficiais”:

O processo de atualização desses “void-packages” é um tanto chato:

google-chrome

$ cd ~/void-packages/
$ git pull

if needed:
$ ./xbps-src bootstrap-update

$ ./xbps-src pkg google-chrome
$ sudo xbps-install --repository=/home/flavio/void-packages/hostdir/binpkgs/nonfree google-chrome

Às vezes, deixo o Chrome sem atualizar, 2 ou 3 semanas – e prefiro utilizar outras distros, que atualizam esses pacotes sem me dar nenhum trabalho (prefiro o Arch, e agora o Artix).

Mas quando resolvo usar o Void durante 1 ou 2 semanas, basta atualizar o Chrome (que reclama, se não estiver atualizado) – e o Earth ou o Foliate, só se eu fizer questão:

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Se você não for esperto no Void, ou iniciante, certamente não vai usufruir plenamente da performance e recursos devido a configurações pendentes… atentem-se.

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Que tipo de configurações? :eyes:

Há pacotes responsáveis por execução aprimorada de vídeo. Para melhorar a exibição da imagem deveria incluir o pacote colord nos serviços em execução. Para reconhecer um dispositivo android como armazenamento há um pacote, talvez mais, responsável por isso.

Estes são alguns que lembro fácil…

São coisas que em outras distribuições, ou vem prontas, são intuitivas, ou são mais esclarecidas.

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