Antigamente, lá pro começo dos anos 2010, o Ubuntu era sinônimo de evolução no Desktop Linux, Unity, Mir e Upstart eram alguns exemplos.
Depois da versão 18.04 LTS, o Ubuntu deu uma bela esfriada, Unity virou Gnome Shell, Mir virou Wayland e Upstart virou systemd, todas alternativas da concorrente Red Hat. E não tivemos nenhuma novidade no Ubuntu desde então.
Mas agora com o 26.04 LTS o Ubuntu finalmente mudou alguma coisa e adotou o uu-utils e sudo-rs, reescritas dos coreutrils e sudo usando a linguagem Rust, que na teoria é mais seguro na memória.
Então minha pergunta é: o Ubuntu voltou a evoluir?
Belo levantamento histórico, Quartzo! Essa análise da ‘era de ouro’ do Unity versus a fase atual é muito pertinente.
Como técnico, vejo que a evolução do Ubuntu mudou de estética/interface para infraestrutura e segurança. Nos anos 2010, o foco era o front-end (o que o usuário via). Agora, com a adoção do Rust no coreutils e no sudo, a Canonical está atacando a base do sistema: a segurança de memória (memory safety).
Essa mudança para o Rust não é apenas ‘perfumaria’ tecnológica; é uma evolução invisível que torna o sistema imune a classes inteiras de vulnerabilidades que assolam o código em C há décadas. O Ubuntu deixou de tentar ser ‘diferente’ apenas por ser, para focar em ser o padrão mais seguro e confiável da indústria.
A ‘fase fria’ que você mencionou pós-18.04 foi, na verdade, um período de consolidação. Agora, estamos vendo o Ubuntu ditar o ritmo de adoção de tecnologias modernas de baixo nível. A evolução voltou, mas ela acontece ‘debaixo do capô’.
O desafio dessa evolução: Porém, toda essa modernização da base (como novos Kernels e bibliotecas Rust) traz um desafio: a compatibilidade com hardware legado. Enquanto o software avança para ser mais seguro, o Kernel às vezes acaba deixando para trás instruções ou drivers de hardware que ainda são muito potentes.
Não acredito que tenha deixado de evoluir, mas sim mudado o foco nos últimos anos pra servidores e empresas. Ou seja, essa evolução estava mais visível nos servidores.
Sempre houve mudanças, mas outras distros como Pop_OS! e Zorin OS estiveram a frente do Ubuntu no desktop, com foco no usuário final.
Quem sabe agora a Canonical resolva focar no usuário final novamente.