Você também usa o Plasma do “jeito errado”?

Após dois anos usando o KDE Plasma consistentemente, alcancei um fluxo de trabalho que posso considerar como ideal. Ainda assim, para muitos entusiastas, posso estar usando do “jeito errado”.

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Aqui, aparece um vídeo estranho na matéria.

Eu passei pela mesma experiência, muitos anos de Gnome me deixaram resistentes a mudança, mas depois de dar uma insistida com o plasma migrei de vez. Agora que peguei a mão no workflow faço tudo muito rápido, mandar janela pra workspace diferente, voltar, fazer tiling, alternar janelas, praticamente nem encosto no mouse. O bom que dá pra fazer isso basicamente só mudando os atalhos e pouquíssimas configurações, o KDE para mim atingiu um balanço perfeito entre personalização absurda irrestrita e padrões usáveis, as configurações default são praticamente perfeitas para 95% dos usuários e aposto que, desses 5% que sobraram, uns 4% conseguem ajeitar uma coisa ou outra com pouca configuração, só o 1% mais hardcore vai ficar fuçando em tudo possível e que bom que é possível!

Outro ponto positivo do Plasma, pelo menos nas minhas máquinas, é que senti muito mais fluidez trabalhando mesmo em hardware mais modesto, principalmente depois das versões 6. Ainda uso o Gnome mas só no meu HTPC, a interface faz sentido para usar na TV. Aguardo o momento que o Plasma Bigscreen vai voltar pra migrar meu HTPC pro KDE também.

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nunca me preocupei com isso. uso o plasma que se fosse o windows. muito mouse e pouco pensamento no que faço.

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Me adaptei muito rápido ao plasma. Achei a dinâmica de trabalho muito mais intuitiva e não me requereu muita configuração.

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Como diria o mandaloriano: this is the way

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O jeito que eu uso o Plasma me levaria pra fogueira.

Eu uso com a barra de tarefas fininha (24-26px) em cima e com os botões de fechar, maximizar e minimizar na esquerda das janelas.

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Essa discussão sobre o “jeito certo” de usar o Plasma é fascinante porque ela mexe com o que temos de mais valioso no Linux: a liberdade. É muito legal ver que cada um aqui encontrou seu “porto seguro”, desde o @acvsilva e o @pedrozord, que preferem a simplicidade intuitiva de “sentar e usar” (o que prova que o Plasma é maduro), até o @Quartzo, que criou uma estética própria com a barra no topo e botões à esquerda — uma prova de que o sistema não te engessa.

Eu me identifico muito com o relato do @EntusiastaDeVelharia. Essa transição do GNOME para o Plasma muitas vezes assusta, mas quando você “pega a mão” dos atalhos e do fluxo de trabalho sem mouse, a produtividade atinge outro patamar. E o fato de o Plasma 6 estar rodando tão fluido até em máquinas mais modestas é um alento.

Para somar um pouco mais à nossa conversa, deixo aqui dois “pulos do gato” que mudaram meu dia a dia no KDE:

  • O poder do KRunner: Muita gente usa ele só para abrir apps, mas tentem usar para fazer contas rápidas, converter moedas ou até matar processos travados (kill [nome do app]). Ele economiza um tempo precioso de terminal.

  • Atalhos de Janelas: No Plasma, você pode definir que uma janela específica (como o player de música ou o terminal) sempre abra em um monitor ou workspace determinado, e até com um tamanho específico. É automação pura sem precisar programar nada.

Essa eficiência que o Plasma entrega reforça o que eu sempre digo: software de qualidade valoriza o hardware que a gente já tem. Por isso, fico tão mexido quando vejo o Kernel regredir e “aposentar” placas de vídeo que ainda dão um show no Plasma, como as R9 e RX.

Estamos lutando para que esse hardware continue sendo útil e funcional (nosso apelo no Launchpad já bateu 48 de calor! :fire:). Se o KDE faz a parte dele sendo leve e versátil, nós, como comunidade, precisamos cobrar que o Kernel também faça a dele.

No fim das contas, o “jeito certo” de usar o Linux é esse: do seu jeito, no seu hardware, e com a comunidade sempre se apoiando. :rocket::penguin:

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Atualmente uso gnome, e uso muito a função de pesquisa, pois lido muito com arquivos e pastas diferentes o dia todo. Contudo, a pesquisa do gnome é muito fraca, sinto falta do krunner para isso.

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Já para mim, a transição do Gnome para o KDE foi muito mais simples, e até gostei muito de usar esse ambiente.

O KDE é realmente muito agradável de se usar, mas eu queria experimentar coisas mais simples e ainda mais flexíveis e por problemas no VirtualBox e no VMware no Wayland (e sem contar que o mouse Plasma X11 era meio estranho), então acabei indo para o Openbox.

E hoje em dia, estou no Xfce e apesar disso, eu ainda uso alguns programas do KDE, como o Gwenview. Não consigo largar ele, é um editor simples de imagem e que é muito competente.


Para a pesquisa no Gnome ser fraca, ainda tem que melhorar muito.


Isso era algo que eu adorava no Plasma. Eu sempre gostava de abrir os Mensageiros no Desktop só para eles.

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Acho que eu consegui usar o KDE Plasma de um jeito tão errado, mas tão errado, que acabei descobrindo uns 300 jeitos certos.

… ou talvez, acabei criando um ambiente DE do jeito como eu uso – em vez de usar o KDE Plasma do jeito como “ele é” – ou, do jeito como “ele veio” (em cada distro instalada).

“widgets flutuantes”, acho que só uso 1 – para dizer como anda a Lua – sem ter de ir até o quintal e torcer o pescoço em todas as direções, e talvez esperar 10 ou 12 horas :face_with_monocle:

Às vezes dá certo com o Wallpaper – outras vezes, só trocando o Wallpaper, pra poder dar certo:

Mas vejo que tenho nada menos que 72 widgets instalados – a maioria deles, já vêm “por padrão”.

Só de “lançadores”, vieram pelo menos 5 – sendo 3 Menus (alternativos), 1 Lançador Rápido, e o esquecido “Search” – que tanto está no próprio Menu, como no KRunner:

E não precisa de atalho nenhum: – Basta clicar na Área de Trabalho (mudar o foco do Aplicativo para o Desktop) e começar a digitar:

Por padrão, aparece uma barafunda de Arquivos, Bookmarks, Browser Tabs, Browser History, emails do KMail, o escambau! – Eu prefiro eliminar tudo isso – para mostrar apenas os Aplicativos instalados, e os recursos do System Settings:

Isso é comandado pelo “Search >> Plasma Search”, no KDE System Settings – e já que eu “não sou sócio da Light”, aproveito para desabilitar as buscas & indexações que eu não uso:

E mesmo esse pouco, eu quase não uso. – Prefiro usar o Lançador Rápido, com os aplicativos que eu uso mais – e já na ordem que eu prefiro:

O Gwenview, não precisa – porque basta clicar na captura mais nova, na seção “Recentes” do Menu:

Earth, Calculadora, VLC, já deixo na seção “Favoritos” do Menu:

Foliate, KInfoCentre etc. estão sempre na seção de “Aplicativos Recentes”, no Menu. – Não preciso digitar nada:

O “Quick Launcher”, parece que sumiu (ou foi deprecado), com a chegada do Plasma 6. – Os jênios decidiram que a função dele pode ser exercida pelo “Icons-only Task Manager” (IoTM).

“Keep it simple, stupid!”. – Uma coisa, é uma coisa – e outra coisa, é outra coisa.

Nada de jornada-dupla, nem de duplo-emprego, nem hora-extra! – Lançador, é lançador – e “alternador”, é outra coisa.

Clicando num ícone do “IoTM”, abre o Aplicativo – mas se já estiver aberto & minimizado, você não sabe. – Para encerrar uma sessão Live com Plasma 6, preciso ficar teclando “Alt+Tab”, para descobrir (restaurar) quais aplicativos estão abertos & minimizados, e fechar cada um, até não restar nenhum. – (Lembre que, ao encerrar uma sessão Live, vai tudo para o espaço. Não custa nada, se certificar de que já moveu tudo para algum Pendrive).

No Plasma 6, o “IoTM” permite “pinar” os aplicativos, para ficarem sempre ali, mesmo quando não estiverem abertos. – Isso não me atende. – Quero “ver” ali, só o que estiver aberto. Meu negócio é sair “despinando” tudo.

Às vezes, até consigo colocar ali o velho e bom “Quick Launcher” – mas o menu de contexto não mostra mais a opção de “Add to Panel (Widget)” – que no Plasma 5 adicionava o atalho ao “Quick Launcher”:

Plasma 5:

Agora – Plasma 6:

Felizmente, pude manter meu “Quick Launch” devidamente configurado, pelo reaproveitamento das pastas de usuário, nas partições “/home” – e quando formato sem-querer, basta copiar a pasta de usuário, de qualquer outra distro.

  • Ao contrário do que muitos imaginam, reaproveitar a “pasta de usuário” é a coisa mais tranquila e produtiva, de uma distro KDE para outra distro KDE. – E isso vale, tanto do Plasma 5 para o Plasma 6 – quanto do Plasma 6 para o Plasma 5.

Dito isso, tudo que preciso, para alternar entre janelas / aplicativos – minimizar, restaurar – é clicar no Icons-only Task Manager.

Só em último caso, recorro ao Alt+Tab:

Para simplificar, desabilito / desinstalo / mando pras cucuias, todos os outros modos de “alternar entre aplicativos” – a começar pelos benditos “cantos”. – Acho horrível, mover uma Aplicativo para um “canto” qualquer, e pipocar na minha frente um painel com todos os Aplicativos abertos, ou maximizar a janela do Aplicativo, ou… etc. – Sim, uso só 1 Área de Trabalho, e nenhuma “Atividades”. Tudo simples, produtivo, e sem confusão.

Mas esses são só algumas das 300 mil configurações que o KDE Plasma permite.

O Dolphin, por exemplo, eu recebo assim:

… e não descanso, enquanto não deixo assim:

Ali estão (só) as coisas que eu uso: – Back, Up, Forward, Folders First, Search, Filter, New Tab, Show hidden – e meia-dúzia de “lugares” mais frequentados – e o tamanho, data, tipo dos arquivos e pastas – e a pré-visualização em bom tamanho – e mais algumas informações na barra inferior (full size).

Por trás dessa aparência simples, fiz tantas configurações (só no Dolphin!), que nunca consegui fazer sequer um resumo: – Só a lista, já seria quilométrica. – Levaria meses, lembrar e fazer tudo de novo, “do zero”:

Por isso, reaproveitar a pasta de usuário, com centenas de configurações, é fundamental para mim.

Experiências malucas, só em 1 distro de cada vez – como esse “Menu de contexto” que entupiu o Dolphin no Artix, com 1 zilhão de ações possíveis e imagináveis:

Tenho “a vida inteira pela frente”, para “ajeitar” essa bagunça – do jeito certo, ou do jeito errado, ha ha. – Daí, só vai (ou não) para as outras distros, no dia que estiver “bem ajeitado”.

Por isso, também, acho fundamental cada janela “lembrar” sua posição, tamanho e formato (X11 / XLibre) – inclusive, as sub-janelas. – Seria esfalfante, ter de reposicionar e redimensionar a sub-janela de Configurações por, 200 vezes, numa tarde de experimentações:

O Dolphin acaba sendo a peça fundamental do “meu DE”. – Com ele (e os recursos dele), sei onde está cada arquivo, e encontro sem perda de tempo. – Não é “coisa de usuário de Windows”. São hábitos que vim organizando, desde os tempos em que os nomes-de-arquivo tinham no máximo 8 caracteres, ainda no Apple II+ – e principalmente, no XTree do MS-DOS (tipo Midnight Commander).

Quase tão importante, para mim, é o Gwenview, que abro desde o primeiro Print – e não poderia permanecer tosco e desajeitado, como vem “por padrão”:

Primeiro de tudo, tem de fechar com um “Esc” (sem piar, nem mugir!) – e mostrar só as ferramentas que uso sempre:

Por exemplo, “Abrir com” (Gimp, KSnip) – além dos recursos rápidos de “Anotações” (Shift+A), Cortar (Shift+C), Redimensionar (Shift+R), entre outros:

O Kate já abre com meia-dúzia de arquivos da “sessão” anterior – incluindo os 2 Conky de cada distro, o Histórico de cada distro, “Diversos” comandos etc. – Para não bagunçar a “sessão” do Kate, qualquer novo TXT abre no KWrite.

Eu achei que aquele recurso do KDE System Settings, de destacar as configurações que a gente alterou, fosse um bom guia para fazer um resumo – mas ele não mostra nem 1% dos detalhes:

Mouse & Touchpad
- Screen edges
-- Maximize          - disabled
-- Tile              - disabled

Keyboard
- Numlock            - Turn On
- Key Bindings       - 3rd Level - Left-Win
- Shotcuts           - PrtScn, Shift+PrtScn, CTRL+Shift+PrtScn, CTRL+PrtScn
                     - Zoom in / out, Sleep

Display & Monitor
- Compositor
- Night Light

Accessibility
- Zoom               - 3x
- Mouse scale        - Keep

Disks & Cameras
- Auto-Mount         - All devices

Colours & Themes
- Global Theme       - Breeze Dark
- Colours            - Accent color from Wallpaper (or) Custom
- Plasma Style       - Maia transparent
- Window decorations - Transparent-oxygen
- Cursors            - Breeze Dark
- Splash screen      - None (via: etc/default/grub)

Text & Fonts
- Verdana, Webdings, ZapfDingbats

Default applications
File association     - (many)

Notifications        - (many)

Window management
- Desktop effects    - Blur; many Disabled
- Window Rules       - many: Size, Position, Opacity
- Virtual desktops   - Just 1

General behavior     - Single-click

Search
- File search        - Disabled
- Plasma search      - many: Disabled

Screen Locking
- Lock after waking  - Disabled

KDE Wallet           - Disabled

Recent files         - Remember

Spell Check          - Disabled

Day-Night cycle      - by geo-location

Power Management     - Sleep after 8 minutes

Autostart            - Conky, Conky2

Desktop session      - Start empty session (or) Saved session

… y otras cositas más.

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Utilizo o plasma com o Karousel. Fica igual o Niri.

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O jeito certo de usar o Plasma é o seu jeito. :wink:

Essa é a grande vantagem dele.

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Legal esse cara, não conhecia.

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Isso é uma praga, depois que usei o Niri, não consigo mais me ver utilizando de outra maneira. Estou testando o Bluefin agora com o Paperwm, extensão que tem o mesmo comportamento do Karousel no Gnome.

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Idem aqui, minha barra de tarefas fica fininha na lateral esquerda e todas as bordas de janelas ocultas pra liberar espaço, mas quando aparecem botões em programas GTK eles estão todos na esquerda.

Se vc não “Gnomiza” o Plasma, vc tá usando certo kk.

Brincadeiras a parte, a infinidade de possibilidades de setup, personalizações e melhorias (otimizações) do ambiente de trabalho te faz pensar que existe um jeito “certo” ou “errado” de usar o Plasma.

Eu não sou um usuário avançado, uso o que vem por padrão e adiciono um ou outro recurso que não vem habilitado, e tendo usar da maneira que vem. Eu até vi o vídeo do Dio, muitas das personalizações dele, em especial no Dolphin, pra mim também fariam sentido… tem coisas que nunca uso, não precisaria estar sempre a mostra. Mas eu quis fazer? Não kk.

Atualmente uso o Plasma no KDE Linux e no TuxedoOS. Se duvidar só instalei o tema “Ocean” que será no futuro o substituto do Breeze, e mudei o logo do Plasma no Menu iniciar. Tô satisfeito!

No passado quando iniciei no Linux a gente era muito entusiasta do tipo instalar tema X, Y; personalizar janela… “mostrar” sua área de trabalho ao coleguinha kk. Hoje eu tô no meu notebook, alguém me pergunta: “Usa Linux?” eu só balanço a cabeça positivamente kk.

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Esperando a matéria aqui do KDE ter recebido 1.2 milhão de euros de um fundo alemão. @Diolinux

Provavelmente esse maior investimento e visibilidade do projeto, traga melhorias.

Pena que os comentários no fórum original é do tipo: KDE vs Gnome

  • Pessoal discute quem merece receber doações e investimentos, e se este ou aquele projeto é o mais merecedor de ajuda kk.*
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