Veja por dentro o openKylin, o primeiro sistema operacional chinês

Conheça o openKylin, que se autodenomina o primeiro sistema operacional chinês. Veremos o que ele tem a oferecer, compararmos com outras opções e analisamos que tipo de dado coleta dos usuários.

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A gente sabe muito pouco do que acontece na China – e não é porque eles “escondam”.

Trechos:

O número de dispositivos equipados com HarmonyOS, o sistema operacional desenvolvido pela gigante chinesa de telecomunicações Huawei, ultrapassou 700 milhões, informou a empresa na sexta-feira.

HarmonyOS, ou Hongmeng em chinês, é um sistema operacional de código aberto projetado para vários dispositivos e cenários, incluindo telas inteligentes, tablets, wearables e carros. Foi lançado pela primeira vez em agosto de 2019.

Uma definição do HarmonyOS

HarmonyOS é um sistema operacional anunciado pela chinesa Huawei em 2019 para funcionar em celulares, tablets, smartwatches, TVs, painéis de carros e outros dispositivos. O projeto tem a proposta de atender a múltiplos equipamentos para, entre outras razões, facilitar a integração entre eles.

A integração vale não só para funções — como permitir que o usuário atenda no tablet a uma chamada para o seu celular —, mas também para a migração de aplicativos.

Como exemplo, imagine um desenvolvedor que criou um jogo para celulares e, depois, decide permitir que o título seja instalado diretamente em uma TV. Como ambos os dispositivos têm o mesmo software como base, esse trabalho tende a não ser tão complicado.

Isso porque o HarmonyOS é baseado em microkernel, de modo que o núcleo do sistema operacional lide apenas com tarefas essenciais, deixando o resto para módulos complementares.

Essa abordagem permite que a base do sistema operacional seja a mesma em todos os dispositivos (pelo menos essa é a intenção). Cabe aos módulos adicionar os recursos condizentes a cada tipo de dispositivo que roda o HarmonyOS.

Por que o HarmonyOS se existe o Android?

Há indícios de que o HarmonyOS estava em desenvolvimento pelo menos desde 2012. Mas não é que ele levou sete anos para ser lançado. Talvez, a Huawei não tivesse urgência em criar esse sistema operacional. Mas tudo mudou em 2019. Digamos que, naquele ano, a companhia foi forçada a tratar o HarmonyOS como prioridade.

Na época, a Huawei estava na mira do governo dos Estados Unidos. A administração do então presidente Donald Trump colocou a companhia em uma lista de organizações que ameaçam a segurança do país.

As consequências foram avassaladoras. Organizações americanas não podem negociar com empresas que fazem parte da tal lista, pelo menos não sem autorização. Como consequência, a Huawei não pôde mais receber componentes de companhias como Qualcomm para fabricar celulares, por exemplo.

A pior restrição envolve o Android. A Huawei até pode lançar dispositivos baseados nessa plataforma, mas sem o ecossistema do Google. Para a grande maioria das pessoas, usar um smartphone Android sem Play Store, Gmail, Google Maps e serviços relacionados é impensável.

Fonte (1).

Fonte (2).

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