Usuários de PC, desktop, enfim... Linux, Windows, Mac OS estão começando a se tornar uma geração do passado?

Digo isso pois tenho visto, um pouco preocupado, que as crianças estão cada vez menos aprendendo a lidar com um aparelho com janelas, mouse e teclado, e uma suposição minha, de que as futuras gerações após a minha seriam nativos digitais está começando a ficar questionável. Enfim tenho visto uma grande onda de ‘tabletização’ da educação nas escolas. Estou sentindo que a geração atual ainda será melhor integrada com TI como um todo, vendo estes jovens apenas interessados em celulares e tablets.

O que vocês acham, será que isso vai gerar problemas para estes jovens quando for exigido que eles façam tarefas mais complexas com um computador no futuro?

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Tenho notado algo semelhante e com certa preocupação, inclusive nas práticas decorrentes desse possível fenômeno.
Sempre se acreditou que as novas gerações estariam cada vez mais integradas e familiarizadas com a tecnologia, e isso de fato tem ocorrido, todavia, ao contrário do homem tecnológico realmente intrumentalizado que saberia fazer tudo um pouco com uso de computadores, temos notado que a “smartphonização” da sociedade tem se refletido não em indivíduos cada vez mais preparados para dar finalidades utilitárias a tecnologia, mas, sim imbuídos de uma tendência que visa apenas o entretenimento se limitarem a uso relacionado ao lazer como redes sociais, vídeos de besteirol e jogos.
Essa pandemia assombrou muita gente ao perceber que boa parte dos alunos apesar de terem uma grande intimidade com gadgets pra jogar, bater-papo na internet ou assisti a uma série ou filme por streaming eram incapazes produzir um simples trabalho escolar com pacote office. É como se estivéssemos tendo o analfabetismo digital reduzido de uma parte e o analfabetismo digital funcional crescendo de outra.
A tecnologia que prometia nos tornar mais capazes e inteligentes, não tem atingindo sua meta, não por sua culpa pois é apenas um instrumento, mas, em função de sua capacidade de ampliar tudo de bom e de ruim que o ser humano tem.
Hora de pensar criticamente os rumos tecnológicos.

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Poisé… Eu ando tendo essa sensação de que as instituições caíram na armadilha de ver qualquer tecnologia como plataforma educacional ou ferramenta de produção.

Parece que algo deu errado e no fim a formula +simplicidade = +pessoas capazes não está fechando.

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Talvez, mas não deveria, a limitação dos smartphones e tablets é o tamanho físico da tela então em tese uma tela maior resolveria, o principal problema é a interface, as interfaces e o modo floating/tiling wm são a pior coisa já inventada, vc sabia que apesar do nome “PC”, quase ninguém faz computação pessoal?

Sim mas já era alguma coisa o fato destas pessoas terem alguma coordenação e intuição nesse paradigma, obviamente nunca achei o suficiente, gostaria que isso tivesse evoluído para além do básico principalmente considerando o futuro que espera estas crianças.

Na minha opinião era para as escolas já terem evoluído alguma concepção com relação a computação aplicada, mesmo antes dessa “tabletização” do mercado educacional, boa parte da educação envolvendo computadores usava apenas o computador como um meio diferente de consumir conhecimento, o que eu acho válido, mas honestamente uma forma muito simplória de uso.

Tudo bem, eu não sei se é possível esperar muito aqui onde até disciplinas tradicionais são precariamente ensinadas. Mas só quem sabe programar tem noção da distância que se encontra de outras pessoas em termos de eficiência e versatilidade, em qualquer área, de exatas a humanas.

É um diferencial muito poderoso quando você sabe o que fazer E pode ‘moer’ muito mais trabalho do que é humanamente possível.

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É uma característica comum ao ser humano, a medida que vai envelhecendo, ter contato com o choque de gerações mais novas. São infindáveis textos desde a antiguidade onde os escritores e filósofos ficam desesperançosos com a juventude, ou a nova geração.

Mas o quê se vê é sempre o mesmo ciclo, pois o adulto que hoje se preocupa com o futuro, foi o jovem do passado que começava a ter suas próprias idéias. A mesma preocupação que se tem com os tablets hoje, poderia ser deslocada para a época que os primeiros videogames começaram a encher as casas das famílias, e algum senhor mais idoso começou a ficar preocupado com o futuro daquelas crianças, que estavam jogando videogame em casa em vez de brincar do modo antigo soltando pipa, jogando bola e fazendo balão. Naquela época a gente que era a criança, e pouco importava o que eles falavam, se deixassem a gente ficava o dia inteiro jogando o mesmo jogo.

De nada adiantaria colocar uma criança/jovem pra aprender a digitar rápido, se daqui a 10 anos já teremos um reconhecimento de voz, no qual a pessoa fala e o texto aparece escrito.

Outro ponto é imaginar que as relações de trabalho continuarão as mesmas. As profissões do futuro talvez demandem outras características das pessoas. Fica muito difícil praticar qualquer tipo de previsão, mas o mais provável é que o mundo será um lugar diferente e nós, com nossos 60, 70 anos seremos os “dinossauros tecnológicos” falando coisas sem sentido pros jovens, como disquete, Drive de CD-RW, coleção de MP3, ou mesmo “na época que se usava teclado”! kkk

Afinal esse é o ciclo da vida e muitas das nossas percepções estão mais ligadas ao ponto que nós estamos na vida do que especificamente a nossos próprios pensamentos…

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Prever como será a tecnologia e, principalmente, como as pessoas reagirão a essa tecnologia do futuro é muito complicado.

Pra coisas simples do dia-a-dia, as pessoas já usam a voz, como conversas no Whatsapp onde as pessoas preferem conversar mandando áudios em vez de “perder tempo” digitando; mas convenhamos que a tela de um smartphone ou tablet não é muito convidativa para digitação (estou ignorando dispositivos que fornecem tela dupla em que uma pode se transformar num teclado, mas aí continuaria sendo um teclado, só que digital em vez de analógico).

Mas ainda acho que o teclado permanecerá por um maior tempo, na criação de conteúdo mais formal, por conta de dois motivos:

  • Simplesmente porque é cansativo “escrever” textos através da voz. Pra mim o esforço de ficar minutos e minutos (ou até mesmo horas e horas) falando, cansa mais do que ficar mexendo os dedos. E olha que estou considerando que o reconhecimento de voz é perfeito e ainda há uma inteligência artificial auxiliando você.

  • Tem gente que não quer que os outros fiquem escutando o que eles estão escrevendo, ou os outros não querem escutar por minutos ou horas o que “digitador” está escrevendo.

Não estou dizendo que a transcrição de voz não será utilizada, é claro que ela será, só não acho que ela será conveniente para textos longos.

O que poderia aposentar de vez o conceito de um teclado seri algo que lê as palavras diretamente do seu cérebro, mas aí eu não sei a quantos anos estamos distantes disso (10? 20? 30 anos?).

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Eu acredito que ao longo do tempo, para certos grupos de pessoas o computador pessoal como forma de entretenimento (como era pra nós) vai cada vez mais cair de desuso. Eu pego muito serviço de manutenção e de uns anos pra cá a quantidade de PCs desktop que chegam pra mim é muito menor que notebooks, por exemplo, e quando chegam, é sempre o “pc gamer do filhão”. Posso contar ainda mais nos dedos quem usa notebook pra diversão, a maioria usa pra trabalho. Se a gente parar pra pensar, qual é a vantagem de investir num computador hoje em dia se não for pra jogo ou trabalho? Youtube, Netflix e etç, você tem no celular, tablet ou na televisão smart, que convenhamos ser muito mais eficiente pra aproveitar esses apps. E-mails, redes sociais e tal funcionam até melhor nos apps de smartphone. Eu mesmo vendi meu PC desk ano passado porque não usava mais, meu notebook que uso pra trabalho me acompanha pra todo lado e tem um desempenho melhor. O que me preocupa no geral é a falta de conhecimento básico das pessoas sobre informática. Na empresa que eu trabalho tem gente que abre chamado porque clicou sem querer no filtro de coluna do outlook, os e-mails se reorganizaram por assunto, por exemplo, e ficam perdidos sem saber concertar. Eu acho que essa deficiência de familiaridade com computador é o grande problema, porque atualmente não importa o quanto alheio você seja à isso, o mercado de trabalho exige esse conhecimento básico, hora ou outra vão ter que largar o celular e correr atrás pra aprender. Nesse ponto eu agradeço a Deus por ter sido um “menino do computador” a infância inteira kkk.

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Sim, existe um ciclo histórico meio óbvio, mas acho que essa relativização é parte inclusa de algo que é problema e não meramente o passar do tempo e algo natural.

Nossa geração pagou um preço que poderia ser evitado, a nossa geração sofreu com problemas de perda de foco e retenção de atenção em mídias como texto assim como problemas de interpretação, habilidade de se expressar, etc. Infelizmente a geração mais nova parece que vai vai acumular e piorar estes problemas.

Criança dever aprender a digitar rápido não é meu ponto, pois isso não é exatamente o grande propósito da computação como ferramenta, assim como saber ler rápido e escrever corretamente não são o grande propósito do livro/texto.

Ter estas habilidades na minha visão sempre deveria ser resultado do correto aprofundamento e estudo da ferramenta, você não vai ser bom controlando uma tecnologia se não entende os fundamentos.

Esse é o meu ponto, primeiro a tecnologia foi usada para ensinar a apertar botões rápido, agora ela é usada na esperança de requentar um bolo de informações que ninguém queria comer.

Eu gostaria muito que as escolas fizessem uso de computadores (celular, PC, roteador, etc) se aproximando mais de aulas práticas em marcenaria ou coisa assim, onde o aluno é desafiado a resolver problemas genéricos adequados ao seu nível, idade, interesse, etc.

Se eles vão usar a voz, os dedos, etc, é o fator que menos interessa ao meu ver. Claro que digitar rápido seria bom, mas não é o objetivo, isso é apenas prova do poder de adaptação que a educação proporcionou a essa criança para o meio em que ele vive, onde hoje processamento de voz ainda não é uma tecnologia madura.

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Tem tanta coisa legal e acessível para ensino médio e até fundamental com a devida ajuda e base desde as séries iniciais.
Aprimoramento da escola, criação de app de presença via biometria para ser usado na escola toda;
IA básica para resolver joguinhos que viraram febre como 1024;
Desenvolver joguinhos 2D que apliquem física básica como dinâmica de projéteis, aceleração, princípios matemáticos como intersecção de planos com retas, etc;
Projetos com objetivo de inclusão cidadã, por exemplo idéias para reduzir o consumo de energia dos postes, criação de boards interativos municipais, etc;
Investigação criativa de problemas, bolar aplicativo que deduz quadro de alguma doença (hey, covid!) com base em lógica proposicional, via prolog.

Enfim, a criatividade é o limite… Tem muitas idéias que poderiam ser usadas, nada de dar toneladas de apostilas e coisas para decorar, instigar mesmo as crianças a procurar métodos para resolver, guiando quando a dúvida surgir e premiando.

E honestamente nunca foi tão possível quanto hoje onde a escola não precisa enlouquecer criando infra, diversas tecnologias como FIrebase, MapBox, Colab Pro, etc… Oferecem uma quantia assombrosa de recursos grátis, colab pro é um caso particularmente incrível da Google para IA totalmente gratis e meio que quase sem limites.

Sim, basicamente mudaram o device, mas o uso é o mesmo, o software desses tablets emula um ambiente desktop, imagina um sistema pra PC onde as janelas não sempre abertas maximizadas só que sem bordas de título, não sei se ainda funciona mas é praticamente como se rodassem um:

gsettings set org.gnome.mutter auto-maximize true

No GNOME, acho que o principal déficit gerado é a pessoa não aprender a usar um mouse/trackpad que são mais difíceis que tocar na tela

Trabalhei em uma empresa tercerizada onde prestava serviço em uma industria de “celulóse” , e a alguns anos atrás ficava um operador na sala de controle observando todo procedimento enquanto o auxiliar ia pessoalmente fazer as vostorias , ao perceber um defeito em alguma valvula o auxiliar passava informação para o operador que assim pudesse regular ou parar toda a linha , hoje em dia com a suposta “tabletzação” não é mais necessario o auxilar pois o mesmo operador ao perceber o problema controla a linha simplismente com um clique usando um tablet sem sair da planta , até ja vi uma vez o operador controlar a linha de produção do refeitório mastigando a janta…
achei tudo aquilo incrivél , pois será o futuro , teremos toda uma linha de produção na palma da mão.

#ofuturoemumclik

Assim será o futuro , ou melhor já é
não será mais necesario nenhum super trambolho para controlar industrias , educação , bancos , etc.

Honestamente, Nem deveria haver um operador, não me leve a mal eu não vejo nada de moderno em substituir uma torre e teclado in loco por uma tela touch, ainda se está usando o glorioso intelecto de uma pessoa para apertar botões…

Uma fábrica deveria ser capaz de se auto diagnosticar, parar, trocar componentes e prosseguir, o seu exemplo aliás é muito bom pois novamente vemos o uso de tecnologia para requentar uma atividade que continua primitiva e desperdiça o intelecto humano.

Enfim, esse é outro ranço meu com a “indústria 4.0”, não aconteceu nenhuma revolução, houve um ganho de eficiência, lógico, mas a mão de obra continua a mesma e a demanda por engenheiros e especialistas que não pode ser automatizada só aumentou e continua sendo pobremente suprida, no fim continuamos contratando mais do mesmo para tarefas repetitivas, que agora estão meramente mais confortáveis com alguns cortes timidos no trabalho manual, quando deveríamos ter automatizado o trabalhador e direcionado seus esforços para tarefa mais intelectuais. Tanto a indústria como o profissional sairiam ganhando e em escala maior.

Concordo!
maaassss para isso teria que se investir tambem em ciborgues autônomos para entrar numa planta e trocar uma simples valvula de retenção , desobistruir um trocador de calor , justar uma simples correia de compressor , ai voçê percebe que o ser humano ainda é e será sempre util.

nossa geração nunca será totalmente esquecida , haverá um tempo em que será util duas pedras e alguns galhos .

Vamos ficar atento com a ( SKYNET e o projeto GÊNESYS ) a técnologia auto suficiente que após sua ativação tentará dominar a humanidade com suas técnologias avançadas , kkkkkkk

Tudo comaça com a criação de computadores quânticos!

Eu já acho que ainda bem que não aconteceu essa revolução.
O nível de desemprego já está alto na situação que está, imagina quando precisarem de cada vez menos gente.

Essa transição, quando acontecer, tomara que seja bem devagar, para a sociedade ter tempo de adaptar-se adequadamente.

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Acho que não é bem assim, câmeras portáteis mataram a profissão de lambe-lambe mas criou mais de 100 outras

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Não precisaria tanto, maquinas projetadas para parar, deconectar componentes e conectar novos + esteiras de transporte e posicionamento, resolveriam, da mesma forma que isso é resolvido em servidores para HDs, uma peça boba que volta e meia queima.

Os servidores fazerem isso e a indústria em geral não, fala mais sobre precariedade do que sobre eficiência.

Exatamente, desde pessoas que projetam essas máquinas até novos nichos que surgem dessa revolução, venda, suporte para produtos novos, educadores para novos nichos, etc.

A revolução industrial criou muito mais emprego do que destruiu, muito do que está sendo discutido aqui é exatamente uma preocupação com um problema que está no centro do que ocorreu de errado com a revolução industrial e honestamente não deveria ser tratado como problema inevitavelmente decorrente de uma revolução nos meios de produção.

Em nenhum momento uma revolução tecnológica precisaria jogar milhares de pessoas no desemprego, mas se a educação permanece na inércia, é óbvio que cedo ou tarde a mudança vai partir da indústria e pegar milhares de pessoas muito despreparadas para reagir a defasagem do seu emprego.