Uso do Linux caiu em Agosto

Acho que já deve ter virado uma rotina minha escrever sobre o uso do Linux segundo a NetMarketShare. Para não quebrarmos a rotina, os números de agosto já foram divulgados, mas estão um pouco pra baixo.

Os números Divulgados

As estatísticas levantadas em agosto de 2020 revelam que o uso de sistemas Linux para desktop caiu para 2,69%. É uma queda relevante, já que em Julho os números estavam em 3,57%. Lembrando que o uso do ChromeOS é contabilizado separadamente pela empresa.

Foi uma queda de aproximadamente 0,8%, porém, ela é uma queda pequena se levarmos em conta que ela se traduz por uma parcela dos usuários de Linux que a empresa rastreia e não por todos os usuários do sistema.

Por que o uso do Linux caiu?

Em Junho, quando o uso do Linux subiu, estávamos no início da pandemia e o fator Home Office era maior, ou seja, as pessoas que precisavam de utilizar Windows e MacOS no trabalho, estavam em suas casas utilizando seus próprios computadores e podiam utilizar o sistema que quisessem.

Essa possível queda em Agosto pode ser por conta de que várias pessoas em outros países estão voltando aos escritórios, com os computadores da empresa, onde o MacOS pode ser “obrigatório” já que o uso do Windows também caiu em agosto. Porém, não iremos saber tão cedo.

O problema das estatísticas

Estatísticas sobre o uso de qualquer coisa estarão sempre sujeitas ao debate, análise, erros e assim por diante. Isso é algo que deve ser debatido já que são dados, eles devem ser comparados com outros gráficos e números.

O rastreamento da NetMarketShare é baseado em um número comparativamente pequeno de sistemas e está fora de tendência se comparada com estatísticas de outras empresas do mercado.

Compare o gráfico da NetMarketShare que foi colocado acima com este gráfico dos últimos oito meses divulgado pela StatCounter.

Os dados divulgados pela StatCounter relatam um pequeno aumento do uso de Linux entre julho e agosto. Considere os gráficos da NetMarketShare com uma pitada de sal.

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Seria bastante interessante se houvesse um esforço em fornecer números mais críveis, penso que a Linux Foundation ou mesmo a FSF poderiam se mover para conseguir algo assim.

:vulcan_salute:

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Difícil conseguir esses números quando um dos atrativos do Linux é coleta menor/não existente de dados. Bastar pensar na treta que deu quando o Ubuntu 18.04 anunciou que o instalador ia notificar a instalação e o hardware à Canonical.

Até agora a Snap Store é o melhor lugar para se obter dados concretos sobre Linux, e aquilo é só uma fração das instalações.

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Concordo que não é um trabalho trivial e por isso, que na minha opinião, deveria ser encabeçado por fundações como a FSF ou a LF. Acredito que dessa forma muito mais pessoas se sentiriam à vontade para colaborar.

O que não funciona nós estamos acompanhando faz algum tempo, seria interessante começar a pensar em soluções para esses problemas.

:vulcan_salute:

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Pode ser em função aos postos locais de trabalho, onde são outros os sistemas operacionais utilizados.
Em casa eu uso Linux, e no meu trabalho, utilizo Windows.
Até tento fazer um lobby para adesão ao sistema de código aberto, mas por enquanto ainda foi em vão.

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Acrescentando ao debate. Hoje mesmo indiquei Linux para um amigo, Fedora que desde a versão 30 (quando comecei) não tenho problemas. Computador dele bem honesto (i5 oitava geração). Enfim… não funcionou.

Indiquei Mint… não instalava… ele já desistiu e caiu no Windows novamente.

E não é a primeira vez que vejo disso, há até relatos aqui no fórum que já li. Certamente insistindo tem como fazer funcionar, porém demanda mais conhecimento técnico. Ou mesmo ir tentando distribuições pra achar alguma que esteja mais “alinhada” ao hardware da pessoa, porém demanda mais paciência.

E não é só instalar. Você indica e já se preocupa em achar tutorial ou se dispor a ajudar com repositórios e etc.

Creio eu que é um dos motivos que prejudicam os números de uso do sistema.

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Também acho que seria interessante, mas creio que estaria fora dos conceitos de “liberdade” da FSF. O Zorin OS possui uma função no instalador que pede permissão ao usuário para poder “participar do censo”. Se todas distribuições tivessem essa opção e divulgassem os números, teriamos algo mais concreto.

O Linux Mint também realiza essa “coleta” através de sua página inicial, que também é uma forma interessante para adquirir números…

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Depois daquele post sobre os dados do Linux Mint onde foi informado dessa forma de coleta de dados, eu fiquei maravilhado o quão inteligente é esse método kkkkkk.

Porque 99% dos usuários ou usam Firefox ou outro navegador que é necessário você abrir o FIrefox para baixar o .deb. De qualquer modo, o Firefox será sempre iniciado (salvo casos raros onde a pessoa talvez não use navegador, ou use outro do repositório - que não são muitos).

Eles são bem conservadores, mas a idéia foi genial!

E como a equipe disse, o usuário pode e deve trocar a página inicial, então não é algo que atrapalhe a liberdade de uso do sistema…

Não é meu objetivo iniciar uma discussão acalorada, mas eu não consigo ver como coletar dados com o consentimento do usuário e de forma voluntária poderia ser contra algum princípio de liberdade.

Diversas empresas já coletaram dados de formas não tão transparentes, então, um novo método onde o usuário fosse voluntário em oferecer dados, na verdade é um dos melhores exemplos de liberdade.

Ainda mais se esses dados beneficiarem o mercado como um todo e não uma empresa em específico.

:vulcan_salute:

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Como eu fiz no meu artigo, caiu mas pero no mucho.

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Interessante essa sua colocação, quando a questão do alinhamento ao hardware.
Por termos muita opções de distros, isso acaba “prejudicando” uma adesão linear ao sistema e consequentemente necessitando uma maior dificuldade de se mensurar isso em números mais absolutos.

De qualquer forma, uma parte dessa questão fica sob responsabilidade de nós como usuários mais habituados a plataforma. Digo isto por pensar que por determos o conhecimento do manuseio das ferramentas, ainda não encontramos formas de traduzi-la de forma bem simplificada aos que estão tendo os primeiros contatos.

Ainda sim, vejo essa questão começando a mudar, já que estamos encontrando com uma relativa maior frequência e facilidade, usuários do sistema.

O lance é continuarmos empenhados a apresentar o sistema como uma possibilidade real a todos, e termos paciência em promover o conhecimento e autonomia, mesmo que básica, aos potenciais novos usuários.