Máquinas virtuais são excelentes para conhecer e testar funcionalidades e configurações das distros, já para medir desempenho não penso que seja uma boa ideia.
usando um disco de 55GB com tudo junto deu isso:
windows 10 - 10.66 GiB
mint - 11.91 GiB
kubuntu - 9.51 GiB
biglinux - 7.12 GiB
separado no disco de 55GB deu isso:
sem update
windows 10 - 10.66 GiB
mint - 12.13 GiB
kubuntu - 8.99 Gib
biglinux - 9.02 GiB
com update
windows 10 - 20.29 GiB
mint - 13.83 GiB
kubuntu - 11.83 GiB
biglinux - 9.02 GiB
lembrando que nesse teste nao mudei nada,
se tinha pacote office, continuou, se tinha navegador x, continuou, etc, etc…
o biglinux nao mudou o tamanho depois do update, alem de ser o mais responsivo do que testei,
vou ficar com ele como principal mesmo
BigLinux é vida!
Grato
Ruscher
acvsilva, muito legal a honestidade de se colocar em “humilde ignorância”. É um ponto de partida excelente para qualquer discussão, porque todos nós temos áreas que desconhecemos. Inclusive, é por isso que a troca de ideias aqui é tão rica.
Já que você mesmo mencionou esse recorte, permita-me adicionar algumas informações para que, saindo da ignorância (mesmo a humilde), a gente possa olhar para o BigLinux com a precisão técnica que ele merece, especialmente porque o assunto da thread original era desempenho e escolha pessoal, não o status de “distro” dos projetos.
Você levantou um ponto técnico que vale um esclarecimento: a ideia de que algumas “nem são distros, mas a distro-mãe disfarçada”. Com todo respeito, essa definição é um pouco restritiva demais para o ecossistema Linux.
Pegando seus próprios exemplos:
- O Kubuntu é uma distro? Sim. Mas ele é oficialmente uma variante do Ubuntu com KDE. Se formos à risca, ele é a “distro-mãe” (Ubuntu) com uma interface não padrão (já que o padrão é GNOME).
- O Linux Mint é uma distro? Com certeza. E ele é famoso por ser derivado do Ubuntu (que é derivado do Debian), mas ninguém ousa dizer que o Mint não é uma distro, justamente pelo trabalho gigantesco que eles têm com as ferramentas próprias (Cinnamon, X-Apps, atualizações).
O BigLinux se enquadra exatamente no mesmo patamar técnico do Mint, mas com uma trajetória histórica brasileira impressionante.
O BigLinux não é um “tema” ou um “script de pós-instalação”. É um dos maiores projetos nacionais mais longevos, com mais de 22 anos de estrada. Ele nasceu lá em meados de 2002/2004 como uma remasterização do Kurumin e, para sobreviver e se manter relevante, fez o que poucas distros no mundo fazem: migrou de base técnica.
- Começou no Debian.
- Migrou para o Ubuntu/Kubuntu (buscando mais hardware compatível).
- Recentemente (2022), migrou para o Manjaro (Arch Linux) , em busca de rolling release e pacotes atualizados.
Essa capacidade de migração mostra um projeto vivo, com comunidade e desenvolvimento ativo, algo raro no cenário nacional.
Onde está a identidade e o trabalho de “distribuição”?
A equipe do BigLinux não “disfarça” o sistema. Eles constroem código próprio que não existe na base original. Alguns exemplos são concretos, como:
- Big Store: Uma interface que unifica pacotes nativos, Flatpak, Snap e AUR, algo que não vem pronto no Manjaro.
- Central de Controle BigLinux: Um conjunto de ferramentas gráficas para configurar o sistema (kernel, drivers, firewall) que simplifica o que no Arch puro seria feito por terminal.
- Temas e integração visual próprios: Eles desenvolvem a identidade visual que hoje é uma das mais elogiadas no KDE, sem perder a essência do Linux.
Dizer que o BigLinux “não é uma distro” é equivalente a dizer que o Manjaro não é uma distro porque usa base Arch, ou que o Fedora não é porque usa base Red Hat. A definição de distribuição Linux é justamente o conjunto da obra: base + ferramentas + curadoria + identidade.
Você acertou em cheio no resumo da ópera: com RAM sobrando, qualquer uma roda liso e a escolha é gosto pessoal. E é justamente por ser gosto pessoal que a gente precisa ter cuidado ao rotular o trabalho alheio.
Já que você mesmo se colocou em posição de aprendizado (e isso é nobre), que tal dar uma olhada no site do BigLinux ou no fórum da comunidade? Você vai ver que não é só uma “casca” da distro-mãe, mas sim um ecossistema completo, com desenvolvimento ativo, repositório próprio e um time que está há 20 anos contribuindo para o Linux no Brasil.
Grato
Ruscher
Salve, @Rafael_Ruscher
Agradeço os elogios – mas lembre que continuo sendo apenas um “leigo” em TI. – Nunca escrevi 1 linha de código, nunca desenvolvi nada, nunca compilei 1 pacote, e nunca participei da construção de um DE ou de uma distro. – Minha visão, é a visão “de fora”. A visão de um leigo futricando no mundo Linux.
Você, humildemente, propôs uma cosmogonia abrangendo o julgamento de todas as distros deste universo (e de outros, paralelos!), e o rebaixamento sumário de todas as opiniões com as quais você não concorde, ha ha ha! ![]()
Entendo que o @mobostar0101 estava só verificando as características de 3 distros que o atraíam, para escolher uma delas – e a gente entrou com algumas ideias para aperfeiçoar essa verificação – além de lembrar que “consumo de RAM” nem sempre é artes do maligno.
Claro, todo automóvel é basicamente aço, plástico, borracha etc. – ou por outro lado, motor, chassi, transmissão, câmbio, diferencial, pneus etc. – e é claro que, num elevado patamar filosófico, “carro é tudo a mesma coisa”.
Mesmo um modelo específico de carro, pode ser rebaixado e receber itens adequados para exibição em rachas urbanos – ou ser adaptado para todo-terreno, com itens para sobrevivência na selva. – Alguns preferem comprar o “modelo básico” e fazer as adaptações – mas com certeza muitos prefeririam “comprar pronto”, se o preço for o mesmo.
E se botar gasolina especial, todo bicho voa.
Com certeza, um carro rebaixado, ou todo-terreno, não é a mesma coisa que o modelo original – e não faz sentido dizer que se trata de mero “disfarce”. – Enfim, por que condenar uns, ou dizer que só os outros estão certos?
A beleza do mundo Linux é exatamente essa – que um SO “fechado” não permite.