Não existe um “Mint KDE” – isso é personalização feita por conta e risco dos usuários. – Portanto, o script de upgrade não foi feito pensando nisso, nem testado oficialmente para isso.
Além do mais, “pulei” a versão 22.2 “Zara”. – A opção que encontrei não previa upgrade em 2 etapas. – Eu teria de fazer do 22.1 “Xia” diretamente para o 22.3 “Zena”.
“O que não tem remédio, remediado está”. – Se não existe opção, não adianta arrancar os cabelos.
- Já faz tempo que desabilitei a verificação automática de atualizações (Refresh), pelo Gerenciador de Atualizações. – Não recebo avisos. – Também tirei do Painel.
Abri pelo menu e vi uma mensagem meio dúbia: – Disse que havia uma nova versão do Gerenciador de Atualizações (mintUpdate) – mas o nome indicado era de outro pacote, chamado “mint-upgrade-info” (claramente, informações para “upgrade de versão”). – O que aconteceria, exatamente, se eu clicasse em “Aplicar atualização”??
Provavelmente, atualizaria o sistema – e em seguida me ofereceria upgrade de versão. – Achei melhor ir por partes, à la Jack Stripper, para não perder nenhum capítulo da novela:
Não estou criticando (embora pareça, rá rá rá!). – O Linux Mint é a distro que eu mais recomendo, para iniciantes. – Tudo simples. Basta clicar! Nada daquelas conversas assustadoras, que só amedrontam o novato. – Ele não precisa fazer pós-graduação em rebimboca da parafuseta. Não precisa responder perguntas embaraçosas, sem a presença de um advogado. – Mas só recomendo, porque conheço o Linux Mint há quase 20 anos. Confio no “comportamento” da distro, na verdade, o comportamento que o Clement Lefebvre sempre manteve, coerente e consistente, esses anos todos.
Mas… eu gosto de ver e entender o que acontece – para entender as entranhas do Mint, por baixo do capô.
Tratei de fechar essa “lojinha”. – Ela apenas minimizou para o Painel. – Fui lá no ícone do Painel, right-click, escolhi Quit, pra fechar de verdade:
-
Já vi muita gente apavorada, porque tenta rodar um comando apt, e ele responde que o banco de dados está bloqueado (locked).
– É um dos motivos, pelos quais, nunca permito “verificação automática” de atualizações. – A rigor, bastaria ir tomar um café, enquanto o autômato termina sua tarefa. Mas já cansei de ver colegas dizerem para “matar o processo”, deletar arquivo lock, e outras maluquices (até perigosas), que só assustam o iniciante, que não entende nada dos comandos sugeridos, e fica morrendo de medo “do Linux”. -
Eu não sei se o Gerenciador de Atualizações desbloqueou ou não o banco de dados. – Aliás, não devia, nem, ter descoberto essa “atualização”, porque eu não autorizei nenhuma “verificação”. – Mas no universo “lojinha”, você nunca sabe se o que foi dito corresponde a alguma verdade. Ou, a qual verdade. Achei mais seguro clicar Quit, por via das dúvidas.
Executei um sudo apt update, vi que o espelho (mirror) estava Ok – e apliquei as 47 atualizações pelo Synaptic. – Sempre atualize completamente o sistema, antes de começar um upgrade de versão:
Essas atualizações incluíam o pacote “mint-upgrade-info (1.2.9) to 1.3.0”, mas não o Gerenciador de Atualizações (mintUpdate). – Normal, em qualquer “lojinha”. – Suspeitei desde o princípio…
Aliás, o Mint inteiro segue os princípios básicos de uma “lojinha”: – O que aparece no Menu e na barra de título das janelas dos aplicativos, são “nomes de fantasia”, que não correspondem aos nomes dos pacotes. – Para destrinchar esse labirinto:
Menu Package Description
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Software Manager mintinstall A software manager to easily install new applications.
Software Sources mintsources Configure the sources for installable software and updates.
-- depends on mint-mirrors
Update Manager mintupdate Helps installing security updates and new versions of packages.
-- depends on mint-mirrors
-- depends on mint-upgrade-info
mint-mirrors List of Linux Mint Repository mirrors.
mint-upgrade-info Provides information to the Update Manager on how to perform distribution upgrades.
Além disso, existem o dpkg, o apt, o aptkit – além de pacotes do PackageKit, do Xfce / Gnome, do KDE Plasma (Discover) etc. – que o Mint não removeu completamente, ou que eu não removi completamente etc. – Quanto mais “camadas” superpostas, mais enrolada é a coisa… e mais perigoso, mexer nesse castelo de cartas, sem desabar tudo.
Reiniciei o PC, para ter certeza de que o Mint estaria rodando tudo atualizado. – Outra precaução, que não custa nada, e não faz mal a ninguém.
Ao reabrir o Gerenciador de Atualizações, ele confirma que está tudo atualizado. – No “Histórico”, registra atualizações antiquíssimas – que foram feitas pelo Synaptic (e não por ele!):
Até minha experiência anterior (2020-2021), esse Gerenciador de Atualizações era claramente um fork do Synaptic (reduzido e alterado). – Nos logs do apt, suas ações eram atribuídas a um comando “synaptic + parâmetros”. – E ia tudo para o Histórico o Synaptic.
Agora, são as atividades do Synaptic que vão para o Histórico do Gerenciador de Atualizações (mintUpdate) – não-copiável e não-auditável.
Na barra de Menus >> Edit >> Timeshift, cliquei para criar um “instantâneo” do sistema (Snapshot). – O upgrade de versão está logo embaixo:
Salvei o “instantâneo” na partição “Midia”, que tinha espaço livre. – A ocupação passou de 75 GiB para 85 GiB. – (Mais tarde, deletei o Snapshot e tornei a desativar o Timeshift).
Percorri as Release Notes, as New Features – e nos Requisitos fui obrigado a reinstalar o Xfce inteiro – via pacote “mint-meta-xfce”:
Depois, ainda tive de marcar “Entendo os riscos. Quero fazer o upgrade”.
No meio do upgrade, ainda tive de decidir se queria (ou não) “replace /etc/xdg/autostart/mintreport”. – Respondi que “não”, na certeza de que seria gravado um backup dessa alteração, caso eu decidisse aceitá-la mais tarde. – De fato, ficou.
- Mas não me perguntou se eu queria manter minha configuração de espelho (mirror) em “/etc/apt/sources.list.d”. – Dias depois, notei certa lentidão – e tive de configurar de novo o espelho da UFPR.
Na etapa final, removeu o Synaptic. – Tive de reinstalar, mais tarde. – Felizmente, seu Histórico foi preservado, de modo que posso pesquisar cada pacote instalado / atualizado / removido por ele, desde meados do ano passado.
Apesar da reinstalação do Xfce, o SDDM foi mantido como padrão. – Bastou reiniciar o PC, e o Mint já auto-logou na minha sessão-padrão Plasma-X11.
Quando instalei o Mint, há uns 6 meses, pude remover tudo que tivesse “xfce4” no nome. – E pelo visto, ainda tinha ficado muita coisa – ao ponto de exigir a reinstalação completa, antes de permitir o upgrade.
Agora, surgiram complicações. – Ia remover muitas coisas, até do próprio KDE Plasma.
Primeiro, removi “mint-meta-xfce”. – Depois, removi “mint-meta-core”. – Depois, removi “mintdrivers”…
Pois é! – Fiquei meio na dúvida. – Mas a verdade é que o Mint nunca achou necessidade de instalar nenhum “driver” adicional para o meu hardware – nem hoje, nem no ano passado, nem em 2020-2021:
Esse gerenciador foi outro labirinto. – No Menu e na barra de títulos de sua janela, ele se chama “Driver Manager”. – Nas propriedades do lançador, diz que ele vai usar o programa “driver-manager”. – O comando “whereis” diz que ele está em “/usr/bin/driver-manager”…
Só que não existe nenhum pacote chamado “driver-manager” – nem, instalado – nem nos repositórios!
O que existe, é uma teia de “aliases” ou “links simbólicos” – ou seja lá como se chama essa camada adicional de rolos:
$ ls -o /usr/bin | grep driver
[...]
-rwxr-xr-x 1 root 105 2026-01-08 13:08 driver-manager
[...]
-rwxr-xr-x 1 root 352 2017-08-30 05:22 mint-drivers
lrwxrwxrwx 1 root 14 2026-01-08 13:08 mintdrivers -> driver-manager
No meu fraco entendimento, “driver-manager” é que deveria ser um link simbólico para “mintdrivers” – e não o contrário. – Mas, enfim…
Enfim, decidi remover o pacote “mintdrivers” – e o Mint não explodiu.
Remover o PackageKit implicava em remover esse pacote. – Por isso, fui atrás dele – para saber quem era, onde morava, o que fazia quando não estava atrapalhando a remoção do PackageKit.
(Removi o Plasma-Discover em Outubro do ano passado – e até agora ele não voltou a aparecer).
Ainda falta destrinchar mais alguma coisa, antes de remover todos os pacotes chamados “Xfce4” – que no ano passado aceitavam ser removidos, sem tugir nem mugir.














