Canonical parece querer uma versão imutável do Ubuntu todo de Snap para 2024; Red Hat parou com LibreOffice e realoca engenheiros para cuidar da stack gráfica do Linux e mais notícias do mundo Linux!
Começo com perguntas em relação ao seguinte trecho:
Você poderia instalar um Snap, para ter uma nova interface, ou cada versão diferente do kernel ser um snap, assim você pode ter versões atualizadas ou antigas,¹ dependendo da necessidade, sem que uma interfira na outra, tudo isolado. Aliado a isso, “snappar” o Ubuntu por completo, apesar de dar um trabalho grande agora, provavelmente vai poupar muitas horas no desenvolvimento e manutenção no futuro.²
1 - Instalar interfaces diferentes não é difícil com o APT. Aliás tenho mais de uma sempre instalada pq não aguento a vida só com o GNOME ou só com o KDE. Qual é a vantagem prática de instalar uma interface com o Snap? É fácil associar um Snap com uma versão do Kernel, ou com uma sessão específica isolada do resto?
2 - Não sei no desenvolvimento do que, acho que a Canonical é a empresa que mais se beneficia de projetos opensource do mundo Linux sem um retorno real em código. Ela bebe na fonte do Debian até ficar de barriguinha cheia (nada contra, afinal está dentro da GPL e reconheço a contribuição da Canonical para a propagação). se formos práticos, é tanta a economia no desenvolvimento, ou se trata de mais uma vez que a Canonical não quer contribuir com a comunidade sem uma contrapartida monopolista de sua parte, do tipo GNOME Shell x Unity, Snap x Flatpak?
Contudo, eles decidiram mudar o branding totalmente, talvez para espantar justamente a impressão prévia que as pessoas já tem, muito como foi feito tardiamente com o Microsoft Edge.
Imagino que possa estar relacionado com as origens da Cortana, no caso do personagem que deu nome ao produto, que se tornou vilã da história. Acho besteira, mas entendo que muita gente faria associações estúpidas.
Para o usuário comum a possibilidade de instalar uma interface gráfica inteira com um clique sem o risco de quebrar, misturar apps, e de fácil remoção, muito provavelmente flavours e até remasterizações inteiras deixariam de existir
É e não é, depende muito do ponto de vista
Isso é um mito muito difundido que não sei porque ou de onde veio, a Canonical é na verdade uma das empresas que mais (se não a que mais) contribui com os projetos que ela usa, boa parte dos desenvolvedores e engenheiros da Canonical trabalham ativamente no Debian, várias correções e melhorias no APT e no build system do Debian, pacotes, desktops e ecossistemas inteiros vieram da Canonical ainda que deixaram a Canonical ao evoluírem para algo mais independente
Essa questão do Unity x GNOME foi devido ao GNOME não possibilitar que o plano da Canonical de expandir mercado se concretizasse, pouca gente fala mas o Ubuntu Phone foi pensado desde o início e foi apenas uma fração do projeto, a ideia da Canonical era ter um ecossistema estilo Apple indo de smartphone a TVs, no canal da Canonical no YouTube tem (ou tinha) vídeos mostrando, se com Unity eles não conseguiram, com GNOME seria impossível pra época pelo menos
Outro detalhe que eu vejo por aí é a suposta rixa de snap e flatpak, isso não existe, são tecnologias completamente diferentes, com finalidades diferentes, com snap a Canonical consegue atingir servidores, serviços de sistema, aplicativos desktop, aplicativos mobile e blindagem contra ataques 0-day de nível kernel (ao menos em teoria), coisa que com Flatpak não é possível, snaps e flatpaks só conflitam em apps desktop, não faz sentido essa exigência que a Canonical use ou contribua com Flatpak ou similares sem que as tecnologias sejam pensadas para o que ela precisa
Eu não sou usuário ou conhecedor do Snap, por isso minhas dúvidas, obrigado por responder.
Se eu instalar o KDE-Desktop no meu Ubuntu via Snap, as aplicações do gnome vão estar separadas das do KDE? Isso é muito grave!
Os métodos atuais de instalação, inclusive um duplo clique no meta do KDE-Desktop já instala tudo o que vem na distro para instalar o KDE sem quebras. Isso já existe, esse é o meu ponto.
Sobre as contribuições da Canonical, acho triste que ela faça isso em segredo, e fico feliz que você tenha trazido luz a este fato, uma vez que pelos indexes que eu acompanhei, o nome da Canonical nem surge, mesmo quando eu meço as estatísticas ao longo de todo o tempo de existência da empresa. Se você puder depois enriquecer meu conhecimento com essas métricas através de uma fonte confiável eu agradeceria muito, pois sempre fui simpático ao Ubuntu.
Uma das métricas utilizada é o número de commits em projetos open source. Algo que muitos aceitam como uma métrica para a contribuição de uma empresa para a comunidade de código aberto e inovação. O primeiro lugar (até 2020, não obtive dados mais recentes por uma preguiça enorme de me alongar nisto) ficou para um desconhecido pra mim, Liferay. Em segundo a RedHat e em terceiro a Microsoft. No top 20 não consta o nome da Canonical.
Achando essa métrica enviesada e desatualizada fui atrás de outro método para calcular as contribuições e descobri a OSCI, Open Source Contributor Index. Eles têm dados muito mais completos e recentes e calculam quantos contribuidores individuais estão fazendo commits em projetos de código aberto, e dividem em ativos, aqueles que fizeram pelo menos 10 contribuições, e o número de pessoas que fizeram ao menos um commit. Eles chamam de Total Community.
Os três primeiros são em ordem: Google, Microsoft e Red Hat. A Canonical figura em 25° lugar.
Com esses dados de maio de 2023, me considero convencido de que a Canonical deixa muito a desejar nas suas contribuições, mas é questão de opinião, não sei se posso postar o link aqui, mas com a chave de pesquisa certa no Google você encontra o resultado.
Não entendi a gravidade disso.
Certo, mas e se eu não suportar viver com mais de uma DE instalada e quiser desinstalar uma delas? É mais fácil eu conseguir quebrar a distro do que conseguir remover todos os rastros de uma DE, e é por isso que sempre que quero trocar a DE eu faço uma reinstalação de distro. “Ah, mas não precisa remover uma das DE”. Eu não aguentaria ter apps do Gnome e do KDE instalados juntos.
Acabei de dar uma olhada no Open Source Contributor Index e no ranking eu vi, além das empresas que você já citou, a IBM (desconsiderando a Red Hat), a Intel, a Amazon, a Oracle, o Meta etc… Não tenho dados para me embasar, mas de toda forma eu duvido que a Canonical chegue perto de conseguir competir com essas empresas financeiramente falando. Isso é um problema, porque funcionários recebem salário, e salário custa dinheiro.
Sobre a gravidade:
Quem determina quais são os pacotes que vão ou não estar expostos entre os Desktops? Se eu quiser usar KDE, mas eu gosto de usar o gnome-disks para manipular meus discos, uso o gnome-games eu vou ter que sair do KDE e entrar no GNOME? Pobre de mim, que gosto de usar o Dolphin mesmo no GNOME. Se o pacote pertencer a outro Desktop que não esses dois, ele vai aparecer na minha lista?
Uma coisa é eu poder separar os pacotes essenciais de uma distribuição, outra completamente é eu restringir o acesso.
Todas as minhas aplicações gráficas devem estar expostas ao meu desktop, não importa qual seja! O pessoal confunde muito o ambiente com as aplicações que acompanham um desktop quando eu uso um meta pra instalar tudo.
Como eu disse no primeiro comentário, não tenho experiência no Snap, se isso acontece, e não sei se acontece, é um problema bem grave.
Com relação ao OSCI, eu deixei claro que a Canonical está na lista, 25° lugar, o que não corrobora a informação que o colega deu sobre a Canonical ser uma das maiores senão a maior contribuidora com SL. Espero que tenha algum dado que eu esteja perdendo, pois seria interessante ver a Canonical como uma das maiores contribuidoras.
Sobre desinstalar uma DE, não encontro dificuldades nisso, tanto no Ubuntu, quanto no Debian, no Fedora ou no Manjaro, pelo gerenciador de pacotes. O que me impõe alguma resistência, e gera mais dores de cabeça hoje é o Neon.
Não, isso não acontece com os snaps. Com os snaps você pode instalar e usa qualquer app que desejar.
Permita-me lhe dizer que não está legal você fazendo várias suposições sobre os snaps e sobre a Canonical sem ter conhecimento sobre eles. Você chegou até mesmo a fazer um comentário negativo na base do “acho”:
Não sei no desenvolvimento do que, acho que a Canonical é a empresa que mais se beneficia de projetos opensource do mundo Linux sem um retorno real em código.
Não é bacana ficar falando coisas depreciativas sem ter conhecimento da causa.
Você está distorcendo o que o colega disse. Ele rebateu perfeitamente sua frase sobre a Canonical supostamente não gostar de colaborar com os PROJETOS OPENSOURCE QUE ELA USA. O ranking que você nos trouxe não é capaz de dizer que a Canonical não é uma das maiores contribuidoras dos PROJETOS OPENSOURCE QUE ELA USA.
Na verdade isso é o ideal, pensa eu instalo, o xfce4-desktop, aí vem um editor de textos, um gestor de arquivos, uma calculadora, um visualizador de PDF… Aí eu instalo o plasma e vem a mesma coisa, o gnome e vem a mesma coisa, nesse cenário eu teria 3 editores de texto, 3 gestores de arquivos, 3 visualizadores… Faz sentido isso? Não! Com snap você só teria um de cada o que faz muito mais sentido
Só que mistura os apps o que é ruim e pode quebrar o sistema, se a internet cair no processo ou se houver um conflito de pacotes o sistema quebra ou no pior dos cenários pode acabar sem um desktop
Isso é uma péssima métrica, quantidade de commits é muito relativo, época de migração de app GTK por exemplo, a organização que mantém apps GTK vão se destacar e muito mais, como se não bastasse tem o número de pessoas envolvidas é muito discrepante, a Canonical tem apenas 500 pessoas trabalhando ativamente, do CEO ao suporte, só de desenvolvedor a RHEL que é a empresa mais próxima da Canonical tem 12000 ou seja, a RHEL atualmente tem 24x mais devs que a Canonical tem de funcionários, em uma comparação relativa a Canonical estaria a no máximo 1 posição abaixo do que deveria (a fonte são o institucional de ambas as empresas), a Canonical parece grande porque o ubuntu se tornou disparadamente mais popular, porém é uma empresa extremamente pequena, a SUSE a nível de comparação só no Brasil tem 2x mais funcionários que a Canonical no mundo inteiro… É no mínimo injusto exigir níveis sequer perto de constribuições pelos dois motivos expostos!
Eu não percebo onde meu comentário pode ter sido depreciativo.
Eu não fiz a MENOR suposição, se você ler meus comentários eu PERGUNTEI sobre os Snaps e, pelo seu comentário, assumo que recebi uma informação equivocada.
Os maiores projetos open source que a Canonical usa ou o geral, eu fui bastante específico das métricas que utilizei, não foi na base apenas do “eu acho” foi na base dos dados que obtive para formar a minha opinião, e até quero que as pessoas me tragam mais dados para que eu tenha mais embasamento e mais conhecimento, é só trazer mais dados e eu vou achar super interessante ser contradito e uma constatação de um fato não é comentário depreciativo.
O que eu não acho bacana é quando as pessoas afirmam coisas sem conhecer exatamente aquilo que estão falando.
Seria melhor mesmo eu ir ao Google ao invés de perguntar aqui, mas não apenas interajo com o público, como também posso discutir e encontrar opiniões contrárias, que quando embasadas, me ajudam a crescer como pessoa e profissional. Em nenhum momento falto com respeito às pessoas ou suas opiniões, apenas tento enriquecer a discussão.
E pelo visto se continua a propagar informações que parecem ser no mínimo inveridicas. Aparentemente alguns colegas não sabem como funcionam os DE, o gerenciamento de pacotes e o conceito de meta pacote.
Se eu instalo o xfce4-desktop ou o xubuntu-desktop, esses são metapacotes para o que a comunidade ou os desenvolvedores do “flavor” decidiram que deverá ser incluso para um ambiente COMPLETO daquela distribuição para aquele ambiente de trabalho. E isso vai incluir além das dependências obrigatórias, uma porção de utilitários para a utilização do sistema. Meu caso por exemplo, eu instalo o plasma-desktop que é mínimo, e a posteriori instalo outras aplicações no meu Ubuntu. Hoje já decidi que vou bem com o Neon e o KDE como ambiente, mas ainda uso aplicações do gnome, que seria sim, muito grave se eu não as conseguisse utilizar, o que o colega já trouxe luz à questão e informou que não acontece.
Para explicar, não há, no cenário atual, situação onde haverá conflito de pacotes em ambientes de trabalho modernos. Você pode pelo apt instalar “n” ambientes sem essa história que inventam de conflitos e quebras de pacotes. Sobre cair a internet, o apt não foi desenvolvido ontem, quando foi desenvolvido foi previsto que poderia haver falhas na conexão durante a instalação e caso você tenha uma quebra no download ou baixe um pacote corrompido, o dpkg só instala aquilo que já foi baixado, e os pacotes são instalados em ordem para não quebrar o sistema. Inclusive um problema clássico que eu tinha em 2008 era quando tínhamos um softphone que dependia de uma versão desatualizada do TK/TCL (acho que é isso, já não lembro mais… ) E o apt não baixava o softphone, PQ não havia versão da tal biblioteca nos repositórios, e eu tinha que fazer um dpkg -i naquela desgraça para o software legado funcionar. Hoje com o flatpak eu acho que isso fica resolvido e creio que com o snap também. Vou dedicar um tempo a estudar os Snaps hoje.
Sobre a justiça das métricas: nem sempre as métricas nos agradam, mas elas são uma forma de calcular e quantificar o mundo que vivemos. Hoje vemos a Microsoft como uma das maiores contribuidoras do open source e isso não se reflete tanto nas nossas vidas, apenas no negócio da Microsoft. Entretanto, algumas coisas devemos levar em consideração: se o tamanho da empresa importasse nessa quantificação, quantas empresas não nasceram e morreram ao longo do tempo vivendo só de Open Source? Não seria possível calcular o retorno da empresa em contribuição com o que ela leva da sociedade. Não devemos esquecer que o Linux é o que é graças ao trabalho de voluntários mais do que o de empresas. Eu também achei de certa forma enviesada a forma de cálculo do primeiro site que vi, e fui procurar outras fontes.
Sobre a suposta distorção:
Eu recomendo que se leia os comentários todos, desde o primeiro. O artigo afirma que a Canonical pode dedicar mais engenheiros a outros projetos se ela se foca no snap ao invés de continuar usando o “.deb”, eu continuo sem saber se a economia de recursos vai ser tão impactante assim, visto que entre contribuir para um projeto que usa, e criar um fork, a Canonical se dedica quase sempre a busca de elefantes brancos. E ainda afirmo que nada tenho contra isto. O que seria de nós sem os elefantes brancos que viram inovação real!?
O colega a seguir explicou que a Canonical é uma das maiores contribuidoras nos projetos que usa. E não há métricas disto!!! Eu mesmo poderia ter trazido a questão do GNOME, que não vou trazer justamente por ser injusto, a Red Hat é mantenedora do projeto e o Projeto Debian tem um histórico longo de manutenção, correção de bugs e outras formas de contribuição e mesmo que fosse agora uma grande contribuidora, não achei a métrica disto. O Kernel, sabemos, tem tantos contribuidores gigantes que jogam a Canonical para baixo, mas compreendo que seja derivado do tamanho da empresa, a única métrica que encontrei que coloca a Canonical na lista em uma posição honrosa é a que usei.
Não entendi ainda a hostilidade em relação a mim.
A questão é que não há como medir métricas disso, do jeito que você mediu, no mínimo deveria traçar uma média contribuições÷contribuidores aí se teria algo minimamente palpável, porém ainda sim seria uma métrica falha, porque como eu disse, número de commits não refletem em contribuições diretas commits são apenas alterações, teria que ser analisado o que são essas contribuições, a Microsoft por exemplo mantém diversos drivers e trechos do Kernel de uso exclusivo dela e está na lista de contribuições, a RHEL é conhecida por frequentemente quebrar API de seus produtos e serviços, isso gera um enorme volume de commits, alguns engenheiros da SUSE e RHEL são direcionados a tradução e localização, cada novo recursos gera novos commits, volume de commits é uma métrica vazia não dá pra medir nada assim porque não é linear, apesar de você não colocar o GNOME na conta, suas métricas colocam… Não tome como um ataque pessoal mas você está baseando a ideia de a Canonical não contribui através de uma métrica extremamente problemática
Quer um exemplo factível? Ubuntu 22.04 trás o GNOME 42, a versão atual é o GNOME 44, se nenhuma catástrofe global acontecer no Ubuntu 24.04 vai vir o GNOME 46, como atualizar o Ubuntu 22.04 para o GNOME 46? Se atualizar provavelmente vai ser preciso atualizar o GTK, atualizando o GTK um monte de app e bibliotecas vão ser quebradas ou forçadas a atualizar, além disso vai ter quebra de ABI… resumindo você tem uma quebra da lógica por trás do “LTS”, já instalando o GNOME via snap não tem problema
Isso funciona pra pacotes simples, pacotes mais elaborados podem causar um reinstreq isso é bem problemático
Eu acho que você pegou o espírito, sem analisar commit a commit é simplesmente impossível saber o impacto das contribuições de uma empresa, pense num cenário assim, uma empresa A resolve reestruturar o código de um driver gerando 10 commit, nada de novo foi adicionado e nenhuma falha foi corrigida, por outro lado outra empresa B corrige uma falha de segmentação verificando se um ponteiro é nulo com um commit só… Quem contribuiu mais? Na sua métrica foi obviamente A, mas em termos práticos foi B, óbvio que é só um exemplo, mas ilustra como é falho determinar o quanto alguém contribuiu com alguma coisa usando apenas a quantidade, isso é um dado qualitativo e não quantitativo e como tudo que é qualitativo vai depender de como é analisado
Esse é um ponto formidável!! De fato, não dá pra dizer se a Canonical é uma das maiores contribuidoras para o software que usa, mas ao longo dos anos, e eu já sigo nesse mundo de Software livre desde 2006, a Canonical (e outras empresas também, mas o assunto aqui por acaso é a Canonical) sempre que a empresa se viu em uma encruzilhada onde a comunidade está seguindo numa direção mas alguém lá dentro decide que este não é o melhor caminho, eles têm preferido forkar em coisas que representam só mais gastos em projetos que vão morrer ou não vão contribuir para o SL em que eles se basearam por anos. E essas aventuras resultaram em prejuízos quase que karmicos. A Canonical contribui com o software livre e contribui muito, não há como se negar isso, mas se alguém me disser que ela contribui mais que outra, acredito que o embasamento é recomendável.
Sobre os cases de uso do Snap eu vou terminar de estudar mais a fundo isto antes de comentar. Algumas pessoas parecem saber o que estão falando, mas parece haver muito ruído na comunicação.
Pois é. A Google tem “apenas” estes projetos projetos de código aberto aqui: Projects | Google Open Source. É muito errôneo pegar os números de empresas como a Google para dizer que a Canonical mal contribui.
Para mim o fato de a Canonical estar em 25º no ranking já é uma coisa positiva.
Às vezes eu até acho que as pessoas se esquecem de que a Canonical é uma empresa. Tem quem critique até as parcerias da Canonical, como se ela fosse um projeto da comunidade como o Debian. Já quem tem consciência de que a Canonical é uma empresa acha que ela é a Google do mundo Linux, quando na verdade ela nem faz cócegas na Red Hat e está bem abaixo da SUSE.
Mas é assim que empresas funcionam nós tendemos a ficar limitados ao que blogs/canais como Diolinux falam mas isso é meio que um erro, um grande erro porque ao longo do tempo nos faz criar viéses sobre determinadas coisas, por exemplo, a Canonical brigou com o GNOME e criou o Unity, porém essa não é a história toda, o GNOME na mudança do 2.x para o 3.x trouxe um monte de mudanças de usabilidade que hoje mesmo muitos devs do próprio GNOME reconhecem que foi um erro. O Unity ainda que eventualmente tenha sindo descontinuado, trouxe vários pontos positivos, hoje por exemplo, quem ver um sistema com uma barra vertical a esquerda e uma barra superior lembra automaticamente do Ubuntu, o Ubuntu Phone abriu os olhos para a necessidade de rodar apps Android pra sistemas mobile, a questão snap x flatpak já foi exposta acima, o flatpak (na época xdg-app) mal rodava apps simples, o Wayland não suportava convergência (adaptação rápida de resolução)… É preciso ver o contexto, se pegar o estado atual dessas tecnologias a Canonical vai sem dúvidas parecer bem baba.ca, porém, pegando o contexto da época para o que ela precisava, era necessário se não ela ia ficar parada no tempo, só a tipo de curiosidade o projeto Unity era bem maior que a gente se lembra, envolvia:
- TVs: https://youtu.be/jq_WaOLjdyQ
- Netbooks/Desktop: https://youtu.be/dHzP7mxRFJE
- Conta de sincronização: https://youtu.be/stjojarwci8
- Unity 8 que juntaria tudo num sistema só e até em um dispositivo só: https://youtu.be/ize9A0x4EuU
A Canonical tava no caminho certo, é meio ilógico pensar que foi karmico dezenas de empresas tentaram e só Google, Apple e KaiOS Technologies entraram no mercado mobile, vou nem falar nos outros tópicos
A coisa que mais me deixou feliz, no fim das contas é o poder do engajamento na comunidade. Uma discussão simples resulta em uma exploração ampla do assunto e nos permite mais do que mudar de ideias, incrementar nossas ideias e concepções.
O Unity era maior que a gente tem realmente noção hoje. Eu mesmo usei muito a versão Qt no meu EeePC.
Meu ponto ao afirmar que é karmico é a Canonical não conseguiu embarcar o Ununtu Phone, foi obrigada a voltar ao GNOME-Shell e outros foram bem mais sucedidos nisso. Mas aí é questão de ponto de vista