A Canonical confirmou que todos os sabores oficiais do Ubuntu precisarão lançar versões beta para participar das futuras versões estáveis da distribuição.
Considerando as dificuldades que os flavors tem enfrentado, acho que vamos ter uma redução drástica nas opções oferecidas
Existem muitas flavours do Ubuntu, se reduzisse seria bom.
Eu apoio não só isso como o enxugamento de versões, como dito pelo @Lee acima. E poderia ser mais fortalecido a marca Ubuntu® se as versões fossem simplesmente baixadas no site do Ubuntu e ao invés de ter nomes diversos como “Kubuntu, Lubuntu, Edubuntu e etc” tivesse apenas o nome “Ubuntu” .
Ubuntu ou Ubuntu Workstation. (Gnome)
Ubuntu com KDE
Ubuntu com XFCE
Ubuntu com LXQt
E Ubuntu para China, com interface e aplicações para aquele mercado. (UKUI Desktop)
As demais versões podem descontinuar ou torná-las não oficiais.
Última notícia que eu vi do Lubuntu, estava sendo mantido por uma pessoa só. Uma situação dessa fica muito difícil de sustentar a Distro funcionando
Pensei o mesmo. Mas será que a Canonical vai ajudar as que ficarem? Penso que os “flavors” são responsáveis por uma considerável quantidade de usuários de Ubuntu. Apesar de que esse nem é o foco dos caras, e sim o mercado corporativo.
Acho difícil, talvez os modelos de Spin do Fedora sejam mais interessantes, os times também são pequenos, mas as customizações quase não existem. Manutenção mais fácil
1. Qual é a real intenção do Ubuntu (Canonical) com isso?
A intenção da Canonical pode ser resumida em duas palavras: Qualidade e Foco.
O problema que eles querem resolver:
Ao longo dos anos, o ecossistema do Ubuntu cresceu muito. Hoje existem mais de 10 “sabores oficiais” (flavors), como Kubuntu, Lubuntu, Xubuntu, Budgie, Cinnamon, etc. O problema é que, como o @Robertope bem pontuou, muitas dessas distros são mantidas por equipes minúsculas de voluntários (às vezes uma ou duas pessoas no mundo todo).
Quando chega a hora de lançar uma versão nova, se um desses sabores oficiais estiver cheio de bugs ou atrasar, isso arranha o nome e a reputação da marca “Ubuntu”.
A estratégia da Canonical:
Ao exigir que todos os sabores participem obrigatoriamente das versões Beta e sigam regras de testes muito mais rígidas, a Canonical está dizendo: “Se você quer levar a nossa marca oficial, o selo de qualidade tem que ser alto”.
Como o @msteles comentou, o foco da Canonical hoje é o mercado corporativo, servidores e computação em nuvem. Eles não têm braço para ficar consertando bugs de interfaces visuais de voluntários. Ao endurecer as regras, eles forçam uma organização maior dos times ou, naturalmente, um enxugamento das opções, deixando o ecossistema mais limpo e fácil de manter (bem parecido com o modelo de Spins do Fedora que o @Robertope citou).
2. E como fica o Zorin OS nessa história toda?
Se você usa ou acompanha o Zorin OS, pode respirar aliviado: para o Zorin OS, não muda absolutamente nada!
Aqui está o porquê, explicado de forma simples:
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O Zorin OS NÃO é um sabor oficial (flavor): Os sabores oficiais (Kubuntu, Lubuntu, etc.) são sistemas mantidos por voluntários dentro da infraestrutura da Canonical e que usam o nome Ubuntu. O Zorin OS é uma distribuição independente, criada por uma empresa própria (a Zorin OS Technologies, dos irmãos Zorin).
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Eles usam apenas a “base”: O Zorin OS pega o código-fonte bruto e estável do Ubuntu (os repositórios LTS) e constrói o seu próprio sistema por cima. Eles não respondem às regras de lançamento da Canonical. Eles têm o seu próprio calendário, suas próprias regras e o seu próprio controle de qualidade.
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O Zorin já faz o seu próprio dever de casa: Os criadores do Zorin OS são extremamente criteriosos com estabilidade. Eles passam meses testando o sistema em segredo e lançando versões Beta internas antes de liberar o Zorin OS para o público.
Resumo da ópera:
A Canonical está organizando a sua própria casa e cobrando mais postura dos seus “filhos diretos” (os sabores oficiais). O Zorin OS é como um vizinho independente: ele continua usando os alicerces sólidos do Ubuntu para construir sua casa bonita, mas não deve nenhuma satisfação às novas regras de condomínio da Canonical.
O Zorin OS 18.1 (e as futuras versões) continuará firme, forte, estável e lindo, independentemente de Kubuntu ou Lubuntu passarem por aperto com as novas regras!
Ainda bem que uso um sistema com base Ubuntu e não sabor Ubuntu, kkk
Será que seria interessante ter só duas edições do Ubuntu? A oficial com GNOME é a Community Edition em que no instalador você escolhe a interface que instala o mais puro possível.
Seria interessante. Mas teria que ter um time focado só nessa versão, pra dar suporte a todas as DEs que tivesse disponível.
Isso vai inflar ainda mais as distros baseadas em buntu da vida
Problema sempre são os times pequenos, vide o Mate e o Unity. Mate após mais de 10 anos de LTS está com dificuldades após o Martin Wimpress ter saído e nem lançou uma ISO 26.04.
O Unity parece em melhores condições, o Rudra Sarawst parece também ter saído do projeto que está sendo mantido por outras pessoas.
Será que daria certo no Ubuntu o que acontece no Catchy OS? Uma única iso com interface padrão de KDE mas que no instalador permite escolher qualquer interface?
Problema maior nem e centralizar… Mas manter uma certa universalidade, vc tornar um sistema 100% dependente de internet e ruim em todos os aspectos, a ideia de ter varias flavors ja vai contra esse modelo.
Não adianta muito a Canonical endurecer as coisas se ela não der nenhuma contrapartida estendendo a mão a quem produz os “sabores”…daí, só vai ter mais gente migrando para outras bases.