TigerOS chega a versão 21.1 e já revela planos para o futuro

No dia 29/11 foi disponibilizada a versão 21.1 do TigerOS, para fechar com chave de ouro um ano bastante complexo. Bora fazer uma pequena recapitulação da versão 21 e da parceria, para então conhecer as novidades dessa atualização?

No dia 1/7 tivemos o lançamento da versão 21 do TigerOS, codinome TOM, com muitas novidades, que despertaram a curiosidade geral, resultando em muitos downloads.

E no mês de Agosto uma mega novidade: a parceria com a UniFafibe, de Bebedouro/SP, no qual o TigerOS passa a ser a distro usada para não só introduzir os alunos no mundo Linux, como também professores e demais funcionários.

E a esperada pergunta com o anúncio da versão 21 também veio: e os diferenciais?

Quantas distros oferecem a instalação de pacotes AppImage com 1 clique + senha? Para citar apenas 1.

Acreditem: essa pergunta não incomoda a mim, ou aos desenvolvedores, muito pelo contrário, sabemos que precisamos trabalhar para tornar o TigerOS cada vez mais interessante aos usuários.

Ideias não faltam, o que faltam são colaboradores, para ajudar a implementar tantas coisas, que nem sempre exigem conhecimentos avançados, ou nada que um pouco (dependendo do caso, bastante) de estudo não resolva.

Mas vamos ao objetivo deste tópico: comentar sobre a versão 21.1 e o futuro do TigerOS.

A atual versão 21.1, como se prevê, virá com toda a base de programas 20.04 atualizada, mas também com várias novidades.

Reuniões por vídeo:

Com a necessidade de se trabalhar de casa, obviamente veio a necessidade de se fazer reuniões e conversas variadas por vídeo, levando à adoção em massa de ferramentas como Zoom, Google Meet e Teams.

Inclusive a Microsoft resolveu dar destaque ao Teams na versão 11 de seu sistema operacional.

Mas e no lado open source, qual opção se destaca? Sem dúvidas é o Jitsi, que apesar de um tanto limitado no quesito qualidade acima de 20 pessoas, em sua versão gratuita, pode ser hospedado localmente, ou em algum serviço cloud.

Tunando o Thunar:

Já vi muitas críticas ao gerenciador de arquivos Thunar, por ele tradicionalmente vir bem básico, em se tratando de recursos na grande maioria das distros.

Alguns meses, aqui no fórum surgiu o tópico sobre o acréscimo de funções ao Thunar, que foram adotadas na versão 21.0.1, mas agora, estarão bem mais bem funcionais na versão 21.1, estando pré-configurados, não apenas instalados, a lista é:

Thunar-share: Compartilhamento de pasta em rede

Meld: Comparar pastas ou arquivos de texto

Baobab: Uso de espaço em disco.

Lançador simplificado:

Nesta edição o Ulauncher vem como opção de lançador. Ele tem se saído muito bem nos testes, mas quem preferir o Pop Shell, pode fazer a instalação.

Antivírus:

Mesmo que sistemas com base no kernel Linux não sejam infectáveis da mesma forma que o Windows, como o foco do TigerOS são empresas e, a troca de arquivos com máquinas com outros sistemas é real. Então, para garantir que essas máquinas não correrão o risco de infecção, o TigerOS agora já sugere a instalação do Clamav no painel de Boas-Vindas.

Unificação visual dos temas:

Um detalhe que incomoda na versão 21, trata-se do tema MIX, que chamou atenção de muitos, ter uma estética diferente do tema Light e Dark.

A atualização 21.1 trará um novo tema GTK, adaptado para os 3 modos, deixando esteticamente iguais.

E por tabela, também teremos a adição de 2 novas cores para as pastas e temas: rosa e amarelo:


Um site da distro está em fase de desenvolvimento, contendo muitas instruções importantes, como particionar HD com Windows já instalado, para dual boot e configuração de algumas BIOS em específico.

Sem contar uma sessão dedicada a ensinar criar pacotes AppImage, para quem deseja ter uma versão de software do Windows rodando em Linux.

Download da ISO está disponível no site do canal Mestres em Linux.
Para acessá-lo, basta clicar AQUI.

E a versão 22?

A versão 22, que sairá no primeiro semestre do próximo ano, já está com algumas novidades pensadas e sendo desenvolvidas, afinal, pretendemos dar um grande salto de qualidade e particularidades para nosso público alvo: empresas.

Bora conhecer algumas ideias que temos e que estão em fase de produção!

Central de Programas

Na última década, quem já usa alguma distro Linux, acostumou-se com as diversas centrais de programas existentes: Mint Install, Gnome software, Deepin Store, Pop Shop, etc.

Desde que a do Mint surgiu, tornou-se minha favorita, pela sua simplicidade e objetividade, embora, como muitos, eu a considere bem feinha.

Optei pela Mint Install no TigerOS 21, mas ela tem (pelo menos) 2 problemas:

1 - não trabalha com programas Snap e AppImage

2 - precisa ter o código auditado para se desprender do Mint

Como vcs devem saber, o Clement, criador do Mint, não curte os pacotes snaps e até mesmo polemizou sobre o assunto. Logo a Mintinstall, por padrão, não trabalha com snaps. Porém, muitos programas que estão nesse formato de empacotamento, não existem em flatpak, como é o caso do Imaginary Teleprompter (eu sei que no site oficial existe pacote AppImage e .deb, mas a ideia é a de que o usuário não precise procurar fora da MintInstall).

Somado ao fato de a Mint Install ter sido “apenas” instalada no TigerOS, sem ter seu código adaptado, acaba não tendo o melhor desempenho que poderia ter.

Explicado tudo isso, temos as seguintes 4 opções:

1 - Editar o código da Mint Install, para que possa mostrar também pacotes snap e AppImage, o que não deverá ser fácil.

2 - Aguardar a Gnome Software 40.X estar disponível para a base Ubuntu, ocultar as sessões que deixariam a interface “poluída”.

3 - Desenvolver toda a Central de Programas do zero, a mais trabalhosa de todas.

4 - Adaptar a Pop Shop/Elementary Story corrigindo os bugs nos tiles das categorias.

O que mais está pesando na decisão é:

Existem uma série de programas que o brasileiro necessita instalar, como aqueles referentes à Receita Federal, módulos de segurança bancários, certificados digitais, etc.

Todos esses programas ganharão destaque na futura Tiger Store, pois queremos que todas as empresas tenham certeza de que podem adotar a distro e instalar tudo que precisam de maneira simplificada.

Módulos:

As distros Linux hj, ou são genéricas, ou muito específicas, como o caso do Kali.

Aqui no Dio+ mesmo, quando vejo alguém perguntando sobre uma distro para trabalhar com edição de áudio e vídeo, fico de mãos atadas para indicar o TigerOS, pois embora seja simples instalar o kernel Low latency, os programas para esse tipo de trabalho precisarão ser instalados 1 a 1, manualmente.

O mesmo ocorre para quem quer trabalhar com pentest, que hoje tem a disposição não só o Kali, como Parrot, Tails, Black Arch e outras.

Fora outras áreas como, Clusters, NAS, Educação e muitas outras.

Minha ideia para abranger essas categorias é a de criar pacotes que ficarão no site oficial, mas que permitirão transformar o TigerOS, por exemplo, num Ubuntu Tiger Studio.

O que será necessário para isso? Depende da categoria.

Por ex, é possível rodar o modo Live do Ubuntu Studio, verificar a lista de programas que vem nele, criar uma tabela dividida em categorias, verificar quais desses programas possuem uma versão AppImage e Flatpak, colocando os respectivos links para download na tabela.

Assim, os desenvolvedores terão menos trabalho na hora de criar um instalador que implemente tudo que precisa. Inclusive, é possível ainda permitir que sejam instalados os programas que realmente a pessoa usará.

Ou seja: ZERO necessidade de conhecer programação ou coisas mais avançadas.

Isso tudo sem contar a renovação dos ícones e temas, um novo instalador e ideias que poderão surgir nos próximos meses, podendo também serem colocadas em prática com o surgimento de voluntários para a execução do trabalho.

Como puderam conferir, muita coisa foi, está e será feita para tornar o TigerOS uma distro com particularidades e diferenciais, por mais que os críticos digam: “só está automatizando coisas simples”.

O foco da distro é o desktop de empresas, mas você, caro leitor que se interessou e gostaria de instalar em sua máquina particular, ou mesmo para algum parente, amigo, vizinho e ficou na dúvida, te respondo com todas as letras: SIM, fique a vontade para usar aonde bem entender.

Jogos e tudo o mais funcionarão tal como a base original, o Xubuntu 20.04.X.

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Um ótimo diferencial! Certamente ajudará muuuuita gente.

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Certificado é a parte mais chata, mas é possível.
Muitas vezes, já lidei com erros malucos de implementação de sistemas na hora de assinar os documentos.
Se conseguir simplificar isto vai ser uma mão na roda de muita gente. Eu gastei horas para entender como funcionava e implementar. No final das contas, foi um ótimo aprendizado até sobre o Linux.

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Se quiser contribuir, será bem-vindo!

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O poste ficou sem o ano das datas, se eu tivesse lendo isso em 2022 eu não saberia de que ano esta falando.

Vc implemento proteção em tempo real apos a instalação do ClamAV?
O ClamAV tem real time protection.
Se vc n sabe implementar eu sei fazer.
Você poderia implementar na pasta downloads.
O ClamAV faz uso de um recurso do kernel Linux chamado fanotify e este recurso é a nivel de Ring 0.
O que torna mais seguro e preciso e rápido do que se implementar no Ring de usuário.

Então o kernel do TigerOS precisa estar com esse recurso habilitado para usar o RTP do ClamAV.
Veja a documentação do Real Time Protection do ClamAV: On-Access Scanning - ClamAV Documentation

Tem um bug no painel no instalar o chrome, o chrome instala mas o instalar não muda para remover.

Está intimado a me dar uma aula de como proceder :wink:
Toda ajuda, dicas e sugestões são bem-vindas!

Apertou F5 depois da instalação?

Eu estava vendo um streamer testar o TigerOS então n tem como ter certeza, mas eu não percebe nenhum load.
Mas ele fecho e abriu de novo.

Opa, será ótimo.

Este ano não estou pegando mais nenhum compromisso. No próximo, em princípio, vou trabalhar como desenvolvedor e já estando “o módulo carregado”, posso e gostaria de auxiliar nesta área, até para enriquecer meu portfólio.

Próximas novidades apenas na série 22(.04)

Muito interessante o projeto, espero que continue a crescer!

Só algumas sugestões:

O clamav poderia vir instalado por padrão, já ajudando na proteção logo ao primeiro boot. Caso o usuário não queira usá-lo, terá a opção de desinstalá-lo.

Creio que as melhores seriam a 1 e 4, pois a Gnome Software é pesada como a DE e não cairia bem em um XFCE (na minha opinião).

Obrigado pelas dicas, a série 21 está sendo um grande laboratório para mim e para o @Natanael.755.
Eu mesmo aprendi a combinar o Debootstrap e o Cubic para conseguir gerar a melhor versão 21.1, atual.

Sei de algumas distros q já fazem isso, o q gera problemas para o usuário, inclusive de lentidão.

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Ótimo sistema me parece promissor, mas tive um problema com a mintinstall, não consegui fazer com ela ficasse em tela cheia talvez seja pelo fato da minha tela ser 1024x768. Entretanto a mesma loja funciona no Linux Mint

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Bom saber, ninguém ainda havia comentado sobre esse problema.

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Pessoal eu recomendo utilizarem o Ventoy para instalar o TigerOS pq com o Balena Etcher eu tive problemas

OBS: Eu não sei se o Rufus está funcionando bem, fiz o pendrive bootavel usando o Linux Mint

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Obrigado pela dica!

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