Teste com vários file systems, matéria interessante do phoronix.
Dificilmente o btrfs e bcachefs vão chegar no nível de desempenho dos outros sistemas de arquivos, afinal a adição da possibilidade de snapshots tem um custo. Mas certamente vale a pena, pra quem pensa em ext4, tentar ir pro xfs para ganhar desempenho.
Realmente o XFS é bem rápido e eficiente, no começo eu achava que era a mesma coisa do EXT4 apesar de ser uma tecnologia mais nova mas quebrei a cara quando vi a rapidez de desempenho e performance do sistema usando esse novo “file system”
Meu Peppermint é o único que tá em XFS-MBR, o Ubuntu em EXT4-GPT e o Fedora BTRFS-GPT
Nossa! Será que vale a pena trocar um desktop de ext4 pra xfs?
Eu sinceramente não reparei tanta diferença usando XFS e EXT4 no root, talvez na partição /home de alguma diferença. Testei o Arch com XFS e EXT4 em bare metal e para mim ficou na mesma. O almalinux também estava usando com XFS que é o que vem por padrão e não senti tanta diferença assim. Como eu disse, talvez na pasta /home com bastante transferencia de arquivos grandes dê alguma diferença.
Isso.
Que eu saiba o XFS tem melhora em arquivos grandes, já nos pequenos perde para os outros.
Só agora, li essa matéria do Phoronix (link lá no alto) – porque acabo de ser surpreendido pela velocidade do XFS – e de repente, isso muito me interessou.
Uso XFS na /home do openSUSE, desde Janeiro 2017 – porque foi o padrão sugerido pelo instalador YaST2: – “/” em BtrFS e /home em XFS.
Nunca tive absolutamente nenhum problema com a /home do openSUSE em XFS, nesses 8 anos e meio. – Mas também nunca vi nenhuma “diferença” em relação às outras distros com /home em ext4. – Ou seja, nunca vi motivo para mudar as outras /home para XFS.
Acontece que ultimamente (Maio, Junho) tive vários crashes de alguma coisa do Plasma (Kwin?), seguido de freeze total. – No Arch, não consigo alternar para um console virtual (tty) para comandar reboot, que fecha tudo. – Na falta disso, vão se acumulando pequenas falhas na /home.
- Isso também acontece em outras distros, mas como uso Arch 99% do tempo, foi nele que observei melhor os detalhes – ao desmontar e executar um fsck na /home dele:
Comecei a ficar mais tempo no openSUSE – e percebi que, nele, o crash / freeze não me impede de alternar para um tty.
Ora, a diferença mais evidente é que a /home do openSUSE está em XFS. – Pensei nisso aqui:
Metadata Journaling:
XFS utilizes a metadata journal, which records changes to the file system’s metadata before they are written to the main data area. This ensures data integrity and faster recovery after system crashes or power failures, as the journal can be replayed to bring the file system back to a consistent state.
Isso me deu vontade de converter todas as outras /home para XFS – não me perguntem porquê, ha ha!
Resolvi começar pela /home de um KDE Neon que instalei há poucos dias. – Pelo Midnight Commander (mc), copiei a pasta do Usuário do KDE Neon para uma partição vazia – ambas em ext4.
- O mc faz essa cópia preservando todos os atributos de todos os arquivos e pastas, por padrão.
A cópia demorou quase 4 minutos:
Conferi a pasta original e a cópia, pelo Krusader >> Synchronise Folders >> Compare:
Desmontei e formatei a partição Home5 para XFS:
Tornei a aplicar o rótulo (Label) Home5 e documentei o quadro atualizado das partições (filesystems, UUIDs):
Atualizei o /etc/fstab do KDE Neon com o novo UUID da sua /home:
Copiei de volta a pasta do Usuário para a nova partição XFS. – Demorou menos de 30 segundos!
E o KDE Neon carregou alegremente, como se nada tivesse acontecido:
Neste momento, já estou usando há mais de 2 horas. – Ok, ainda é cedo para cantar vantagens.
Não vi nenhum aumento de velocidade – da mesma forma como nunca notei maior velocidade no openSUSE. – Já fico satisfeito com a melhor preservação da integridade da /home.
Até o kernel 5.x os demais files system tinha vantagem em manipular muitos arquivos pequenos comparado ao XFS, hoje praticamente está igual para igual com ext4, mais o XFS mantém a liderança quando o assunto é arquivos grandes, não é atoa que é muito usado e indicado para banco de dados.
A anos eu uso XFS como padrão, mais o casamento XFS para arquivos e BTRFS para o sistema prece ser o casamento perfeito.
Mas notei melhoria na velocidade comparando xfs, btrfs, ext4 e f2fs com kdiskinfo e o resultado mostrou o xfs com melhor resultado, mesmo com arquivos pequenos. Uso ssd sata e nvme. Não sei se com hd mecânico o resultado seria o mesmo.












