Testando o Elementary 6 Beta. Tá bom, mas tá ruim (ou o contrário?)

Aleluia!

Depois de uma longa espera desta distro desejada, saiu o beta público do Elementary OS 6. Eu que amo novidades e não aguento esperar, imediatamente baixei e instalei e agora estou tentando. O que achei? Oh, esta distro está incrivelmente… beta!

Tá bem beta.
Pois é, tá bem beta mesmo. Rapidamente dá pra ver problemas de tradução, necessidade de repetir processos de configuração inicial como idioma de teclado, fuso horário. Estou aqui com uma atualização na Central de Aplicativos que não vai nem sai. Por falar na loja de Aplicativos, consta pouquíssimos programas disponíveis, mas o que tem no reposítório, dá pra instalar normalmente via apt. Não sei o que se passa nos bastidores pra esta versão “quase” final ainda estar assim, sendo que versões betas, costumam chegar praticamente prontas nestes principais recursos. Vejamos, por exemplo, o Zorin, Fedora, Mint, etc.

O que eu Achei?
Não sei se criei expectativas exageradas, mas siceramente esperava bem mais por terem anunciado essa versão com enormes mudanças e experiência de desktop totalmente revitalizada. Fizeram com o Gnome algo definitivamente revolucionário na versão 40, somente com a revisão de pequenas dinâmicas e relocação de recursos. No Elementary 6 com seu “novo” Pantheon, parece estar tudo exatamente nos mesmos lugares, inovando praticamente em nada na experiência.

E o que tem de bom?
O design teve mudanças pequenas, mas dá pra sentir que foi bem refinado nos detalhes, e eu como design gráfico, posso dizer que isso faz uma enorme diferença. Agora tem um modo escuro que pode ser acionado automaticamente ao pôr do sol ou em horário definido manualmente.
Animações estão bem fluidas, programas abrem com rapidez e os travamentos são bem pontuais. Com uma coisa estou feliz: finalmente posso usar monitor externo e fechar a tampa do meu notebook sem que entre em espera.

Crítica: o marketing e a comunicação
Acho que vale eu deixar uma justa crítica. Em outra postagem falei da falta de comunicação e suporte do Zorin, deixando os usuários ao léu desde a versão 15 de sua distro, apesar de terem usuários pagantes da versão Ultimate. Agora o Elementary faz exatamente o contrário com um blog frequentemente atualizado rico em detalhes sobre os novos processos em desenvolvimento da nova versão, fazendo um trabalho correspondendo o apoio financeiro de contribuintes que testam o Early Access, a loja de souvenirs e o recurso “pague o que quiser” para baixar a distro e muitos outros aplicativos na loja.

O Zorin errou em comunicar, mas sinto que fez muito mais para sua versão beta do que o Elementary, sendo que os dois possuem programas de captação de recursos. Os líderes destas distros promissoras precisam urgentemente se conectar a metodologias de marketing e comunicação para aproveitarem todo potencial de crescimento, senão serão somenta mais uma com minutos de fama e participação volátil no mercado.

Alguns prints da minha instalação:

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Está bonito! Mas parece ter batido um desespero nos desenvolvedores do Elementary. O ideal para as distros baseadas em Ubuntu LTS é lançamento de versão pronta até um ano depois do lançamento da última LTS. Pelo menos quanto às distros que não são projetos pessoais ou de uns poucos.

Saiu outra análise no YouTube “pt_br”:

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Meu caso também!

Que bom que não foi só comigo essa impressão. E também não mudam os ícones…

Tem o responsável por uma remaster BR bem aqui precisando de um designer, mas sem poder pagar pelo serviço nesse exato momento (até pq é algo oferecido gratuitamente).

Isso é algo pensado para a versão 21.1 do TigerOS.

Acho que o maior erro foi terem chamado essa versão de “Beta”.
Deviam ter deixado como “Early Access” mesmo.
A expectativa mudaria.

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Me fala mais do seu projeto e do que precisa… Te adianto que sou design gráfico e não manjo nada de códigos, web desgin e tals… quem sabe eu possa contribuir com uma coisa ou outra rs.

Definitivamente, tá mais pra versão “alpha”. Sairia menos mal se eles atrasassem um pouquinho mais no lançamento do beta e entregasse uma versão mais ajustada. Desse jeito acaba manchando a imagem do Elementary.

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Não é essa parte não, é literalmente a parte de design. Bem, se vc der uma olhada no meu site irá entender o quanto sofro com essa parte, basta clicar AQUI.
A parte de cards de cursos é a única relativamente boa, que uma pessoa fez pra mim.

Mantendo esse template de site, preciso muito dar uma melhorada visual, pois está ruinzinho atualmente. Conseguindo vender os cursos, fica mais fácil ter condições de remunerar todos os envolvidos.

Se tiver conta no Telegram, pode me chamar por lá. @DaigoAsuka

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O objetivo do ElementaryOS 6 não era esse. A experiência do ElementaryOS segue a mesma fórmula desde 2012. Eles definiram a forma do projeto e desde então estão aprimorando a plataforma. Mudanças disruptivas é algo que você encontra no projeto GNOME, dificilmente no resto.

Isso é proposital. Os aplicativos do ecossistema do ElementaryOS só serão disponibilizados no AppCenter no lançamento. A partir do ElementaryOS 6, NENHUM programa dos repositórios do Ubuntu/Debian serão listados no AppCenter, porque, por muito tempo, houveram problemas com esses programas, sejam por estarem desatualizados, ou porque estavam simplesmente quebrados, assim como ocorre com o LibreOffice na base 18.04. Fiz até mesmo uma postagem sobre esses programas quebrados, mas foi em um tópico que acabou sendo excluído após a mudança das diretrizes do Fórum.

A partir do ElementaryOS 6, para aplicativos de terceiros, o usuário precisará usar o Flathub. O Odin vai marcar um momento de transição para o projeto, onde o sistema tenderá cada vez mais para um sistema baseado em Flatpaks, tanto que alguns aplicativos padrões do eOS 6 já são Flatpaks e o objetivo é transicionar todo o ecossistema do projeto para Flatpak. Já se fala até mesmo de um futuro onde o eOS será um sistema imutável assim como o Fedora Silverblue.

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Não me refiro a nada espetacular, mas ao menos ajustes para melhorar a experiência. Se realmente há uma proposta estratégica que impede isso, é importante que pelo menos tenha maiores alterações visuais para pasar melhor a sensação de “novo”. É um fator sensorial importante para a apresentação de um novo produto.

Compreendo que exista uma explicação para isso, mas para um produto em beta de lançamento, isso é inadmissível de acontecer. É como lançar um protótipo de smartphone que não faz ligação. Vejo aí um erro na estrutura organizacional na construção de processos.

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Concordo. Ao meu ver, o novo visual está belíssimo, muito superior ao anterior e é evidente a modernização do visual, isso sem perder a identidade visual. Poderiam ter ido além, isso é fato, pois ainda vejo muito o que poderia ser feito para modernizar ainda mais o visual e os responsáveis também. A questão é que o projeto é ambicioso, então os esforços sempre estão sendo divididos entre os vários aspectos da plataforma, afinal eles não estão criando apenas mais uma distribuição. É só ver o planejamento para o Odin no GitHub, é um trabalho monstruoso.

Na verdade, é justamente o contrário. Sabendo a ânsia pelo beta por parte de alguns usuários, limita-se as capacidades do produto para que não ocorra do usuário se prender a uma versão experimental como se fosse uma versão definitiva como alguns tendem a fazer. É algo que você pode ver em versões demonstrações de jogos e programas, por exemplo.

Ademais, você seria um exemplo de usuário que exemplifica o quanto a decisão do projeto foi uma decisão acertada: aquele que de imediato testa e tenta utilizar o sistema e/ou repassa suas impressões. A fim de definir uma boa imagem com o lançamento final, os resultados indesejados são podados. É uma boa estratégia para valorizar o produto final.

Com certeza. É inegável que o Elementary está muito bonito e bem mais refinado do que a versão anterior, mas só os olhos mais detalhistas conseguem perceber uma evidente diferença. Eu sempre tento olhar pela perspectiva artística e mercadológica que é a minha área e independente dos grandes esforços por de baixo do capô, que é digno de reconhecimento, o aspecto visual tem impacto bem importante, especialmente para uma distro que é afamada por sua beleza.

Problemas pontuais são absolutamente perdoáveis, mas há problemas estruturais e que considero descabível para um beta.

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Concordo!
Eu mesmo sou uma pessoa que passa menos de 1/2 hora tentando usar, a cada novo lançamento, nunca ficando nem mesmo um dia inteiro. Então para mim, visualmente não é tão perceptível assim as mudanças.

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Sempre admirei o ElementaryOS, mas quando tentei usá-lo não gostei, pois tive a sensação de que “faltava algo”. Essa edição 6 me deixou bastante animado, pois vi que iria corrigir diversas das “falhas” que me incomodavam.

Ver esse beta me deixou desanimado outra vez e acho que vou ficar quieto no meu Debian…

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A única coisa que me incomodava no Elementary é que no Chrome tudo era travado, e me incomodava demais. O resto era tranquilo.

O mesmo comigo.

Já nem me animo +.

Melhor decisão :grin:

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O vídeo recém-lançado no canal Diolinux sobre o Elementary 6 pode reativar a animação!

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Eu vi assisti hoje o vídeo com as considerações do @Dio. Endoço tudo o que ele disse e acho que o Elementary é um projeto realmente ambicioso e que está fazendo mais do que só uma distro. Desde que conheci essa distro, reparei que a loja deles é a melhor de todas do mundo linux (arrisco nessa afirmação). Tem aplicativos que você só vê lá e que são muito bem construidos e práticos, diga-se de passagem. A equipe é muito atenta a todos os pequenos detalhes de produção e se esforçam bastante para ampliar e reforçar seu próprio mundo.

Entendo que há um grande propósito de estruturação e construção do próprio ecossistema, mas não consigo deixar de observar a estratégia de branding. Mercadológicamente pega muito mal ter uma loja de app das mais elogiadas sendo lançada com meia dúzia de aplicativos, mesmo sendo beta. Que painel de controle é aquele com cara de cinnamon no meio de um visual todo top a là “macOS”? A falta de inovação visual pegou mal pra marca, ao criar uma enorme expectativa para a 6° versão e lançarem com uma “carroceria” praticamente igual. Por mais que esteja tudo lindo e turbinado por de baixo do capô, precisa estar coeso com o exterior, especialmente se tratando de um projeto já reconhecido pelo aspecto visual.

Depois de dizer tudo isso… Pensei aqui agora… Será que preferiram guardar todo o gás de idéias para um boom maior para uma 7° versão, assim que tiverem uma plataforma mais sólida e autosustentável? Neste caso eu até aceitaria rs.

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Oi, tudo bem? :slight_smile:

Dizem que isso acontece, justamente para proteger os desenvolvedores de causarem uma má impressão com seus apps que podem ser pagos em um sistema que pode falhar por ser beta e não por culpa dos apps em si. Se faz realmente sentido, não sei hehe.

Outra questão é que um repositório limitado, no período de desenvolvimento, acaba se tornando mais fácil debugar, porém, as pessoas depois vão usar com os apps, eu também acho que seria útil ter o repositório normal, concordo com você.

Na real o painel de controle do macOS é exatamente nessa pegada do elementary.

Imagino que eles não se importam tanto com questões desse tipo neste momento, relacionadas a mudar o visual. Consistência é algo que leva anos para existir, é o mesmo caso do Adwaita do GNOME, ele existe desde 2010, recebendo updates visuais apenas. Se o do elementary foi muito ou foi pouco, é quase uma questão de gosto.

Foi super interessante acompanhar o desenvolvimento do dark mode deles. Dark mode não é simplesmente inverter as cores, onde era claro, deixar escuro e vice-e-versa. No blog deles tem um texto bem legal sobre o assunto. Então quando eles fizeram um dark mode, eles quiseram realmente fazer um dark mode, e não um tema escuro apenas. Fazendo as coisas de fazer, mas “do jeito certo”.

Nessa nova atualização do stylesheet, eu gostei de praticamente tudo, exceto as barras de progresso, acho que elas estão antiquadas, mas até aí, no primeiro alerta do sistema, diz que o design está incompleto ainda, pode ser que algo mude, vamos aguardar a versão final para ver isso.

Apesar da comparação inevitável com o Zorin, é bom ressaltar que o que o Zorin está tentando fazer e o que elementary OS está tentando fazer, são coisas bem diferentes.

O Zorin é bem mais imediatista em criar e entregar soluções, e se baseia em oferecer uma experiência Windows like dando suporte a tecnologias importantes, mas não desenvolvida por eles, como flatpaks, snaps, etc. O próprio ambiente gráfico, parte de uma base que já existe, o GNOME, para adicionar modificações e extender as funcionalidades.

O tema do novo zorin é belíssimo, mas os contrastes no “modo dark”, não são por exemplo.

No caso do elementary, você pode observar que eles gastaram e ainda vão gastar muito tempo criando as fundações dessa plataforma, como mencionei no vídeo do Diolinux. Tem muito trabalho de código que vai permitir com que as coisas funcionem, eles tem uma interface gráfica própria, uma loja própria (apesar da system76 acabar ajudando também), e cada uma das aplicações é “home made”.

Existe uma preocupação para que os desenvolvedores tenham as melhores ferramentas para fazer seus apps, que não necessariamente vai refletir na aparência de um botão ou ícone. No mesmo estilo macOS, tudo o que você precisa para criar apps para o elementary OS, já bem com o sistema, é por isso que o editor de textos se chama “Code” e não “text editor” por exemplo, tendo recursos de IDE e já pensando para trabalhar no desenvolvimento de apps para sistema. Além disso eles criaram bibliotecas para desenvolvimento de interfaces, daemons para gerenciar e sincronizar o comportamento do sistema no login/logout, etc.

De uma release para outra, existe muito trabalho sendo feito, mas quando não é algo visual, para quem só dá uma olhada no elementary a cada release por exemplo, dá a impressão que o sistema não muda muito, quando na verdade tem vários detalhes visuais melhorados, que quem prestar atenção ou quem usa no dia a dia, certamente vai perceber, e mutia coisa mesmo sendo feita na estrutura da plataforma.

O elementary OS por exemplo, tem um Dashboard para desenvolvedores poderem publicar as suas aplicações e acompanhar os status delas, além de viabilizar o recebimento de valores por aqueles que desejarem pagar.

A impressão que eu tenho é que não importa tanto se você (ou eu) não pensarmos que é uma boa ideia o usar elementary OS neste momento por falta de um recurso ou outro, ou por que ele não atende alguma necessidade nossa.

Com o tempo, se o desenvolvimento continuar, as pessoas simplesmente vão usar o sistema, e o número de usuário irá aumentando aos poucos, conforme essa plataforma amadurece.

Me parece que não é uma questão de lançar um recurso “fantástico” agora que vai fazer com que muita gente migre de sistema, e que depois que enjoar troque de distro, mas criar algo para fazer com que no longo prazo o sistema sempre ganhe não só usuários, como desenvolvedores, e verdadeiros fãs, que vão ajudar o sistema a crescer a atingir seus objetivos.

Em outras palavras, acho que a ideia não é criar um pico gigante no gráfico da quantidade de usuários a cada lançamento, mas fazendo com que ele esteja em constante crescimento.

Windows e macOS acabam tendo relevância no mercado não pelos recursos do próprio sistema, nós sabemos que generalizando, eles permitem fazer a mesma coisa que quase qualquer distro Linux, mas em caráter de mercado, por terem desenvolvedores focados em fazer aplicações para eles, pessoas criando soluções e querendo liberar os seus apps nessas plataformas, o mesmo vale para o Android e para o iOS,

Sistemas sem os apps não são nada, o Ubuntu Phone e o Windows Phone são exemplos disso, o sistema funcionava, mas não tinham desenvolvedores, e a equipe do elementary OS parece estar construindo uma base para que o elementary OS seja um novo player deste tipo no longo prazo, trazendo as “pessoas certas” para perto, que talvez não sejamos você e eu neste momento.

A própria postura e o que o sistema entrega vai acabar atraindo alguns perfis de pessoas, eu acho que é uma estratégia super bem pensada.

O ideal seria crescer rápido enquanto você constrói isso, mas acho que eles tem um número limitado de pessoas e precisam focar. Criar um projeto pensando no futuro nunca é fácil, talvez só tentando fazer para termos noção, mas é super interessante de acompanhar, isso sim. :grin: :

Abração! :slight_smile:

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Eu testei também, achei bem bonito e tals, mas o elementary é muito conservador, eles dizem que não vão atualizar alguma coisa só pra ter atualização (segundo eles). Já eu, eu não consigo viver sem os apps curados (os quais não estão disponíveis no Beta por razões técnicas ), então vou continuar com a versão estável , que é a 5.1.7.

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