Systemd diz adeus ao SisV e a vida segue seu rumo

A versão RC1 do Systemd 259 apresenta mudanças importantes que antecipam o cenário da transição para o 260. O destaque é o abandono definitivo do suporte a scripts de inicialização SysV, com a remoção deste, do rc-local e das ferramentas sysv-install.

Os desenvolvedores do Systemd orientam para que se deixe de usar scripts antigos do estilo SysV e forneçam arquivos próprios do Systemd, que são mais modernos e oferecem melhor integração com o sistema.

Além disso, o mecanismo de registro de logs passa a gravar tudo de forma persistente por padrão, sem precisar verificar se um diretório específico existe para decidir como armazenar os dados. O gerenciamento de memória também evolui porque o Systemd passa a montar o cgroup2 com rastreamento de uso de HugeTLB ativado, recurso que só funciona corretamente em versões do kernel a partir da 6.6.

O systemd-networkd e o systemd-nspawn deixam de usar iptables e libiptc para criar NAT, adotando exclusivamente nftables. O systemd-networkd ganha novas opções para configuração de domínios em concessões DHCP, campos de nome de máquina para concessões estáticas, um método para descrever propriedades de interfaces e hook de resolução que permite resolver nomes localmente em contêineres e máquinas virtuais.

O systemd-resolved ganha uma forma nova de mostrar suas configurações de DNS e passa a aceitar “ganchos” locais, colocados em um lugar definido do sistema. Esses ganchos permitem que certos serviços façam ajustes no processo de transformar nomes de sites ou máquinas em endereços de rede, influenciando o resultado final da busca por nomes na rede.

O systemd-boot e o systemd-stub param de funcionar com a tecnologia de segurança antiga (TPM 1.2) e usando somente a TPM 2.0. As regras de segurança para as partes do disco que o computador pode acessar ficam mais rígidas: agora, quando o sistema verificar automaticamente uma dessas partições chamadas XBOOTLDR, ela precisa estar formatada em VFAT, a mesma exigência que já existe para a partição usada para iniciar o sistema.

Em toda a base de código, várias dependências de bibliotecas compartilhadas passam a ser carregadas sob demanda para reduzir requisitos obrigatórios de execução, e a libcap é retirada em favor de implementações internas.

O systemd-importd passa a usar apenas uma biblioteca específica para abrir e manipular arquivos compactados no formato tar e agora pode funcionar separadamente para cada usuário do sistema.

Outras melhorias incluem carregar vários módulos ao mesmo tempo para acelerar o processo, adicionar novas opções de segurança em um componente que verifica a integridade do sistema, aumentar o que o mountfsd é capaz de fazer, criar um atalho mais curto para usar um comando do sistema de registros e permitir consultar identificadores únicos de usuários de novas maneiras.

Concluindo

O mundo gira e temos de olhar sempre para a frente. O X já foi, o sysV tá indo e outras tecnologias antigas também serão aposentadas futuramente. Temos de confiar no progresso do pinguim e abraçarmos o futuro com um olhar positivo.

O resto… fica na estrada.

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Vai ter muito choro e ranger de dentes por parte de algumas comunidades aí, para mim não muda nada, abandonar tecnologias legadas é normal.

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Antigamente tinha um controle melhor.

Contudo cada sistema tinha o seu modo de lidar com os serviços.

Systemd veio para otimizar isso. E acho que deu certo.

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Systemd esta igual ao Thanos de Vingadores Ultimato

tenor

I am inevitable :rofl:

Thanos acumula as Joias do Infinito e o Systemd acumula muitas funções.

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