Sugestão de Artigo P/ Blog Diolinux

Olá. Boa madrugada, bom dia, boa tarde e boa noite.

Eu gostaria de sugerir um artigo no site sobre uma ideia que desenvolvi a respeito das distros nacionais, e um projeto base para aqueles que querem trazer de volta aquelas distros BR que fizeram muito sucesso entre a comunidade brasileira de Linux em geral, bem como fazer umas pequenas observações sobre. Então, lá vai:

OBSERVAÇÃO N°01 - Tenho notado que a comunidade brasileira de Linux em geral aprecia, desenvolve habilidades e presta suporte a distros de outros países, como o Ubuntu, Linux Mint, Arch, Fedora, OpenSUSE e por aí vai. Logo, algo passa despercebido e vem na mente:tem alguma distro nacional famosa que seja conhecida e recomendada, que tenha um suporte completo em português do Brasil? Por que valorizamos tanto coisas que vem de fora, sendo que nós mesmos poderíamos fazer essas coisas que valorizamos tanto?**

IDEIA DE PROJETO-BASE : Assim como mundo afora sabemos que existem distros de famílias específicas ( Ubuntu, Linux Mint, Solus, Raspbian – DEBIAN / Fedora, RHEL, CentOS, Mageia – RED HAT), e distros com focos em determinado público ( Linux Mint para iniciantes, Ubuntu Studio para criadores de conteúdo, Slackware para usuários avançados de Linux, etc.) a ideia do projeto-base se divide em 7 tópicos:

Objetivos a curto, médio e longo prazo.

Público-Alvo.

Inovação e Diferenciais.

Marketing.

Prestação de Suporte.

Financiamento e Manutenção.

1 Por Todos, Todos Por 1.

OBSERVAÇÃO N°02 – Esses 7 tópicos que serão explicados logo abaixo se destinam a pessoas/desenvolvedores que tenham vontade e o objetivo principal de trazer uma distro brasileira de volta a vida.

OBJETIVOS A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO

A primeira coisa que se deve ter não somente em mente e também ser a definidora da alma da distro, aonde quero chegar? Por que estou ressuscitando ela? O que espero alcançar em 1, 3 meses e daqui uns **anos? Perguntas como essa devem ser levadas muito em conta, e sobretudo, discutidas com os envolvidos no plano de ressuscitação da distros e também com a comunidade de usuários de outras distros Linux em geral, o que pode fazer com que mais pessoas se interessem pelo plano de sua equipe, e possam ajudar ele a se tornar realidade.

PÚBLICO-ALVO

Esse tópico pode parecer extremamente fácil numa primeira impressão, mas a verdade é que é necessário um pouco mais de atenção sobre ele, ainda mais se tratando da ressuscitação de distros nacionais, onde é preciso realizar um pequeno estudo a fundo sobre de onde veio, como foi criada, e para qual tipo de público ela era direcionada. Para que uma ressucitação possa dar certo, é também necessário um estudo aprofundado das necessidades de mercado e dos usuários em si, para que a escolha feita seja certeira.

INOVAÇÃO E DIFERENCIAIS

Assim como as distros mais famosas que existem e possuem popularidade entre os usuários, entra em cena o fator chave que define a alma de uma distro ressuscitada: criatividade, e modernidade. Desenvolver algo novo que a distro ressuscitada leve consigo para atrair usuários é necessário, e o mais importante de tudo, algo que seja moderno, prático e funcional para todos, que seja uma das marcas da distro.

MARKETING

Talvez você possa ter um susto ao ler esse tópico, mas fique tranquilo, não é um monstro de 7 cabeças como a maioria das pessoas podem achar. Marketing é basicamente essas 3 palavras: divulgação, promoção e ação. Um bom marketing envolve a divulgação em lugares considerados como ponto-chave para atrair pessoas para conhecerem o projeto, a promoção de iniciativas tecnológicas comunitárias regionais, e as ações do time de desenvolvimento em questões de interesse geral da comunidade e do local. Para as distros ressuscitadas, uma dica que dou é: utilize os pontos de destaque antigos e os refine/reforce eles mais ainda, o mesclando com as inovações e diferenciais que ela tem a oferecer para o momento presente.

PRESTAÇÃO DE SUPORTE

Considerada por muitos algo muito desafiador, a prestação de suporte envolve um conjunto de mecanismos pelos quais os usuários tenham acesso a documentação, fóruns de resolução de problemas, desenvolvimento de habilidades e mais outras ferramentas que as auxiliem na administração da distro em si. Para as distros que já existiram e forem ressuscitadas, a recomendação principal é criar ferramentas novas e de fácil acesso tanto para usuários novos, como para os que já conheciam ela, de modo a criar canais de comunicação mais acessíveis e versáteis, onde em quaisquer situações, elas possam ser recebidas, resolvidas e implantadas de forma mais rápida e eficiente.

FINANCIAMENTO E MANUTENÇÃO

Em um mundo onde o dinheiro cada vez mais é sinônimo de bons negócios, entra a famosa parte chata, mas que deveria ser reconsiderada pelas pessoas: o que justamente a primeira palavra desse tópico diz. Criar, desenvolver, e prestar suporte entre várias outras atividades desenvolvidas geram um custo, e nisso tudo, para que todas essas coisas possam continuar funcionando, é preciso contribuir, seja de forma financeira ou outras atividades desenvolvidas em paralelo, para que não somente tudo isso possa continuar, como também, ajudar nos planos de expansão definidos nos objetivos principais da distro. Para as distros nacionais que já tiveram um passado onde eram mantidas por empresas/comunidades pequenas, ações anuais de arrecadação e recrutamento de pessoal para auxílio em atividades importantes desenvolvidas pelo time de desenvolvimento da distro em si podem não somente criar uma base sólida de onde ela possa se expandir e chegar a mais pessoas, como também abre as portas para que diversas novidades e inovações possam chegar de uma forma mais rápida e bem desenvolvida. A comunidade, acima de tudo, deve se respeitar, escutar as ideias que cada um tem a falar, pois são essas coisas que fazem comunidades pequenas serem grandes pioneiras e destaque no que fazem.

1 POR TODOS, TODOS POR 1

Se pararmos para pensar um pouco sobre a verdadeira filosofia que o Linux sempre carregou a partir do seu nascimento, acabamos percebendo que todo projeto que nasce com objetivos, inovações, e uma comunidade forte e unida, pode acabar trazendo benefícios diretos e indiretos para toda a comunidade Linux em geral. Geralmente é comum encontrarmos defensores de distros com garras e dentes, ao mesmo tempo que é preciso todos os dias lidar com haters, pessoas que ao invés de ajudarem, só criticam o trabalho dos que fazem mais, os que fazem por dedicação e amor, e, convenhamos, nada disso é legal. O mesmo vale para as distros nacionais que ressuscitarem, pois não existe mal algum quando elas voltam a vida. O que desenvolvedores, usuários e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente nesses projetos é: iniciativas vêm para somar para a comunidade, e não para subtrair; independente do desenvolvedor ou grupo de pessoas, se existem pessoas que querem fazer o diferente acontecer, ao invés de atacar, criticar e falar que não vai dar certo, se coloque no lugar dessas pessoas por um instante, e reflita. Nada como 5 minutos para se fazer uma coisa completamente simples e fácil de ser feita. Se você, hater, só acha que criticando vai melhorar o mundo, revise seus conceitos de mundo, pois você vive, logo, deixe as outras pessoas viverem e verem o mundo a forma delas, e deixe elas fazerem acontecer. Com toda certeza, afirmaria que essas pessoas vivem bem mais a vida do que você, que só deseja destruir e ver o caos de tudo.

Para os desenvolvedores e comunidades que querem trazer uma distro nacional de volta, aqui fica meu conselho: acreditem em seus potenciais e tenha em mente que, fazer diferente pode trazer coisas valiosas e grandiosas para o futuro, faça o sonho se tornar realidade e nunca parem de fazer acontecer, pois mesmo que tudo possa parecer difícil, é tentando que cada um de nós acabamos encontrando o caminho certo pelo qual iremos percorrer. Seja um mosqueteiro/mosqueteira e mostre o seu espírito de valentia, coragem e inovador, e traga a comunidade, o que sempre sonhou em realizar um dia.

Obrigado por ler! Deixe seu feedback sobre esse artigo logo abaixo, gostaria muito de ouvir sua opinião sobre ele e em quaisquer erros que eu possa corrigir que estejam dentro dele.

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As distros nacionais não são nada além de remasterizações… Para piorar, geralmente é mantida por apenas uma pessoa.

Falo com tranquilidade, que a última distribuição que realmente contribuiu para o Linux… foi a Conectiva, com a criação do Synaptic.

Ao meu ver, seria mais útil que se criasse ferramentas (softwares) ou serviços para a comunidade.

Se a intenção é um sistema… É essencial que se crie algo realmente novo (interface idealizada do zero, pra começar).

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Distro brasileira só tem remasterização? Já ouviu falar do MazonOS?

Como o @anon48034656 disse, a última distro brasileira que teve alguma relevância foi o Conectiva Linux. Com tantas opções de distros não há um motivo real para criar mais uma, por que ela seria apenas isso, mais uma. Seria muito mais útil para a comunidade direcionar esses esforços para alguma distro ou projeto existente.

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Pode descrever no que ela se destacada?

Tem umas distros bacanas como a GoboLinux e a MazonOS como citou o amigo acima.

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Creio eu que na filosofia KISS assim como o Arch

Cara, isso é complicado, a comunidade Linux brasileira é mais radioativa que o pé de elefante quando se trata de projetos nacionais e eu nem falo só de distros Linux, muitas pessoas ignoram as contribuições dos conceitos usados pelas “remasterizações” brasileiras, olha os comentários do @anon48034656 e @anon48453804 que ignoraram toda as bases conceituais que as distribuições brasileiras trouxeram ao mundo Linux, infelizmente esse tipo de mentalidade é a mais comum ainda

Fun fact: Pés de elefante não são radioativos, mas bananas são.

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Verdade mas me referia a esse:

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Interessante, embora eu não veja semelhança alguma com um pé de elefante.

No Google imagens tem a foto que esse cara da foto tirou, ela se parece mais

@Natanael.755 como já foi citado, o que se faz no país é mais do mesmo. Até citaram o Arch com XFCE como “novidade”!

Toda fragmentação benéfica (que realmente, trás algo novo e diferenciado) estarei apoiando. E pelo contrário, só vejo as pessoas aplaudindo as distros nacionais… “porque são nossas!” (mas esqueceram de contar, que o código é totalmente gringo :sweat_smile:).

E quanto a Chernobil, fico com a série… :rofl:. Excelente por sinal!

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Parabéns ao @Rover-XXI por se dar ao trabalho de escrever um conteúdo tão elaborado, mas não entendi exatamente como esse detalhamento todo é uma sugestão de conteúdo para o blog - me pareceu mais um checklist que as distros deveriam fazer internamente para alcançar mais relevância. Recomendo fortemente que mude o título para fazer mais sentido em relação ao conteúdo. :thinking:

Sobre o conteúdo em si, acho que não se trata de valorizar coisas de fora ou de dentro - muita gente aqui deve ter usado os falecidos Kurumin/Conectiva e provavelmente ainda usariam se os projetos tivessem continuado tão relevantes quanto foram na sua época. As pessoas deveriam usar o que eles mais se sentem à vontade e também contribuir com aquilo que elas se identificam.

Eu já contribui enviando bugs ou me comunicando com os desenvolvedores de diversos projetos que eu gosto (gimp, gnome, elementary, android, libreoffice, ubuntu, fondo, etc) e o fiz porque acreditava que meu feedback poderia ajudar de alguma. E não foi um critério para mim saber de onde esses projetos são. :slight_smile:

Penso que incentivar a colaboração e divulgação de soluções que acreditamos que possam ajudar outras pessoas é mais importante do que o lugar de onde as soluções em si vem.

Abraço e ótima semana para todos.

Eddie

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Exemplos de coisas pós conectiva (synaptic) que mudaram o Linux até hoje:

  • Manipulação separadada de drivers e recursos antes apesar de serem categorizados no synaptic era uma verdadeira mistura de pacotes, os brs é que trouxeram a idéia de separar tudo em locais diferentes, as soluções variaram mas a idéia essencialmente era a mesma

  • Instalação one-click, antes dos brs ou você sabia a URL, ou usava o terminal ou fazia um ritual pra instalação, as distribuições trouxeram uma inovação que tornou tudo mais fácil que o Windows, bastando clicar no app pra instalar, novamente as soluções variaram mas o conceito foi o mesmo: Clique duplo, sua senha e pronto (detalhe: no ícone do programa com uma descrição simples do que ele fazia ao invés de uma caixa com nomes estranhos)

  • Sistemas explicativos/instalações assistidas o que facilitou e muito a disseminação do Linux (sim o que o Ubuntu, Mint, Deepin… fazem hoje começou com distros brs)

  • Instalações paralelas de apps e de múltiplas versões, hoje em dia isso é trivial mas o conceito surgiu em distribuições brasileiras

  • Manipulação de placas hibridas

  • Manipulação gráfica sobre renderização via GPU ou CPU…

Dá pra citar inúmeras idéias que hoje a maioria das distribuições Linux trazem que foram ideias desenvolvidas pelas distros brasileiras e o mais irônico é que usaram (pelo menos nas coisas citadas) códigos gringos pra isso, por um motivo muito simples:

Os códigos que permitiam isso já estavam lá, só que não eram usados

A única forma de se ter uma distribuição com código 100% nacional é fazer em Lua, como o DSL faz

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@Natanael.755 continuo aguardando a lista das distribuições brasileiras e suas respectivas contribuições ao Linux. Não tenha pressa em responder :stuck_out_tongue_winking_eye:.

Reitero, que apenas reconheço a Conectiva (pelo Synaptic - como expressei em meu primeiro comentário).

E as distribuições atuais? Aguardando a listagem.

Se não me engano o EmmiOS 3 irá vir com uma interface criada do zero (usando qt) :thinking: :slight_smile:

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Olá Galera, gostaria de primeiramente agradecer os feedbacks recebidos, eles são muito importantes para a construção de novas ideias de forma livre e abrangente.

Gostaria de comentar sobre o que vocês deixaram, para que eu possa solucionar dúvidas ou algo a respeito do que desenvolvi nesse tópico:

@anon48034656 - Bem cara, esse é um tópico que deveria ser trabalhado pelas distros nacionais, de forma que elas tenham seus diferenciais e possam trazer coisas novas para somar na comunidade open-source em geral.

@anon48453804 - Eu acredito que novas ideias sejam escutadas, e não vejo mal algum se alguém daqui mesmo do Brasil resolver fundar uma distro por ter ideias e um foco diferente do que a distro principal que usa tem. Uma distro não será apenas ‘‘mais uma no mundo’’, se o desenvolvedor principal e a comunidade se mostrarem dispostos a criar coisas novas, e fazer muito mais além do que muitas distros fazem hoje.

@Natanael.755 - De fato, muita gente diz que o Brasil em nada contribuiu para que o Linux chegasse aonde chegou hoje, sendo que isso é apenas um mito/fato. No meu ponto de vista, a comunidade brasileira é muito resistente a mudanças, e também meio conformista, pois já escutei várias e várias vezes as pessoas declarando sentir falta de distros como o Conectiva, Kurumin, etc.; só que é aquela coisa: muita gente diz muito, mas poucos fazem na prática. E nisso, acontece o que mencionei no artigo, e gera aquele sentimento de inferioridade perante o restante do mundo.

@eddiecsilva - Olá cara, muito obrigado! Eu desenvolvi essa ideia para se tornar um artigo de motivação, e também algo que a comunidade possa discutir, para uma reflexão dos rumos da comunidade brasileira e do Linux a nível nacional e internacional, pois acredito que seja interessante saber o que as pessoas e o que a comunidade tem a dizer sobre isso. No seu último parágrafo, gostaria de ressaltar que, qualquer ideia nova desenvolvida e um bom feedback vêm para somar na comunidade Linux em geral, e acredito no potencial de cada um para que coisas simples, mas inovadoras e grandiosas possam acontecer nesse universo gelado do pinguim.

Bem, espero ter conseguido ter explicado tudo. Continuarei lendo os feedbacks que colocarem aqui, e respondendo-os sempre que eu puder. :+1:

Caracas tu quer tudo? Citei as principais contribuições logo acima, exemplos:

GoboLinux, Kurumin, Regata, Big Linux, Insigne, Duzeru, Metamorphose, agora se quiser casar a primeira lista com essa: TESTE e veja o diferencial coisa que aparentemente não fez nem com o conectiva