Soberarina em nuvem custará à Europa US $ 1,4 tri em 2026

A Europa está prestes a registrar um salto significativo nos investimentos em tecnologia da informação, crescendo 11% em 2026 e alcançando US$ 1,4 trilhão, pelo aumento de investimentos em inteligência artificial e segurança cibernética, buscando maior soberania em nuvem.

O interesse em modelos de IA generativa devem crescer 78%, refletindo a prioridade das empresas em modernizar suas operações e aumentar a capacidade tecnológica local. A demanda por nuvens locais também cresce, estimulada por fatores geopolíticos.

Uma pesquisa recente com CIOs e líderes de tecnologia da Europa Ocidental mostrou que 61% pretendem ampliar o uso de provedores de nuvem regionais, enquanto 53% acreditam que tensões internacionais limitarão o acesso a fornecedores globais.

John-David Lovelock, vice-presidente e analista da Gartner, ressalta que a economia europeia apresenta características próprias. A recuperação do PIB ainda enfrenta obstáculos, tornando o continente mais sensível a incertezas no comércio global.

Parte da estratégia adotada pelas empresas inclui o que ele chama de “geo-repatriação”, uma aproximação de tecnologia e serviços de fornecedores locais como forma de reforçar a soberania digital.

Além disso, softwares se tornam mais caros à medida que vêm incorporados com soluções de IA, enquanto os gastos com computadores, tablets e laptops devem se manter estáveis. O investimento em servidores segue ritmo semelhante, embora grandes aportes em infraestrutura de IA continuem concentrados nos Estados Unidos.

Mesmo assim, os gastos com datacenters na Europa devem crescer 38,2% até 31 de dezembro, chegando a US$ 83,6 bilhões, com expectativa de desaceleração para 18,8% no ano seguinte, totalizando US$ 99,3 bilhões.

Conflitos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia, estão refletidos nas decisões de investimento. Empresários europeus têm buscado controlar o que está ao seu alcance e priorizar a agilidade diante de possíveis crises, focando na expansão de receitas e no desenvolvimento de novos produtos.

Em um cenário global incerto, as empresas redesenham estratégias e procuram identificar onde podem crescer novamente, alinhando tecnologia, segurança e soberania.